O Livro (Etíope) de Enoch, Anjos Caídos, Anunnaki, Nephilim e os Vigilantes (13)

Introdução: Este livro teve como base a tradução acadêmica de Michael A. Knibb do Manuscritos etíopes, (The Ethiopic Book of Enoch, Oxford University Press), que acredito ser a melhor tradução disponível atualmente. Eu ouvi pela primeira vez sobre o Livro de Enoch alguns anos atrás, quando eu estava pesquisando sobre as profecias do “Fim dos Dias”. Quando eu finalmente consegui ter uma cópia em minhas mãos, descobri que era um livro extraordinário e incomum. A primeira vez que o li fiquei cético e um tanto perplexo; eu me perguntei quem teria escrito um livro tão estranho como este.

O Livro (Etíope) de Enoch, Anjos Caídos, Nephilim e os Vigilantes

Fonte: The Ethiopic Book of Enoch – Oxford University Press

13) OS DEPÓSITOS (ARMAZÉNS)

70.1 E aconteceu, depois disso, que seu nome, enquanto vivia, foi elevado dentre aqueles que habitam no chão seco para aquele Filho do Homem, e para a presença do Senhor dos Espíritos.

70.2 E ele foi levado nas carruagens do espírito, e seu nome desapareceu dentre eles.

70.3 E daquele dia em diante eu não mais fui contado entre eles, e Ele me colocou entre dois ventos, entre o norte e o oeste, aonde os Anjos pegavam as cordas para medirem para mim o lugar para os escolhidos e justos.

70.4 E ali eu vi os Primeiros Pais e os justos que desde o início habitam naquele lugar.

71.1 E aconteceu, depois disso, que meu espírito foi trasladado, e subiu aos Céus. Eu vi os filhos dos Santos Anjos andando sobre chamas de fogo; suas roupas eram brancas, e suas vestimentas, e o brilho de suas faces, eram como neve.

71.2 E eu vi duas torrentes de fogo, e a luz daquele fogo brilhava como jacinto (variedade de zircão transparente, avermelhado ou cor de canela), e eu caí sobre minha face diante do Senhor dos Espíritos.

71.3 E o Anjo Miguel, um dos Arcanjos, segurou na minha mão direita e levantou-me e me introduziu a todos os segredos da misericórdia, e os segredos da justiça.

71.4 E ele mostrou-me todos os segredos dos Confins da Terra e todas os Depósitos das Estrelas e todas as Luminárias, de onde surgem abaixo dos Santos.

71.5 E o Espírito levou Enoch para os Altos Céus, e eu vi ali, no meio daquela Luz, algo feito de pedras de cristal, e entre aqueles pedras línguas de fogo vivo.

71.6 E meu espírito viu um círculo de fogo, que cercava aquela casa; de seus quatro lados vinham rios, cheios de fogo vivo, e cercavam aquela casa.

71.7 E em volta estavam os Serafins e os Querubins, e os Ofanins; estes são Os Que Não Dormem mas guardam o Trono de Sua Glória.

71.8 E eu vi Anjos, incontáveis, mil milhares e dez mil vezes dez mil, cercando aquela casa. E Miguel, e Rafael, e Gabriel e Fanuel, e os Santos Anjos que estão nos Céus acima, entravam e saíam daquela casa.

71.9 E Miguel e Rafael, e Gabriel e Fanuel, e um número incontável de Santos Anjos, saíam daquela casa.

71.10 E com eles o Ancião de Dias, Sua cabeça branca, e pura, como lã e Seu vestuário – indescritível.

71.11 E eu caí sobre minha face, e todo meu corpo ficou relaxado, e meu espírito foi transfigurado; e eu clamei em uma alta voz, no espírito de poder, e bendisse, louvei e exaltei.

71.12 E essas bênçãos, que saíram de minha boca, foram agradáveis diante daquele Ancião de Dias.

71.13 E aquele Ancião de Dias veio com Miguel, Gabriel, Rafael e Fanuel, e milhares e dezenas milhares de Anjos em número …

[Trecho perdido aonde o Filho do Homem era descrito quando acompanhava o Ancião de Dias, e Enoch perguntou a um dos anjos (como em 46.3) a respeito do Filho do Homem sobre quem Ele era.]

71.14 E aquele Anjo, veio a mim, e saudou-me com sua voz, e me disse: “Este é o Filho do Homem que foi nascido em justiça e a justiça permanece sobre Ele, e a justiça do Ancião de Dias não O deixará.”

71.15 E ele me disse: ‘Ele proclama para ti paz em nome do mundo que há de vir; pois daí saiu a paz desde a criação do mundo e por isso a terás para sempre e para todo o sempre.

71.16 E todos andarão em Seus caminhos, já que a justiça jamais O abandona. Com Ele serão seus lugares de habitação, e com Ele suas heranças, e não serão separados dEle para sempre e para todo o sempre.’

71.17 E por isso haverá extensão de dias com aquele Filho do Homem, e os justos terão paz, e os justos terão um caminho reto em nome do Senhor dos Espíritos, para todo o sempre.”

59.1 Naqueles dias meus olhos viram os segredos dos clarões dos relâmpagos, e das luzes, e as regras que os governam; e relampeiam para bênção ou maldição segundo o Senhor dos Espíritos deseja.

59.2 E ali vi os segredos do trovão e como quando ele ressoa nos Céus acima o seu som é escutado. E me mostraram as habitações do chão seco, e o som do trovão, para paz, e para bênção, ou para uma maldição, segundo a palavra do Senhor dos Espíritos.

59.3 E depois disso todos os segredos das luzes, e dos clarões dos relâmpagos, me foram mostrados. Relampeiam para trazer bênção e satisfação.

60.11 E o outro Anjo me falou, o que foi comigo e me mostrou o que estava oculto, o que está em primeiro e último nos Céus, nas alturas, e abaixo do chão seco, nas profundezas, e nos Confins dos Céus, e nas Fundações dos Céus, e nos Depósitos dos Ventos.

60.12 E como os espíritos são distribuídos, e como são pesados. E como as fontes, e os ventos, são calculados de acordo com a força de seu espírito. E a força da luz da Lua. E as divisões das estrelas de acordo com seus nomes. E como todas as divisões são feitas.

60.13 E os trovões – de acordo com os lugares aonde caem. E todas as divisões que são feitas no relampear – para que possam ter clarões. E seus hospedeiros – como obedecem rapidamente.

60.14 Pois o trovão tem intervalos fixos, que são designados para seu som, enquanto está esperando. E o trovão e relâmpago são inseparáveis embora não o mesmo. Através de um espírito os dois se movem inseparáveis.

60.15 Pois quando o relâmpago brilha o trovão articula sua voz, e o espírito, no tempo certo, o faz pausar, e divide igualmente entre eles, pois o depósito dos tempos para que ocorram é como o da areia. E cada um deles, no tempo certo, é seguro por uma rédea, e puxado para trás pelo poder do espírito, e do mesmo modo guiado para a frente, de acordo com o número de regiões da Terra.

60.16 E o espírito do mar é masculino e forte, e de acordo com o poder de sua força, ele o puxa para trás com uma rédea, e do mesmo modo é guiado para a frente e espalhado entre todas as montanhas da Terra.

60.17 E o espírito da geada é seu próprio Anjo; e o espírito do granizo, é um bom Anjo.

60.18 E o espírito da neve retraiu-se devido à sua força, e tem um espírito especial, e o que se eleva dele é como fumaça, e seu nome é gelo.

60.19 E o espírito da névoa não está associado com eles em seu depósito, mas tem um depósito especial; pois sua trajetória é gloriosa tanto na luz como nas trevas, e no inverno e no verão, e em seu depósito é um Anjo.

60.20 E o espírito do orvalho tem sua habitação nos confins dos Céus e está ligado aos depósitos de chuva. E sua trajetória é no inverno e no verão e suas nuvens. E as nuvens da névoa estão associadas, uma dá à outra.

60.21 E quando o espírito da chuva sai de seu depósito os Anjos vêm e abrem o depósito e a trazem para fora. E quando ela é dispersa sobre todo o chão seco, ela se une com a água que está no chão seco. … E sempre que ela se une com a água sobre a terra …

60.22 Pois as águas são para aqueles que habitam no chão seco, pois elas são alimento para o chão seco, do Altíssimo que está nos Céus. Por essa razão há uma medida fixa para a chuva e os Anjos a entendem.

60.23 Todas estas coisas, eu vi na direção do Jardim da Justiça.


Notas: (13) OS DEPÓSITOS (ARMAZÉNS) (páginas 90-98)

Enoch freqüentemente menciona depósitos através do livro. Depósitos foram provavelmente ao povo de Enoch pelos anjos caídos. Desde que eram considerados anjos, seus depósitos eram provavelmente
considerados divinos e mágicos. Muitas pessoas provavelmente acreditavam que os depósitos criavam os bens que estavam armazenados dentro deles. Enoch provavelmente sabia mais que isso já que ele pode ter sido o guardião dos registros e inventários. De qualquer modo, ele parece considerar depósitos como o modo básico de Deus distribuir coisas naturais como o clima (condições atmosféricas).

No começo ele descreve novamente sua jornada (70.2-3) – ele foi elevado numa carruagem do espírito e foram para noroeste. Eu admito esta ser alguma espécie de máquina voadora que hoje em dia provavelmente seria chamada de uma espaçonave mais do que uma carruagem do espírito. Enoch continua a descrever a terra dos anjos e um encontro com o Ancião de Dias. Quatro das Sentinelas são citadas em 71.9; elas podem ter sido designadas para cuidar de Enoch porque podiam falar bem seu idioma.

Enoch parece ter feito perguntas [um homem, minimamente inteligente, SEMPRE faz perguntas] e tomado algumas notas, e esta seção, e a próxima seção, e a “Lei das Estrelas” são o resultado. Minha opinião é que as Sentinelas sabiam as respostas para as perguntas de Enoch mas era difícil para eles explicar as respostas para Enoch em termos que ele pudesse entender. Isto é mostrado claramente em 60.14 e 60.15 onde Enoch dá uma explicação sobre trovão e relâmpago, e porque você vê o clarão antes de escurar a explosão. Isto é de conhecimento comum agora – mas não para Enoch.

Eu creio que Enoch acreditava, inicialmente, que as explosões e clarões ocorriam separadamente causados por processos diferentes. Ele relata que eles não são separados, embora não sejam o mesmo, 60.14, porque um espírito os fez inseparáveis. Visto que Enoch assume que você vê e escuta coisas no
mesmo instante em que acontecem, ele acha difícil de entender porque o som tem de esperar, e por isso traz um depósito para a explicação.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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