As Digitais dos deuses (43) – Procurando os Primeiros Tempos

Vejamos o que os antigos egípcios tinham a dizer sobre os Primeiros Tempos, sobre o Zep Tepi, a época em que os deuses reinavam na terra: diziam que fora uma idade áurea, durante a qual as águas do abismo recuaram, a escuridão primeva foi banida e a humanidade, emergindo para a Luz, recebeu as dádivas da civilização. Falavam também de intermediários entre deuses e homens – os Urshus, uma categoria de divindades menores, cujo título significava “os Vigilantes“. E conservavam recordações especialmente vívidas dos próprios deuses, os seres poderosos e belos denominados de Neterus, que conviviam na terra com a humanidade e exerciam sua soberania em Heliópolis e outros santuários acima e abaixo do rio Nilo.

Livro “AS DIGITAIS dos DEUSES”, uma resposta para o mistério das origens e do fim da civilização

Por Graham Hancock, livro “AS DIGITAIS DOS DEUSES”, Tradução de Ruy Jungmann, editora Record 2001.

CAPÍTULO 43 – Procurando os Primeiros Tempos

Alguns desses (deuses) Neterus eram machos e, outros, fêmeas, mas todos possuíam uma grande faixa de poderes sobrenaturais, que incluíam a capacidade de aparecer, à vontade, como homens ou mulheres, animais, aves, répteis, árvores ou plantas. Paradoxalmente, parecia que seus atos e palavras refletiam paixões e preocupações humanas. De idêntica maneira, embora fossem descritos como mais fortes e mais inteligentes do que os seres humanos, os antigos acreditavam que eles podiam adoecer – ou mesmo morrer, ou ser mortos – em certas circunstâncias.

Registros da Pré-História

Os “eruditos e acadêmicos” Arqueólogos são inflexíveis na opinião de que a época dos deuses, que os antigos egípcios chamavam de Primeiros Tempos, nada mais é do que “um mito”. Os antigos egípcios, porém, que podem ter sido mais bem-informados sobre seu passado do que nós, não compartilhavam dessa opinião. Os registros históricos que conservaram em seus templos mais veneráveis incluíam listas completas de todos os reis do Egito: listas dando o nome de todos os faraós de todas as dinastias reconhecidas hoje pelos “estudiosos”. Algumas dessas listas iam ainda mais longe, retroagindo além do horizonte histórico da Primeira Dinastia e penetrando nas profundezas desconhecidas de uma antiguidade remota e abissal. Duas listas de reis dessa categoria sobreviveram às devastações das idades e, tendo sido tiradas do Egito, são hoje preservadas em museus europeus.

Estudaremos com mais detalhes essas listas ainda neste capítulo. Elas são conhecidas respectivamente como Pedra de Palermo (datando da Quinta Dinastia – ou seja, por volta do século XXV a.C.) e o Papiro de Turim, um documento de templo da Décima Nona Dinastia, escrito na forma cursiva de hieróglifos conhecida como hierática e que data do século XIII a.C. Além disso, temos o testemunho de um sacerdote de Heliópolis chamado Manetho. No século III a.C., ele compilou uma história abrangente e altamente respeitada do Egito, contendo extensas listas de reis de todo o período dinástico. Tal como o Papiro de Turim e a Pedra de Palermo, a história de Manetho retroage ao passado remoto e fala de uma época distante, quando os reis reinaram no Vale do Nilo.

Pedra de Palermo registra a história dos antigos reis do Egito

O texto completo de Manetho não nos chegou às mãos, embora pareça que cópias dele circularam em data tão recente quanto o século IX d.C. Por sorte, contudo, fragmentos do texto foram preservados nas obras do historiador judeu Josephus (ano 60 d.C.) e de autores cristãos, como Africanus (ano 300 d.C.), Eusébio (ano 340 d.C.) e George Syncellus (ano 800 d.C.). Esses fragmentos, nas palavras do falecido professor Michael Hoffman, da Universidade da Carolina do Sul, proporcionam “o marco para o enfoque moderno do estudo do passado do Egito”. Essas palavras representam a inteira verdade. Não obstante, egiptólogos estão dispostos a usar Manetho apenas como fonte para estudo do período histórico (dinástico) e repudiam os estranhos insights que ele fornece da pré-história, quando fala sobre a remota idade áurea dos Primeiros Tempos.

Por que deveríamos ser tão seletivos na confiança depositada em Manetho? Qual a lógica de aceitar dele trinta dinastias “históricas” e rejeitar tudo o que tem a dizer sobre épocas anteriores? Além disso, desde que sabemos que sua cronologia do período histórico foi confirmada pela arqueologia, não seria um tanto prematuro de nossa parte supor que sua cronologia pré-dinástica está errada, porque escavações ainda não produziram prova que a confirme?

Deuses, Semi-deuses e Espíritos dos Mortos

Se queremos deixar que Manetho diga o que tem a dizer, nenhuma opção nos resta senão estudar os textos em que foram preservados fragmentos de sua obra. Um dos mais importantes neste particular é a versão armênia da Chronica, de Eusébio. Começa ela nos informando que a extraiu “da História Egípcia, de Manetho, que faz seu relato em três livros. Tratam eles dos Deuses, Semi-deuses, Espíritos dos Mortos e reis mortais que governaram o Egito…” Citando diretamente Manetho, Eusébio começa desenrolando uma lista dos deuses, que consiste, basicamente, da conhecida Enéade de Heliópolis – Rá, Osíris, Ísis, Hórus, Set, e assim por diante:

Estes foram os primeiros a exercer poder no Egito. Em seguida, a soberania passou de um a outro, em uma sucessão ininterrupta (…) durante 13.900 anos. (…) Após os Deuses, os Semi-deuses reinaram durante 1.255 anos; e, uma vez mais, outra linhagem de reis exerceu o poder por 1.817 anos; em seguida, vieram mais 30 reis, que reinaram por 1.790 anos; e, mais uma vez, dez reis que governaram por 350 anos. Deles se seguiu o reinado dos Espíritos dos Mortos (…) durante 5.813 anos. (…)

O total de todos esses períodos chega a 24.925 anos e nos leva muito além da data bíblica da criação do mundo (em alguma ocasião, no quinto milênio a.C.). Uma vez que o texto em causa sugeria que a cronologia bíblica estava errada, esse fato causou dificuldades a Eusébio, um ardoroso comentarista cristão. Após um momento de pensamento, porém, ele, de forma inspirada, resolveu o problema: “Acho que o ano é lunar, consistindo, isto é, de 30 dias: o que agora chamamos de mês, os egípcios usavam antigamente como um ano…” Claro que eles não faziam nada disso.

Através desse golpe de prestidigitação, porém, Eusébio e outros conseguiram reduzir o grandioso período pré-dinástico de quase 25.000 anos para um número higiênico de pouco mais de 2.000 anos, que se encaixa confortavelmente nos 2.241 anos que a cronologia bíblica ortodoxa aceita entre Adão e o Dilúvio. Uma técnica diferente para reduzir a importância das implicações cronológicas embaraçosas da prova de Manetho foi usada pelo monge George Syncellus (circa ano 800 d.C.). Esse comentarista, que usava exclusivamente a invectiva, escreveu:

“Manetho, sumo sacerdote dos amaldiçoados templos do Egito [fala-nos] de deuses que nunca existiram. Esses deuses, diz ele, reinaram por 11.895 anos…”

Vários outros números curiosos e contraditórios afloram nos fragmentos. Em particular, dizem repetidamente os comentaristas que Manetho deu o assombroso número de 36.525 anos para toda duração da 13ª. (e última) dinastia de reis mortais. Esse número, claro, inclui os 362,25 dias do ano sothico (o intervalo entre duas ascensões heliacais consecutivas de Sírius, da forma descrita no último capítulo). Com maior probabilidade, mais por intenção do que por acaso, o número representa também 25 ciclos de 1.460 anos sothicos e 25 ciclos de 1.461 anos de calendário (já que o ano civil egípcio era construído em torno de um “ano vago”, de exatamente 365 dias). O que, se é que alguma coisa, significa tudo isso? É difícil ter certeza.

Na grande massa de números e interpretações, contudo, emerge, em voz alta e clara, um aspecto da mensagem original de Manetho. A despeito de tudo que “nos ensinaram” sobre o desenrolar ordenado da (falsa) história, o que ele parece estar dizendo é que seres civilizados (fossem deuses ou homens) estiveram presentes no Egito durante um período imensamente longo, antes do surgimento da Primeira Dinastia, por volta do ano 3100 a.C.

Diodoro de Sicília e Heródoto

Nessa afirmação, Manetho teve grande apoio de autores clássicos. No primeiro século a.C., o historiador grego Diodoro de Sicília visitou o Egito. Ele foi corretamente descrito por C.H. Oldfather, seu tradutor mais recente, como “um compilador imparcial, que utilizou boas fontes e as reproduziu fielmente”. Em palavras simples, o que isso significa é que Diodoro não tentou impor seus preconceitos e preconcepções ao material que reuniu. Ele, portanto, é especialmente valioso para nós, porque seus informantes incluíram sacerdotes egípcios que ele interrogou sobre o passado misterioso de sua terra. E o que eles lhe disseram foi o seguinte:

“No início, deuses e heróis governaram o Egito durante pouco menos de 18.000 anos, tendo sido Hórus, filho de Ísis, o último dos deuses reinantes. (…) Mortais, dizem eles, foram reis do país por um pouco menos de 5.000 anos. (…)”

Revisemos “imparcialmente” esses números e vejamos o que eles nos dizem. Diodoro escreveu no primeiro século a.C. Se retroagimos a partir dessa data por 5.000 anos, durante as quais “reis mortais” supostamente governaram, chegamos ao ano 5100 a.C. Se retroagimos ainda mais, até a era dos “deuses e heróis”, descobrimos que chegamos ao ano 23100 a.C., quando o mundo ainda estava firmemente nas garras da última Era Glacial. Muito antes de Diodoro, o Egito foi visitado por outro e mais ilustre historiador grego: o grande Heródoto, que viveu no século V a.C. Ele também parece ter mantido contato com sacerdotes e sintonizou com tradições que falavam em uma alta civilização no Vale do Nilo, em alguma data não especificada da antiguidade remota. Heródoto descreve essas tradições de um período pré-histórico imenso da civilização egípcia no Livro II, de sua História. No mesmo texto, sem
comentários, ele nos fornece uma curiosa pepita dourada de informação que colheu entre os sacerdotes de Heliópolis:

“Durante esse tempo, disseram eles, houve quatro ocasiões em que o sol nasceu fora de seu local costumeiro – duas vezes nascendo onde agora se põe e, duas vezes, pondo-se no lugar onde ora nasce”.  (houve, portanto, QUATRO mudanças nos pólos axiais norte e sul do planeta neste período).

O que é que significa isso? De acordo com o matemático francês Schwaller de Lubicz, o que Heródoto está nos dizendo (talvez sem saber) é uma referência velada e deturpada a um período de tempo – isto é, ao tempo que leva para o amanhecer no equinócio vernal realizar a precessão contra o pano de fundo estelar, através de um e meio ciclos completos do zodíaco. Conforme vimos, o sol equinocial passa aproximadamente 2.160 anos em cada uma das doze constelações do zodíaco. Um ciclo completo de precessão de equinócios, portanto, leva quase 26.000 anos para completar (12 x 2.160 anos). Segue-se que um ciclo e meio corresponde a quase 39.000 anos (18 x 2.160 anos). No tempo de Heródoto, o sol no equinócio vernal subia exatamente a leste ao amanhecer, contra o fundo estelar de Áries – momento em que a constelação de Libra estava “em oposição”, exatamente a oeste, onde o sol iria se pôr 12 horas depois.

Se giramos para trás por meio ciclo o relógio da precessão, contudo seis horas do zodíaco ou aproximadamente 13.000 anos -, descobrimos que prevalece a configuração oposta: o sol vernal nasce nesse momento exatamente a leste, em Libra, enquanto Áries se situa, em oposição, diretamente a oeste. Mais 13.000 anos para trás, e a situação se inverte mais uma vez, com o sol vernal nascendo novamente em Áries e com Libra em oposição. Esses cálculos nos levam a 26.000 anos antes de Heródoto. Se recuarmos mais 13.000 anos, isto é, a metade de outro ciclo de precessão, para 39.000 anos antes de Heródoto, o nascer do sol vernal volta a Libra e Áries se encontra novamente em oposição.

O importante aqui é o seguinte: com 39.000 anos temos uma extensão de tempo durante a qual se pode descrever o sol como “nascendo duas vezes onde agora se põe”, isto é, em Libra no tempo de Heródoto (e novamente a 13.000 e a 39.000 anos antes), e como “pondo-se duas vezes onde agora nasce”, isto é, em Áries no tempo de Heródoto (e, mais uma vez, 13.000 e 39.000 anos antes). Se a interpretação de Schwaller está correta – e há todas as razões para supor que está -, ela sugere que os informantes sacerdotais do historiador grego deviam ter acesso a registros exatos do movimento de precessão do sol que retroagiam a pelo menos 39.000 anos antes de nossa era. (nota de Thoth: aqui o autor comete um equívoco, pois a afirmação de Heródoto se refere aos pontos cardeais leste-oeste e não à configurações de constelações em casas zodiacais)

O Papiro de Turim e a Pedra de Palermo

O número de 39.000 anos concorda surpreendentemente bem com a prova testemunhal do Papiro de Turim (uma das duas listas remanescentes de antigos reis egípcios e que retroage aos tempos pré-históricos, anteriores à Primeira Dinastia). Tendo feito parte inicialmente da coleção do rei da Sardenha, o papiro quebradiço e se desfazendo em pó, de 3.000 anos de idade, foi enviado em uma caixa, sem forro protetor, para seu atual lar, no Museu de Turim. Como qualquer estudante poderia ter previsto, o papiro chegou quebrado em incontáveis fragmentos. Especialistas foram obrigados a trabalhar durante anos para reunir e extrair sentido do que restava, e fizeram neste particular um trabalho soberbo. Ainda assim, verificou-se que foi impossível reconstituir mais da metade do conteúdo desse precioso registro. O que não poderíamos ter aprendido sobre os Primeiros Tempos se o Papiro de Turim tivesse permanecido intacto? Os fragmentos remanescentes são intrigantes.

Em um registro, por exemplo, lemos os nomes de dez Neterus (deuses) com cada nome dentro de um cartucho (um espaço oblongo fechado), segundo um estilo muito parecido com o adotado em períodos posteriores e relativos a reis históricos. É também dado o número de anos em que se acreditava que cada um dos Neterus tivesse reinado, embora a maior parte desses números esteja faltando nesse documento danificado. Em outra coluna, vemos a lista de reis mortais que governaram o alto e baixo Egito depois dos deuses, mas antes da suposta unificação do reino sob Menés, o primeiro faraó da Primeira Dinastia, no ano 3100 a.C. À vista dos fragmentos que sobraram, é possível verificar que são mencionadas nove “dinastias” desses faraós pré-dinásticos, entre os quais os “Veneráveis de Mênfis”, “os Veneráveis do Norte” e, por último, os Shemsu Hor (os Companheiros, ou Seguidores, de Hórus), que reinaram até o tempo de Menés. As duas últimas linhas da coluna, que parecem representar um sumário, ou inventário, são particularmente provocantes. Dizem elas: “… Veneráveis Shemsu-Hor, 13.420 anos; Reinados antes dos Shemsu-Hor, 23.000 anos; Total, 36.620 anos”.


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O prisma de Weld-Blundell da coleção cuneiforme do Ashmolean Museum, em Oxford representa a versão mais extensa, bem como a cópia mais completa da lista de antigos reis da Suméria.

{Passado “mítico”(divino) da Suméria: Lista de Reis Sumérios: um mistério para os historiadores

A Lista de Reis Sumérios começa com a própria origem da realeza, que é vista e narrada como sendo uma instituição divina: “a realeza desceu do céu”. Os governantes nas primeiras dinastias são representados como reinando fantasticamente por longos períodos:

“Após a realeza descer do céu, o reino estava em Eridu. Em Eridu, Alulim tornou-se rei; ele governou por 28.800 anos. Alaljar governou por 36.000 anos. Foram 2 reis; que governaram por  64.800 anos”.

Alguns dos governantes mencionados na lista no início, como Etana, Lugal-Banda e Gilgamesh, são “figuras míticas ou lendárias” cujas façanhas heroicas são temas de uma série de contos sumérios e composições narrativas babilônicas.

Os nomes da lista dos primeiros oito reis são apresentados governando durante um período total de 241.200 anos (67 Shars {órbitas} de Nibiru) de reinado desde o momento em que a realeza “desceu dos céus” para o momento em que “o dilúvio” varreu (em 10.986 a.C., portanto a exatos 13 mil anos) a terra e mais uma vez quando “a realeza foi baixada dos céus à Terra” depois do Dilúvio.}


A outra lista de reis que trata dos tempos pré-históricos, a Pedra de Palermo, não nos leva tanto para trás no passado quanto o Papiro de Turim. Os primeiros de seus registros remanescentes menciona os reinados de 120 reis que governaram o alto e baixo Egito em fins do período pré-dinástico: os séculos imediatamente anteriores à unificação do país no ano 3100 a.C. Mais uma vez, contudo, não fazemos realmente ideia de quantas outras informações, talvez relativas a períodos muito anteriores, poderiam ter sido gravadas nessa enigmática laje de basalto negro porque, essa peça, também, tampouco nos chegou intacta. Desde 1887, sua maior peça isolada vem sendo preservada no Museu de Palermo, na Sicília; uma segunda peça está em exposição no Museu do Cairo; e um terceiro fragmento, muito menor, faz parte da Coleção Petrie, da Universidade de Londres”. Arqueólogos pensam que ela foi arrancada do centro de um monólito que deveria ter medido originariamente cerca de 2,13m de comprimento por 60cm de altura (a pedra repousava sobre o lado comprido). Além disso, como observou certa autoridade:

É inteiramente possível – mesmo provável – que existam ainda muitas outras peças desse monumento, de valor incalculável, se apenas soubermos onde procurá-las. Da forma como estão as coisas, somos confrontados com um conhecimento irritante e frustrador, de que existia um registro com o nome de todos os reis do Período Arcaico, juntamente com o número de anos de seus reinados e principais eventos ocorridos durante o tempo em que ocuparam o trono. Esses eventos foram compilados na Quinta Dinastia, apenas cerca de 700 anos após a Unificação entre o Alto (Tebas, hoje Luxor, ao Sul) e o Baixo (Menphis, hoje situada nos arredores do Cairo, ao Norte), de modo que a margem de erro seria, com toda probabilidade, muito pequena. 

O falecido professor Walter Emery, cujas palavras transcrevemos acima, estava naturalmente preocupado com a ausência de detalhes indispensáveis concernentes ao Período Arcaico, dos anos 3200 a.C. a 1900 a.C, que constituía seu principal interesse como especialista. Caberia também pensar, contudo, no que uma Pedra de Palermo intacta poderia nos dizer sobre épocas ainda mais antigas, notadamente sobre o Zep Tepi – a idade áurea dos deuses. Quanto mais penetramos nos mitos e memórias do longo passado do Egito, e quanto mais nos aproximamos dos Primeiros Tempos fabulosos, mais estranhas se tornam as paisagens em torno de nós… Como veremos adiante.


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