O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (3)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

3 – Profecias Egípcias, Destinos Humanos

Nos anais do homem na Terra, o século XXI a.C. viu no antigo Oriente Médio um dos capítulos mais gloriosos da civilização, conhecido como o período Ur III. Foi ao mesmo tempo o mais difícil e o mais devastador, pois testemunhou o fim da Suméria em uma nuvem nuclear mortal [o mesmo destino de Sodoma e Gomorra, o primeiro núcleo de “ativistas” LGBTQ+ e Transgênero destruído pelos “deuses” com um artefato nuclear em torno de 2.024 A.C.]. E, depois disso, nada mais foi o mesmo.

Aqueles graves eventos, como veremos a seguir, foram vistos também como a raiz das manifestações messiânicas que se centraram em Jerusalém quando o a.C. se tornou d.C. por volta de 21 séculos depois.
Os eventos históricos daquele século memorável – como todos os eventos na história – tinham suas raízes naquilo que havia ocorrido antes. Daqueles, o ano 2.160 a.C. é uma data digna de lembrar. Os anais da Suméria e Acádia registram uma importante mudança política conduzida pelos deuses enlilitas.

No Egito, a data marcou o início de mudanças significativas político-religiosas, e o que ocorreu em ambas as zonas coincidiu com uma nova fase na campanha de Marduk para obter a supremacia. De fato, foram as manobras estratégicas de Marduk, como em um tabuleiro de xadrez, e seus movimentos geográficos de um lugar para o outro, que controlaram a agenda do “jogo de xadrez divino” da época. Seus movimentos e ações começaram com sua saída do Egito para se tornar (aos olhos egípcios) Amon (também escrito Amum ou Amen), “O Invisível”.

A data de 2.160 a.C. é considerada pelos egiptólogos como o marco do início daquilo que é designado como o Primeiro Período Intermediário – um intervalo caótico entre o final do Antigo Império e o início dinástico do Médio Império. Durante os mil anos do Antigo Império, quando a capital político religiosa era Memphis, no Médio Egito, os egípcios veneravam o panteão Ptah, construindo templos monumentais para ele, para o seu filho Rá e seus divinos sucessores.

As famosas inscrições dos faraós memphitas glorificavam os deuses e prometiam vida após a morte aos reis. Reinando como substitutos dos deuses, aqueles faraós usavam duas coroas do Alto (sul) e do Baixo (norte) Egito, significando não apenas a questão administrativa, mas também a unificação religiosa das Duas Terras, unificação alcançada quando Hórus derrotou Seth em suas batalhas pelo legado de Ptah/ Rá. Em seguida, em 2160 a.C., essa unidade e convicção religiosa desmoronou.

O tumulto resultou na ruptura da União, no abandono da capital, em ataques do sul pelos príncipes tebanos para obter o controle, além de incursões estrangeiras, profanação dos templos, colapso da ordem e da lei, secas, fome e saques por comida. Essas condições são relembradas em um papiro
conhecido como As Admoestações de Ipu-Wer, um longo texto hieroglífico que consiste em várias seções que relatam as calamidades e tribulações, culpando o inimigo profano pelo delito religioso e pelos males sociais, e conclamando as pessoas a se arrependerem e abandonarem os ritos religiosos.

Uma seção profética descrevendo a vinda do Redentor e outra exaltando a era perfeita que estaria por vir finalizam o papiro. Logo no início, o texto descreve o colapso da lei e da ordem e de uma sociedade antes funcional – uma situação em que “os porteiros vão e saqueiam, os lavradores se recusam a cumprir
suas tarefas (…) roubos por toda a parte (…) um homem considera seu filho como inimigo”.

Apesar de o Nilo estar cheio e irrigando a terra, “ninguém está arando (…) as sementes estão secando (…) os armazéns estão vazios (…) a poeira cobre toda a terra (…) o deserto avança (…) as mulheres estão inférteis, nenhuma consegue conceber (…) os mortos são simplesmente jogados no rio (…) o rio é puro sangue”. As estradas ficaram inseguras, o comércio parou, as províncias do Alto Egito não pagavam mais impostos; “há uma guerra civil (…) os bárbaros de outros lugares vieram ao Egito (…) tudo está em ruínas”.

Alguns egiptólogos acreditam que, no cerne desses eventos, encontra-se uma simples rivalidade por riqueza e poder, uma tentativa (bem-sucedida, no final) dos príncipes tebanos do sul de controlar e dominar todo o país. Posteriormente, estudos associaram o colapso do Antigo Império com uma “mudança climática” que minou uma sociedade fundada na agricultura, e que causou racionamentos e saques generalizados, revolta social e colapso da autoridade. No entanto, pouca atenção foi dada à
mudança principal e talvez a mais importante: nos textos, nos cânticos, nos honoríficos nomes de templos, não havia mais Rá, mas dali por diante Rá-Amon, ou simplesmente Amon, que passou então a ser venerado; Rá tornou-se Amon – Rá, o Invisível – pois ele havia sumido do Egito.

Foi de fato uma “mudança religiosa que causou o colapso político e social, o não identificado Ipu-Wer escreveu; acreditamos que a mudança consistiu em Rá tornar-se Amon. A revolta começou com o colapso das práticas religiosas e se manifestou na profanação e no abandono dos templos, onde “o Lugar dos Segredos foi exposto, as augustas escrituras delimitadas foram espalhadas por todo canto para que os homens comuns as rasgassem nas ruas (…) a magia está exposta, está diante dos olhos daqueles profanos que nada sabem”. O símbolo sagrado dos deuses gravado na coroa do rei, o Uraeus (a Serpente Divina), “é objeto de rebelião (…) as datas religiosas são interrompidas (…) sacerdotes são criminosamente assassinados em massa”.

Após conclamar as pessoas a se arrepender, “ofertar incenso nos templos (…) e manter as oferendas aos deuses”, o papiro convida os arrependidos a se batizarem – para “se lembrarem da imersão”. Em seguida, as palavras do papiro tornam-se proféticas: em uma passagem, em que os próprios egiptólogos chamam de “verdadeiramente messiânica”, as Admoestações falam de “um tempo que está por vir” quando um Salvador sem nome – um -deus-rei- deverá aparecer. Começando com um pequeno grupo de seguidores dele, “homens dirão”:

Ele traz calma ao coração, ele é um pastor para todos os homens. Apesar de seu rebanho parecer pequeno, ele passará os dias cuidando dele… Então ele abaterá o mal, ele levantará seu braço contra ele.

“As pessoas se perguntam: ‘Onde está ele hoje? Está então dormindo? Por que não se vê o seu poder?'”, Ipu-Wer escreveu, e respondeu: “Olhai; a glória disso não pode ser vista, [mas] a Autoridade, a Percepção e a Justiça estão com ele”.

Esta era perfeita de justiça, Ipu-Wer declarou em sua profecia, seria precedida por seus sofrimentos messiânicos de nascimento: “A confusão se apoderará de toda a Terra: em turbulência, uns matarão os outros, os muitos matarão os poucos”. As pessoas se perguntarão: “O pastor anseia pela morte?”. Não, ele respondeu: “é a Terra que comanda a morte”, mas depois de anos de conflito, a justiça e a devoção vencerão. O papiro conclui que isto foi “O que Ipu-Wer disse quando ele respondeu à majestade do Todo-Poderoso”.

Não é apenas a descrição dos eventos e das profecias messiânicas, como também a escolha das palavras nesse antigo papiro egípcio, que parecem ser surpreendentes, tem mais coisa para revelar. Estudiosos estão cientes da existência de um outro texto profético/messiânico do antigo Egito que chegou ao nosso conhecimento, mas acreditam que foi de fato escrito depois dos eventos e apenas alega ser profético ao se datar com um período anterior. Para ser específico, enquanto o texto objetiva relatar as profecias feitas no período de Seneferu, um faraó da IV Dinastia (cerca de 2.600 a.C.), egiptólogos acreditam que, na realidade, foi escrito no período de Amenemhat I da XII Dinastia (cerca de 2.000 a.C.) depois dos eventos que alega profetizar. Mesmo assim, as “profecias” servem para confirmar aquelas ocorrências anteriores, sendo que muitos detalhes e a própria linguagem das previsões podem ser mais bem descritos como assustadores.

As profecias têm como propósito serem contadas ao rei Seneferu por um “grande sacerdote vidente”, chamado de Nefer-Rohu, “homem graduado, escriba competente com seus dedos”. Requisitado para que se apresentasse ao rei para prever o futuro, Nefer-Rohu, “esticou sua mão até uma caixa de equipamento de escrita, apanhou um rolo de papiro” e, em seguida, começou a escrever o que ele estava antevendo, no estilo de um Nostradamus:

Olhai, há algo que tem a ver com o que os homens falam;
é assustador… O que será feito nunca foi feito antes.
A Terra está completamente destruída.
O solo está danificado, nada existe.
Não há luz do sol que as pessoas possam ver,
ninguém consegue viver coberto pelas nuvens,
os ventos do sul se opõem aos ventos do norte,
o rio do Egito está vazio…
Rá deverá começar as fundações da Terra novamente.

Antes que Rá possa restaurar as “fundações da Terra”, haverá invasões, guerras e carnificina. Então, virá depois uma nova era de paz, tranqüilidade e justiça. Será trazida por aquilo que viemos a chamar de um salvador, um messias:

Então é assim que um soberano virá – Ameni (“O Desconhecido”),
o Triunfante, ele será chamado. O Filho-Homem será o seu nome para sempre e sempre…
a injustiça será banida; a justiça posta em seu lugar;
as pessoas da sua era regozijar-se-ão.

É incrível encontrar tais profecias messiânicas dos tempos apocalípticos e do final da injustiça que decorrerá da vinda – o retorno – da paz e da justiça em textos de papiro escritos 4.200 anos atrás; é assustador encontrar neles uma terminologia própria do Novo Testamento, sobre o Desconhecido, o
Salvador Triunfante, o “Filho-Homem”. É, como veremos, uma ligação de eventos inter-relacionados
que atravessam milênios. Na Suméria, um período de caos e de ocupação por tropas estrangeiras que profanavam templos, além da confusão quanto ao local onde a capital deveria ficar e quem deveria ser
o rei, resultaram no final da Era Sargônica de Ishtar, em 2.260 a.C.

Durante algum tempo, o único lugar seguro na Terra era o “centro de culto” de Lagash, de Ninurta, de onde as tropas estrangeiras gutianas foram mantidas afastadas. Ciente das duras ambições de Marduk, Ninurta decidiu reafirmar seu direito ao Grau de Cinqüenta, instruindo o então rei de Lagash, Gudea, para que construísse para ele, na cidade de Girsu (a jurisdição sagrada), um templo novo e diferente. Ninurta – aqui chamado NIN.GIRSU, “Senhor de Girsu” – já tinha um templo lá, como tinha também uma área especial delimitada para o seu “Divino Pássaro Preto” ou máquina voadora. Apesar disso, a construção de um novo templo exigia uma permissão especial de Enlil, que foi concedida prontamente.

Sabemos, por meio das inscrições, que o novo templo tinha que ter características especiais que o ligassem aos céus, permitindo alguns tipos de observações celestiais. Para esse propósito, Ninurta convidou para vir à Suméria o deus Ningishzidda (“Toth” no Egito), o Divino Arquiteto, o Guardião dos Segredos das Pirâmides de Gizé. O fato de Ningishzidda/Toth ser o irmão que Marduk forçou ao exílio, em cerca de 3.100 a.C, certamente não deixou de ser notado por todos os envolvidos…

As incríveis circunstâncias em torno do anúncio, planejamento, construção e dedicação do E.NINNU (“Casa/Templo do Cinqüenta”) são contadas em grande detalhe nas inscrições de Gudea (um local atualmente chamado de Tello) e são largamente citadas na série As Crônicas da Terra. O que emerge daqueles relatos detalhados (inscritos em dois cilindros de argila, em escrita cuneiforme suméria, de forma clara, figura 17) é o fato de que, do anúncio à dedicação, cada passo e cada detalhe do novo templo foi ditado por aspectos celestiais.

Esses especiais aspectos celestiais tinham a ver com o momento exato da construção do templo: era o momento, como declaram as primeiras linhas das inscrições, em que “os destinos da Terra, nos céus foram determinados”:

No momento em que os destinos da Terra nos céus foram determinados,
“Lagash deverá elevar sua cabeça em direção aos céus de acordo com a Grande Tábua dos Destinos”
Enlil a favor de Ninurta decidiu.

Esse momento especial, em que os destinos na Terra são determinados nos céus, foi o que chamamos de Tempo Celestial, o Relógio Zodiacal. Essa determinação, que estava ligada ao Dia do Equinócio, torna-se evidente no restante do conto de Gudea, assim como no nome egípcio de Toth, Tehuti, O Equilibrador (do dia e da noite) que “Traça o Cordão” que conduz a um novo templo. Tais considerações celestiais continuaram a dominar o projeto Eninnu do começo ao fim.

O conto de Gudea começa com uma visão de um sonho, lida de uma forma que lembra o seriado de TV The Twilight Zone, pois embora os vários deuses caracterizados no conto já houvessem partido quando ele acorda, os vários objetos que as divindades lhe haviam mostrado no sonho permaneceram fisicamente ao seu lado!

Naquela visão de sonho (a primeira de várias) o deus Ninurta surgia ao nascer do sol, e o Sol estava alinhado com o planeta Júpiter. O deus falou, informando Gudea que ele fora o escolhido para construir um novo templo. Em seguida, surgiu a deusa Nisaba; ela estava trajando a imagem de uma estrutura
de templo na cabeça; a deusa segurava uma tábua que continha a descrição dos céus estrelados, com uma agulha magnética apontando para a “constelação celestial favorável”.

Um terceiro deus, Ningishzidda (ou seja, Thoth), segurava uma tábua de lápis-lazúli que continha desenhado um plano estrutural; ele segurava também um tijolo de argila, um molde de olaria e uma cesta que o construtor carrega. Quando Gudea acordou, os três deuses já haviam ido, mas a tábua de
arquitetura estava no seu colo (Figura 18) e o tijolo e o molde aos seus pés! Gudea precisaria da ajuda de uma deusa profeta e de mais duas visões de sonho para compreender o significado de tudo aquilo.

A terceira visão que lhe foi mostrada era uma demonstração animada do tipo holográfico da construção do templo, começando com o alinhamento inicial com o ponto celestial indicado, os assentamentos das fundações, os tijolos sendo moldados – a construção completa, passo a passo. Tanto o início da construção como a cerimônia de dedicação final deveriam ocorrer com os sinais dos deuses em dias específicos; ambas cairiam no Dia do Ano Novo, que significava o dia do Equinócio Vernal.

O templo “elevou sua cabeça” nas sete etapas costumeiras, mas – de forma rara para zigurates sumérias com o topo achatado – sua cabeça tinha que ser pontiaguda, “como no formato de um chifre”; Gudea teria que colocar uma pedra superior no topo do templo! O seu formato não é descrito, mas é bem provável (julgando pela imagem na cabeça de Nisaba) que fosse do formato de uma Pedra de Topo piramidião – similar aos topos das pirâmides do Egito (Figura 19). Além disso, em vez de deixar o tijolo exposto, como era de costume, Gudea exigiu que cobrissem a estrutura com uma camada de pedras
avermelhadas, gerando maior similaridade com a pirâmide egípcia. “A visão externa do templo era parecida com a de uma montanha que ali houvesse sido colocada.”

O propósito de se erguer uma estrutura com a aparência de uma pirâmide egípcia se torna claro nas próprias palavras de Ninurta: “O novo templo”, disse ele a Gudea, “será visto à distância, o seu brilho imponente alcançará os céus; a adoração do meu templo se estenderá por todas as terras, seu
nome celestial será proclamado em nações de todos os confins da Terra”. Em Magan e Meluhha, fará com que pessoas [digam]:

Ningirsu [o “Senhor de Girsu “],
o Grande Herói das Terras de Enlil,
é um deus como não há outro;
Ele é o senhor de toda a Terra.

Magan e Meluhha eram nomes sumérios do Egito e da Núbia, as Duas Terras dos Deuses do Egito. O propósito de Eninnu era estabelecer, mesmo que fosse ali nas terras de Marduk, o reino inigualável de Ninurta: “um deus como não há outro, o Senhor de Toda a Terra”.

Proclamar a supremacia de Ninurta (em vez da de Marduk) exigiria características especiais em Eninnu. A entrada do zigurate tinha de ter a face voltada ao Sol, precisamente ao leste, em vez do típico nordeste. No nível mais elevado do templo, Gudea teria que construir um SHU.GA.LAM – “onde o iluminado é anunciado, o local de abertura, o lugar que determina”, a partir do qual Ninurta/Ningirsu pode ver “a
Repetição sobre as terras”. Era uma câmara circular com 12 posições, cada uma marcada com um símbolo zodiacal, com uma abertura para a observação do céu – um planetário antigo alinhado com as constelações zodiacais!

No pátio de acesso, ligado a uma avenida voltada ao Sol, Gudea havia levantado dois círculos de pedra, um com seis pilares e outro com sete, para observar o céu. Tendo em vista que apenas uma avenida é mencionada, pode-se deduzir que os círculos estavam um dentro do outro. À medida que se estuda cada fase, terminologia e detalhe estrutural torna-se evidente que o que foi construído em Lagash com a ajuda de Ningishzidda/Thoth era um observatório de pedra complexo e prático, com uma parte totalmente devotada aos zodíacos, o que nos lembra um similar encontrado em Dendera, no Egito (Figura 20), e o outro, montado para observar os nascentes e os poentes celestiais, um Stonehenge virtual às margens do Rio Eufrates!

Como o Stonehenge nas Ilhas Britânicas (Figura 21), a construção de Lagash apresenta marcadores de pedra para observações solares dos solstícios e dos equinócios; no entanto, a característica externa principal foi a criação de uma linha de visão no centro da pedra, que continua entre os dois pilares de pedra, e, em seguida, desce uma avenida até chegar em outra pedra. Esta linha de visão, precisamente orientada quando planejada, facilitava determinar o momento do nascente helíaco no qual a constelação zodiacal do Sol estava aparecendo. E isso – determinação da era zodiacal a partir de observação precisa – era o objetivo principal de todas as instalações do complexo.

Em Stonehenge, essa linha de visão percorre (e assim continua) a coluna de pedra chamada Pedra Altar, no centro, passando por duas colunas de pedra identificadas como Pedras Sarsen, números 1 e 30; era seguida, desce a Avenida para a Pedra Traseira (veja figura 6). Todos concordam que o Stonehenge com o Círculo de Pedra Azul duplo e a Pedra Traseira, designados como Stonehenge II, são datados entre 2.200 a 2.100 a.C. Esse foi também o período – talvez mais precisamente em 2.160 a.C. – em que o “Stonehenge do Eufrates” foi construído.

E isso nada tem a ver com coincidência. Como aqueles dois observatórios zodiacais, outros observatórios de pedra proliferaram na mesma época em outros lugares na Terra – em vários locais na Europa, na América do Sul, nas Colinas de Golan, a nordeste de Israel e em locais distantes como a China (onde arqueólogos descobriram, na província de Shanzi, um círculo de pedra com 13 pilares alinhados com o zodíaco e datados de 2.100 a.C.). Todas essas construções eram movimentos de reação deliberados feitos por Ninurta e Ningishzidda no Jogo de Xadrez Divino de Marduk: para mostrar à humanidade que a era zodiacal ainda era a Era do Touro.

Vários textos daquela época, incluindo um texto autobiográfico de Marduk e um texto mais longo, conhecido como Erra Epos, ilustram as andanças de Marduk fora do Egito, fazendo com que lá ele fosse o Oculto. Eles também revelam que suas demandas e ações assumiram urgência e ferocidade decorrentes de uma convicção de que havia chegado o seu período de supremacia. Os Céus evidenciam minha glória como o Senhor, era sua reivindicação. Por quê? Porque ele anunciou que a Era do Touro, a Era de Enlil, havia acabado; a Era de Áries, a era zodiacal de Marduk, havia chegado.

Assim como Ninurta havia dito para Gudea, era o período em que os destinos da Terra foram determinados nos céus. As eras zodiacais, como será lembrado, foram causadas pelo fenômeno de precessão, a retardação da órbita da Terra ao redor do Sol. A retardação acumula um grau (de 360) em 72
anos; uma divisão arbitrária do grande círculo em 12 segmentos de 30 graus cada significa que, matematicamente, o calendário zodiacal é alterado de uma era para outra, a cada 2.160 anos. Desde que ocorreu o Dilúvio, de acordo com os textos sumérios, na Era do Leão, nosso relógio zodiacal pode
começar cerca de 10.860 a.C.

Surge uma incrível tabela de datas se, neste calendário zodiacal de 2.160 anos determinado matematicamente, o ponto inicial for 10.800 a.C. em vez de 10.860 a.C:

  • 10.800 a 8.640 – Era do Leão (Leão)
  • 8.640 a 6.480 – Era do Caranguejo (Câncer)
  • 6.480 a 4.320 – Era de Gêmeos (Gêmeos)
  • 4.320 a 2.160 – Era do Touro (Touro)
  • 2.160 ano 0 – Era do Cordeiro (Áries)

Deixando de lado o resultado final preciso que se sincroniza com a Era Cristã, é de se perguntar se seria apenas coincidência que a era de Ishtar-Ninurta estivesse gradualmente chegando ao final em ou cerca de 2.160 a.C., justo quando, de acordo com o calendário zodiacal citado, a Era do Touro, a Era de Enlil, estava também acabando?

Provavelmente, não; certamente, Marduk não pensava assim. A evidência disponível sugere que ele estava seguro de que, de acordo com o Tempo Celestial, seu período de supremacia, sua era, havia chegado. (Estudos modernos da Astronomia mesopotâmica confirmam que, de fato, o ciclo zodiacal fora
dividido em 12 casas de 30 graus cada – uma divisão matemática em vez de uma divisão observacional.)

Os vários textos que mencionamos indicam que, enquanto circulava, Marduk fez outra investida em terras enlilitas, retornando à Babilônia com um grupo de seguidores. Em vez de recorrer a conflitos armados, os enlilitas convocaram o irmão de Marduk, Nergal (cuja esposa era a neta de Enlil) para que viesse do sul da África à Babilônia persuadir seu irmão a abandonar o local. Em suas memórias, conhecidas como Erras
Epos, Nergal relatou que o argumento principal de Marduk era que seu período, a Era de Áries, havia chegado. Mas Nergal afirmou que realmente não era o caso: o Nascente Helíaco, disse ele a Marduk, ainda está ocorrendo na constelação de Touro!

Enfurecido, Marduk questionou a precisão das observações. Exigiu que Nergal respondesse o que acontecera com os instrumentos precisos e confiáveis, anteriores ao Dilúvio, que haviam sido instalados nos domínios de seu Mundo Inferior. Nergal explicou que haviam sido destruídos pelo Dilúvio. Venha, veja por si mesmo qual é a constelação vista no nascer do Sol no dia apontado, insistiu com Marduk. Se Marduk foi até Lagash fazer a observação, não sabemos; no entanto, ele deve ter notado a causa da discrepância.

Enquanto as eras mudam matematicamente a cada 2.160 anos, na realidade, de forma observacional, isso não acontece. As constelações zodiacais, nas quais as estrelas eram agrupadas arbitrariamente, não eram do mesmo tamanho. Algumas ocupavam um arco mais largo nos céus; algumas, arcos menores; e, como acontecia, a constelação de Áries era uma das menores, espremida entre Touro e Peixes, que são maiores
(Figura 22). Celestialmente, a constelação de Touro, que ocupa mais de 30 graus no arco celestial, tarda pelo menos dois séculos a mais, além do seu comprimento matemático.

No século XXI a.C., o Tempo Celestial e o Tempo Messiânico não coincidiram. Vá em paz e volte quando os céus declararem sua era, disse Nergal a Marduk. Cedendo ao seu destino, Marduk se foi, mas não para muito longe. E com ele, servindo de emissário, porta-voz e mensageiro, estava seu filho, cuja mãe era uma mulher da Terra. [Continua . . .]


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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