Petrobras vai investir em Fábrica de Fertilizantes e estuda recomprar refinaria de Mataripe

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (13) que foi aprovada a retomada das obras de uma fábrica de fertilizantes localizada em Três Lagoas (MS). A divulgação da estatal acontece no mesmo dia em que a mídia internacional repercute a possibilidade de a estatal recomprar a refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde (BA).

Fonte: Sputnik

Segundo a Petrobras, o retorno das obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III havia sido aprovado pelo Conselho da estatal em outubro de 2024 e agora, com estudos de viabilidade técnica e econômica prontos, o projeto sairá do papel.

A expectativa é que a fábrica de fertilizantes seja entregue em 2029, após investimento estimado em US$ 1 bilhão. O projeto deve gerar mais de 8 mil empregos ao longo dos próximos três anos.

O setor de fertilizantes é de grande importância estratégica para a economia brasileira, uma vez que o país importa a maioria dos fertilizantes que consome no agronegócio.

Outro investimento da Petrobras que parece avançar é a recompra da refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), vendida em 2021 ao fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes UnidosUm acordo poderia ser assinado até o final deste ano, disse a Reuters, citando fontes.

Mataripe é a segunda maior refinaria do Brasil, mas opera com apenas cerca de 60% da capacidade, enquanto as unidades da Petrobras operam em sua capacidade máxima para impulsionar a produção local de combustíveis e derivados do petróleo, disse uma das fontes.

Em 23 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia dito durante visita às instalações da Refinaria Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais, que seu governo compraria de novo a refinaria de Mataripe. No dia seguinte, a Petrobras notificou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre seu interesse na recompra da refinaria bahiana. Em 2 de abril o presidente voltou a defender sua intenção durante uma entrevista à TV Record Bahia.

Os planos da Petrobras para aumentar a capacidade de refino ganharam nova urgência após o conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã ter provocado uma disparada nos preços globais do diesel, impactando os consumidores brasileiros devido à dependência do país em relação ao diesel importado. O Brasil importa cerca de um quarto de suas necessidades totais de diesel.

A alta dos preços dos combustíveis tornou-se uma grande preocupação para o governo, às vésperas da eleição presidencial de outubro, na qual Lula buscará um quarto mandato não consecutivo.


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