O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki)- (15)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá? [seu retorno esta longe, será em torno de 3.440 d.C. …]

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

15-Jerusalém: Um Cálice Desaparecido

No século XXI a.C., enquanto as armas nucleares foram usadas na Terra pela primeira vez pelos deuses anunnaki, Abraão foi abençoado com vinho e pão em Ur-Shalem, em nome de “deus Todo-Poderoso” [o anunnaki Yahweh/Enlil] – e proclamou a primeira religião monoteísta da humanidade.

Vinte e um séculos depois, um descendente de Abraão, celebrando uma ceia especial em Jerusalém, carregou uma cruz nas costas – o símbolo de um determinado planeta – para um local de execução, e assim surgiu outra religião monoteísta. Questões ainda giram em torno dele :

  • Quem ele realmente era?
  • O que ele estava fazendo em Jerusalém? Havia um complô contra ele, ou ele era o seu próprio complô?
  • E qual foi o cálice que gerou as lendas (e as buscas) sobre o “Santo Graal”?

Em sua última noite de liberdade, ele celebrou a ceia cerimonial da Páscoa judaica (chamada de Seder, em hebraico) com vinho e pão não fermentado, junto com seus 12 discípulos. A cena foi imortalizada por alguns dos maiores pintores da arte sacra, sendo A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci, a mais famosa de todas elas (Figura). Leonardo era reconhecido por seu conhecimento científico e suas percepções teológicas; o que sua pintura mostrará foi discutido, debatido e analisado até os dias de hoje – aprofundando, em vez de resolver, os enigmas.

A chave para abrir os mistérios, como nós mostraremos, encontra-se no que a pintura não mostra; é naquilo que falta nela que se encontram as respostas dos enigmas intrigantes na saga de Deus e do homem na Terra, e o desejo pelos Tempos Messiânicos.

Passado, Presente e Futuro convergem em dois eventos separados por 21 séculos; Jerusalém foi essencial para ambos, e, em seus momentos, estavam ligados pelas profecias bíblicas sobre o Fim dos Tempos. Para entender o que aconteceu 21 séculos atrás, precisamos virar as páginas da história de volta para Alexandre, o Grande, que se considerava filho de um deus e, ainda assim, morreu na Babilônia com apenas 33 anos de idade.

Enquanto vivia, ele controlava seus hostis generais com uma mescla de favores, punições e até mesmo com a morte (alguns, de fato, acreditavam que o próprio Alexandre fora envenenado). Assim que ele morreu, seu filho de quatro anos de idade e seu guardião, o irmão de Alexandre, foram assassinados, e os briguentos generais e comandantes regionais dividiram entre si as principais terras conquistadas:

Ptolomeu e seus sucessores, sediados no Egito, pegaram os domínios africanos de Alexandre;

Seleuco e seus sucessores reinaram desde a Síria, Anatólia, Mesopotâmia até as distantes terras asiáticas; a concorrida Judéia (com Jerusalém) ficou no reino ptolemaico.

Os ptolomeus, tendo feito a manobra para levar o corpo de Alexandre para ser sepultado no Egito, consideravam-se seus verdadeiros herdeiros e, em grande parte, continuaram com a atitude dele de tolerância em relação a outras religiões. Eles estabeleceram a famosa Biblioteca de Alexandria, e designaram um sacerdote egípcio, conhecido como Maneton, para escrever a história dinástica do Egito e a pré-história divina para os gregos (a Arqueologia tem confirmado o que ainda sabemos sobre os manuscritos de Maneton). Isso convenceu os ptolomeus de que sua civilização era uma continuação da egípcia e, portanto, eles se consideravam os legítimos sucessores dos faraós.

Os sábios gregos demonstraram um interesse especial pela religião e pelos manuscritos dos judeus, tanto que os ptolomeus arranjaram uma tradução da Bíblia hebraica para o grego (uma tradução conhecida como a Septuaginta) e permitiram que os judeus completassem sua liberdade religiosa de veneração na Judéia, assim como em suas crescentes comunidades no Egito.

Como os ptolomeus, os selêucidas também mantiveram um estudioso do idioma grego, um antigo sacerdote de Marduk conhecido como Berosus, para compilar para eles a história e a pré-história da humanidade e seus deuses de acordo com o conhecimento mesopotâmico. Em uma virada na história, ele pesquisou e escreveu na biblioteca de tábuas cuneiformes, localizada próximo a Harran. É por meio de seus três livros (que conhecemos apenas pelas citações fragmentadas em manuscritos de terceiros na Antiguidade) que o mundo ocidental, da Grécia até Roma, aprendeu sobre os anunnakis e a vinda deles à Terra, a era pré-diluviana, a criação do Homem Sábio, o Dilúvio e o que se seguiu. Portanto, foi por meio de Berosus (como foi confirmado posteriormente com a descoberta e a decifração das tábuas cuneiformes) que ficamos pela primeira vez sabendo sobre o período de 3.600 anos como UM “Sar”, como sendo um “ano” dos deuses [O TEMPO TERRESTRE QUE NIBIRU LEVA PARA ORBITAR OS DOIS SOIS, O NOSSO E SÍRIUS, NA CONSTELAÇÃO DO CÃO MAIOR].

Em 200 a.C., os selêucidas cruzaram as fronteiras ptolemaicas e capturaram a Judeia. Como em outras ocasiões, os historiadores buscavam motivos geopolíticos e econômicos para a guerra – ignorando os aspectos messiânicos religiosos. Foi em um relatório sobre o Dilúvio que Berosus obteve algumas poucas informações, de que Ea/Enki havia instruído Ziusudra (o “Noé” sumério) a “ocultar cada manuscrito disponível em Sippar, a cidade de Shamash” para a recuperação pós diluviana, porque aqueles manuscritos “eram sobre começos, meios e fins”.

De acordo com Berosus, o mundo atravessa cataclismos periódicos, e ele os relacionou com as eras zodiacais. Sua era contemporânea teria começado 1.920 anos antes da Era Selêucida (312 a.C.); isso colocaria o início da Era de Áries em 2.232 a.C. – uma Era destinada a chegar ao fim logo, mesmo concedendo toda a extensão matemática a ela (2.232 – 2.160 = 122 a.C.). Os registros disponíveis sugerem que os reis selêucidas, juntando esses cálculos com o Retorno Ausente, foram pegos
pela urgente necessidade de esperar e se preparar.

Começou então uma correria para reconstruir os templos arruinados da Suméria e Acádia, com ênfase no E.ANNA – a “Casa de Anu” – em Uruk. O Local de Aterrissagem no Líbano, chamado de Heliópolis [BAALBEK] – Cidade do deus Sol – foi rededicado ao erguer-se um templo venerando Zeus. O motivo da guerra para capturar a Judéia, pode-se concluir, era a urgência de se também preparar o local relacionado ao espaço em Jerusalém para o Retorno de NIBIRU e seus deuses. Sugerimos que foi a maneira greco-selêucida de se preparar para a reaparição dos deuses.

Diferentemente dos ptolomeus, os governantes selêucidas estavam determinados a impor a cultura e a religião helenística aos seus domínios. A mudança foi mais significativa em Jerusalém, onde, de repente, as tropas estrangeiras estavam posicionadas e a autoridade dos sacerdotes do Templo havia sido abreviada. A cultura e os costumes helenísticos foram forçadamente introduzidos para os judeus; até os nomes tinham de ser mudados, começando com o alto sacerdote, que foi obrigado a mudar seu nome de Josué para Jasão. As leis civis restringiam os cidadãos judeus em Jerusalém; os impostos foram aumentados para financiar os ensinamentos de atletismo e luta livre, em vez daqueles da Torá; no campo, santuários para as divindades gregas estavam sendo construídos pelas autoridades, e soldados eram enviados para impingir que as venerassem.

Em 169 a.C., o então rei selêucida, Antióquio IV (que adotou o epíteto de Epifânio) foi a Jerusalém. Não foi uma visita de cortesia. Violando a santidade do Templo, ele entrou no Santo dos Santos. Sob suas ordens, foram confiscados os objetos dourados de valor ritual do Templo, nomeou-se um governador grego como responsável pela cidade e construiu-se uma fortaleza com guarnições militares permanentes para soldados estrangeiros, próxima ao Templo. De volta para sua capital síria, Antióquio emitiu uma proclamação exigindo a veneração dos deuses gregos em todo o reino; na Judéia, ficaram especificamente proibidas as práticas do Sabá e da circuncisão.

De acordo com o decreto, o templo de Jerusalém deveria se tornar um templo de Zeus; e, em 167 a.C., no 25º dia do mês Kislev hebraico – o equivalente ao dia 25 de dezembro nos dias de hoje -, um ídolo, uma estátua representando Zeus, “O Senhor do Céu”, foi colocada no templo pelos soldados sírio-gregos, e o grande altar foi alterado e usado para os sacrifícios a Zeus. O sacrilégio não poderia ter sido maior.

A inevitável revolta judaica, começada e liderada por um sacerdote chamado Matityahu e seus cinco filhos, é conhecida como a Revolta Macabéia ou Hasmoneana. Começando no campo, a revolta rapidamente dominou as guarnições gregas locais. À medida que os gregos corriam em busca de reforços, a revolta se espalhava por todo o campo; o que faltava aos macabeus em números e armas, eles compensavam com a ferocidade do seu zelo religioso. Os eventos, descritos no Livro de Macabeu (e por subsequentes historiadores), não deixam dúvidas de que a luta de poucos contra um reino poderoso foi guiada por um determinado cronograma.

Era imperativo retomar Jerusalém, limpar o templo e rededicá-lo a Yahweh/Enlil dentro de um determinado prazo. Conseguindo, em 164 a.C., recapturar apenas o Templo do Monte, os macabeus limparam o Templo e a chama sagrada foi reacendida naquele ano; a vitória final, que levou ao controle total de Jerusalém e à restauração da independência judaica, ocorreu em 160 a.C. A vitória e a rededicação do Templo ainda são celebradas pelos judeus como sendo o feriado do Hanukkah (“rededicação”) no vigésimo quinto dia de Kislev.

A sequência e o cronograma daqueles eventos pareciam estar ligados com as profecias sobre o Fim dos Tempos. Daquelas profecias, como já vimos antes, as que ofereciam dicas numéricas específicas em relação ao derradeiro futuro, o Fim dos Tempos, foram transmitidas a Daniel pelos anjos. Mas ainda falta clareza, porque as contagens eram enigmaticamente expressas em uma unidade chamada “tempo”, ou em “semanas de anos”, incluindo números de dias; e talvez seja apenas relacionada a essa última que alguém conseguiria contar quando a contagem começava, para que se pudesse saber quando ela terminaria. Naquela situação, a contagem deveria começar a partir do dia em que “a oferenda regular for abolida e a horrenda abominação acontecer” no templo de Jerusalém; nós estabelecemos que tal ato abominável ocorreu um dia em 167 a.C. .

Com a sequência daqueles eventos em mente, a contagem dos dias mostrada a Daniel deve ser aplicada em eventos específicos no Templo, que são: sua profanação, em 167 a.C (“quando a oferenda regular for abolida e uma horrenda abominação acontecer”), a limpeza do Templo em 164 a.C. (depois “um mil e duzentos e noventa dias”) e a libertação completa de Jerusalém até 160 a.C. (“feliz é aquele que aguarda e alcança um mil trezentos e trinta e cinco dias”). Os números de dias, 1.290 e 1.335, basicamente se igualam à sequência de eventos no Templo.

De acordo com as profecias no Livro de Daniel, foi então que o relógio do Fim dos Tempos começou a funcionar. A recaptura imperativa de toda a cidade e a remoção dos soldados estrangeiros não circuncidados do Templo do Monte até 160 a.C. detêm a chave para outra pista. Enquanto nós temos feito uso da contagem aceita de a.C. e d.C. para datar os eventos, os povos daquela época passada obviamente não podiam e não usavam um calendário baseado em um futuro calendário cristão. O calendário hebraico, como nós mencionamos anteriormente, era o mesmo que havia se iniciado em 3.760 a.C. [ano da penúltima passagem de NIBIRU]- e de acordo com aquele calendário, o que nós chamamos de 160 a.C. era precisamente o ano 3.600!

Isso, como o leitor já deve saber, era um Sar, o período orbital (matemático/astronômico) original de uma órbita de Nibiru entre o nosso sol e Sírius. E apesar de Nibiru ter reaparecido quatrocentos anos antes, a chegada do ano SAR – 3.600 – a conclusão de um Ano Divino – tinha significado inevitável. Àqueles para quem as profecias bíblicas do retorno do Kavod [espaçonave ] de Yahweh/Enlil ao Seu Templo do Monte eram inquestionáveis mensagens divinas, o ano que chamamos de “160 a.C.” foi um momento crucial da verdade: não importa onde o planeta NIBIRU estava, “deus” havia prometido Retornar ao Seu Templo, e o templo tinha que estar purificado e pronto para isso.

Que a passagem dos anos, de acordo com o calendário nippuriano/hebraico, é algo que não se havia esquecido durante aquela turbulenta época, foi confirmado no Livro dos Jubileus, livro extrabíblico que se presume ter sido escrito em hebraico em Jerusalém, nos anos que se sucederam à revolta macabeia (hoje com traduções disponíveis apenas em grego, latim, siríaco, etiópio e eslavo). Ele reconta a história do povo judeu desde a época do Êxodo em unidade de tempo de Jubileus – as unidades de 50 anos decretadas por Yahweh/Enlil no Monte Sinai (veja o nosso capítulo 9); criava também uma contagem histórica de calendário que, desde então, tem se tornado conhecido como Annu Mundi – “Ano do Mundo” em latim – que começa em 3.760 a.C. [a penúltima passagem de NIBIRU] Estudiosos (como o rev. R.H. Charles com sua versão inglesa do livro) converteram tal “Jubileu de anos” e suas “semanas” em uma contagem Anno Mundi.

Esse calendário não era apenas mantido por todo Oriente Médio antigo: ele também determinava quando os eventos estavam marcados para acontecer, e conseguia confirmar simplesmente revendo algumas datas importantes (geralmente realçadas em negrito) fornecidas nos nossos capítulos anteriores. O século e meio que passou depois de os macabeus libertarem Jerusalém até os eventos ligados a Jesus, depois que chegou aqui, foi um dos mais turbulentos da história do mundo antigo e do povo judeu em particular.

Esse período crucial, cujos eventos nos afetam até os dias de hoje, começou com uma compreensível jubilação. Pela primeira vez em séculos, os judeus eram novamente os senhores absolutos de sua capital “santa” e de seu “templo sagrado”, livres para indicar seus próprios reis e altos sacerdotes. Apesar de a luta continuar nas fronteiras, as próprias fronteiras agora se estendiam, abrangendo muito mais do que o antigo reino unido da época de Davi. O estabelecimento de um estado judeu independente, com Jerusalém como sua capital, sob os hasmoneanos, foi um evento triunfal em todos os sentidos – exceto um.

O retorno da Kavod [espaçonave] de Yahweh/Enlil, aguardado no Fim dos Tempos, não aconteceu, apesar de a contagem dos dias da época da abominação parecer ter sido a correta. O Tempo da Concretização ainda não viera, muitos se perguntavam; tornou-se evidente que os enigmas das outras contagens de Daniel, dos “anos” e “semanas de anos” e de “Tempo, Tempos e meio tempo”, e assim por diante teriam ainda que ser decifrados.

As pistas estavam nas partes proféticas do Livro de Daniel que falava sobre o apogeu e a queda de futuros reinos depois da Babilônia, Pérsia, Egito e Grécia – reinos que, de forma oculta, eram chamados reinos “do sul”, “do norte” ou do mar “quitim”; e reinos que deveriam se dividir, lutar uns contra os outros, “plantar tabernáculos de palácios entre os mares” -, todas as entidades futuras estavam também ocultamente representadas por uma variedade de animais (um carneiro, um bode, um leão e assim por diante) cujos descendentes, chamados de “chifres”, iriam se separar novamente e lutar uns contra os outros. Quem eram essas futuras nações, e quais guerras estavam sendo previstas?

O profeta Ezequiel também falou de grandes batalhas que estavam por vir, entre o Norte e o Sul, entre um Gog não identificado e um oposto Magog; e o povo se perguntava se os reinos profetizados já haviam aparecido em cena – a Grécia de Alexandre, os selêucidas, os ptolomeus. Seria deles que as profecias falavam, ou era alguém que ainda estava por vir em um futuro ainda mais distante?

Havia uma confusão teológica: a expectativa do retorno do Kavod no Templo de Jerusalém como objeto físico era uma compreensão correta das profecias, ou a espera da vinda era apenas algo simbólico, de uma natureza [dimensional] efêmera, uma presença espiritual? O que era exigido do povo – ou o que estava destinado a acontecer iria acontecer, não importava o que houvesse? A liderança judaica se dividiu entre os fariseus devotos e os que seguiam as escritas e os saduceus, mais liberais, que pensavam mais internacionalmente, reconhecendo a importância de uma diáspora judaica que já se havia espalhado do Egito para Anatólia até a Mesopotâmia. Além destas duas principais correntes, pequenas seitas, às vezes organizadas em suas próprias comunidades, floresceram; a mais conhecida delas [nada tendo a haver com os judeus] era a dos Essênios (que tem a sua reputação E O RECONHECIMENTO DE SUA EXISTÊNCIA pelos Pergaminhos do Mar Morto), que se isolaram em Qumran.

Nos esforços para decifrar as profecias, uma nova potência crescente – Roma – teria de ser incluída. Tendo ganhado repetidas guerras contra os fenícios e contra os gregos, os romanos passaram a controlar o Mediterrâneo e começaram a se envolver nos assuntos do Egito ptolemaico e dos países selêucidas do Mediterrâneo Oriental (incluindo a Judéia). Os exércitos acompanhavam as delegações imperiais; em 60 a.C., os romanos, sob o comando de Pompeu, ocuparam Jerusalém. No caminho para lá, como fizera Alexandre, ele pegou um atalho para Heliópolis (também conhecida como Baalbek) e ofereceu sacrifícios para Júpiter; isso resultou na construção, em cima dos antigos blocos de pedras colossais, do maior templo que o império romano já construíra para Júpiter (Figura 123). Uma inscrição comemorativa encontrada no local indica que o imperador Nero visitou a região em 60 d.C., sugerindo que o templo romano já havia sido concluído até então.

A agitação nacional e religiosa daquela época encontrou sua expressão na proliferação de escritas histórico-proféticas, tais como o Livro dos Jubileus, o Livro de Enoch [este foi escrito antes do dilúvio], os Testamentos dos Doze Patriarcas e o Testamento de Moisés (entre vários outros, todos coletivamente chamados de Apócrifos e Pseuda-Epigrapha). O tema comum neles é a crença de que a história é cíclica, que tudo já foi previsto, que o Fim dos Tempos – uma época de revoltas e levantes – marcará não apenas o final do ciclo histórico, mas também o início de um novo, e que a “virada do ano” (usando uma expressão moderna) se manifestará com a vinda do “Ungido” – Mashi’ach em hebraico (traduzido como Chrystos em grego e, consequentemente, Messias ou Cristo no nosso idioma).

Figura 123

O ato de ungir um novo rei empossado com óleo sacerdotal era conhecido no Mundo Antigo, pelo menos no tempo de Sargão. Era reconhecido na Bíblia como um ato de bênção de Deus, desde os tempos mais remotos. No entanto, seu momento mais memorável foi quando o sacerdote Samuel, guardião da Arca da Aliança, reuniu Davi, o filho de Jessé e o proclamou rei, pela graça de Deus:

Pegou o vaso de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos; e o Espírito de Deus se apoderou de Davi daquele dia em diante. I Samuel 16: 13

Estudando cada profecia e cada expressão profética, o devoto em Jerusalém encontrava repetidas referências a Davi como o Ungido de Deus, e um juramento divino de que será de “sua semente” – de um descendente da Casa de Davi – que seu trono será estabelecido novamente em Jerusalém “nos dias vindouros”. É no “trono de Davi” que os futuros reis, que deverão ser da Casa de Davi, deverão se sentar em Jerusalém; e quando isso acontecer, os reis e príncipes da Terra deverão se juntar em Jerusalém em busca de justiça, paz e da palavra de Deus. Isto, deus [Yahweh/Enlil] jurou, é “uma promessa eterna“, a aliança de Deus “com todas as gerações”. A universalidade de seu juramento é confirmada em Isaías 16: 5 e 22: 22; Jeremias 17: 25, 23: 5 e 30: 3; Amós 9: 11; I labacuque 3: 13; Zacarias 12: 8; Salmos 18: 50, 89: 4, 132: 10, 132: 17 e assim por diante.

Essas são palavras poderosas, indiscutíveis no que diz respeito à sua aliança messiânica com a Casa de Davi. Ainda assim, elas também estão repletas de facetas explosivas que virtualmente ditam o curso dos eventos em Jerusalém. Relacionada a isso está a questão do profeta Elias. Elias, apelidado de Tesbita em função do nome da sua cidade no distrito de Gile’ad, era um profeta bíblico ativo no reino de Israel (depois da divisão da Judéia) no século IX a.C, durante o reinado de Ahab e sua esposa canaãnita, a rainha Jezebel.

Fiel à seu nome hebraico, Eli-Yahu – “Yahweh/Enlil é meu deus” – ele vivia em constante conflito com os sacerdotes e os “porta-vozes” do deus canaãnita, Ba’al (“o Senhor”), cuja louvação era promovida por Jezebel. Depois de um período de reclusão em um lugar secreto próximo ao Rio Jordão, onde recebeu ordens de se tornar “Um Homem de Deus”, recebeu um “manto com tecido feito de pelos” que continha poderes mágicos, com o qual ele era capaz de fazer milagres em nome de Deus. Seu primeiro milagre registrado (I Reis, Capítulo 17) foi fazer com que uma colher cheia de trigo e um pouco de óleo de cozinha durasse como alimento para uma viúva para o resto de sua vida. Ele então ressuscitou o filho dela, que havia morrido de uma doença virulenta.

Durante uma disputa com os profetas de Ba’al no Monte Carmelo, ele conseguiu juntar fogo do céu. É dele o único momento bíblico em que um israelita visitou novamente o Monte Sinai desde o Êxodo: enquanto ele escapava, para salvar sua vida da ira de Jezebel e dos sacerdotes de Ba’al, um “Anjo do Senhor” [um extraterrestre de Nibiru] o abrigou em uma caverna no Monte Sinai. As Escrituras contam que ele não morreu, porque foi levado ao céu em um “redemoinho” para estar com deus. Sua ascensão, como foi descrito em grandes detalhes em II Reis, Capítulo 2, não foi uma ocorrência repentina, muito menos inesperada; pelo contrário, foi uma operação pré-planejada e pré-arranjada cujo lugar e hora haviam sido comunicados a Elias antecipadamente.

O local designado era o Vale do Jordão, do lado leste do rio. Quando chegou a hora de estar lá, seus discípulos, liderados por um deles, de nome Eliseu, acompanharam-no. Ele fez uma parada em Gilgal (onde ocorreram os milagres de Yahweh/Enlil para os israelitas sob a liderança de Josué). Ali, tentou se livrar de seus companheiros, mas eles continuaram lhe acompanhando até Betel; apesar de pedir para que ficassem e deixassem Elias cruzar o rio sozinho, eles ficaram com ele até a última parada, Jericó, em todo o trajeto, perguntando a Eliseu se era “verdade que o Senhor levará Elias hoje para o céu?”.

As margens do Rio Jordão, Elias se envolveu em seu manto milagroso e bateu nas águas, dividindo-as, abrindo o caminho para que pudesse cruzar o rio. Os outros discípulos ficaram para trás, mas mesmo assim Eliseu persistia em continuar com Elias, cruzando com ele:

E enquanto continuavam andando e falando, eis que surge uma carruagem de fogo com cavalos de fogo, e os dois foram separados. E Elias foi para o céu, em um “redemoinho” [uma espaçonave]. E Eliseu viu e exclamou: “Meu pai! Meu pai! a carruagem de Israel e seus cavaleiros!” E nada mais foi o que viu. – II Reis 2: 11: 12

Escavações arqueológicas em Tell Ghassul (o “Monte do profeta”), um local na Jordânia que se encaixa com a geografia do conto bíblico, desenterraram murais que descreviam os “redemoinhos” mostrados na figura 103. É o único sítio escavado sob os auspícios do Vaticano. (Minha busca por descobertas, cobrindo museus arqueológicos em Israel e na Jordânia, incluindo uma visita ao sítio na Jordânia, e que finalmente me levou ao Instituto Bíblico Pontifício em Jerusalém – Figura 124 – está descrito em As Crônicas da Terra.)

A tradição judaica tem defendido que o transfigurado Elias retornará um dia como um anunciador da redenção final para o povo de Israel, um mensageiro do Messias. A tradição já havia sido registrada no século V a.C. pelo profeta Malaquias – o último profeta bíblico – em sua última profecia. Considerando a tradição de que a caverna do Monte Sinai, onde o anjo recebeu Elias, era o local onde deus havia se revelado a Moisés, aguarda-se que Elias reapareça no início do festival da Páscoa, quando o Êxodo é comemorado.

Até os dias atuais, o Seder, a ceia cerimonial ao anoitecer quando começa o feriado de Páscoa de sete dias, exige que se coloque sobre a mesa de refeição uma taça cheia de vinho para Elias, para ele beber assim que chegar; a porta é deixada aberta para que ele entre, e um hino indicado é recitado, expressando a esperança de que logo ele anunciará “o Messias, filho de Davi”. (Como é o caso quando se conta às crianças cristãs que o Papai Noel desceu pela chaminé e trouxe os presentes que eles acharam, o mesmo acontece com as crianças judias quando se conta que, apesar de não o verem, Elias apareceu e tomou um pequeno gole de vinho.) Como costume, a “Taça de Elias” era adornada para se tornar uma taça artesanal, um cálice nunca usado para propósito algum que não fosse o ritual de Elias durante a ceia da Páscoa. A “Última Ceia” de Jesus fazia parte dessa tradição de ceia de Páscoa.

Apesar de manter a semelhança na escolha de seu próprio alto sacerdote e rei, a Judéia havia se tornado, para todos os fins e propósitos, uma colônia romana, primeiro governada pela sede na Síria, em seguida, por governadores locais. O governador romano, chamado de Procurador, certificava-se de que os judeus escolhessem como Ethnarch (“Chefe do Conselho Judeu”) para servir como um Alto Sacerdote do Templo, e principalmente também como um “Rei dos Judeus” (e não “Rei da Judeia” como um país), quem quer que Roma preferisse. De 36 a 4 a.C., o rei foi Herodes, descendente dos edomitas convertidos ao Judaísmo, que fora escolhido por dois generais romanos (da fama de Cleópatra): Marco Antonio e Otaviano. Herodes deixou um legado de estruturas monumentais, incluindo a melhoria do Templo do Monte e a estratégica fortaleza e palácio em Massada, no Mar Morto; ele também atendeu aos desejos do governador, como um verdadeiro vassalo de Roma.

Foi nessa Jerusalém ampliada e engrandecida pelas construções hasmoneanas e herodianas, repleta de peregrinos para o feriado da Páscoa, que Jesus de Nazaré chegou – em 33 d.C. (de acordo com a datação aceita). Naquela época, era permitido aos judeus manter apenas a autoridade religiosa, um conselho de 70 anciãos chamados de Sanhedrin; não havia mais um rei judeu; a terra não era mais um estado judeu, e sim uma província romana, governada pelo procurador Pôncio Pilatos, estabelecida no forte, próximo ao Templo.

As tensões entre a população judaica e os senhores da terra romanos aumentavam, resultando em uma série de revoltas sangrentas em Jerusalém. Pôncio Pilatos, ao chegar em Jerusalém em 26 d.C., piorou ainda mais as coisas ao levar para a cidade legionários romanos com seus estandartes e moedas que continham imagens gravadas proibidas no Templo; os judeus, demonstrando resistência, eram sentenciados impiedosamente com a crucificação em números tão elevados que o local de execução era apelidado de Gólgota – Lugar das Caveiras.

Jesus já havia estado antes em Jerusalém: “Seus pais iam a Jerusalém todos os anos para a festa da Páscoa, e quando ele tinha 12 anos, eles subiram a Jerusalém seguindo o costume da festa; terminados aqueles dias, eles retornaram, e o menino Jesus havia ficado em Jerusalém” (Lucas 2: 41-43). Quando Jesus chegou (com seus discípulos) dessa vez, a situação não era certamente o que se esperava, nem o que as profecias bíblicas haviam prometido. Devotos judeus – como Jesus [in]certamente também era – estavam presos à ideia de redenção, de salvação pelo Messias, ponto central em que se encontrava
a ligação especial e eterna entre deus e a Casa de Davi. Isso foi expresso de forma clara e enfática no magnífico Salmo 89 (19-29), no qual Yahweh/Enlil, falando aos Seus fiéis seguidores em uma visão, disse:

Exaltei um escolhido entre o povo; Encontrei Davi, meu servo; Com o meu santo óleo eu o ungi…
Ele me invocará dizendo: “Tu és meu pai, meu deus, a rocha da minha salvação!”
E eu farei dele um Primogênito, supremo e acima de todos os reis da Terra.
Minha compaixão por ele para sempre será mantida, Minha lealdade eu não trairei;
Minha aliança com ele não será violada, O que expressei jamais mudarei…
Devo fazer com que sua semente dure para sempre, Que seu trono [dure] como os Dias do Céu.

Não seria uma pista essa referência sobre os “Dias do Céu”, uma ligação entre a vinda do Salvador e o profetizado Fim dos Tempos? Não era a hora de ver as profecias se concretizarem? E foi assim que Jesus de Nazaré, agora em Jerusalém com seus 12 discípulos, estava determinado a resolver o assunto com suas próprias mãos: se a salvação requeria um Ungido da Casa de Davi, ele, Jesus, poderia ser o próprio!
Seu próprio nome hebraico – Yehu-shuah (“Joshua”) – significava o Salvador de Yahweh/Enlil; e como exigência de que o Ungido (“Messias”) devesse pertencer à Casa de Davi, isso ele era: o verso inicial do Novo Testamento, no Evangelho Segundo Mateus, diz: “O livro das gerações de Jesus Cristo, o filho de Davi, o filho de Abraão”. Logo, tanto ali como em outra parte no Novo Testamento, a genealogia de Jesus é fornecida por meio das genealogias: 14 gerações de Abraão para Davi; 14 gerações de Davi para o exílio babilônico; e 14 gerações desde então até Jesus. Ele estava “qualificado“, afirmam os Evangelhos de uma vez por todas.

Nossas fontes para o que aconteceu em seguida são os evangelhos e outros livros do Novo Testamento. Sabemos que os “registros de testemunhas” foram de fato escritos bem depois dos eventos; sabemos que a versão codificada é o resultado de deliberações em uma convocação pedida pelo imperador romano Constantino, três séculos depois; sabemos que os manuscritos “gnósticos”, como os documentos de Nag Hammadi ou o Evangelho de Judas, fornecem versões diferentes que a Igreja tinha motivos para suprimir; sabemos também – o que é fato indiscutível – que, a princípio, havia uma Igreja de Jerusalém liderada pelo irmão de Jesus, voltada exclusivamente aos seguidores judeus, que foi atacada, substituída e eliminada pela Igreja de Roma, que se dirigia aos gentios. Ainda assim, devemos seguir a versão “oficial” para isso, por ela mesma, que liga os eventos de Jesus em Jerusalém com todos os séculos e milênios anteriores, como foi contado até agora neste livro.

Primeiro, deve-se remover qualquer dúvida que existir sobre Jesus ter ido a Jerusalém na época da Páscoa e sobre a “Última Ceia” ter sido uma ceia Seder de Páscoa. Mateus 26: 2, Marcos 14: 1 e Lucas 22: 1 citam Jesus dizendo aos seus discípulos, enquanto chegavam em Jerusalém: “Sabeis que daqui a dois dias é a Festa da Páscoa”; “Dali a dois dias era a festa da Páscoa, do pão ázimo”; e “Agora se aproxima a festa do pão ázimo, e é chamada de Páscoa”. Os três evangelhos, nos mesmos capítulos, declaram então que Jesus disse aos seus discípulos para irem a uma determinada casa, onde eles poderiam celebrar a ceia de Páscoa com a qual se daria início ao feriado.

A próxima questão a ser apurada é a de Elias, o anunciador da vinda do Messias (Lucas 1: 17 ainda citou os versos relevantes de Malaquias). Segundo os Evangelhos, as pessoas que sabiam sobre os milagres que Jesus havia feito – milagres que eram muito parecidos com os do profeta Elias – à primeira vista se perguntavam se Jesus era o Elias reaparecido. Sem negar, Jesus desafiou seus discípulos mais próximos: ‘”O que vós dizeis que eu sou?’ E Pedro respondeu e disse a ele: ‘Tu és o Ungido'” (Marcos 8: 28-29).
Se aquele era o caso, perguntaram-lhe onde estaria Elias, que teria de aparecer primeiro? E Jesus respondeu: Sim, é claro, mas ele já chegou! E eles lhe perguntaram, dizendo:

Por que dizem os escribas que Elias deve vir primeiro? E ele respondeu e disse a eles: Na verdade, Elias havia de vir primeiro, e restaurar todas as coisas… Eu vos digo, porém, que Elias já veio. Marcos 9: 11,13

Essa foi uma declaração audaciosa, o teste do que estava por vir; pois se Elias tivesse de fato retornado à Terra, “de fato veio”, portanto fora cumprido o pré-requisito para a vinda do Messias – então ele deveria aparecer no Seder e beber da sua própria taça de vinho!

Como exigia o costume e a tradição, a Taça de Elias, cheia de vinho, estava posta na mesa Seder de Jesus e de seus discípulos. A ceia cerimonial está descrita em Marcos, Capítulo 14. Conduzindo o Seder, Jesus pegou o pão ázimo (hoje chamado de Matzoh), abençoou-o, repartiu-o e dividiu os pedaços entre seus discípulos. “E ele pegou a taça, e, depois de agradecer, ele a deu aos outros, e todos eles beberam dela” (Marcos 14: 23).

Portanto, sem dúvida, a Taça de Elias estava lá, mas Da Vinci optou por não mostrá-la. Na sua pintura, A Última Ceia, que poderia estar baseada apenas em passagens do Novo Testamento, Jesus não está segurando a taça crucial, e não há em lugar algum uma taça de vinho sobre a mesa! Em vez disso, há um espaço inexplicável à direita de Jesus (Figura 125), e o discípulo à sua direita está se curvando lateralmente como se permitisse que alguém invisível viesse entre eles:

Será que o teologicamente correto Da Vinci estava implicando que um invisível Elias entrara pelas janelas abertas, atrás de Jesus, e levara a taça que era dele? A pintura sugere que Elias retornou; o anunciador, que precedia o Rei Ungido da Casa de Davi, havia chegado.

E isso foi confirmado quando Jesus, detido, foi levado diante do governador romano, que lhe perguntou: ‘”Tu és o rei dos judeus?’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Vós que dissestes'” (Mateus 27: 11). A sentença, morrer na cruz, foi inevitável.

Quando Jesus levantou a taça de vinho e fez a exigida bênção, disse aos seus discípulos, segundo Marcos 14: 24: “Este é o meu sangue do novo testamento”. SE essas foram suas palavras exatas, ele não queria dizer que eles beberiam vinho transformado em sangue – uma transgressão grave de uma das proibições mais estritas do Judaísmo dos tempos remotos, “pois o sangue é a alma”. O que ele disse (ou queria dizer) era que o vinho naquela taça, a Taça de Elias, era, atestava, confirmava sua linhagem sanguínea. E Da Vinci a descreveu convincentemente por meio de seu desaparecimento, presumidamente tirada pelo visitante Elias. A taça desaparecida tem sido o assunto favorito dos autores durante séculos. Os contos se tornaram lendas: os cavaleiros das Cruzadas (3) a procuraram; a Ordem dos Templários a encontrou; foi levada à Europa… o copo se tornou uma taça, um cálice; era o cálice representando o Sangue Real – Sang Real em francês, tornando San Greal, o Santo Graal.
(3 N.E).: Sugerimos a leitura de O GUIA COMPLETO DAS CRUZADAS, de Paul L. Williams, Madras Editora.

Ou, depois de tudo, talvez nem tenha saído de Jerusalém? A contínua submissão e intensificada repressão romana aos judeus na Judéia resultou na explosão da maior revolta que desafiava Roma; foi necessário abrir mão dos maiores generais e das melhores legiões de Roma durante sete anos para derrotar a pequena Judéia e chegar a Jerusalém. Em 70 d.C., depois de longo cerco e batalhas frontais furiosas, os romanos romperam com as defesas do Templo; e o general comandante Tito ordenou que se ateasse fogo ao Templo, destruindo o segundo templo erguido para Yahweh/Enlil. Tito recusou aceitar uma Coroa de Louros pela vitória (condecoração militar romana) alegando que “não há mérito em vencer umas gentes abandonadas pelo seu próprio deus (Yahweh/Enlil)”.

Figura 126
Figura 127

Embora a resistência continuasse em outros lugares pelos três anos seguintes, a Grande Revolta Judaica havia acabado e o grande templo do deus dos judeus Yahweh/Enlil, pela segunda vez foi completamente arrasado. Os triunfantes romanos estavam tão felizes que comemoraram a vitória cunhando uma série de moedas que anunciavam ao mundo Judea Capta – Judeia Capturada. Também ergueram o arco da vitória em Roma descrevendo os objetos rituais do Templo (Figura 126) que haviam sido saqueados.

Mas durante cada ano de independência, as moedas judaicas eram impressas com a legenda “Ano Um”, “Ano Dois”, etc, “pela liberdade do Sião”, mostrando os frutos da terra como temas decorativos. Inexplicavelmente, as moedas dos anos dois e três exibiam a imagem de um cálice (Figura 127)…
O “Santo Graal” ainda estaria em Jerusalém?


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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