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O Livro (Etíope) de Enoch, Anjos Caídos, Anunnaki, Nephilim e os Vigilantes (11)

Introdução: Este livro teve como base a tradução acadêmica de Michael A. Knibb do Manuscritos etíopes, (The Ethiopic Book of Enoch, Oxford University Press), que acredito ser a melhor tradução disponível atualmente. Eu ouvi pela primeira vez sobre o Livro de Enoch alguns anos atrás, quando eu estava pesquisando sobre as profecias do “Fim dos Dias”. Quando eu finalmente consegui ter uma cópia em minhas mãos, descobri que era um livro extraordinário e incomum. A primeira vez que o li fiquei cético e um tanto perplexo; eu me perguntei quem teria escrito um livro tão estranho como este.

O Livro (Etíope) de Enoch, Anjos Caídos, Nephilim e os Vigilantes

Fonte: The Ethiopic Book of Enoch – Oxford University Press

11) O LIVRO DE NOÉ

65.1 E naqueles dias, Noé viu que a Terra tinha tremido e que sua destruição estava próxima.

65.2 E ele levantou-se daquele lugar e foi para os confins da Terra e clamou em alta voz para seu bisavô Enoch, e Noé disse três vezes com uma voz amargurada: “Escuta-me, escuta-me, escuta-me!”

65.3 E eu lhe disse: “Diga-me, o que está acontecendo sobre a Terra, que ela está tão aflita e abalada, para que tu não sejas destruído com ela!”

65.4 E logo após houve uma grande comoção na Terra, e uma voz ouviu-se dos Céus, e caí sobre minha face.

65.5 E meu bisavô Enoch veio, pôs-se a meu lado, e me disse: “Porque clamas a mim, com tal amargura na voz e lamentação?

65.6 E uma ordenança veio do Senhor contra aqueles que habitam na terra seca para que este seja seu fim. Pois aprenderam todos os segredos dos Anjos, e todos os maus procedimentos dos demônios, e todos os seus poderes secretos, e todos os poderes daqueles que praticam artes mágicas, e o poder
dos encantamentos, e o poder daqueles que fazem imagens de fundição por toda a Terra.

65.7 E mais, como a prata é produzida do pó da terra e como o metal macio ocorre na terra.

65.8 Pois chumbo e estanho não são produzidos da terra, como o primeiro; é uma fonte que os produz, e um Anjo que fica nela, e aquele Anjo os distribui.”

65.9 E depois disso, meu bisavô Enoch pegou-me com sua mão, e me levantou, e me disse: ‘Vai, pois eu perguntei ao Senhor dos Espíritos a respeito desta comoção na Terra.”

65.10 E Ele me disse: “Por causa de sua iniquidade, seu julgamento foi executado, e não serão mais contados diante de Mim, por causa das feitiçarias que procuraram e aprenderam, a Terra e aqueles que nela habitam serão destruídos.”

65.11 E quanto a estes, não terão lugar de refúgio, para sempre, pois lhes foi ensinado o que era secreto, e foram condenados, mas não com relação a ti, meu filho; o Senhor dos Espíritos sabe que tu és puro e inocente desta vergonha no que concerne aos segredos.

65.12 E Ele estabeleceu teu nome entre os Santos, e te preservará dentre os que habitam na terra seca, e destinou tua justa posteridade em retidão, para serem reis e para grandes honras. E de tua posteridade fluirá uma fonte dos Justos e Santos, sem número e para sempre.

66.1 E depois disso, ele me mostrou os Anjos da Punição, que estão preparados para vir e liberar todos os poderes das águas, que estão acima nos céus e abaixo na terra, de modo a trazer julgamento e destruição sobre todos aqueles que permanecem e habitam sobre o chão seco.

66.2 E o Senhor dos Espíritos ordenou aos Anjos que estavam saindo, que não erguessem suas mãos, mas ficassem de prontidão; pois aqueles Anjos estavam encarregados dos poderes das águas.

66.3 E eu me retirei da presença de Enoch.

67.1 E naqueles dias, a palavra do Senhor veio a mim, e Ele me disse: “Noé, eis que teu destino chegou diante de Mim, um destino sem culpa, um destino de amor e retidão.

67.2 E agora os Anjos estão fazendo uma estrutura de madeira, e quando os Anjos acabarem aquela tarefa, Eu colocarei Minha mão sobre ela, e a manterei segura. E uma mudança tomará lugar para que o chão seco não permaneça vazio.

67.3 E Eu estabelecerei tua descendência diante de Mim, para todo o sempre, e Eu espalharei aqueles que habitam contigo, sobre a face do chão seco. Não os provarei novamente, sobre a face da Terra, mas serão abençoados e proliferarão na terra seca em nome do Senhor.”

67.4 E calarão aqueles Anjos, que mostraram iniquidade, naquele vale ardente, que meu bisavô Enoch me tinha mostrado previamente, a oeste, perto das montanhas de ouro e prata e ferro, e metal macio e estanho.

67.5 E eu vi aquele vale, no qual houve uma grande perturbação e uma elevação das águas.

67.6 E quando tudo isso aconteceu, daquele metal derretido abrasador, e da perturbação, que elevou as águas naquele lugar, produziu-se um cheiro de enxofre, e ele estava associado com aquelas águas. E aquele vale dos Anjos, que tinham desviado os homens, queima sob o chão.

67.7 E através dos vales daquela mesma área, fluem rios de fogo aonde aqueles Anjos serão punidos, os que desviaram aqueles (filhos dos homens) no chão seco.

67.8 Mas naqueles dias, aquelas águas servirão os reis, e os poderosos, e os exaltados, e aqueles que habitam na terra seca, para cura da alma e corpo, mas também para punição do espírito. E seus espíritos estão tão cheios de luxúria que serão punidos em seus corpos, pois negaram o Senhor dos Espíritos. E vêem sua punição todos os dias e ainda assim não crêem em Seu Nome.

67.9 E quanto mais seus corpos são queimados, mais uma mudança acontecerá em seus espíritos, para todo o sempre, pois diante do Senhor dos Espíritos ninguém pode proferir palavra vazia.

67.10 Pois o julgamento virá sobre eles, pois eles acreditaram na luxúria de seus corpos, mas negam o Espírito do Senhor.

67.11 E aquelas mesmas águas passarão por uma mudança naqueles dias; pois quando aqueles Anjos forem punidos naqueles dias, a temperatura dessas fontes de água mudará, e quando os Anjos subirem, aquela água das fontes mudará, e se tornará fria.

67.12 E eu escutei o Santo Miguel respondendo e dizendo: “Este julgamento, por meio do qual os Anjos são julgados, é um testemunho para os reis e os poderosos que possuem o chão seco”.

67.13 “Pois estas águas de julgamento servem para a cura do corpo dos reis, e para a luxúria de seus corpos; mas eles não vêem, e não crêem, que essas águas mudarão e se tornarão um fogo que queima para sempre.”

68.1 E depois disso, meu bisavô Enoch me deu a explicação de todos os segredos, em um livro, e as parábolas que tinham sido dadas a ele; e ajuntou-as para mim, nas palavras do Livro das Parábolas.


Notas: (11) O LIVRO DE NOÉ (páginas 54-58)

O livro de Noé foi provavelmente escrito quando ele era o chefe da família e, como Matusalém, ele alega ter falado com Enoch. Ele parece ter escrito isto antes do dilúvio, e uma vez mais há alguns detalhes interessantes.

A passagem mais importante está em 67.2. Isto indica que o barco está sendo construído na época em que foi escrito (o livro). Noé pode ter escrito esta obra com o intuito de persuadir seus filhos a virem e morarem com ele, dentro da “estrutura de madeira”. Noé pode nunca antes ter visto um barco como este, e talvez não estivesse certo de como chamá-lo.

Parece haver , em segundo plano, eventos geológicos incomuns. No início, em 65.1, Noé diz que a terra tremeu, e mais adiante, em 67.11, diz que as Fontes Quentes esfriaram. Isto está de acordo com as teorias de Charles Hapgood em seu livro ‘The Path of the Pole’ (O Caminho do Polo) aonde ele sugere que o degelo maciço (que provavelmente causou o dilúvio) ocorreu quando os pólos se deslocaram – talvez devido a um impacto proveniente do espaço.

O Polo Norte deslocou-se da Baia de Hudson para sua atual localização que também já esta se mudando, em direção à Rússia, na Sibéria. Em 65.3 Noé diz que a terra está ‘magoada e sacudida’ e ele parece bastante alarmado por isso. Há também citações de metal derretido [metalurgia] e cheiro de enxofre, em 67.6, mas isto pode ser poluição do trabalho metalúrgico descrito em 65.7. A produção de metais e armas pode ter se desenvolvido em uma escala bastante grande na época de Noé.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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