Irã rejeitou oferta de ‘Cessar-Fogo dos EUA’ transmitida pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, que visitou Trump recentemente na Casa Branca, levou uma nova proposta de ‘Cessar-Fogo dos EUA’ a Teerã. Os detalhes da proposta não foram divulgados. As forças armadas dos EUA informaram ter realizado uma 13ª noite consecutiva de ataques contra o Irã nas primeiras horas dessa sexta-feira [24], no horário local.

Fonte: The New York Times

Forças americanas concluíram uma 13ª onda consecutiva de ataques ao Irã na madrugada dessa sexta-feira (horário local), em meio a relatos de que autoridades iranianas haviam rejeitado uma proposta de cessar-fogo dos EUA, levada a Teerã pelo líder do Iraque. Ambos os acontecimentos deixaram claro que o fim das hostilidades não está próximo.

A viagem do primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi a Teerã ocorreu após a visita dele à Casa Branca, em reunião com Trump. No Irã, Ali al-Zaidi teria se reunido com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, com o principal negociador iraniano, general Mohammad Bagher Ghalibaf, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, segundo a imprensa local.

Os detalhes da proposta não foram divulgados. Entretanto, autoridade iranianas informaram ao jornal que o governo não tinha interesse em um acordo temporário que não resolvesse o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

Em entrevista à televisão estatal iraniana, Araghchi afirmou que Al-Zaidi compartilhou com Teerã suas “visões e impressões” após a passagem por Washington, mas disse que o problema entre os dois países não é a falta de intermediários. Segundo o ministro, Irã e Estados Unidos já contam com mediadores suficientes para transmitir mensagens.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, reuniram-se na Casa Branca, em Washington, D.C., com ambos os líderes comprometendo-se a aprofundar os laços econômicos e a aumentar a produção de petróleo do Iraque.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez o que parece ser uma crítica contundente ao comentário do presidente Trump sobre pagar por danos a navios e cargas utilizando recursos iranianos sob controle dos EUA. Tal medida criaria um “precedente incendiário”, escreveu Araghchi nas redes sociais, sem mencionar Trump nominalmente. “Aqueles que celebram ou lucram com esses fundos devem se lembrar: uma vez que os governos normalizam o confisco, os bens de mais ninguém estarão seguros”, disse Araghchi, alertando que o “caos resultante não será nada agradável nem pacífico”.

Ainda de acordo com o The New York Times, autoridades iranianas avaliam que o conflito pode se ampliar caso Trump cumpra ameaças recentes de atacar Teerã e outras infraestruturas consideradas críticas. Nesse cenário, segundo duas autoridades ouvidas pelo jornal, o Irã poderia expandir suas ações na região, incluindo ataques contra Tel Aviv em Israel e o uso de aliados houthis para interromper a navegação no estreito de Bab al-Mandeb, importante corredor marítimo no Mar Vermelho, que dá acesso, via canal de Suez, ao Mar Mediterrâneo e à Europa.

Nas últimas semanas, os confrontos entre os dois países se intensificaram. Segundo o jornal, forças americanas realizaram bombardeios contra bases militares e estruturas de transporte iranianas, enquanto Teerã respondeu com ataques de mísseis balísticos e drones contra alvos militares dos EUA no Oriente Médio.


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