O Império do Caos, Mentiras, Pilhagem, Pirataria. E agora subornos. Mike Pompeo, ex-aspirante a Tony Soprano, admitiu: “Mentimos, trapaceamos, roubamos”. E agora os EUA subornam. Uma fonte do Protocolo deTransição, como revelamos ao vivo, é inequívoca: o Presidente dos Estados Unidos – apesar de ter “vencido” a guerra contra o Irã inúmeras vezes, pelo menos no que diz respeito à sua arrogância desmedida – fez uma grande tentativa de induzir o Comandante-em-Chefe do IRGC, Gen. Ahmad Vahidi e a alta liderança militar iraniana a romper com o governo de Teerã por meio de enormes “incentivos financeiros”.
Fonte: Strategic Culture Foundation – por Pepe Escobar
Então aqui temos o POTUS tocando a boa, velha e desgastada tática do “Dividi et Impera” (Dividir para Governar, uma citação de Julio Cezar) – que os britânicos aprenderam com o Império Romano – para fragmentar o IRGC por dentro. Este não foi um mero contato diplomático exploratório. Trump não queria apenas determinar se Vahidi apoiava as negociações entre EUA e Irã.
De acordo com nossa fonte – colocada no círculo interno restrito do líder Mojtaba Khamenei –, esta foi uma operação completa de aquisição de liderança, modelada no manual da Venezuela, para fragmentar o estado iraniano por dentro. A tentativa falhou espetacular e miseravelmente. Porque Ahmad Vahidi rejeitou completamente a tentativa para suborná-lo.
A administração Trump já tinha criado um canal algo direto para Vahidi através de Nechirvan Barzani, o Presidente da Região do Curdistão no Iraque, em Maio de 2026. A então diretora do DNI Tulsi Gabbard contatou Barzani – totalmente autorizado por Trump e pelo vice-presidente JD Vance – e uma conexão criptografada com Vahidi foi posteriormente estabelecida através de Erbil, no Curdistão iraquiano.
O canal permaneceu dormente – ou em coma por quase 3 meses. Desta vez, porém, Trump tentou transformar o canal numa fratura de fato da liderança iraniana, empregando o precedente conceitual usado na Venezuela: isolar o comando central; subornar generosamente aqueles que o rodeiam imediatamente para “cooperação” e criar as condições internas para a decapitação do regime.
A fonte descreve “bilhões de dólares” sendo acenados como incentivos para vários membros da liderança sênior do IRGC através de Vahidi. Tudo isso enquanto Trump estava no habitual e idiota modo “Hardcore Vociferation” ameaçando Teerã e girando seu “controle” do Estreito de Ormuz. Até agora, nada foi confirmado de forma independente em público. E provavelmente não o será. Mas isso não significa que a fonte não seja confiável.
A fonte faz parte do círculo íntimo do líder Mojtaba; ouviu tudo sobre isso diretamente de Vahidi; e mais tarde foi totalmente autorizada a divulgar as informações extremamente sensíveis aos mediadores paquistaneses, especialmente ao marechal de campo Asim Munir, para quem Trump continua ligando praticamente todos os dias pedindo “ajuda” para colocar os iranianos de volta na mesa de negociações (quando na verdade ele explodiu a mesa de negociações).
Eu suborno, logo existo
Vahidi não é uma figura militar periférica. Longe disso: ele é o comandante do IRGC – o centro de gravidade institucional do poder militar duro dos persas. O governo Trump queria ter acesso ao topo do próprio IRGC. Mas apostaram no homem errado. O segundo homem no Irã atualmente, supervisionando tudo, incluindo as principais decisões do IRGC, é Mohsen Rezaee: o novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC) e representante pessoal do líder Mojtaba Khamenei.

Mohsen Rezaee é um ex-comandante do IRGC e sua liderança é incontestável – como comprovado pela confiança depositada nele pelo Líder. A estrutura abrangente que orienta suas decisões – e pessoas como Vahidi – é o senso xiita de dever moral, ético, auto-sacrifício e o espírito de Resistência Soberana, valores completamente estranhos a um Império de Psicopatas à serviço dos sionistas de Israel.
Não é de se admirar que um neo-Crassus grosseiro em War-a-Lago/Washington realmente acreditasse que um líder militar testado em batalha –e aqueles ao seu redor – poderia vender o destino de um estado-civilização milenar por um mero suborno e ser induzido a desertar, ficar de lado ou facilitar a mudança de regime.
Aplicar exatamente a mesma metodologia da Venezuela significa que o governo Trump realmente acreditava que poderia traduzi-la para um contexto xiita do Irã. Isso prova mais uma vez um grau surpreendente de estupidez cultural e arrogância desmedida. Como nos EUA tudo se compra, inclusive o governo dos país, o idiota de plantão na Casa Branca pensou o mesmo ser possível com os persas. A metodologia pode funcionar para as elites políticas/militares corruptas da América Latina: a história diz-nos que isso aconteceu tantas vezes.
Mas acreditar que oferecer proteção, sobrevivência política, muito dinheiro e/ou uma futura parte dos despojos a um IRGC que está longe de ser uma comitiva política frouxa em torno de um palácio presidencial vulnerável demonstra plenamente como o Império dos Golpistas não tem a mínima ideia sobre a coesão institucional do estado de segurança iraniano.
Em todo o Sul Global, isso será visto pelo que realmente é: outro episódio da “Arte do Acordo” neo-Crassus. Complementando outro episódio recente, onde o capo confraterniza com a RPDC e depois pede à Coreia do Sul – “pedi US$ 10 bilhões” – dinheiro para a proteção dos sul coreanos.
Esse é o pizzo. Não confundir com pizza. Pizzo é uma gíria siciliana para dinheiro de extorsão. Venda de proteção pela máfia, que é muito mais séria e honesta do que o pseudo “capo” na Casa Branca
Máfia, pirataria, suborno, extorsão: fale sobre um Império em queda acelerada em ação.



