Uma antiga lenda indígena americana descreve a existência de treze crânios de cristal ancestrais, do tamanho de crânios humanos, com mandíbulas móveis que, segundo a lenda, falavam ou cantavam. A lenda conta que esses crânios de cristal contêm informações importantes sobre alguns dos grandes mistérios da vida e do universo. Eles guardam conhecimento sobre a história passada da nossa espécie neste planeta, e informações sobre o verdadeiro propósito da humanidade e o seu destino futuro.
Fonte: New Dawn Magazine – Por CHRIS MORTON e CERI LOUISE THOMAS
A versão dos nativos peles vermelhas Cherokee da lenda conta que originalmente existiam doze planetas no universo habitados por vida humana e que havia um crânio para cada um desses planetas, juntamente com um décimo terceiro crânio que era vital para reconectar todos esses mundos.
A lenda Cherokee também conta que um dia, em um momento de grande necessidade, todas essas caveiras de cristal serão redescobertas e reunidas para revelar informações vitais para a própria sobrevivência da raça humana. Mas a lenda também adverte que, quando esse momento chegar, a humanidade precisa primeiro estar suficientemente desenvolvida, evoluída moral e espiritualmente, para não abusar desse grande conhecimento.
Quando ouvimos essa lenda pela primeira vez, durante uma visita às antigas ruínas maias de Tikal, na Guatemala, consideramos apenas uma história pitoresca, até descobrirmos que uma verdadeira caveira de cristal havia sido encontrada em uma escavação arqueológica na América Central, lá nos anos 1920.
O Crânio de Cristal Mitchell-Hedges
Frederick Mitchell-Hedges (1882-1959) foi o arquétipo do aventureiro-explorador britânico; membro do Comitê Maia do Museu Britânico e um verdadeiro Indiana Jones, determinado a deixar sua marca nos últimos anos do Império Britânico. Ele acreditava que o berço da civilização não se encontrava no Oriente Médio, como se costuma supor, mas sim que ATLÂNTIDA fora uma civilização real que desaparecera após uma grande catástrofe natural [a lenda do Dilúvio universal]. Ele acreditava que os vestígios dessa civilização atlante ainda poderiam ser encontrados em algum lugar da América Central e estava determinado a provar isso.
Para esse fim, ele reuniu um grupo de exploradores que partiu de Liverpool em 1924 rumo a Honduras Britânica (atual Belize). Certo dia, no meio da selva, seu grupo se deparou com alguns montes de pedra cobertos de musgo e folhagem, e sufocados por raízes e cipós. Então, atearam fogo à vegetação rasteira. Quando o fogo se extinguiu, as ruínas de uma outrora grande cidade emergiram das chamas.
Era um lugar conhecido pelos maias locais como ‘Lubaantun’ ou ‘A Cidade das Pedras Caídas’, e foi nessa cidade perdida que Anna, filha adotiva de Mitchell Hedges, encontrou uma magnífica e perfeita caveira de cristal, enterrada sob um altar nas ruínas de uma das grandes pirâmides do templo. Os ajudantes maias na escavação ficaram eufóricos com a descoberta da caveira. Pareciam reconhecê-la. Beijaram o chão chorando, colocaram-na em um altar e realizaram rituais e danças cerimoniais ao seu redor.

Mas o que era esse objeto misterioso e teria alguma relação com a antiga lenda?
A caveira de cristal é um mistério tão profundo quanto as Pirâmides do Egito, a Esfinge, as Linhas de Nazca no Peru ou Stonehenge. Desde sua descoberta, a caveira de cristal tem sido fonte de muita controvérsia arqueológica – ninguém parece saber ao certo sua idade, como foi feita, para que era usada e de onde veio originalmente. Tudo o que se sabe com certeza é que, desde que emergiu das ruínas do templo na América Central, as afirmações mais incríveis têm sido feitas sobre a caveira de cristal e houve uma série de relatos de fenômenos estranhos e incomuns relacionados a ela.
Como mencionado anteriormente, Anna Mitchell-Hedges foi a mulher que descobriu a caveira de cristal quando adolescente, na década de 1920. Embora a caveira de cristal tenha sido encontrada no que a maioria dos arqueólogos considera um sítio maia, Anna Mitchell-Hedges e muitos outros como ela acreditam que o crânio de cristal é, na verdade, muito mais antiga e que pertenceu a alguma misteriosa civilização pré-maia que desapareceu da face da Terra há muito, muitíssimo tempo.
O crânio de cristal foi avaliado em vários milhões de dólares, mas é muito mais do que apenas um artefato antigo caro e exótico. Ao longo dos anos, pessoas relataram todos os tipos de experiências estranhas e incomuns na presença do objeto. Em particular, diz-se que ela possui incríveis poderes “psíquicos” e “curativos”. De acordo com Anna Mitchell-Hedges, que faleceu aos 100 anos em 2007, foi graças ao “poder curativo” da caveira que ela se manteve viva por tanto tempo. Ela disse que, durante toda a sua vida, a caveira a manteve saudável e feliz. O crânio de cristal, segundo ela, a “protegeu” e “se comunicou” com ela durante toda a sua longa vida, e ela não é a única pessoa a ter relatado tais experiências.
Anna permitia a entrada de muitos visitantes em sua casa e acumulou centenas de cartas das muitas pessoas que vinham à sua casa para se sentar com o crânio de cristal e que afirmavam ter sido “curadas pelo crânio” ou que este, de alguma forma, “se comunicava” com elas. Muitos daqueles que passaram um tempo a sós com o crânio afirmam ter visto ou ouvido coisas em sua presença. Muitos dizem ter visto um brilho suave, como uma aura, estendendo-se ao redor do crânio, ou ter ouvido sons, como o canto suave de vozes humanas, emanando dele, de modo que agora ele ganhou o título de “crânio falante” ou “crânio cantor”, assim como na antiga lenda.
Outros afirmam ter visto coisas dentro do crânio. Quando permanecem sentados diante dele por muito tempo, começam a surgir imagens, quase como se estivessem assistindo a um filme. Centenas de visitantes atestam ter visto imagens incríveis do passado ou do futuro no interior de sua estrutura cristalina. Os relatos incluem imagens de antigos locais sagrados, com cerimônias sendo realizadas sob grandes pirâmides.
Outros dizem ter visto períodos inteiros da história planetária, com grandes deslocamentos de continentes, a elevação do nível do mar e a destruição de massas de terra, além de cataclismos geológicos em escala global. Uma das imagens mais comumente relatadas é considerada por muitos como a imagem holográfica de um OVNI aparecendo dentro do crânio de cristal – e esta imagem foi até mesmo fotografada! Essa imagem em particular levou muitos a sugerir que talvez o crânio de cristal tenha algum tipo de estranha origem extraterrestre.
Mas, como sugere a antiga lenda, esta não é a única caveira de cristal descoberta. Várias outras caveiras de cristal vieram à luz desde então. Todas têm origem misteriosa e estão envoltas em relatos de fenômenos estranhos ou incomuns e histórias de poderes paranormais inexplicáveis.
Max, o crânio de cristal ‘falante’
Uma mulher chamada Joann Parks, que mora em Houston, Texas, também possui um crânio de cristal. Ela também afirma que sua caveira de cristal tem o poder de curar e se comunicar telepaticamente com ela. A história de como Joann Parks entrou em posse de sua caveira de cristal começa com uma história muito triste. Em 1978, a filha mais velha de Joann, Diana, foi diagnosticada com câncer ósseo e os médicos convencionais lhe deram apenas três meses de vida. Joann recorreu à ajuda de um lama e curandeiro tibetano chamado Norbu Chen. Este homem possuía uma caveira de cristal e, com a ajuda dele e de sua caveira, sua filha conseguiu viver por mais três anos. Quando sua filha finalmente faleceu, o curandeiro deu a caveira de cristal a Joann, sem lhe dizer nada sobre ela, exceto que a havia recebido originalmente de um xamã guatemalteco e que um dia Joann a entenderia e saberia para que o crânio de cristal serviria.
Sem saber o que fazer com ela, Joann guardou a caveira de cristal em uma caixa no armário do quarto. Alguns anos depois, a caveira começou a aparecer em seus sonhos. Então, começou a “falar com ela”, dizendo que queria sair do armário. Ela tentou ignorar essa “voz”, mas a caveira começou a “falar com ela” a qualquer hora do dia, dizendo: “Você precisa me tirar deste armário. Sou importante para a humanidade” e “Serei lembrada”. Joann pensou que estava enlouquecendo e até conversou com seu médico de família sobre isso, mas a voz simplesmente não desaparecia, e então ela acabou se vendo sentada no armário do quarto “conversando com esse pedaço de cristal lapidado como um crânio” e dizendo para ele ir embora, dizendo: “Me deixe em paz, caveira!”. Ela jogou a caveira em uma caixa e a empurrou para o fundo do guarda-roupa, mas enquanto descia as escadas correndo, a caveira continuou falando com ela. “Ela era muito persistente”, explicou Joann, e ficou decidido que ela deveria tirá-la do armário e “contar à humanidade” sobre a sua existência. Ela até acrescentou: “Aliás, meu nome não é Caveira, é Max!” E desde então, Joann tem exibido a caveira por todos os Estados Unidos, onde, segundo ela, “Max já falou com muitas pessoas e as curou”.
O crânio cristal autodenominado como Max também contou a Joanne que viera de milhares de anos atrás, de uma civilização muito mais avançada que a nossa, e de uma dimensão diferente da nossa, e que um dia, em breve, a humanidade entenderia isso!
O que podemos aprender com as outras caveiras de cristal que foram descobertas recentemente? Uma enorme caveira de cristal apareceu no Instituto Smithsonian, em Washington, em circunstâncias muito tristes e misteriosas. Ela havia sido enviada pelo correio por um doador anônimo que, como se descobriu, tirou a própria vida, aparentemente por causa da “maldição” que a caveira teria lhe trazido desde que entrou em sua posse.
O Museu Britânico também possui um crânio de cristal, que está guardado no Museu do Homem, perto do Piccadilly Circus, em Londres. Assim como o exemplar de Mitchell-Hedges, este crânio é feito de cristal altamente transparente e exibe um incrível grau de precisão anatômica. Este crânio pertence ao museu desde 1898 e, segundo relatos de funcionários, já foi visto se movendo sozinho dentro de sua vitrine de vidro lacrada. Dizem que os funcionários da limpeza do museu têm tanto medo deste crânio que ele precisa ser coberto com um pano antes que eles se aproximem. De onde veio este crânio?

O Museu Britânico sempre considerou que o crânio era de origem asteca. A nota que acompanhava o crânio do Smithsonian também afirmava que ele havia pertencido aos poderosos astecas da América Central. Anna Mitchell-Hedges e Joann Parks disseram que seus crânios são pelo menos tão antigos quanto a antiga civilização maia da América Central, senão muito mais antigos e talvez de origem extraterrestre.
Os antigos povos asteca e maia construíram civilizações altamente desenvolvidas em um período de tempo incrivelmente curto. Essas civilizações surgiram como que do nada, e a civilização maia, de forma igualmente repentina, desapareceu misteriosamente.
Muitos arqueólogos estão perplexos quanto à origem de seu conhecimento avançado e ao motivo de seu súbito desaparecimento. Todas as evidências que restam dessa civilização sugerem que eles eram grandes observadores dos céus e dos corpos celestes. Eram grandes cientistas, matemáticos e astrônomos. Possuíam um calendário complexo baseado nos movimentos dos planetas e das estrelas, que utilizavam para prever o futuro. Conseguiram prever eclipses, inclusive aqueles que não podiam ver e que ocorriam em outras partes do mundo. Chegaram até a prever com precisão eclipses que aconteceram recentemente – mais de mil anos após o misterioso desaparecimento de sua própria civilização.
Alguns pesquisadores afirmam que os registros maias dizem que seu povo veio da Atlântida e que seus ancestrais anteriores a isso “vieram das estrelas”. A civilização maia também era obcecada pela imagem da caveira, que constituía uma parte importante de seu calendário sagrado e divinatório, o Calendário Maia.
Falsificações modernas?
Muitos arqueólogos, no entanto, incapazes de explicar os estranhos fenômenos associados às caveiras de cristal, afirmam, do alto de sua enorme arrogância e ignorância, que são simplesmente “falsificações modernas”. Então, qual a idade das caveiras de cristal e de onde elas realmente vieram? São modernas, astecas, maias ou pertencem a alguma outra civilização?
Na tentativa de responder a essas perguntas, Anna Mitchell-Hedges emprestou seu crânio a uma das maiores empresas de informática do mundo, a Hewlett-Packard, para testes científicos rigorosos. Os cientistas em seus laboratórios de cristalização foram completamente incapazes de determinar a idade do crânio, já que o cristal não pode ser datado por carbono. Mas o que surpreendeu os cientistas foi que tanto o crânio quanto a mandíbula removível eram feitos do mesmo bloco maciço de cristal de rocha puro e natural. Como o cristal é apenas um pouco mais macio que o diamante, essa descoberta foi verdadeiramente incrível.
Os cientistas concluíram que, mesmo com ferramentas elétricas modernas com ponta de diamante, teria sido impossível esculpir e lapidar um objeto como aquele sem que ele se quebrasse. Inicialmente, pensaram que o crânio devia ter sido feito à mão, usando areia e água para desgastar lentamente o material ao longo de várias gerações – um processo que estimaram ter levado cerca de “300 anos-homem de trabalho!”. Mas logo foram obrigados a rever até mesmo essa conclusão. Ao examinarem o crânio sob intensa ampliação, os cientistas tiveram uma surpresa ainda maior: não encontraram qualquer vestígio de que ferramentas tivessem sido usadas para esculpir o crânio! Um fato que levou um membro da equipe a comentar: “Este crânio nem deveria existir!”.
A caveira de cristal desafiou todas as opiniões convencionais, de cientistas, acadêmicos e eruditos. Era e ainda é um objeto que simplesmente não conseguia ser explicado. Não apresentava evidências de qualquer tecnologia existente em sua construção, nem marcas de ferramentas, antigas ou modernas. Mas os cientistas da Hewlett-Packard afirmaram que não estavam dispostos a aceitar a única explicação alternativa: a de que a caveira sequer havia sido feita por humanos.
Outra descoberta interessante dos cientistas da HP foi que o crânio havia sido feito exatamente do mesmo tipo de quartzo usado em equipamentos eletrônicos modernos. A ciência moderna estabeleceu que, entre as propriedades incomuns do cristal de quartzo, está sua capacidade de armazenar energia elétrica e oscilar em uma frequência constante e precisa. Em outras palavras, o crânio de cristal é capaz de armazenar energia elétrica – potencialmente uma forma de informação – e emitir impulsos vibratórios – ou ondas de energia informativa. É por isso que o cristal de quartzo é usado nas “células cerebrais” de equipamentos eletrônicos, como relógios e computadores. O chip de cristal de silício dentro de um computador, por exemplo, é onde a informação é de fato armazenada. Essa descoberta levantou a possibilidade de que os crânios de cristal sejam, na verdade, algum tipo de sistema de armazenamento de informações, assim como sugere a antiga lenda. Mas que tipo de informação seria essa, e de onde realmente vêm os crânios de cristal?
A Lenda das Caveiras de Cristal
Os nativos americanos há muito acreditam no poder do cristal de quartzo. Eles se referem aos cristais de quartzo como “as células cerebrais da Mãe Terra” e tradicionalmente os utilizam para cura. Os crânios de cristal fazem parte dos ensinamentos dos nativos americanos há muito tempo, mas até agora eles eram proibidos de falar sobre eles. Agora, dizem, chegou a hora de revelarem esses artefatos incríveis e seus segredos.
A professora Paula Gunn-Allen, da Universidade da Califórnia, é originária do povo Laguno Pueblo. Ela é especialista em literatura indígena americana e possui amplo conhecimento da mitologia e história oral dos povos nativos americanos. Segundo ela, as caveiras de cristal foram criadas por seres “que não são humanos como nós”. Ela afirma que as caveiras de cristal foram projetadas especificamente para a comunicação com vida extraterrestre. Como ela explica, “Elas são transceptores – dispositivos para nos ajudar a nos comunicar com os outros quadrantes da galáxia”. Ela disse que podemos pensar nelas “como telefones” que nos conectam com a Central Galáctica e nos permitem manter contato com “civilizações além do nosso pequeno mundo (pseudamente) moderno”.
A curandeira indígena americana Jamie Sams afirma que “as caveiras de cristal contêm informações sobre nossos ancestrais, sobre nosso passado e nosso futuro, que em breve mudarão completamente a maneira como nos vemos, como vemos o mundo e descobriremos nosso verdadeiro lugar no universo”.
Segundo Harley Swiftdeer, curandeiro Métis Cherokee, a versão completa da lenda das caveiras de cristal conta que originalmente existiam doze planetas no universo habitados por seres humanos; que havia uma caveira para cada um desses planetas e uma décima terceira caveira que era vital para finalmente reconectar todos esses mundos. De acordo com Harley Swiftdeer e outros nativos americanos, as caveiras de cristal foram trazidas à Terra como “presentes dos deuses” – trazidas há muito tempo por seres de outras partes do universo.
Essas caveiras de cristal continham a sabedoria necessária para fundar a civilização humana na Terra e, quando as treze caveiras de cristal forem reunidas, finalmente teremos encontrado a chave para nos reconectarmos com nossos irmãos e irmãs em outras partes deste belo universo.



