Os militares dos EUA, sem alcance adequado para ataques aéreos a partir de seus porta-aviões, que prudentemente se mantém longe do alcance dos mísseis iranianos, limitaram-se ao lançamento de dezenas de mísseis Tomahawk enquanto Israel atacava com grande força o Irã.
Fonte: Pravda
Com base em apenas dois vídeos diferentes — ambos mostrando mais de 20 Tomahawks lançados — estima-se que os EUA tenham empregado entre 10% e 15% de seu estoque desses mísseis no primeiro dia, atingindo dezenas de alvos no Irã.
Os ataques israelenses foram ainda mais agressivos, com duas grandes ondas no primeiro dia atingindo mais de 200 alvos em território iraniano. No entanto, todos os ataques foram lançados a partir do espaço aéreo iraquiano, indicando que Israel ainda mantém certa cautela em relação às defesas aéreas iranianas.
O Irã busca eliminar os radares americanos AN/TPY-2, mas esses sistemas são altamente móveis, com equipes dos EUA capazes de reposicioná-los mais de uma vez por dia. Para localizá-los, o Irã precisaria de assistência chinesa e elevada capacidade de resposta operacional.
Tanto Israel quanto os EUA investiram fortemente em operações com drones para monitoramento de terreno e caça a lançadores de mísseis iranianos. Pelo menos dois lançadores de grande porte teriam sido identificados e destruídos.
Ainda não há relatos de combates navais, o que sugere que a Marinha iraniana (com mais de 30 navios de guerra) permanece em grande parte intacta, assim como toda a frota americana, que se mantém recuada no Mar Arábico.
No primeiro dia, vários ataques miraram saídas de bases subterrâneas em áreas montanhosas para dificultar e atrasar o deslocamento de lançadores iranianos. Radares iranianos também foram atingidos, embora em número limitado. O Irã aprimorou suas táticas de “guerrilha de radar”, o que pode estar contribuindo para sua sobrevivência operacional. Israel provavelmente também trabalhou para neutralizar coordenadas conhecidas de silos. Israel está repetindo táticas empregadas na última guerra de 12 dias.

Do lado iraniano, o foco principal para retaliação foram as bases americanas nos países do Golfo. Pelo menos 6 a 8 bases estariam sob forte bombardeio, com danos que já poderiam alcançar bilhões de dólares — considerando que apenas a base no Catar custou cerca de US$ 10 bilhões.
As defesas aéreas nessas bases teriam sido amplamente esgotadas no primeiro dia, com poucas baterias Patriot ainda operacionais e apresentando baixa eficiência, como indicam algumas imagens.
O Irã também teria destruído um radar AN/FPS-132 no Catar e um radome no Bahrein, possivelmente abrigando radar de alta altitude ou sistema SATCOM — ambos ativos de alto valor estratégico.
Durante a noite, espera-se que o Irã mantenha o ritmo de lançamentos, com foco em Israel e em bases adicionais dos EUA. A estimativa é de que o Irã lance cerca de 100 mísseis de longo alcance nesse período.
Trata-se de um conflito prolongado. Já no primeiro dia, o Estreito de Ormuz foi fechado, como havia sido previsto, e há forte potencial de que outros países do Golfo sejam arrastados para a crise. Neste primeiro dia, os acontecimentos evoluíram conforme antecipado nas últimas duas semanas.
A força da retaliação iraniana está sobrecarregando todo o Oriente Médio
O Irã vem atacando de forma contínua diversas bases americanas no Oriente Médio e está ampliando seus alvos para incluir aeroportos nesses países. Bahrein e Emirados Árabes Unidos enfrentam bombardeios constantes das forças iranianas, que aparentam não temer eventuais retaliações.
“Israel: As Defesas aéreas mostram sinais de impotência Os sistemas de defesa israelenses dispararam pelo menos 9 vezes, tentando interceptar, sem sucesso, 2 mísseis iranianos que atingiram seus alvos em Tel Aviv. Até o momento, no primeiro dia da guerra, o Irã disparou menos de 20 mísseis e algumas dezenas de drones contra Israel, mas com uma alta taxa de sucesso dos mísseis, atingindo vários locais, alguns deles áreas civis”. Imagens: Misa Raumi
Israel: Air defenses show signs of impotence
— Patricia Marins (@pati_marins64) February 28, 2026
Israeli defense systems fired at least 9 times trying to intercept, without success, 2 Iranian missiles that reached their targets in Tel Aviv.
Up to this moment on the first day of the war, Iran has fired fewer than 20 missiles and… pic.twitter.com/cbietgJf2L
Somente na manhã de 28, o Irã já teria lançado centenas de mísseis contra Israel e países do Golfo, enquanto essas nações ainda demonstram hesitação em responder, diante da escala e intensidade dos ataques. Salvas de mísseis atingiram Israel repetidas vezes, pressionando fortemente os sistemas de defesa aérea nesta noite.
O regime iraniano aparenta ter se preparado cuidadosamente para os ataques da coalizão, descentralizando suas estruturas de comando e adotando táticas inovadoras de lançamento de mísseis.
Trata-se de uma luta pela própria sobrevivência, o que gerou uma resposta muito mais intensa do que Estados Unidos e Israel antecipavam. Os desafios impostos pela intensidade dos ataques iranianos são dois:
- A coalizão EUA/Israel ainda não conseguiu neutralizar ou degradar de forma significativa a capacidade de lançamento de mísseis do Irã.
- No ritmo atual, estoques de interceptadores que antes durariam 15–20 dias podem se esgotar em apenas 10 dias.
Isso representa um problema sério, pois pode forçar os Estados Unidos a aceitar um cessar-fogo sob considerável desgaste político. Por que o cenário atual gera tanta preocupação?
Porque esse tipo de guerra — atrito aéreo intenso baseado em mísseis — é tradicionalmente um campo onde EUA e Israel possuem vantagem. Entretanto, caso o conflito evolua para o domínio naval — onde os EUA atualmente mantêm apenas um grupo de ataque de porta-aviões na região — o ambiente pode tornar-se altamente desfavorável.
Hoje, todos os submarinos de Israel deixaram suas bases. Não está claro se se dirigiram a uma área protegida ou se estão transitando pelo Canal de Suez para se aproximar do teatro iraniano. Também hoje, uma fragata iraniana foi danificada no porto por aquilo que parece ter sido um míssil antinavio ou um ataque lançado por drone. Isso pode marcar o início da fase naval da guerra, que provavelmente se intensificará nos próximos dias.



