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As Digitais dos deuses (50) – Procurando Agulha em Palheiro

Alguns meses após ter iniciado este estudo, meu assistente de pesquisa me enviou uma carta de quinze páginas, explicando por que resolvera pedirdemissão. Nesse estágio, eu não havia ainda começado a reunir as peças do quebra-cabeça e trabalhava mais por palpite do que baseado em prova sólida. Sentia-me atraído por todos os mistérios, anomalias, anacronismos e enigmas e queria descobrir tanta coisa quanto pudesse sobre o assunto. Meu pesquisador, enquanto isso, estivera estudando os processos demorados, lentos, através dos quais algumas civilizações conhecidas tinham ingressado na história. Havia, na opinião dele, certas precondições econômicas, climáticas, topográficas e geográficas importantes, que tinham de ser atendidas, antes que uma civilização pudesse emergir:

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Livro “AS DIGITAIS dos DEUSES”, uma resposta para o mistério das origens e do fim da civilização

Por Graham Hancock, livro “AS DIGITAIS DOS DEUSES”, Tradução de Ruy Jungmann, editora Record 2001.

Parte VIII – Conclusão: Onde Está o Corpo? 

CAPÍTULO 50 –  Procurando Agulha em Palheiro

-De modo que, se o senhor está à procura de uma civilização até agora desconhecida de grandes criadores, que a construíram sozinhos, separada de todas as demais que já conhecemos, o senhor não está procurando por agulha em palheiro. Está procurando por alguma coisa mais parecida como uma cidade dentro do palheiro. O que o senhor está procurando é uma enorme região que ocupou uma área de terra de, pelo menos, uns 3.200km de largura. Esta seria uma massa de terra tão grande quanto o golfo do México, ou duas vezes o tamanho de Madagáscar. Ela teria possuído grandes cadeias de montanhas, imensas bacias hidrográficas e um clima, de mediterrâneo para subtropical, protegido pela latitude contra os efeitos prejudiciais de  esfriamento climático a curto prazo. E ela teria necessitado que esse clima relativamente estável durasse pelo menos dez mil anos… Em seguida, a população, de várias centenas de milhares de sofisticados habitantes, teríamos que acreditar, desapareceu de repente, em um cataclismo,  juntamente com a terra, deixando pouquíssimos vestígios físicos, restando apenas alguns sobreviventes, sabidos o suficiente para notar que o fim estava próximo, eram bastante sábios e se encontravam no lugar certo, com os recursos de que necessitavam, para poder fazer alguma coisa que lhes permitisse escapar do cataclismo.

De modo que, lá estava eu sem pesquisador. Minha proposição era, a priori, insustentável. Não poderia haver uma civilização perdida avançada, porque uma massa de terra grande o suficiente para sustentar tal civilização era grande demais para ser perdida.

Impossibilidades Geofísicas

O problema era grave e continuou a me atanazar a mente através de todas as minhas pesquisas e viagens. E foi na verdade esse exato problema, mais do que qualquer outro, que desmoralizou a lenda da Atlântida, de que falou Platão, como tema sério de estudos. Ou, como disse um crítico da teoria do continente perdido:

Nunca houve uma ponte continental atlântica desde o aparecimento do homem no mundo; não há uma massa continental submersa no Atlântico; o oceano Atlântico deve ter existido, em sua forma atual, por pelo menos um milhão de anos. Na verdade, é uma impossibilidade geofísica que a Atlântida de Platão tenha existido no Atlântico…

Esse tom inflexível, dogmático, de especialista, erudito, acadêmico, como eu tinha aprendido muito tempo antes, era inteiramente justificado. Oceanógrafos modernos mapearam exaustivamente o leito do oceano Atlântico e, definitivamente, nenhum continente perdido existe nesse local.

Mas, se a prova que eu estava coletando representa, de fato, as impressões digitais de uma civilização desaparecida, um continente devia ter se perdido em algum lugar. Se assim, onde? Durante algum tempo, usei a hipótese de trabalho óbvia de que ele poderia estar sob algum outro oceano. O Pacífico era muito grande, mas o oceano Índico parecia mais promissor, porque se localizava relativamente próximo do Crescente Fértil do Oriente Médio, onde haviam emergido várias das civilizações históricas conhecidas mais antigas, com uma subitaneidade extrema, por volta do ano 3000 a.C.

Eu tinha planos de ir verificar a verdade de boatos sobre pirâmides antigas nas ilhas Maldivas e ao longo da costa somali da África Oriental, em busca de algumas pistas sobre um paraíso perdido da antiguidade. Pensei que poderia mesmo incluir uma viagem às Seychelles. O problema era, novamente, os oceanógrafos. O leito do oceano Índico fora também mapeado e nele não havia sido encontrado quaisquer continentes perdidos. O mesmo se aplicava aos outros oceanos e a todos os mares. Parecia não haver agora lugar nenhum sob água, onde uma massa de terra suficientemente grande para ter abrigado uma civilização avançada pudesse ter desaparecido. Ainda assim, à medida que prosseguia nas pesquisas, continuavam a aumentar as provas de que uma civilização desse tipo existira no passado.

Comecei a desconfiar que poderia ter sido uma civilização marítima: uma nação de navegantes. Em apoio a essa hipótese, entre outras anomalias, havia os notáveis mapas antigos do mundo, os “Barcos da Pirâmide”, no Egito, os vestígios de conhecimentos astronômicos avançados no espantoso sistema de calendário dos maias e as lendas de deuses ligados ao mar, como Quetzalcoatl e Viracocha. Uma nação de navegantes, então. E de construtores, também: construtores de Tiahuanaco, construtores de Teotihuacán, construtores de pirâmides, construtores da Esfinge, construtores que podiam, com aparente facilidade, cortar, erguer e assentar blocos de 200 toneladas de pedra calcária e alinhar enormes monumentos, com uma precisão sobrenatural, com os pontos cardeais.

Quem quer que fossem, esses construtores aparentemente deixaram suas impressões digitais em todo o mundo, sob a forma de ciclópicas obras de cantaria poligonais, de plotação de sítios arqueológicos que envolviam alinhamentos astronômicos, enigmas matemáticos e geodésicos, e mitos sobre deuses em forma humana. Mas uma civilização avançada o suficiente para construir estruturas desse porte – suficientemente rica, suficientemente bem organizada e madura para ter explorado e mapeado o mundo de um pólo a outro, uma civilização suficientemente inteligente para ter calculado as dimensões da terra – simplesmente não podia ter evoluído em uma massa de terra insignificante.

A terra natal dessa gente, como observara corretamente meu pesquisador, devia ter sido abençoada com grandes cadeias de montanhas, imensas bacias hidrográficas e um clima ameno, além dos muitos outros pré-requisitos ambientais óbvios para o desenvolvimento de uma economia avançada e próspera: boas terras agrícolas, recursos minerais, florestas, etc. Se assim, onde essa massa de terra poderia ter se localizado, se não sob um dos oceanos do mundo?

Anjos de Biblioteca

Onde ela poderia ter se localizado e quando poderia ter desaparecido? E se tinha desaparecido (desde que nenhuma outra explicação serviria), então como, porque e em que circunstâncias? Falando sério, como é que podemos perder um continente? O bom senso sugeria que a resposta deveria estar em um cataclismo de algum tipo, uma calamidade planetária capaz de varrer quase todos os vestígios físicos de uma grande civilização. Mas, se assim, por que não havia registros desse cataclismo? Ou, quem sabe, havia? Enquanto dava prosseguimento às pesquisas, estudei muitos dos grandes mitos de dilúvio, fogo, terremotos e eras glaciais, passados de uma geração a outra em todo o mundo. Vimos na Parte IV que era difícil resistir à conclusão de que os mitos descreviam eventos geológicos e climáticos reais, com toda possibilidade com efeitos locais diferentes, em todos os casos, dos mesmos eventos.

Durante a curta história (cerca de 6 mil anos apenas) da presença da (atual) humanidade neste planeta (com idade em torno de 4,3 bilhões de anos), descobri que só havia uma única catástrofe conhecida e documentada que se encaixava: o derretimento espetacular e letal da última Era Glacial, entre os anos 15000 e 8000 a.C. Além do mais, como acontecia de forma mais óbvia nos casos de relíquias arquitetônicas, como Teotihuacán e as pirâmides do Egito, muitos dos mitos relevantes pareciam ter sido compostos para servir como veículos de informação científica codificada, o que era mais uma indicação daquilo que eu estava começando a considerar como “impressões digitais de deuses”.

Eu tinha me tornado especialmente sensível, embora não compreendesse devidamente as implicações na época, à possibilidade de que uma forte ligação pudesse existir entre o caos destruidor da Era Glacial e o desaparecimento de uma civilização arcaica, que fora a matéria-prima de lendas durante milênios. E foi nesse momento que os anjos de biblioteca fizeram seu aparecimento…

A Peça que Faltava no Quebra-Cabeça

O romancista Arthur Koestler, que sentia um grande interesse por sincronicidades, cunhou a expressão “anjo de biblioteca” para descrever a entidade desconhecida responsável por afortunadas descobertas que pesquisadores fazem, e que fazem exatamente com que a informação certa lhes caia nas mãos exatamente no momento certo. Exatamente no momento certo, uma dessas oportunidades afortunadas se abriu para mim. Esse momento ocorreu no verão de 1993. Eu me encontrava na fossa, física e espiritualmente, após meses de viagens difíceis, e a impossibilidade geofísica de perdermos realmente uma massa de terra do tamanho de um continente estava começando a minar minha confiança na solidez de minhas descobertas. Nessa ocasião, recebi uma carta enviada de Nanaimo, na Colúmbia Britânica, Canadá. A carta referia-se a meu livro anterior, Sign and the Seal: The Quest for the Lost Ark of the Covenant no qual mencionei, de passagem, a teoria da Atlântida e as tradições de heróis civilizadores que haviam sido “salvos da água”:

Em 19 de julho de 1993.
Prezado Sr. Hancock,
Após 17 anos de pesquisas sobre o destino final da Atlântida, minha esposa e eu concluímos um livro intitulado When the Sky Fell, in Search of Atlantis (O dia em que o céu caiu, em busca de Atlântida). Nossa frustração é que a despeito das respostas positivas sobre o enfoque usado no livro, dos poucos editores que o leram, a simples menção da Atlântida fecha a mente das pessoas. No sei livro The Sign and the Seal, o senhor escreve sobre “uma tradição de sabedoria secreta, iniciada pelos sobreviventes de um dilúvio…”. Nosso trabalho estuda locais onde alguns sobreviventes poderiam ter se estabelecido. Lagos de alta altitude de água doce constituiriam bases ideais pós-dilúvio para os sobreviventes da Atlântida. O lago Titicaca e o lago Tana [na Etiópia, que serviu de cenário à grande parte do The Sign and the Sea] atendem aos critérios climáticos. O ambiente estável desses locais proporcionou as matérias-primas para o reinício da agricultura. Tomamos a liberdade de anexar à presente um esboço do When the Sky Fell. Se estiver interessado, teremos prazer em lhe enviar uma cópia dos originais.
Sinceramente, Rand Flem-Ath

Examinei o material anexo e nele, nos primeiros parágrafos, encontrei a peça que faltava do quebra-cabeça que estivera procurando. Ela se encaixava, perfeita, nos mapas globais antigos que eu estudara – mas que descreviam acuradamente a topografia subglacial do continente da Antártida (ver Parte I). A peça conferia sentido a todos os grandes mitos mundiais sobre cataclismo e calamidade planetárias, com seus diferentes efeitos climáticos. Explicava o enigma dos números imensos dos mamutes “subitamente congelados” no norte da Sibéria e no Alasca, e as árvores frutíferas de 27m de altura encerradas no gelo eterno, bem dentro do Círculo Ártico, em uma latitude onde agora nada cresce.

Fornecia uma solução para o problema da subitaneidade extrema com que se derreteu a última Era Glacial no hemisfério Norte, após o ano 15000 a.C. Solucionava também o mistério da excepcional atividade vulcânica em todo o mundo que acompanhou o degelo. Dava também resposta à pergunta “Como se perde um continente?”. E se baseava solidamente na teoria do “deslocamento da crosta terrestre”, de Charles Hapgood – uma hipótese geológica radical, que eu já conhecia:

A Antártida é o nosso continente menos compreendido [escreveu Flem-Aths no resumo do livro]. A maioria de nós supõe que essa imensa ilha foi coberta pelo gelo durante milhões de anos. Novas descobertas, porém, provam que partes da Antártida estiveram livres de gelo há (apenas alguns) milhares de anos, o que é história recente pelo relógio geológico. A teoria do “deslocamento da crosta terrestre” explica o misterioso aumento e redução do imenso lençol de gelo da Antártida.

O que os pesquisadores canadenses estavam mencionando era a sugestão de Hapgood de que, até o fim da última Era Glacial – digamos, no undécimo milênio a.C. -, a massa terrestre da Antártida estivera posicionada a cerca de 3.200km mais ao norte (em uma latitude amena e temperada) e que se deslocara para sua atual posição, dentro do Círculo Antártico, como resultado de um deslocamento maciço da crosta da terra. Esse deslocamento,
continuavam os FIem-Aths, havia deixado também outras provas de sua visita letal em um anel de morte em volta do globo. Todos os continentes em que ocorreu extinção rápida e maciça de espécies animais (notadamente nas Américas e na Sibéria) sofreram mudanças enormes em suas latitudes… As conseqüências de um deslocamento são monumentais.

A crosta terrestre ondula por cima da parte interna e o mundo é abalado por incríveis terremotos e inundações. O céu parece cair, enquanto continentes gemem e mudam de posição. Nas profundezas do oceano, os terremotos geram enormes maremotos, que se chocam contra as costas, inundando-as. Algumas terras mudam de posição para climas mais quentes, enquanto outras, empurradas para as zonas polares, sofrem os piores invernos. O derretimento das calotas de gelo eleva cada vez mais o nível dos oceanos. Todas as coisas vivas têm que se adaptar, migrar ou morrer… Se o horror do deslocamento da crosta terrestre acontecesse no mundo interdependente de hoje, o progresso de milhares de anos seria arrancado de nosso planeta como se fosse uma fina teia de aranha.

Os que vivem próximos de altas montanhas poderiam, talvez, escapar dos maremotos globais, mas eles seriam obrigados a deixar, nas terras baixas, os frutos lentamente acumulados da civilização. Só nas marinhas mercante e de guerra do mundo poderia restar alguma evidência de civilização. Os cascos que se enferrujavam de navios e submarinos acabariam finalmente, mas os mapas valiosos que eles conduziam seriam salvos e conservados pelos sobreviventes, talvez por centenas ou mesmo milhares de anos, até que a humanidade, mais uma vez, pudesse navegar pelo oceano mundial em busca de terras perdidas…

Enquanto lia essas palavras, lembrei-me da descrição de Charles Hapgood, de como a camada de terra que os geólogos chamam de litosfera – a crosta externa delgada mas rígida de nosso planeta – poderia ser às vezes deslocada, movendo-se como uma peça só “sobre o corpo interior mole, de forma muito parecida como a casa de
uma laranja, se ela se soltasse, poderia deslizar, como uma peça só, sobre a parte interna das frutas”. Até esse momento, eu me sentia em terreno conhecido, Mas, em seguida, os pesquisadores canadenses fizeram duas conexões vitais, que eu não havia percebido.

Influências Gravitacionais

A primeira delas era a possibilidade de que influências gravitacionais (bem como variações na geometria orbital da terra, discutidas na Parte V) pudessem, através do mecanismo de deslocamento da crosta, desempenhar um papel no desencadeamento e declínio das Eras Glaciais:

Quando, em 1837, o naturalista e geólogo Louis Agassiz apresentou a idéia de Era Glaciais à comunidade científica, ela foi recebida com grande ceticismo. Não obstante, à medida que provas se acumulavam em seu apoio, os céticos foram obrigados a aceitar que a Terra havia, na verdade, caído nas garras de invernos letais. O gatilho dessas Eras Glaciais paralisantes, porém, permaneceu um enigma. Só em 1976 é que surgiu prova sólida sobre os períodos em que ocorreram esses fenômenos. A explicação foi encontrada em várias características astronômicas da órbita terrestre e na inclinação de seu eixo.

Fatores astronômicos desempenharam claramente um papel importante no tocante à ocasião em que ocorreram as Eras Glaciais. Mas esse é apenas parte do problema. De igual importância foi a geografia da glaciação. E é aqui que a teoria de deslocamento da crosta terrestre desempenha papel importante na solução do mistério. Albert Einstein investigou a possibilidade de que o peso dos lençóis de gelo, que não são simetricamente distribuídos em torno dos pólos, possa causar tal deslocamento. Escreveu ele:

‘A rotação da terra atua sobre essas massas assimetricamente depositadas e produz impulso centrífugo, que é transmitido à crosta rígida do planeta. O aumento constante do impulso centrífugo produzido dessa maneira dará origem, quando atingir certo ponto, a um movimento da crosta sobre o corpo interno, que deslocará as regiões polares para a região do equador.”

Quando Einstein escreveu essas palavras [em 1953], as causas astronômicas das Eras Glaciais não eram bem compreendidas. Quando a forma da órbita da Terra se desvia de um círculo perfeito em mais de 1%, a influência gravitacional do sol aumenta, exercendo mais atração sobre o planeta e suas maciças calotas de gelo. Esse peso enorme pressiona a crosta, e essa pressão imensa, combinada com a maior inclinação do eixo da terra [outro fator mutável da geometria orbital], força crosta a deslocar-se…

Estaria aí a ligação entre o início e o fim das Eras Glaciais? Muito claro. Em um deslocamento, as partes da crosta situadas nos pólos Norte e Sul (e que estão, por conseguinte, tão cobertas de gelo como acontece hoje na Antártida) mudam de repente para latitudes mais quentes e começam a derreter com extraordinária rapidez. Reciprocamente, terra que estivera até então localizada em latitudes mais quentes é deslocada com igual rapidez para as zonas polares, sofrendo uma devastadora mudança de clima, e começa a desaparecer sob uma calota de gelo que avança rapidamente.

Em outras palavras, quando partes imensas do norte da Europa e da América do Norte estavam na maior parte cobertas de gelo, no que consideramos como a última Era Glacial, isso não acontecia por causa de algum fator climático de ação lenta, mas sim porque essas áreas de terra estavam na ocasião situadas muito mais perto do pólo Norte do que hoje. Analogamente, quando as glaciações Wisconsin e Wurm, descritas na Parte IV, iniciaram o derretimento por volta do ano 15000 a.C., o fato desencadeante não foi uma mudança global do clima, mas um deslocamento das calotas de gelo para latitudes mais quentes… Em outras palavras: uma Era Glacial está acontecendo neste exato instante – dentro do Círculo Ártico e na Antártida.

O Continente Perdido

A segunda ligação estabelecida pelos Flem-Aths era uma conseqüência lógica da primeira: se havia um fenômeno geológico recorrente, cíclico, como o deslocamento da crosta terrestre, e se o último empurrara a enorme massa de terra que chamamos de Antártida para fora de latitudes temperadas e para dentro do Círculo Antártico, é possível que restos substanciais de uma civilização perdida da antiguidade remota possam estar hoje sob 3,2km de gelo no pólo Sul. Tornou-se subitamente claro para mim como uma massa de terra de dimensões continentais, que fora o lar de uma grande e próspera sociedade durante milhares de anos, podia perder-se quase sem deixar vestígios.

“É para a gelada Antártida que temos de olhar para encontrar respostas sobre as próprias raízes da civilização – respostas que talvez ainda estejam preservadas nas profundezas congeladas da esquecida ilha-continente.”

Puxei dos arquivos o pedido de demissão de meu pesquisador e comecei a verificar suas precondições para o aparecimento de uma civilização adiantada. Ele queria “grandes cadeias de montanhas”. Queria “imensas bacias hidrográficas”. Queria uma região vasta que ocupasse uma região de pelo menos uns 3.200km de largura. E também um clima estável, ameno, durante milhares de anos, a fim de dar tempo a uma cultura desenvolvida para evoluir. A Antártida não é, de maneira nenhuma, uma agulha num palheiro. É uma gigantesca massa de terra, muito, mas muito maior do que o golfo do México, cerca de sete vezes maior do que Madagáscar – na verdade, aproximadamente do tamanho dos Estados Unidos continentais. Além disso, como levantamentos sísmicos demonstraram, há grandes cadeias de montanhas na Antártida.

E como vários mapas antigos parecem provar, cartógrafos pré-históricos desconhecidos, que possuíam compreensão científica de latitude e longitude, desenharam essas cordilheiras antes que desaparecessem sob a calota de gelo que as cobre hoje. Esses mesmos antigos mapas mostram também “imensas bacias hidrográficas” descendo das montanhas, irrigando extensos vales e planícies e desembocando no oceano vizinho. E esses rios, como eu já sabia pelos núcleos testemunhos extraídos do leito do mar de Ross, haviam deixado prova física de sua presença na composição dos sedimentos do fundo do oceano. Por último, mas não de menor importância, notei que a teoria de deslocamento da crosta terrestre não colidia com os requisitos de 10.000 anos de clima estável.

Antes do suposto deslocamento súbito da crosta, por volta de fins da última Era Glacial no hemisfério Norte, o clima da Antártida teria sido estável, talvez por um período muito mais longo do que 10.000 anos. E se a teoria estava certa, ao sugerir que a latitude da Antártida naquela época era de cerca de 3.200km (30 graus do arco) mais ao norte do que hoje, suas regiões setentrionais deveriam ter-se situado nas vizinhanças da latitude de 30° sul, e, por conseguinte, teria desfrutado um clima de mediterrâneo a subtropical. Teria a crosta terrestre realmente se deslocado? E poderiam as ruínas de uma civilização perdida estar realmente sob o gelo do continente sul gelado? Conforme veremos nos capítulos seguintes, poderiam ter estado… e ainda estar lá.


Se voce REALMENTE tem interesse em saber QUEM construiu as Pirâmides (e a ESFINGE), no EGITO e no MÉXICO, QUANDO, para QUAL FINALIDADE, e as CONSEQUÊNCIAS, por favor leia TODO O MATERIAL sobre o planeta MALDEK.


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