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O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki)- (12)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

12 – Trevas ao Meio-Dia

Enquanto os profetas hebreus previam Trevas ao Meio-Dia, o que as “outras nações” estavam esperando à medida que aguardavam o Retorno de Nibiru e os deuses anunnaki? A julgar pelos registros escritos e pelas imagens gravadas, estavam aguardando a resolução dos conflitos dos deuses, além de períodos benevolentes para a humanidade e de uma grande teofania.

Elas mal podiam imaginar, como veremos a seguir, a enorme surpresa que as aguardava. Antecipando o grande evento, os grupos de sacerdotes, que observavam os céus em Nínive e na Babilônia, se mobilizaram para anotar os fenômenos celestiais e interpretar seus prognósticos. Os fenômenos eram meticulosamente registrados e relatados aos reis. Arqueólogos encontraram, nas ruínas das bibliotecas reais e dos templos, tábuas com esses registros e relatórios que, na maioria dos casos, estavam organizados de acordo com o assunto ou o planeta que estavam observando.

Uma renomada coleção na qual se encontram 70 tábuas foi combinada – na Antiguidade – com uma série intitulada Enuma Anu Enlil; esta coleção registra observações de planetas, estrelas e constelações classificadas de acordo com o Caminho Celestial de Anu e o Caminho Celestial de Enlil – abrangendo os céus de 30 graus sul, cobrindo todo o trajeto até o zénite no norte (veja figura 53). No início, as observações eram interpretadas comparando os fenômenos com os registros astronômicos da época suméria. Apesar de estarem escritos em acadiano (o idioma da Babilônia e da Assíria), os registros observacionais faziam um grande uso da terminologia e da matemática sumérias e, às vezes, incluíam uma nota escrita para indicar que haviam sido traduzidos de antigas tábuas sumérias. Tais tábuas serviam como “manuais de astrônomos”, contando-lhes mediante experiências passadas qual era o significado profético do fenômeno:

Quando a Lua em seu período calculado não for vista: haverá uma invasão de uma poderosa cidade. Quando um cometa alcançar a trajetória do Sol: o fluxo da corrente de água no campo diminuirá, uma revolta acontecerá duas vezes. Quando Júpiter se juntar a Vênus: as orações da terra chegarão aos deuses.

À medida que o tempo passava, os registros ficavam mais relacionados às observações acompanhadas pelas próprias interpretações proféticas dos sacerdotes: “Na noite, Saturno se aproximou da Lua. Saturno é um planeta do Sol. Este é o significado: é favorável ao rei”. A mudança notável incluía prestar atenção especial nos eclipses; uma tábua (que agora está no Museu Britânico), com uma lista de colunas de números como as que são feitas no computador, servia para prever os eclipses lunares com 50 anos de antecipação.

Estudos modernos concluíram que a mudança para o novo estilo da atual Astronomia ocorreu no século VIII a.C., quando, após um período de desordem e revoltas reais na Babilônia e na Assíria, os destinos das duas terras foram postos nas mãos de poderosas realezas: Tiglath-Pileser III (745-727 a.C.), na Assíria, e Nabunassar (747-734 a.C.), na Babilônia.

Nabunassar (“Protegido por Nabu”) foi saudado, já na Antiguidade, como inovador e poderoso no campo da Astronomia. Uma de suas primeiras ações foi reparar e restaurar o templo de Shamash em Sippar, o “centro de culto” do deus-Sol na antiga Suméria. Ele também construiu um novo observatório na Babilônia, atualizou o calendário (uma herança de Nippur) e instituiu o relatório diário ao rei sobre os fenômenos celestiais e seus significados. Foi principalmente por causa dessas medidas que uma enorme quantidade de dados astronômicos foi gerada, ajudando a esclarecer os subsequentes eventos.

Tiglath-Pileser III também era ativo, da sua própria maneira. Seus anais descrevem sucessivas campanhas militares e se vangloriam de cidades capturadas, execuções brutais de reis e da nobreza locais, além de exílios em massa. O papel dele e de seus sucessores, Shalmaneser V e Sargão II, no ataque a Israel e no exílio do seu povo (as Dez Tribos Perdidas) e, em seguida, na tentativa de Senaqueribe de ocupar Jerusalém, está descrito no capítulo anterior. Próximo de casa, os reis assírios estavam ocupados anexando a Babilônia “ao pegar nas mãos de Marduk”. O próximo rei assírio, Esarhaddon (680-669 a.C.), anunciou que “ambos, Ashur e Marduk, me deram sabedoria”, fez juramentos em nome de Marduk e Nabu e começou a reconstruir o templo Esagil na Babilônia.

Nos livros de história, Esarhaddon é mais lembrado pela sua bem-sucedida invasão do Egito (675-669 a.C.). O propósito da invasão, até o ponto que se pode assegurar, era parar as tentativas egípcias de “se intrometer no Canaã” e dominar Jerusalém. Digna de atenção, no meio dos eventos subsequentes, era a rota escolhida: em vez de pegar o trajeto mais curto, rumo ao sudoeste, ele fez um desvio considerável e foi em direção ao norte, para Harran. Lá, no antigo templo do deus Sin, Esarhaddon buscou naquele deus a bênção para embarcar na conquista; e Sin, confiando em sua equipe e acompanhado por Nusku (o Mensageiro Divino dos deuses), deu sua aprovação.

Em seguida, Esarhaddon se voltou em direção ao sul, varrendo com toda a força as terras do leste do Mediterrâneo até alcançar o Egito. De forma significativa, ele se desviou do prêmio que Senaqueribe fracassou em conquistar – Jerusalém. É fato importante que essa invasão do Egito e o desvio para longe de Jerusalém – assim como o próprio destino final da Assíria – tenham sido profetizados por Isaías décadas antes (em Isaías 10: 24-32).

Ocupado geopoliticamente como Esarhaddon estava, ele não negligenciou as exigências astronômicas daquela época. Com a orientação dos deuses Adad e Shamash, construiu, em Ashur (a cidade, o centro de culto da Assíria), a “Casa da Sabedoria” (um observatório astronômico). Também descreveu em seus monumentos (Figura 89) o sistema solar completo com os 12 membros, incluindo Nibiru. Indo até um recinto mais suntuoso, havia um novo portal monumental, construído – de acordo com as descrições do selo cilíndrico – para copiar o portal de Anu em Nibiru (Figura 90). E uma pista indicando quais eram as expectativas sobre o Retorno na Assíria.

Figura 90

Todas essas ações de cunho religioso, astronômico e político sugerem que os assírios estavam assegurando-se de que haviam “tocado em todas as bases”, pelo menos no que se referia aos deuses. Desse modo, ao chegar ao século VII a.C., a Assíria já estava pronta para o aguardado Retorno do planeta dos deuses. Textos descobertos – incluindo cartas de seus astrônomos chefes aos reis – revelam a expectativa de uma época idílica e utópica:

Quando Nibiru culminar… As terras residirão seguramente, os reis hostis ficarão em paz; os deuses receberão orações e ouvirão as súplicas. Quando o Planeta do Trono do Céu aumentar o brilho; haverá enchentes e chuvas. Quando Nibiru atingir seu perigeu, os deuses oferecerão a paz. Os problemas serão varridos, as complicações serão solucionadas.

É óbvio que a expectativa relacionava-se a um planeta que iria aparecer, elevar-se-ia nos céus, tornar-se-ia mais brilhante e, em seu perigeu, no Cruzamento-Travessia, tornar-se-ia NIBIRU (o Planeta da Cruz). E como o portal e outras construções indicavam, com o retorno do planeta uma repetição da visita anterior de Anu à Terra era aguardada. Cabia agora aos astrônomos sacerdotes [naquele tempo o sacerdote e o cientista era o mesmo homem] observarem os céus e aguardarem a aparição desse planeta; mas para onde eles deveriam olhar na imensidão celestial, e como reconheceriam o planeta quando ainda estivesse nos céus distantes?

O próximo rei assírio, Assurbanipal (668-630 a.C.), achou uma solução. Os historiadores consideram Assurbanipal como o mais literato e erudito dos reis assírios, pois ele conhecia outros idiomas além do acadiano, incluindo o sumério, e afirmava que teria lido “escritos de antes do Dilúvio”. Ele também se vangloriava de haver “aprendido os sinais secretos do Céu e da Terra (…) e estudado os céus com os mestres da adivinhação”.

Alguns pesquisadores contemporâneos também o consideram “O Primeiro Arqueólogo”, tendo em vista que sistematicamente colecionou tábuas de locais que já eram antigos em sua própria época – como Nippur, Uruk e Sippar, onde antes costumavam ser a Suméria. Ele enviou também equipes especializadas para classificar e saquear tais tábuas das capitais que os assírios haviam dominado. As tábuas iam parar em uma famosa biblioteca onde equipes de escribas estudavam, traduziam e copiavam os textos escolhidos dos milênios anteriores. (Ao visitar o Museu do Antigo Oriente Médio, em Istambul, é possível ver uma exibição dessas tábuas, bem organizadas nas estantes originais – cada uma rotulada com o “catálogo de tábua”, que lista todos os textos na estante.)

Enquanto os assuntos nas tábuas acumuladas cobrem muitas áreas, o que foi encontrado indica que uma atenção especial foi dada à informação astronômica celestial. Entre os textos puramente astronômicos, havia tábuas que pertenciam a uma série intitulada “O Dia de Bel” – O Dia do Senhor! Além disso, os contos épicos e as histórias relacionadas às idas e vindas dos deuses eram considerados importantes, especialmente se esclarecessem as passagens de Nibiru.

O Enuma Elish [do qual o Gênesis hebreu é quase uma cópia literal]- o Épico da Criação que conta como um planeta invasor se juntou ao sistema solar para tornar-se Nibiru – foi copiado, traduzido e copiado de novo, como também o foram, as escritas que tratavam do Grande Dilúvio, tais como o Épico de Atra-Hasis e o Épico de Gilgamesh. Enquanto todos parecem ser partes legítimas de um conhecimento acumulado em uma biblioteca real, ocorre também que todos tratam de exemplos das aparições de Nibiru no passado – assim como com a sua próxima aproximação futura.

Entre os textos exclusivamente astronômicos traduzidos, e sem dúvida alguns cuidadosamente, estavam as orientações sobre como observar a chegada de Nibiru e reconhecer sua aparência. Um texto babilônico que manteve a terminologia original suméria destaca:

Planeta do deus Marduk: Na sua aparição SHUL.PA.E; Elevando-se trinta graus, SAG.ME.NIG; Quando estiver no meio do céu: NIBIRU.

Enquanto que o nome do primeiro planeta (SHAL.PA.E) é considerado como sendo Júpiter (mas poderia ser Saturno), o nome do próximo (SAG.ME.NIG) poderia ser apenas uma variante para Júpiter, mas é considerado por alguns como sendo Mercúrio.(2) Um texto similar de Nippur, que utiliza os nomes planetários sumérios como UMUN.PA.UD.DU e SAG.ME.GAR, sugere que a chegada de Nibiru será “anunciada” pelo planeta Saturno, e que assim que subir 30 graus estará próximo a Júpiter. Outros textos (incluindo uma tábua conhecida como K.3124) afirmam que, assim que passar SHUL.PA.E e SAG. ME.GAR (que acredito significarem Saturno e Júpiter), o “Planeta Marduk” irá “entrar no Sol” (ou seja, atingir o seu Perigeu, o ponto mais próximo do Sol) e “tornar-se Nibiru”. Outros textos fornecem pistas claras relacionadas à trajetória de Nibiru, como também o tempo destinado para a sua aparição:

{[2] Os extensos dados astronômicos atraíram a atenção de acadêmicos já no século XIX e no início do século XX; eles dedicaram tempo e paciência e brilhantemente combinaram a “assiriologia” com o conhecimento de Astronomia. O primeiro livro de As Crônicas da Terra, O Décimo Segundo Planeta, cobriu e usou o trabalho das descobertas de pessoas como Franz Kugler, Ernst Weidner Erich Ebeling, Herman Hilprecht, Alfred Jeremias, Morris Jastrow, Albert Schott e Th. G. Pinches, entre outros. A tarefa deles era complicada pelo fato de que o mesmo kakkabu (qualquer corpo celestial, incluindo planetas, estrelas fixas e constelações) poderia significar mais de um nome. Eu gostaria de apontar que, bem ali, também houve a maior falha básica nas obras: todos eles presumiam que os sumérios e outros povos antigos não tinham como saber (“a olho nu”) sobre a existência de planetas além de Saturno. O resultado era que sempre que um planeta recebia um nome que não fosse os nomes aceitos como os “sete kakkabani conhecidos” – Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno – eles concluíam que se tratava apenas de mais um outro nome para aqueles “sete conhecidos”. A principal vítima dessa postura equivocada foi Nibiru; sempre que ele ou seu “planeta Marduk” babilônio equivalente era mencionado, entendeu-se que se tratava de um outro nome para Júpiter, ou Marte, ou (em algumas visões extremas) para o próprio Mercúrio. Incrivelmente, os astrônomos contemporâneos continuam baseando seus trabalhos nessa suposição de “apenas sete” – apesar de inúmeras evidências contrárias mostrarem que os sumérios sabiam do verdadeiro formato e composição do nosso sistema solar COMPLETO. Exemplos são a nomeação dos planetas externos em Enuma Elish, a descrição de 4.500 anos do sistema solar completo com 12 membros (o Sol ao centro) no selo cilíndrico VA243, no Museu de Berlim Figura 91), ou a descrição dos 12 símbolos planetários nos monumentos assírios e babilônicos, etc.}

A imagem do selo cilíndrico VA243, no Museu de Berlim, no círculo em vermelho os doze corpos do nosso sistema solar, com Zacharia Sitchin segurando-o.

Da posição [órbita] de Júpiter, o planeta passa em direção ao oeste.
Da posição de Júpiter o planeta aumenta o seu brilho, e no zodíaco de Câncer se tornará Nibiru.
O grande planeta: na sua aparição: Vermelho-escuro. O céu ele divide ao meio quando se posiciona em Nibiru.

Em seu conjunto, os textos astronômicos da época de Assurbanípal descreviam um planeta surgindo da extremidade do sistema solar, subindo e tornando-se visível quando chega até Júpiter (ou mesmo Saturno, antes disso); em seguida, faz uma curva para baixo em direção ao eclíptico. No seu perigeu, quando está na posição mais próxima do Sol (e, portanto, da Terra), o planeta – no Cruzamento – torna-se Nibiru “no zodíaco de Câncer”. Isso, como mostra o diagrama esquemático (e não em escala) anexo, poderia acontecer apenas quando o nascer do sol no dia do Equinócio Vernal ocorresse na Era de Áries – durante a era zodiacal de Áries (Figura 92).

Tais pistas relacionadas à trajetória orbital do Senhor Celestial e sua reaparição, às vezes usando as constelações como mapa celestial, são também encontradas em passagens bíblicas, revelando assim um conhecimento que deve ter sido internacionalmente disponibilizado:
Equinócio-Primavera

“Em Júpiter será tua face vista”, afirma o Salmo 17. “O Senhor do sul virá (…) seu esplendor iluminado radiará como a luz”, profetizou o profeta Habacuque (Capítulo 2). “Sozinho ele alcança além dos céus e passa pela mais elevada profundeza; ele chega à Ursa Maior, a Sírius, e a Orion e às constelações do sul”, declarou o Livro de Jó (Capítulo 9); o profeta Amós (5: 9) anteviu o Senhor Celestial [Nibiru] “com sua face sorridente voltada para Touro e Aries, irá prosseguir de Touro para Sagitário”. Esses versos descreviam um planeta atravessando os mais elevados céus e, orbitando no sentido do relógio (“retrógrado”,
como dizem os astrônomos), chega através das constelações do sul. É uma trajetória parecida com aquela do Cometa Halley (veja figura 78).

Uma pista reveladora com relação às expectativas de Assubanipal tinha a ver com a tradução meticulosa das descrições acadianas e sumérias das cerimônias por ocasião da visita de estado de Anu e Antu à Terra, cerca de 3,760 a.C. [penúltima passagem/travessia de Nibiru em nosso sistema solar] As sessões que tratam da estadia deles em Uruk descrevem como, à noite, colocou-se um observador “na posição mais alta da torre” para observar e anunciar a aparição dos planetas, um após o outro, até que o “Planeta do Grande Anu do Céu” pudesse ser visto; em seguida, todos os deuses reunidos para receber o casal divino recitaram o texto “Aquele que gera o brilho, o planeta celestial do deus Anu” e cantaram o hino “A imagem do Criador surgiu”.

Os longos textos descreviam, então, as refeições cerimoniais, o recolhimento de todos, a seus respectivos aposentos noturnos, as procissões no dia seguinte e assim por diante. Podemos, de forma razoável, concluir que Assurbanípal estava interessado em colecionar, organizar, traduzir e estudar todos os textos antigos que pudessem:

  • (a) fornecer uma orientação para que os astrônomos sacerdotes pudessem detectar, no primeiro instante possível, o retorno de Nibiru e
  • (b) informar ao rei quanto aos procedimentos sobre o que fazer em seguida. O nome “Planeta do Trono Celestial” era uma pista importante sobre quais eram as expectativas do rei; igualmente importantes eram as descrições nos muros dos palácios, nos relevos magníficos dos reis assírios saudando o deus no disco alado enquanto este paira por sobre a Árvore da Vida (como na figura 87).

Era importante ser informado o mais rápido possível sobre a aparição do planeta para que pudesse preparar uma recepção adequada para a chegada do grande deus nele retratado – o próprio Anu? – e ser abençoado com uma longa e, quem sabe, eterna vida. Mas isso não estava destinado a acontecer.

Logo após a morte de Assurbanipal, as rebeliões tomaram conta de todo o império assírio. As posses que seu filho mantinha no Egito, na Babilônia e no Elão se desintegraram. Estrangeiros que vinham de longe já se encontravam nas fronteiras do império assírio – “multidões” do norte, e os medas [persas] do leste. Em todo lugar, os reis locais tomavam o controle e declaravam independência. De especial importância – imediata e para futuros eventos – era o fato de que a Babilônia estava “se descasando” do reinado duplo com a Assíria.

Como parte do festival do Ano Novo, em 626 a.C., um general babilônio cujo nome – Nabupolassar (“Nabu seu filho protege”) – sugeria que ele reivindicava ser um filho do deus Nabu, subiu ao trono como rei de uma Babilônia independente. Uma tábua descreveu da seguinte forma o início de sua cerimônia de posse: “Os príncipes da terra estavam reunidos; eles abençoaram Nabupolassar; abrindo seus punhos, declararam sua soberania; Marduk, reunido com os deuses, concedeu o Estandarte de Poder a Nabupolassar”.

O ressentimento contra o reinado brutal assírio era tão grande que Nabupolassar da Babilônia rapidamente conseguiu aliados para uma ação militar contra a Assíria. Um dos aliados principais e mais vigorosos eram os medas (precursores dos persas), que já tinham enfrentado as incursões e a brutalidade dos assírios. Enquanto as tropas babilônicas avançavam na Assíria pelo sul, os medas atacavam pelo leste. Em 614 a.C. – como havia sido profetizado pelos profetas hebreus! -, capturaram e queimaram a capital religiosa da Assíria, Ashur. Nínive, a capital real, seria a próxima. Em 612 a.C., a grande Assíria estava em ruínas. A Assíria – terra do “primeiro arqueólogo” – havia se tornado uma terra de sítios arqueológicos.

Como isso poderia ter acontecido à terra cujo próprio nome significava a “Terra do deus Ashur”? A única explicação naquela época era que os deuses haviam retirado sua proteção do lugar; de fato, como mostraremos, havia muito mais relacionado a isso: os próprios deuses haviam se retiradodaquela região e também da Terra.

Assim, o capítulo mais incrível e final da Saga do Retorno, no qual Harran iria ter um papel importante, começava a se desenrolar. A impressionante sequência de eventos, após a queda da Assíria, começou com a fuga para Harran dos membros da família real da Assíria. Buscando proteção do deus Sin, os fugitivos, reunidos ao que havia sobrado do exército assírio, proclamaram um dos refugiados reais como sendo o “Rei da Assíria”; mas o deus, cuja cidade de Harran existira desde os primórdios dos tempos, não reagiu. Em 610 a.C., as tropas babilônicas capturaram Harran e puseram fim ao que restava da esperança assíria.

A disputa para cobrir a sucessão à herança da Suméria e Acádia havia terminado; ela pertencia agora, de forma solene a abençoada, ao rei da Babilônia. Novamente, a Babilônia reinava sobre as terras que uma vez foram glorificadas como “Suméria e Acádia” – a tal ponto que muitos textos daquela época mostravam que Nabupolassar havia recebido o título de “Rei da Acádia”. Ele usava essa autoridade para expandir as observações celestiais nas antigas cidades sumérias de Nippur e Uruk, sendo que alguns dos textos observacionais mais importantes dos subsequentes e cruciais anos vêm de lá.

Foi naquele mesmo fatídico ano, 610 a.C. (um ano memorável de incríveis eventos, como veremos mais adiante), que um Egito revigorado também colocou no seu trono um assertivo e poderoso homem chamado Necao. Apenas um ano depois ocorreu uma ação geopolítica muito pouco compreendida – pelos “historiadores”, é claro. Os egípcios, que costumavam estar do mesmo lado dos babilônios em oposição ao regime assírio, saíram do Egito, correram em direção ao norte e passaram a dominar territórios e locais sagrados que os babilônios consideravam deles.

Os egípcios avançaram toda a extensão em direção ao norte até Carquemish e se posicionaram a uma distância de ataque de Harran; isso também colocou nas mãos dos egípcios os dois locais relacionados ao espaço, no Líbano e na Judéia. Os babilônios, surpresos, não iriam deixar por menos. O já envelhecido Nabupolassar confiou a tarefa de recapturar os lugares vitais ao seu filho Nabucodonosor, que já havia se destacado nos campos de batalha. Em junho de 605 a.C., em Carquemish, os babilônios massacraram o exército egípcio, liberaram “a sagrada floresta no Líbano que Nabu e Marduk desejavam” e foram atrás dos egípcios até a península do Sinai. Nabucodonosor parou a perseguição somente depois de ter recebido a notícia de que seu pai havia morrido na Babilônia. Ele voltou o mais rápido possível e foi proclamado rei da Babilônia naquele mesmo ano.

Os historiadores não encontram uma explicação para esse repentino ataque egípcio e a ferocidade da reação babilônica. Para nós, é evidente que no cerne dos eventos estava a expectativa do Retorno de Nibiru. De fato, parece que, naquele mesmo ano de 605 a.C., o Retorno era considerado iminente, talvez até atrasado, tendo em vista que foi naquele mesmo ano que o profeta Habacuque começou a profetizar em nome de Yahweh/Enlil, em Jerusalém.

Prevendo de modo assustador o futuro da Babilônia e de outras nações, o profeta perguntou a Yahweh – Enlil quando o Dia do Senhor – o dia do julgamento sobre as nações, incluindo a Babilônia – estava para vir, e Yahweh/Enlil respondeu, dizendo:

Escreva a profecia, explique claramente nas tábuas, para que possa ser lida rapidamente;
pois a visão é ainda para um tempo determinado; no final virá, sem falhar!
Pode tardar, aguarde por ele; pois certamente virá – Pois seu tempo marcado não será atrasado.
Habacuque 2: 2-3

(O “tempo marcado”, como veremos, chegou precisamente 50 anos depois). Os 43 anos do reinado de Nabucodonosor (605-562 a.C.) são considerados como o período de um império “neo-babilônico” dominante, um período marcado por ações decisivas e mudanças muito rápidas, pois não havia tempo a perder – a aproximação do Retorno do Senhor [Nibiru] era agora o prêmio da Babilônia!

Para preparar a Babilônia para o aguardado Retorno, reformas gigantescas e trabalhos de construção entraram rapidamente em vigor. Seu foco era o distrito sagrado, onde o templo Esagil de Marduk (agora simplesmente chamado de Bel/Ba’dl, “O Senhor”) foi renovado e reconstruído, seu zigurate de sete estágios estava pronto para as observações dos céus estrelados (Figura 93) – do mesmo jeito como havia sido feito em Uruk quando da visita de Anu cerca de 3.700 a.C. Um novo Caminho da Procissão conduzindo ao distrito sagrado e passando pelo novo sólido portal foi construído; suas muralhas foram decoradas e cobertas da base ao topo com tijolos artisticamente envidraçados que impressionam até os dias atuais, pois as escavações modernas no local removeram e juntaram o Caminho da Procissão e o Portal no Museu Vorderasiatiches, em Berlim. A Babilônia, a Eterna Cidade de Marduk, estava pronta para dar as boas-vindas ao Retorno do Senhor [Nibiru].

“Eu construí a cidade da Babilônia para ser a primeira entre todos os países e cada habitação; seu nome eu elevei para que fosse o mais glorificado entre os nomes de todas as cidades sagradas”, Nabucodonosor escreveu em suas inscrições. Ao que tudo indica, a expectativa era de que a chegada do deus do disco alado seria no Local de Aterrissagem no Líbano. Em seguida, o Retorno se consumaria ao entrar na Babilônia através do novo e magnífico Caminho da Procissão e do majestoso portal (Figura 94) chamado “Ishtar” (pseudônimo para IN.ANNA), que era a “amada de Anu” em Uruk – outra pista que indicava quem estava sendo aguardado no Retorno era o planeta/deus Nibiru.

Acompanhando estas expectativas estava o papel que desempenharia a Babilônia como o Umbigo da Terra – herdando o status pré-diluviano de Nippur como sendo DUR.AN.KI, a “Ligação Céu-Terra”. Que esta agora fosse a função da Babilônia foi algo expresso quando foi dado à plataforma da fundação do zigurate o nome sumério de E.TEMEN.AN.KI (“Templo da Fundação para o Céu-Terra”). O nome destacava o papel da Babilônia como o novo “Umbigo da Terra” – papel claramente descrito no “mapa-múndi” da Babilônia (veja figura 10). Esta foi a terminologia que ecoou a descrição de Jerusalém com sua Pedra Fundamental, servindo como ligação entre a Terra e o Céu!

Mas, se foi isso que Nabucodonosor anteviu, então a Babilônia deveria substituir a ligação espacial pós-diluviana existente – Jerusalém. Tendo tomado o papel pré-diluviano de Nippur para servir como o Centro de Controle da Missão após o Dilúvio, Jerusalém estava localizada no centro das distâncias concêntricas com os outros locais relacionados ao espaço (veja figura 3). Chamando-a de o “Umbigo da Terra” (38: 12), o profeta Ezequiel anunciou que Jerusalém havia sido escolhida para esta função pelo próprio deus:

Assim disse o Senhor Yahweh/Enlil: Esta é Jerusalém; no meio das nações eu a coloco, e todas as terras estão em um círculo em todas as direções ao redor dela. Ezequiel 5: 5

Determinado a usurpar essa função para a Babilônia, o “deus” Marduk, através de Nabucodonosor conduziu suas tropas à elusiva recompensa de capturar Jerusalém em 598 a.C. Desta vez, como o profeta Jeremias advertira, Nabucodonosor estava carregando a ira de Deus ao povo de Jerusalém, pois eles haviam adotado a veneração dos deuses celestiais: “Ba’al, o Sol e a Lua, e as constelações” (II Reis 23: 5) – uma lista que claramente incluía Marduk como uma entidade celestial [algo inadmissível ao ciumento Yahweh/Enlil “deus” dos hebreus]!

Fazendo o povo de Jerusalém passar fome com o cerco que durou três anos, Nabucodonosor conseguiu dominar a cidade e levou o rei da Judéia, Jehoyachin, como prisioneiro para a Babilônia. Foram também levados ao exílio a nobreza, a elite culta da Judéia – entre eles o profeta Ezequiel – e centenas de seus soldados e artesãos; fizeram com que residissem às margens do Rio Khabur, próximo a Harran, a casa ancestral deles.

A própria cidade e o Templo foram deixados intactos nessa época; mas, 11 anos depois, em 587 a.C, os babilônios retornaram com força total. Agindo desta vez, de acordo com a Bíblia, por sua própria vontade, os babilônios atearam fogo ao Templo que Salomão havia construído e destruíram-no. Nas suas inscrições, Nabucodonosor não deu explicação alguma a não ser a mais simples de todas – agradar aos “meus deuses Nabu e Marduk” e cumprir seus desejos; mas, como já veremos, o verdadeiro motivo era bem simples: uma crença de que Yahweh/Enlil havia partido e não estava mais lá.

A destruição do Templo foi um feito chocante e malévolo pelo qual a Babilônia e seu rei – previamente considerado pelos profetas como sendo a “vara da ira” de Yahweh/Enlil – foram severamente punidos: “A vingança de Yahweh/Enlil, nosso Deus, vingança pelo Seu Templo”, deveria ser trazida à Babilônia, anunciou o profeta Jeremias (50: 28). Prevendo a queda da poderosa Babilônia e sua destruição por invasores do norte – eventos que se concretizariam apenas algumas décadas mais tarde – Jeremias também proclamou o destino dos deuses que Nabucodonosor havia invocado:

Declarai entre as nações e proclamai, levantai o estandarte, anunciai, não encubrais. Dizei: Capturada está a Babilônia! Enfraquecido está Bel, amaldiçoado é Marduk! Jeremias 50: 2

A punição divina imposta ao próprio Nabucodonosor foi proporcional à seu sacrilégio. De acordo com fontes tradicionais, Nabucodonosor ficou louco depois que um inseto entrou em seu cérebro pelo nariz; morreu agonizando em 562 a.C.

Nem Nabucodonosor, nem seus três sucessores de linhagem (que foram assassinados ou que foram descartados depois de uma curta confissão) viveram para ver a chegada de Anu aos portões da Babilônia. De fato, tal chegada nunca aconteceu, apesar de Nibiru ter retornado [por volta de 160 a.C. aparecendo mais tarde como a “Estrela de Belém” durante o nascimento de Jesus, o Cristo].

É fato que as tábuas astronômicas daquela mesma época registraram observações reais de Nibiru, apelidada de “Planeta de Marduk”. Algumas foram registradas como presságios, por exemplo, uma tábua catalogada, K.8688, que informou ao rei que se Vênus pudesse ser visto “diante de” (ou seja, erguendo-se na frente de) Nibiru, não haveria colheita; mas se Vênus se erguesse “atrás” (ou seja, depois) de Nibiru, “a colheita seria bem-sucedida”. De grande interesse para nós está um grupo de tábuas da “Babilônia Tardia” encontrado em Uruk; elas apresentavam os dados em 12 colunas zodiacais mensais e combinavam os textos com descrições ilustradas.

Em uma dessas tábuas (VA 7851, Figura 95), o Planeta de Marduk é mostrado entre o símbolo do carneiro de Áries de um lado e o símbolo do número sete para a Terra do outro lado, junto à descrição de Marduk dentro do planeta.

Figura 95

Outro exemplo é a tábua VAT 7847; ela denomina uma observação astronômica real, na constelação de Áries, como o “Dia em que o portal do grande senhor Marduk abriu-se” (quando Nibiru apareceu no campo de visão); em seguida, marca o “Dia do Senhor Marduk, à medida que o planeta se movia e era visto na constelação de Aquário.

Mais reveladora sobre a entrada no campo de visão do planeta “Marduk” nos céus do sul, rapidamente tornando-se “Nibiru” na banda celestial central, havia ainda outra classe de tábuas, desta vez circulares. Representando “um avanço retrógrado” em relação aos dogmas astronômicos sumérios, as tábuas dividiam a esfera celestial em três Caminhos (Caminho de Enlil [Yahweh] para os céus do norte, de Enki-Ea para o sul e de Anu ao centro). Os 12 segmentos do calendário zodiacal eram então sobrepostos aos três Caminhos, como mostram os fragmentos descobertos (Figura 96); textos explicativos estavam escritos no verso dessas tábuas circulares.

Em 1.900 d.C., atendendo a uma reunião da Sociedade Real Asiática em Londres, na Inglaterra, Theophilius G. Pinches causou uma comoção quando anunciou que ele fora bem-sucedido em juntar as peças de um completo “astrolábio” (“Conquistador de Estrelas”), como chamava a tábua. Ele o mostrou como sendo um disco circular dividido em três seções concêntricas e, como uma torta, em 12 segmentos, resultando em um campo de 36 porções. Cada uma das 36 porções continha um nome com um pequeno círculo logo abaixo, indicando que se tratava de um corpo celestial, e um número. Cada porção também apresentava o nome do mês, sendo que Pinches os numerou de I a XII, começando com Nissan (Figura 97).

Figura 97

A apresentação gerou compreensível comoção, pois se tratava de um mapa do céu babilônico, dividido nos três Caminhos de Enlil, Anu e Ea/Enki, indicando quais planetas, estrelas e constelações eram observados em qual lugar a cada mês durante o ano. O debate sobre a identidade dos corpos celestiais (na raiz do que oculta a noção de que não há “nada além de Saturno”) e o significado dos números ainda precisa ser concluído. Também não está resolvida a questão da datação – em que ano foi feito o astrolábio? Se era cópia de uma tábua antiga, qual era a época indicada? Opiniões sobre a datação abrangiam do século XII ao século III a.C; no entanto, a maioria concordou que o astrolábio pertencia à era de Nabucodonosor ou de seu sucessor Nabuna’id.

O astrolábio apresentado por Pinches foi identificado nos debates posteriores com um “P”, mas depois foi renomeado para “Astrolábio A” porque outro foi anexado a ele desde então, e é conhecido como “Astrolábio B”. Apesar de ambos parecerem idênticos à primeira vista, são diferentes – e para a nossa análise, a diferença chave é que no “B” o planeta identificado como mui Neberu deity Marduk – “Planeta Nibiru do deus Marduk” – é mostrado no Caminho de Anu, a banda eclíptica central (Figura 98), ao passo que, no “A”, o planeta identificado como mui Marduk – o “Planeta de Marduk” – é mostrado no Caminho de Enlil, nos céus do norte (Figura 99).

A mudança no nome e na posição está absolutamente correta se os dois astrolábios descrevem um planeta em movimento – “Marduk” como era chamado pelos babilônios. Esse planeta, depois de ter entrado no campo de visão nos céus do norte (como no “A”), faz uma curva para baixo, cruza o eclíptico e se torna NIBIRU (“Cruzando”) quando cruza a eclíptica do Caminho de Anu (como no “B”). A documentação em duas etapas feita pelos dois astrolábios descreve precisamente o que nós vínhamos afirmando o tempo todo!

Os textos (conhecidos como KAV 218, colunas B e C) que acompanham as descrições circulares não deixam qualquer dúvida no que diz respeito à identidade de Marduk/Nibiru:

[Mês] Adar: Planeta Marduk no Caminho de Anu: o radiante Kakkabu que se eleva ao sul
após os deuses da noite terminarem suas tarefas, e divide os céus.

Este kakkabu é Nibiru = deus Marduk. Enquanto podemos estar certos – por motivos a serem explicados mais à frente – de que as observações em todas aquelas tábuas da “Babilônia Tardia” não poderiam ter ocorrido antes de 610 a.C., podemos também assegurar que elas não ocorreram depois de 555 a.C., pois essa foi a data que uma pessoa chamada Nabuna’id se tornou o último rei da Babilônia. Para legitimar-se, afirmou que seu reinado era celestialmente confirmado porque o “planeta de Marduk, nas alturas, havia me chamado pelo nome”. Em seguida, ele também declarou ter visto, em uma visão noturna, “a Grande Estrela e a Lua”. Com base nas fórmulas de Kepler para as órbitas planetárias ao redor do Sol, todo o período de visibilidade de Marduk/Nibiru na Mesopotâmia durou apenas uns poucos anos; daí em diante, a visibilidade afirmada por Nabuna’id coloca o Retorno do planeta nos anos que imediatamente precedem 555 a.C.

Então quando foi a época precisa do Retorno? Há mais um aspecto envolvido na solução do quebra-cabeça: as profecias das “Trevas ao meio-dia” no Dia do Senhor – um eclipse solar – e tal eclipse de fato ocorreu em 556 a.C.!

Os eclipses solares, apesar de muito mais raros que os eclipses lunares, não são incomuns; eles acontecem quando a Lua, ao passar de determinada maneira entre a Terra e o Sol, escurece temporariamente o Sol. Apenas uma pequena porção dos eclipses solares é total. A extensão, a duração e a trajetória da escuridão total variam de passagem para passagem, em função da dança orbital dinâmica tripla entre o Sol, a Terra e a Lua, além da rotação diária da Terra e sua mudança de inclinação axial [a precessão dos Equinócios].

Raros como são os eclipses solares, o legado astronômico da Mesopotâmia incluía o conhecimento de um fenômeno chamado atalu shamshi. Referências textuais sugerem que não apenas o fenômeno, mas também o seu envolvimento lunar faziam parte do conhecimento acumulado na antiguidade. De fato, um eclipse solar, cuja trajetória de totalidade passou sobre a Assíria, ocorreu em 762 a.C. Foi acompanhado por outro em 584 a.C. que pôde ser visto em todas as terras mediterrâneas, com totalidade sobre a Grécia. Porém, em seguida, em 556 a.C, houve um eclipse solar extraordinário “que não ocorreu na época esperada”. Se não fosse em decorrência dos movimentos previsíveis da Lua, poderia ter sido causado por uma passagem extraordinariamente próxima de Nibiru?

Entre as tábuas astronômicas pertencentes a uma série chamada “Quando Anu For o Planeta do Senhor”, uma tábua (catalogada VACh. Shamash/RM.2,38-Figura 100), que trata de um eclipse solar, registrou o fenômeno observado (linhas 19-20):

No começo o disco solar, que não foi na época esperada, escureceu e permaneceu na radiação do Grande Planeta. No dia 30 [do mês] foi o eclipse do Sol.

O que exatamente significam as palavras de que o Sol escurecido “permaneceu na radiação do Grande Planeta”? Apesar da própria tábua não fornecer uma data para aquele eclipse, sugerimos que as palavras, realçadas antes, indicam fortemente que o inesperado e extraordinário eclipse solar foi de algum modo causado pelo retorno de Nibiru, o “grande planeta irradiante”. Entretanto, os textos não explicam se a causa direta foi o próprio planeta, ou os efeitos de sua “radiação” (atração magnética ou gravitacional?) na Lua.

Ainda assim, é um fato astronomicamente histórico que, em um dia igual a 19 de maio de 556 a.C., um grande eclipse solar total ocorreu. Como mostra o mapa, preparado pelo Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA (Figura 101), o eclipse foi volumoso e importante, visto em amplas regiões, sendo que um de seus aspectos únicos foi que a banda da escuridão total passou exatamente sobre o distrito de Harran!

Este último fato é de extrema importância para nossas conclusões – e foi muito mais naqueles anos fatídicos do mundo antigo; pois, logo após esse evento, em 555 a.C., Nabuna’id foi proclamado rei da Babilônia – não na Babilônia, mas em Harran. Ele foi o último rei da Babilônia; depois dele, como havia profetizado Jeremias, a Babilônia seguiu o destino da Assíria.

Foi em 556 a.C. que ocorreram as profetizadas Trevas ao Meio-Dia. E foi justamente quando Nibiru retornou; era o profetizado DIA DO SENHOR. E quando ocorreu o Retorno do planeta, nem Anu e nem outro dos deuses anunnaki aguardados apareceram na Terra. Na verdade, aconteceu o oposto: os deuses, os deuses anunnakis, alçaram vôo e deixaram a Terra [porque o ‘verdadeiro PODER’ os impediu de interferir nos assuntos humanos com a sua presença na Terra].


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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