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O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki)- (5)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

5-Contagem Regressiva para o Fim dos Tempos

O desastroso século XXI a.C começou com a trágica e inesperada morte de Ur-Nammu, em 2.096 a.C. Culminou com uma calamidade inigualável pelas próprias mãos dos deuses, em 2.024 a.C. O intervalo foi de 72 anos – exatamente a alteração de um grau progressivo; e se era apenas uma coincidência, então foi uma série de ocorrências “coincidentes” que de alguma forma estavam bem coordenadas…

Após a trágica morte de Ur-Nammu, o trono de Ur foi passado para o seu filho Shulgi. Incapaz de reivindicar o status de um semideus, ele afirmou (era suas inscrições) que, apesar disso, havia nascido sob as proteções divinas: o próprio deus Nannar providenciou para que a criança fosse concebida no templo de Enlil em Nippur a partir da união entre Ur-Nammu e a alta sacerdotisa de Enlil, para que o “‘pequeno Enlil’, uma criança capacitada para o reinado e o trono, pudesse ser concebido”.

Essa foi uma reivindicação genealógica que não podia ser tratada sem importância. O próprio Ur-nammu, como declarou anteriormente, era “dois terços” divino, tendo em vista que sua mãe era uma deusa. Apesar de não haver menção sobre o nome da alta sacerdotisa que era a mãe de Shulgi, seu próprio status sugere que ela, também, pertencia a alguma linhagem divina, pois fora uma filha do rei a escolhida para ser uma EN.TU; e os reis de Ur, começando na primeira dinastia, poderiam ser retraçados até os semideuses. Era significativo que o próprio Nannar houvesse providenciado para que a união ocorresse no templo de Enlil, em Nippur; como indicado anteriormente, foi sob o reinado de Ur-Nammu que, pela primeira vez, o sacerdócio de Nippur fora unido com o sacerdócio de uma outra cidade – neste caso, com o de Ur.

Muito do que estava acontecendo dentro e ao redor da Suméria naquele tempo tinha a ver com “Fórmulas de Datas” – registros reais, nos quais cada ano do reinado do rei era anotado como o maior evento daquele ano. No caso de Shulgi, sabe-se bem mais, pois ele deixou para trás outras inscrições
curtas e longas, incluindo poesias e cantigas de amor. Esses registros indicam que, assim que subiu ao trono, Shulgi – talvez esperando evitar o destino de seu pai na frente de batalha – reverteu as políticas militantes de seu pai. Ele lançou uma expedição às províncias remotas, incluindo as “terras rebeldes”, só que, desta vez, suas “armas” eram ofertas de comércio, paz e suas filhas em casamento. Considerando-se
um sucessor de Gilgamesh, sua rota incluiu dois destinos daquele famoso herói: a península do Sinai (onde se situava o espaçoporto anunnaki) ao sul e o Local de Aterrissagem ao norte da península.

Observando a santidade da Quarta Região, Shulgi passou a península e prestou homenagem aos deuses em sua fronteira, com um lugar descrito como “O grande lugar fortificado dos deuses”. Dirigindo-se ao norte, oeste do Mar Morto, parou para orar no “Lugar dos Oráculos Brilhantes” – o lugar que conhecemos como Jerusalém e lá construiu um altar para ‘o deus que julga’ (geralmente um epíteto de Utu/Shamash).

No “Lugar Coberto de Neve” ao norte, ele construiu um altar e ofereceu sacrifícios. Tendo então “tocado nas bases” dos locais alcançáveis relacionados ao espaço, seguiu o “Crescente Fértil”

  • a arqueada rota de comércio e imigração leste-oeste ditada pela geografia, rios e fontes de água; em seguida, continuou em direção ao sul na planície do Tigre-Eufrates, retornando ao sul da Suméria.
O crescente fértil, região localizada no Oriente Médio, é considerado o berço da civilização OCIDENTAL. Isso porque, as mais antigas civilizações se desenvolveram na região que propiciava a agricultura e construção de cidades.

Quando Shulgi retornou a Ur, teve todos os motivos para achar que havia levado tanto aos deuses quanto aos povos “Paz na nossa era” (usando uma analogia moderna). Os deuses lhe concederam o título de “Alto Sacerdote de Anu, Sacerdote de Nannar”. Ele era protegido por Utu/Shamash, e recebeu a
atenção pessoal de Inanna/Ishtar (vangloriando-se em suas cantigas de amor que ela lhe havia dado sua vulva no templo dela).

Mas, enquanto Shulgi se afastava dos assuntos de Estado para atender aos prazeres pessoais, a incerteza nas “terras rebeldes” era continua. Despreparado para a ação militar. Shulgi pediu tropas para o seu aliado elamita, oferecendo ao seu rei, como uma recompensa, uma de suas filhas em casamento e a cidade suméria de Larsa como dote. Uma grande expedição militar, composta pelas tropas elamitas, foi
enviada contra as “cidades do pecado” no ocidente; as tropas alcançaram o Lugar Fortificado dos deuses na fronteira da Quarta Região. Shulgi, nas suas inscrições, vangloriou-se da vitória, mas, de fato, logo em seguida começou a construir um muro fortificado para proteger a Suméria contra as incursões estrangeiras do ocidente e do noroeste.

As Fórmulas de Datas deram o nome de a Grande Muralha Ocidental, e os estudiosos acreditam que ela percorria do Rio Eufrates ao Tigre, norte de onde Bagdá está situada nos dias de hoje, barrando invasores e descendo até a planície fértil situada entre os dois rios. Era uma medida defensiva que precedeu a Grande Muralha da China, que foi construída pelos mesmos motivos, quase 2 mil anos depois!

Em 2.048 a.C., liderados por Enlil, os deuses ficaram saturados dos fracassos de Estado de Shulgi e da sua dolce vita pessoal. Determinando que “ele não realizara as regulamentações divinas”, decretaram que sofresse “a morte de um pecador”. Não sabemos que tipo de morte foi esta, mas há um fato histórico de que, naquele ano, ele fora substituído no trono de Ur pelo seu filho Amar-Sin, do qual sabemos, pelas inscrições, ter lançado uma expedição militar atrás da outra – para reprimir uma revolta no norte e lutar contra uma aliança de cinco reis no ocidente.

Como em muitas coisas mais, o que estava acontecendo tinha causas enraizadas lá atrás, às vezes bem mais atrás, em épocas e eventos remotos. As “terras rebeldes”, de alguma forma na Ásia e subseqüentes domínios nas terras enlilitas do filho de Noé, Shem, eram habitadas por vários “canaanitas” – os descendentes bíblicos de Canaã que, apesar de descender de Ham (e, portanto, pertencerem à África), ocuparam uma faixa das terras de Shem (Gênesis, Capítulo 10). Que as “Terras do Ocidente”, que acompanham a costa do Mediterrâneo, eram de alguma forma um território disputado, foi algo também
indicado nos textos egípcios relacionados à amarga luta entre Horus e Seth, que terminou em batalhas aéreas entre eles sobre o Sinai e nas mesmas terras em disputa.

É notável que, em suas expedições militares para dominar e punir as “terras rebeldes” no ocidente, tanto Ur-Nammu como Shulgi alcançaram a península do Sinai, mas retornaram da Quarta Região sem nela entrar. A recompensa ali era um lugar chamado TIL.MUN – o “Local dos Mísseis” – o local do porto
espacial pós-diluviano dos anunnakis. Quando as Guerras das Pirâmides terminaram, a Quarta Região sagrada foi confiada às mãos neutras de Ninmah (que foi então renomeada de NIN.HAR.SAG – “Senhora dos Picos da Montanha”); no entanto, o comando real ficou nas mãos de Utu/Shamash (aqui mostrado com seu uniforme alado, comandando os “Homens-águias” do porto espacial).

Parece, no entanto, que isso sofreu uma mudança à medida que a luta pela supremacia se intensificou. Inexplicavelmente, vários textos sumérios e as “Listas dos Deuses” começaram a associar Tilmun com o filho de Marduk, o deus Ensag/Nabu. Enki estava aparentemente envolvido nisso, pois um texto que
lida com o assunto entre Enki e Ninharsag afirma que os dois haviam decidido determinar o local para o filho de Marduk: “Deixai que Ensag seja o senhor de Tilmun”, disseram.

Fontes antigas indicam que Nabu saíra da segurança da região sagrada para se aventurar pelas terras e cidades na costa do Mediterrâneo, incluindo algumas ilhas mediterrâneas, espalhando a mensagem da chegada da supremacia de Marduk. Ele era, portanto, o “Filho-Homem” enigmático das profecias egípcias e acadianas – o Filho Divino que também era o Filho-Homem, o filho de um deus e de uma mulher da Terra.

Os enlilitas, era de se esperar, não poderiam aceitar tal situação. Então, foi assim que, quando Amar-Sin subiu ao trono de Ur depois de Shulgi, os alvos e as estratégias das expedições militares de Ur III foram alterados para reafirmar o controle enlilita sobre Tilmun, para separar a região sagrada das “terras rebeldes” e, em seguida, libera essas terras da influência de Nabu e Marduk com a força do exército.

Começando em 2047 a.C, a Quarta Região sagrada se tornou alvo e uma peça do jogo na luta dos enlilitas conta Marduk e Nabu; e, como revelam ambos os textos bíblicos e mesopotâmicos, o conflito irrompeu na maior “guerra mundial” internacional da Antiguidade. Envolvendo Abraão, o hebreu, aquela “Guerra dos Reis” o colocou no centro dos eventos internacionais.

Em 2.048 a.C., o destino do fundador do monoteísmo, Abraão, e o destino de Marduk, deus anunnaki, convergiram-se em um lugar chamado Harran. Harran – “A Caravana” – era um centro de comércio importante dos tempos imemoriais em Hatti (a terra dos hititas). Estava localizada no cruzamento das principais rotas internacionais de comércio e áreas militares. Situada nas nascentes do Rio Eufrates, era também centro de atividade para o transporte fluvial, percorrendo todo o trajeto de descida do Rio Eufrates até a própria Ur.

Cercada por prados férteis, banhada por afluentes de rios (os rios Balikh e Khabur) era o centro para a criação de ovelhas. Os famosos “Mercadores de Ur” iam até lá em busca da lã de Harran, e compravam em troca para distribuir as famosas vestimentas de lã de Ur. Havia também comércio de metais, peles, couro, madeiras, produtos da terra e especiarias. (O profeta Ezequiel, que estivera exilado de Jerusalém na região de Khabur nos tempos babilônicos, mencionou que, em Harran, “os mercadores tinham várias escolhas de tecidos, mantos bordados em azul e variadas cores de carpetes”.)

Harran (a cidade, com o mesmo nome, ainda existe na Turquia, próximo à fronteira com a Síria, e eu a visitei em 1997) também era conhecida nos tempos antigos como a “Ur longe de Ur”; no seu centro ficava um grande templo para Nannar/Sin. Em 2.095 a.C., o ano em que Shulgi subiu ao trono em Ur, um sacerdote chamado Terah foi enviado de Ur para Harran para servir naquele templo. Ele levou sua família junto, incluindo o filho Abrão. Sabemos sobre Terah, sua família e sua mudança de Ur para Harran por intermédio da Bíblia:

Agora estas são as gerações de Terah: Terah gerou Abrão, Nahor e Haran, E Haran gerou Ló. E Haran morreu antes de seu pai, Terah, em sua terra de nascimento, em Ur, na Caldeia. E Abrão e Nahor arrumaram esposas – A esposa de Abrão era chamada de Sarai e a esposa de Nahor, Milkhah… E Terah acolheu com ele seu filho Abrão e Ló, o filho do seu filho Haran, e sua nora Sarai, e seguiu com eles de Ur na Caldeia no trajeto de Canaã; e chegaram a Harran e lá residiram. – Gênesis II: 27-31

É com esses versos que a Bíblia hebraica começa o importante conto de Abraão – chamado no início pelo seu nome sumério Abrão. O seu pai, como ficamos sabendo previamente, vem de uma linhagem patriarcal que remonta até a época de Sem, o filho mais velho de Noé (o herói do Dilúvio); todos esses
patriarcas desfrutaram longas vidas – Sem chegou à idade de 600anos, seu filho Arpakhshad foi até 438; e os subseqüentes descendentes masculinos morreram com 433, 460, 239 e 230 anos. Nahor, o pai de Terah, viveu até a idade de 148 anos; e o próprio Terah – que teve Abrão quando estava com 70 anos de idade – viveu até a idade de 205.

O Capítulo 11 do Gênesis explica que Arpakhshad e seus descendentes viveram nas terras que passaram a ser conhecidas como Suméria e Elam e seus arredores. Portanto, Abraão, como Abrão, era na verdade
um sumério.

Esta informação genealógica por si só indica que Abraão era de uma ancestralidade especial. Seu nome sumério, AB.RAM, significava “O Amado do Pai”, um nome apropriado para um filho nascido de um pai com 70 anos de idade. O nome do pai, Terah, deriva-se de um epíteto sumério, TIRHU; designava um
sacerdote profeta – um sacerdote que observava os sinais celestes ou recebia mensagens proféticas de um deus, e explicava ou transmitia ao rei. O nome da mulher de Abrão, SARAI, (posteriormente Sarah, em hebraico), significava “Princesa”; o nome da esposa de Nahor, Milkhah, significava “Semelhante à Rainha”; ambas sugerem uma genealogia real.

Tendo em vista que posteriormente foi revelado que a esposa de Abraão era sua meia-irmã – “a filha do meu pai, mas não da minha mãe”, ele explicou – sucede-se que a mãe de Sarai/Sarah era de descendência real. A família pertencia aos mais altos escalões da Suméria, combinando descendências reais e eclesiásticas.

Outra pista importante, que identifica a história da família, é a repetida referência que Abraão faz de si mesmo, quando ele se encontrou com os governantes de Canaã e do Egito, como sendo um ibri – um “hebreu”. A palavra é derivada da raiz ABoR – atravessar, cruzar – logo, isso tem sido visto por alguns
estudiosos bíblicos no sentido de que, com isso, ele queria dizer que tinha atravessado para o outro lado do Rio Eufrates, ou seja, da Mesopotâmia. Mas, eu acredito que o termo era mais específico. O nome usado para a “Cidade Vaticana” da Suméria, Nippur, é a tradução acadiana do nome original sumério NI.IBRU, “Local Esplêndido de Travessia”.

Abrão, e seus descendentes, que são chamados de hebreus na Bíblia, pertenciam a uma família que se identificava como “ibru” – nippurianos. Isso sugeriria que Terah foi primeiro um sacerdote em Nippur, depois se mudou para Ur e, finalmente, para Harran, levando sua família com ele.

Sincronizando as cronologias bíblica, suméria e egípcia (como detalhado em As Guerras de Deuses e Homens), chegamos ao ano de 2.123 a.C. como sendo a data do nascimento de Abraão. A decisão dos deuses de fazer de Ur o centro de culto de Nannar/Sin, a capital da Suméria, e nomear Ur-Nammu como rei ocorreu em 2.113 a.C. Logo em seguida, os sacerdócios de Nippur e Ur foram unidos pela primeira vez; é bem provável que tenha sido então que o sacerdote nippuriano Tirhu [Terah] se mudou com sua família, incluindo o garoto de dez anos de idade, Abrão, para servir no templo de Nannar em Ur.

Em 2.095 a.C., quando Abraão tinha 28 anos e já estava casado, Terah foi transferido para Harran, levando a família com ele. Não poderia ser mera coincidência que aquele fosse o mesmo ano que Shulgi substituiu Ur-Nammu. O cenário emergente é que as mudanças desta família estavam, de algum modo,
ligadas aos eventos geográficos daquele período. De fato, quando o próprio Abraão foi escolhido para cumprir as ordens divinas, deixando Harran e se apressando até Canaã, o grande deus Marduk deu o passo crucial em se mudar para Harran. Foi em 2.048 a.C. que as duas mudanças aconteceram: a vinda de
Marduk para residir temporariamente em Harran, e Abraão deixando Harran para a distante Canaã.

Sabemos pelo Gênesis que Abrão tinha 75 anos de idade, e que era então 2.048 a.C., quando “deus” disse a ele: “Saia de teu país e de teu lugar de nascimento e da casa de teu pai” – deixe para trás a Suméria, Nippur e Harran – e vá “para a terra que a ti mostrarei”. Quanto a Marduk, um longo texto conhecido como a Profecia de Marduk, no qual ele se dirige ao povo de Harran (tábua de argila, figura 31), oferece-nos uma pista confirmando o fato e a época da sua mudança para Harran: 2.048 a.C. Não há nada que prove que as duas mudanças não estejam relacionadas.

Entretanto, 2.048 a.C. foi também o ano em que os deuses enlilitas decidiram se livrar de Shulgi, ordenando que sofresse a “morte de um pecador” – uma ação que sinalizava o final do “vamos tentar os meios pacíficos” e um retorno ao conflito agressivo; e não há nada que prove que isso, também, se
tratasse apenas de uma mera coincidência. Não: estas três ações – Marduk para Harran, Abrão partindo de Harran para Canaã e a remoção do decadente Shulgi – tinham que estar interligadas: três ações simultâneas e inter-relacionadas no jogo de xadrez divino anunnaki. Elas eram, como veremos a seguir, passos na contagem regressiva para o Fim dos Tempos.

Os seguintes 24 anos – de 2.048 a.C. até 2.024 a.C. – foram tempos de fervor e agitação religiosa, de diplomacia internacional e intriga, de alianças militares e confrontos de exércitos, de luta por superioridade estratégica. O porto espacial na península do Sinai, e outros locais espaciais relacionados, estavam constantemente no centro dos eventos. Espantosamente, vários registros escritos da Antiguidade sobreviveram, proporcionando-nos não apenas um esboço dos eventos, mas apresentando grandes detalhes sobre as batalhas, as estratégias, as discussões, os argumentos, os participantes e suas ações e as decisões cruciais que resultaram na mais profunda revolta que ocorreu na Terra depois do Dilúvio.

Ampliado pelas Fórmulas de Datas e várias outras referências, as principais fontes para a reconstrução desses eventos dramáticos estão nos capítulos relevantes do Gênesis; na autobiografia de Marduk, conhecida como A Profecia de Marduk; em um grupo de tábuas na “Spartoli Collection”, no Museu Britânico, conhecido como The Khedorla’omer Texts; e no longo texto histórico/autobiográfico ditado pelo deus Nergal para um escriba de confiança, um texto conhecido como o Erra Epos. É como um filme, geralmente um thriller criminal, no qual várias testemunhas e personagens principais descrevem o mesmo evento, não exatamente da mesma forma; a partir dos relatos, uma história real emerge, para que
possamos chegar à mesma conclusão sobre esse caso.

A principal jogada de xadrez de Marduk, em 2.048 a.C., foi estabelecer o seu posto de comando em Harran. Com isso, ele tirou de Nannar/Sin este vital cruzamento do norte e separou as terras ao norte da Suméria dos hititas. Além da importância militar, a ação desproveu a Suméria de suas vitais alianças
comerciais e econômicas. Também permitiu que Nabu “manobrasse suas cidades em direção ao Grande Mar para manter o seu curso”. Os nomes de lugares nestes textos sugerem que as principais cidades a oeste do Rio Eufrates passaram a ser controladas, de forma total ou parcial, pela equipe do pai-filho, incluindo o Local de Aterrissagem que era de vital importância.

Foi à parte mais povoada das Terras do Oeste – Canaã – que Abrão/Abraão recebeu ordens de ir. Ele deixou Harran, levando sua esposa e seu sobrinho Ló, junto consigo. Viajou rapidamente em direção ao sul, parando para prestar homenagem ao seu Deus em locais sagrados selecionados. Seu destino era Negev, a região seca que fazia fronteira com a península do Sinai. Não ficou por lá muito tempo. Assim que o sucessor de Shulgi, Amar-Sin, tomou posse em Ur, em 2.047 a.C., Abrão recebeu instruções de ir ao Egito. Foi conduzido uma vez para se encontrar com o faraó governante, e foi presenteado com “ovelhas, bois e burros, criados masculinos e criadas femininas e asnos e camelos” pelos egípcios.

A Bíblia é omissa em relação ao motivo deste tratamento real, exceto para indicar que o faraó, sendo informado de que Sarai era irmã de Abrão, entendeu que ela estava sendo oferecida a ele em casamento – passo que sugere que um tratado foi discutido. Que tal elevado nível de negociação internacional estivesse ocorrendo entre Abrão e o faraó egípcio parece algo plausível, quando percebemos que o ano de 2.040 a.C., em que Abrão retornou a Negev, depois de ter ficado sete dias no Egito, era o mesmo ano em que os príncipes tebanos do Alto Egito derrotaram a dinastia anterior do Baixo Egito, iniciando o Médio Império unificado do Egito. Outra coincidência geopolítica!

Abrão, agora fortalecido com homens e camelos, retornou ao Negev no momento oportuno, e sua missão agora estava clara: defender a Quarta Região e seu porto espacial. Como a narrativa bíblica revela, ele agora trazia consigo uma força de elite de Ne’arim – um termo geralmente traduzido como “jovens homens” – mas que nos textos mesopotâmicos é usado um termo paralelo LU.NAR (“NAR-homens”) para denotar soldados em cavalaria armada. E minha sugestão que Abraão, tendo aprendido em Harran táticas militares sobrepujando os hititas, obteve no Egito a destacada força de uma veloz cavalaria de soldados montados em camelos. Sua base no Canaã era, novamente, o Negev, a área fronteiriça com a península do Sinai.

Ele fez isso no momento oportuno, tendo em vista que seu poderoso exército – legiões de uma aliança de reis enlilitas – estava a caminho não apenas para derrotar e punir as “cidades pecadoras” que se haviam aliado a “outros deuses”, mas também para capturar o porto espacial. Os textos sumérios que tratam do reinado de Amar-Sin, o sucessor e o filho de Shulgi, nos informam que, em 2.041 a.C., ele lançou sua maior (e última) expedição militar contra as Terras do Oeste que haviam caído sob o feitiço de Marduk e Nabu. Exigia uma invasão sem precedentes por uma aliança internacional, na qual seriam atacadas não apenas as cidades dos homens, mas também as fortalezas dos deuses e seus descendentes.

Foi, de fato, um grande acontecimento sem precedentes, a que a Bíblia dedicou exclusivamente um longo capítulo inteiro – Gênesis, Capítulo 14. Os estudiosos bíblicos a chamam de “A Guerra dos Reis”, pois chegou ao clímax na grande batalha entre um exército de quatro “Reis do Oriente” e as forças conjuntas de cinco “Reis do Ocidente”, e culminou em um incrível feito militar da veloz cavalaria de Abraão. A Bíblia começa o seu relato daquela grande guerra internacional listando os reis e os reinados do Oriente que
“vieram e fizeram a guerra” no Ocidente:

E aconteceu nos dias de Amraphel rei de Shine’ar, Ariokh rei de Ellasar, Khedorla’omer rei de Elam, e Tidhal o rei de Goyim. O grupo de tábuas, chamado de Textos de Khedorla’omer, foi primeiro levado à atenção dos estudiosos pelo assiriólogo Theophilus Pinches, em uma palestra no Victoria Institute, em
Londres, 1897. As tábuas claramente descrevem os mesmos eventos que aconteceram na grande guerra internacional do Capítulo 14 do Gênesis, mas com muito mais detalhes; é bem provável que, de fato, essas tábuas servissem como fonte para os escritores bíblicos.

Elas identificam “Khedorla’omer rei de Elam” como o rei elamita Kudur-Laghamar, que é conhecido por meio de registros históricos. “Ariokh” foi identificado como ERI.AKU (“Servo do deus Lua”) que reinou na cidade de Larsa (“Ellasar” bíblica); e Tidhal foi identificado como Tud-Ghula, um vassalo do rei de Elam.

Ao longo dos anos tem ocorrido um debate sobre a identidade de “Amraphel rei de Shine’ar”; sugestões nos levam até Hammurabi, um rei babilônico que veio nos séculos posteriores. Shine’ar era o nome bíblico constante para a Suméria, e não Babilônia, portanto quem, no tempo de Abraão, era este rei? De forma convicta, eu sugeri em As Guerras de Deuses e Homens que o hebraico deveria ser lido não como
Amra-Phel, mas Amar-Phel, do sumério AMAR.PAL – uma variante de AM AR. SIN – cujas Fórmulas de Datas atestam que, de fato, foi ele que deu início, em 2041 a.C, à Guerra dos Reis.

Essa coalizão totalmente identificada, de acordo com a Bíblia, foi liderada pelos elamitas – um detalhe corroborado por dados mesopotâmicos que destacam o reaparecimento da liderança de Ninurta na luta. A Bíblia também data esta Invasão de Khedorla’omer ao observar que esta ocorreu 14 anos depois da
incursão elamita em Canaã – outro detalhe adequado aos dados do tempo de Shiilgi.

A rota de invasão desta vez era diferente: pegando um atalho da Mesopotâmia, em uma passagem arriscada por um trecho de deserto, os invasores evitaram a costa densamente povoada do Mediterrâneo, marchando pelo lado leste do Rio Jordão. A Bíblia indica os lugares onde essas batalhas aconteceram e quais forças enlilitas foram combatidas ali; a informação indica que houve uma tentativa de acertar as contas com antigos adversários, descendentes do casamento entre igigis, incluindo o Usurpador Zu, que evidentemente apoiavam as revoltas contra os enlilitas.

Mas, o objetivo não foi desviado do alvo principal: o porto espacial. As forças invasoras seguiam o que
se conhecia desde os tempos bíblicos como o Caminho do Rei, que atravessava do norte ao sul pelo lado leste do Rio Jordão. Mas, quando eles se voltaram para oeste em direção ao portal da península do Sinai, depararam com uma força bloqueadora:

Abraão e sua cavalaria. Referindo-se à cidade portal da Península, Dur-Mah-Ilani (“O grande local fortificado de deus”) – a Bíblia chama de Kadesh Barnea – os Textos Khedorla’omer afirmam que o caminho estava bloqueado bem ali:

O filho do sacerdote,
cujos deuses em seus verdadeiros conselhos haviam ungido,
o despojamento foi prevenido.

“O filho do sacerdote”, ungido pelos deuses, eu sugiro que Abrão era o filho do sacerdote Terah. A tábua das Fórmulas de Datas que pertence a Amar-Sin, inscritas em ambos os lados, ostenta a destruição de NEIB.RU.UM – “O local de pastagem de ovelhas de Ibru’um”.

De fato, no portal que leva ao porto espacial não houve batalha; a mera presença do incrível poder da cavalaria de Abrão persuadiu os invasores a retornarem a alvos mais ricos e lucrativos. Mas, se a referência é de fato a Abrão, pelo nome, então a colaboração extra-bíblica ao registro Patriarcal é ainda
mais extraordinária, não importa quem proclamou a vitória.

Prevenindo a entrada na península do Sinai, o Exército do Oriente rumou em direção ao norte. O Mar Morto era curto na época; o seu atual apêndice na parte sul ainda não estava submerso, e costumava ser uma planície fértil e rica de plantações, hortas e centros de comércio. Os assentamentos ali incluíam cinco cidades, entre elas, as infames Sodoma e Gomorra. Voltando-se na direção norte, os invasores agora se deparavam com as forças conjuntas do que a Bíblia chamava de “as cinco cidades pecadoras”.

Foi ali, relata a Bíblia, que os quatro reis lutaram e derrotaram os cinco reis. Saqueando as cidades e seqüestrando pessoas, os invasores marcharam de volta, desta vez para o lado oeste do Jordão. O foco bíblico nessas batalhas poderia ter acabado com esse retorno, se não fosse o fato de o sobrinho de Abrão, Ló, que residia em Sodoma, estar entre os seqüestrados.

Quando um refugiado de Sodoma contou a Abrão o que tinha acontecido, “ele armou seus homens treinados, trezentos e dezoito deles, e foi à caça”. Sua cavalaria alcançou os invasores bem ao norte,
próximo a Damasco (Figura 32), onde Ló foi libertado e o saque recuperado. A Bíblia registra o feito como “o golpe que Khedorla’omer e seus reis que estavam com ele” levaram de Abrão.

Os registros históricos sugerem que, por mais remota e audaciosa que tenha sido a Guerra dos Reis, ela fracassou em conter a onda de Marduk-Nabu. Amar-Sin, sabemos, morreu em 2.039 a.C. – derrubado não por uma lança inimiga, mas sim por uma picada de escorpião. Ele foi substituído em 2.038 a.C. pelo irmão Shu-Sin. Os dados sobre o seu reinado de nove anos registram duas investidas militares ao norte, mas não a oeste; eles falam mais sobre suas medidas defensivas.

Ele acreditava que a construção de novas seções da Muralha do Ocidente conteria os ataques amoritas. As defesas, no entanto, foram se movimentando cada vez mais próximas ao centro da Suméria, sendo que o território controlado por Ur foi diminuindo. Quando o rei seguinte (e último) da dinastia Ur III, Ibbi-Sin, subiu ao trono, os invasores do ocidente haviam conseguido romper a Muralha e batalhavam contra a “Legião Estrangeira” de Ur (tropas elamitas) em território sumério. Nabu direcionava e incitava os ocidentais a avançarem em direção ao alvo desejado. Seu divino pai, Marduk em pessoa, estava
aguardando em Harran para recapturar a Babilônia.

Os ‘grandes deuses’, convocados em um conselho emergencial, aprovaram então as medidas extraordinárias que mudariam o futuro para sempre.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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