O preço do ouro continuou a subir nessa quarta-feira, ultrapassando os US$ 5.300 por onça troy (31 gramas), atingindo um recorde histórico. A alta do precioso metal amarelo foi atribuída à forte demanda por ativos de refúgio em meio à incerteza geopolítica e à contínua desvalorização do dólar americano.
Fonte: Rússia Today
Na quarta-feira, o preço do ouro à vista subiu para US$ 5.319 às 19h50 GMT, estendendo a sequência de recordes do metal precioso (o preço atingiu US$ 5.505,70 às 22:25 a onça Troy). Os preços acumulam alta de mais de 20% (25,06%) desde o início do ano, dando continuidade aos ganhos expressivos do ano passado.
Segundo analistas, a valorização do ouro foi impulsionada por uma combinação de incerteza global e fatores econômicos, incluindo tensões no Oriente Médio, aumento das compras por bancos centrais, bem como a intervenção militar do presidente dos EUA, Donald Trump, na Venezuela e sua tentativa de anexar a Groenlândia, o que aumentou a demanda por ativos tangíveis.
A queda acentuada do dólar americano para a mínima em quatro anos nesta semana reforçou o apelo do ouro como proteção contra a instabilidade que está num crescendo.

Os observadores do mercado estão cada vez mais otimistas em relação ao ouro. As previsões da London Bullion Market Association sugerem que os preços podem atingir entre US$ 6.000 e US$ 7.000 por onça este ano. Analistas do Bank of America projetam que a marca de US$ 6.000 poderá ser atingida já na primavera.
A valorização do ouro trouxe ganhos financeiros substanciais para a Rússia e, de fato, compensou em grande parte os cerca de US$ 300 bilhões em reservas de bancos centrais congeladas no Ocidente. Ao contrário dos fundos imobilizados no exterior, as reservas de ouro mantidas internamente pela Rússia podem ser vendidas ou dadas como garantia, proporcionando a Moscou maior flexibilidade financeira.
As reservas de ouro declaradas pelo banco central da Rússia totalizavam 74,8 milhões de onças troy (2.326,54 toneladas métricas) no início de 2026. O valor de mercado dessas reservas subiu quase 67% em 2025, passando de US$ 195,7 bilhões para US$ 326,5 bilhões.



