O coronel Douglas Macgregor, oficial reformado do Exército dos EUA conhecido por suas avaliações militares contundentes, expôs seu maior receio para a próxima fase do conflito com o Irã. Ele não se concentra em mísseis ou porta-aviões, mas sim na única arma capaz de mudar tudo, a BOMBA ATÔMICA.
Fonte: X-Douglas Macgregor – Douglas Abbott Macgregor (nascido em 4 de janeiro de 1947) é um autor americano, consultor, comentarista político, ex-funcionário do governo e militar aposentado como Coronel do Exército dos Estados Unidos.
Diante da ausência de uma estratégia real em Washington DC e de uma classe política que se recusa a compreender o inimigo, a possibilidade de recorrer a uma arma nuclear tática deixa de ser algo impensável.
O ALERTA PRINCIPAL – A guerra é inevitável, e uma nova rodada está por vir. Seja uma campanha intensiva de três dias, seguida de uma pausa e, depois, uma nova investida de 48 horas, Macgregor afirma que o formato exato é incerto.
“O que mais me preocupa não são os armamentos convencionais de alta tecnologia que serão empregados. É a possibilidade de recorrermos ao uso de uma arma nuclear tática.” É isso que mais o preocupa, pois os Estados Unidos não possuem — e nunca possuíram — uma estratégia.
A FANTASIA DE WASHINGTON – No Congresso, as discussões reduzem tudo a uma fórmula simplista: atacar o IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), localizá-los, eliminá-los, e o restante do Estado persa entrará em colapso. Macgregor classifica isso como um completo absurdo.
“As pessoas não fazem a menor ideia do que estão dizendo. Elas não entendem o Irã. Ninguém entende os iranianos. Ninguém se dá ao trabalho de entender. Ninguém acha isso importante. Esse é, de longe, o nosso maior problema.”

O ECO HISTÓRICO – O cenário atual assemelha-se ao embargo de petróleo de 1973, ocorrido após a Guerra do Yom Kippur, quando nações árabes restringiram as exportações para países que apoiavam Israel. Naquela ocasião, a maior parte da Europa e o Japão cederam; os Estados Unidos, por sua vez, redobraram a aposta.
Hoje, outros aliados recuaram, enquanto Washington entrou em guerra contra o Irã e continua pressionando a OTAN a se envolver no conflito. A diferença é que os Estados Unidos já não são o mesmo país: a dívida soberana está em uma situação muito pior, a inflação é mais elevada do que se admite, a base industrial foi esvaziada, a classe média foi, em grande parte, destruída, e as forças armadas estão menores e são ineficientes.
A LACUNA NA LIDERANÇA – Nixon, apesar de todas as críticas que recebeu, era um pensador estratégico brilhante e um diplomata capaz, que tratava seus interlocutores com um senso de igualdade e respeito. A liderança atual, segundo Macgregor, não demonstra qualquer interesse em diplomacia e trata todos como irrelevantes.
A [nefasta] influência de Israel sobre os Estados Unidos é infinitamente maior do que na década de 1970; ela não opera apenas por meio do Estado de Israel, mas também através do controle judeu do sistema financeiro internacional , de bilionários judeus nos EUA comprometidos com o projeto sionista, que mantêm canai$ direto$ com a Ca$a Branca, o $enado e a Câmara dos Repre$entante$.
EM RESUMO – O alerta de Macgregor é simples e contundente: um país sem estratégia, sem compreensão sobre o Irã e com uma classe política que ainda vive em 1991 é o mais propenso a recorrer a armas nucleares táticas quando as opções convencionais fracassam como vimos acontecer. Esse é o ruído de uma superpotência caminhando em direção ao impensável, simplesmente porque nunca se deu ao trabalho de conhecer o seu inimigo.
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