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Contraofensiva ucraniana está sofrendo revés por Kiev colocar suas tropas em lugares errados, diz jornal

A contraofensiva da Ucrânia está passando por grandes dificuldades porque algumas das melhores tropas de Kiev estão “nos lugares errados”, escreveu o The New York Times, citando altos funcionários dos EUA e Reino Unido na condição de anonimato. O principal objetivo de Kiev seria chegar ao Mar de Azov, a fim de separar a península da Crimeia do território da Rússia continental.

Contraofensiva ucraniana está sofrendo revés por Kiev colocar suas tropas em lugares errados, diz jornal

Fonte: Sputnik

De acordo com o jornal americano, atualmente a Ucrânia tem mais tropas na frente oriental, em Artyomovsk (Bakhmut, na denominação ucraniana) do que no Sul, setor “estrategicamente muito mais significativo”.

“Os planejadores americanos aconselham a Ucrânia a se concentrar no front em direção a Melitopol […] e em ultrapassar os campos minados russos e outras defesas, mesmo que os ucranianos percam mais soldados e equipamentos no processo”, afirma o The Times.

O Ministério da Defesa da Rússia estima que a Ucrânia tenha perdido 45.000 militares e mais de 5.000 veículos nos últimos dois meses de combate, desde o início da contraofensiva em 04 de junho, sem ter conseguido penetrar em nenhuma das linhas de defesa russas.

“Somente com uma mudança de tática e uma mudança radical se pode mudar o ritmo da contraofensiva ucraniana”, disse um funcionário dos EUA ao jornal.

A insistência de Kiev em manter uma grande força no Leste é particularmente “desconcertante” para os oficiais estadunidenses e britânicos, já que a doutrina ocidental exige empenhamento em um esforço principal claro.

Eles argumentam que uma força menor no Leste poderia servir para fixar as tropas russas e, embora a Ucrânia teoricamente tenha tropas suficientes para retomar Artyomovsk, fazê-lo “levaria a um grande número de perdas para pouco ganho estratégico”.

Kiev está atualmente “recorrendo às suas últimas reservas estratégicas” e analistas ocidentais anônimos temem que as forças ucranianas “possam ficar sem forças” em meados de setembro, mesmo antes de uma mudança no clima transformar o terreno em lama intransitável.

Ataques russos deixam Ucrânia ‘faminta por munições’ e mudam cenário do conflito, diz analista

Nos últimos dias, as tropas russas intensificaram os ataques contra a infraestrutura logística do Exército ucraniano. Durante os ataques russos, foram destruídos três vagões com munições do Exército ucraniano, afirmou Vadim Astafiev, líder do serviço de imprensa do agrupamento de tropas Yug (Sul) à Sputnik.

Segundo ele, as munições ucranianas foram atingidas e destruídas pelas forças russas na região de Dnepropetrovsk, no sudeste ucraniano.

“Estes ataques estão se tornando mais frequentes, pois o foco agora é enfraquecer a capacidade de combate do Exército ucraniano […]. A destruição de uma instalação como essa cria problemas logísticos temporários [para o inimigo] relativos ao transporte e armazenamento, entre outros”, afirmou à Sputnik o especialista militar Boris Rozhin.

O especialista militar destacou que isso dificulta o avanço do inimigo nas operações e muda o cenário do conflito.

Anteriormente, falando sobre a mudança de cenário que a escassez de munições poderia causar, o ex-tenente-coronel do Exército dos EUA, Earl Rasmussen, afirmou à Sputnik que agora era hora de realizar “manobras para eliminar” os depósitos de munições das forças ucranianas “antes que tenham a chance de usá-las”.

“Isso vai apenas esgotar ainda mais as capacidades ucranianas. Ou seja, se não tiver munição, não adianta muito ter um tanque Leopard ou um obuseiro, [pois] isso será apenas […] mais um alvo”, destacou Rasmussen.

As observações ocorrem depois de a mídia americana relatar que os EUA e a OTAN estão lutando contra a “escassez no fornecimento de munições de artilharia” para a Ucrânia. Citando fontes anônimas, a mídia americana afirmou que os EUA “estariam chegando muito perto da linha vermelha devido aos fornecimentos contínuos à Ucrânia de munições de obuses de 155 milímetros, padrão da OTAN”.

Durante a contraofensiva, lançada em 4 de junho, o regime de Kiev perdeu cerca de 45 mil soldados e quase cinco mil unidades de equipamentos militares, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.


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