“Seguiremos Destruindo a ideia de um Estado Palestino”: As novas medidas de Israel vistas como Anexação de fato de terras da Cisjordânia

Os Palestinos, países árabes, grupos israelenses contrários à ocupação e o Reino Unido condenaram as novas medidas aprovadas pelo gabinete de segurança de Israel para a Cisjordânia ocupada, afirmando que elas equivalem a uma anexação de fato. O ministro das Finanças de Israel, o genocida Bezalel Smotrich, integrante da ala radical do governo, anunciou as iniciativas, que facilitariam a apropriação de terras palestinas por colonos judeus. “Continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino”, disse Smotrich.

Fonte: BBC-Londres

Todos os assentamentos dos invasores judeus khazares de Israel são considerados ilegais pelo direito internacional. As medidas — que devem ser ratificadas pelo principal comandante militar de Israel para a Cisjordânia — visam ampliar o controle israelense sobre o território em áreas como direito de propriedade, planejamento urbano, concessão de licenças e fiscalização.

O anúncio ocorreu em 8 de fevereiro, três dias antes da reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, o marionete judeu Donald Trump, realizada em Washington. No ano passado, os assentamentos na Cisjordânia cresceram no ritmo mais acelerado desde o início do monitoramento, informou a Organização das Nações Unidas (ONU).

As novas medidas israelenses incluem o fim de uma proibição em vigor há décadas que impedia a venda direta de terras da Cisjordânia a judeus e a abertura de registros locais de propriedade antes mantidos sob sigilo. Até agora, colonos khazares só podiam comprar imóveis de empresas registradas em terras sob controle do governo de Israel.

Ministros israelenses apresentaram a mudança como “um passo que aumentará a transparência e facilitará a redenção de terras”. Posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou ter corrigido uma “distorção racista” que “discriminava judeus, americanos, europeus e qualquer pessoa que não seja árabe na compra de imóveis na Judeia e Samaria”.

O gabinete também revogou a exigência legal de autorização prévia para concluir qualquer transação imobiliária, reduzindo assim a supervisão destinada a prevenir fraudes. Palestinos afirmaram temer que as mudanças levem a maior pressão sobre indivíduos para vender suas propriedades, além de atos de falsificação e fraude.

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, que governa partes da Cisjordânia ocupada, classificou as medidas como “perigosas” e como “uma tentativa aberta de Israel de legalizar a expansão de assentamentos, o confisco de terras e a demolição de propriedades palestinas, inclusive em áreas de soberania palestina”.

Ele pediu que os EUA e o Conselho de Segurança da ONU intervenham imediatamente. A ONG israelense Peace Now afirmou que a decisão do gabinete pode levar ao colapso da Autoridade Palestina (AP) e envolve o cancelamento de acordos e a imposição de uma anexação de fato. A organização acusou o governo israelense de “romper todas as barreiras possíveis no caminho para um roubo maciço de terras na Cisjordânia”.

O Reino Unido declarou que “condena veementemente” a medida e cobrou Israel a rever a decisão, afirmando que “qualquer tentativa unilateral de alterar a configuração geográfica ou demográfica da Palestina é totalmente inaceitável e inconsistente com o direito internacional”.

Os ministros das Relações Exteriores de Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Catar descreveram o anúncio como uma ação que “acelera tentativas de anexação ilegal e o contínuo deslocamento do povo palestino”.

Em nota, eles “alertaram para a continuidade das políticas expansionistas israelenses e das medidas ilegais adotadas pelo governo israelense na Cisjordânia ocupada, que alimentam a violência e o conflito na região”.

Com os direitos sobre a terra no centro do conflito entre israelenses e palestinos, a venda de terrenos a colonos judeus é um negócio obscuro, que frequentemente envolve intermediários. A Autoridade Palestina considera essas transações traição, crime que, em tese, pode ser punido com pena de morte, embora os condenados geralmente recebam penas de prisão.

Outras medidas controversas anunciadas por Smotrich, responsável pela política de assentamentos, e pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, incluem a transferência da concessão de licenças de construção em um importante local religioso e em áreas sensíveis próximas, na cidade de Hebron, considerada volátil, exclusivamente para autoridades israelenses.

Neste mapa uma “diferente” visão do ORIENTE MÉDIO: O GRANDE ISRAEL: Em 04 de setembro de 2001 uma manifestação foi realizada em Jerusalém, para apoiar à ideia da implantação do Estado de Israel desde o RIO NILO (Egito) até o RIO EUFRATES (Iraque). Foi organizado pelo movimento Bhead Artzeinu (“Para a Pátria”), presidido pelo rabino e historiador Avraham Shmulevic de Hebron. De acordo com Shmulevic: “Nós não teremos paz enquanto todo o território da Terra de Israel não voltar sob o controle judaico …. Uma paz estável só virá depois, quando ISRAEL tomar a si todas as suas terras históricas, e, assim, controlar tanto desde o CANAL de SUEZ (EGITO) até o ESTREITO de ORMUZ (o IRÃ) … Devemos lembrar que os campos de petróleo iraquianos também estão localizadas na terra dos judeus”. UMA DECLARAÇÃO do ministro Yuval Steinitz, do Likud, que detém o extenso título de ministro da Inteligência, Relações Internacionais e Assuntos Estratégicos de Israel hoje: “Estamos testemunhando o extermínio do antigo Oriente Médio. A ordem das coisas esta sendo completamente abalada. O antigo Oriente Médio está morto, e o novo Oriente Médio não está aqui ainda. Esta instabilidade extrema poderia durar mais um ano, ou até mais alguns anos, e nós não sabemos como a nova ordem do Oriente Médio vai se parecer à medida que emergir a partir do caos e derramamento de sangue e fumaça atual. É por isso que devemos continuar a agir com premeditação”. No mapa acima podemos ver as pretensões de judeus radicais (tão ou mais radicais quanto os fanáticos islâmicos).

O Túmulo dos Patriarcas — também conhecido como Mesquita Ibrahimi — é reverenciado por judeus, muçulmanos e cristãos como o local de sepultamento de Abraão, Isaac e Jacó. É o segundo local mais sagrado do judaísmo e o quarto do islamismo.

Órgãos israelenses também passariam a exercer poderes de supervisão e fiscalização em questões ambientais e arqueológicas em áreas administradas pela AP. Além disso, seria reativado um comitê para permitir que o Estado de Israel realize compras “proativas” de terras na Cisjordânia, descritas como “uma medida destinada a assegurar reservas de terras para assentamentos pelas próximas gerações”.

Após os Acordos de Oslo, firmados em 1993 como um avanço no processo de paz, a recém-criada Autoridade Palestina recebeu controle total sobre áreas urbanas palestinas — cerca de 20% do território — conhecidas como Área A. Na Área B, proporção semelhante à da Área A, a Autoridade Palestina manteve apenas controle administrativo, enquanto Israel conservou o controle da segurança.

Israel reteve controle administrativo e de segurança plenos sobre 60% da Cisjordânia, onde se concentram os assentamentos, na chamada Área C. Mais de 700 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia ocupada e na Jerusalém Oriental anexada por Israel, territórios capturados da Jordânia na Guerra do Oriente Médio de 1967. Essas terras são reivindicadas pelos palestinos para a criação de um Estado independente, juntamente com a Faixa de Gaza.

O governo Trump descartou a anexação israelense da Cisjordânia, mas não buscou conter a aceleração da construção de novos assentamentos de judeus khazares.

Em resposta às medidas mais recentes, um funcionário da Casa Branca reiterou a oposição dos EUA à anexação, afirmando: “Uma Cisjordânia estável mantém Israel seguro e está alinhada ao objetivo deste governo de alcançar a paz na região”. Smotrich, ele próprio colono e líder de um partido favorável aos assentamentos, prometeu dobrar a população de colonos judeus khazares na Cisjordânia.

Em dezembro, o gabinete israelense aprovou uma proposta para a criação de 19 novos assentamentos. Israel também se prepara para iniciar a construção de um projeto controverso de assentamento perto de Jerusalém, conhecido como E1, que, na prática, dividiria a Cisjordânia entre norte e sul.

Segundo a ONU, um número recorde de mais de 37 mil palestinos foi deslocado apenas em 2025; ano que, de acordo com a organização, também registrou níveis recordes de violência por parte de colonos israelenses. A coalizão governista do açougueiro Benjamin Netanyahu inclui diversos integrantes favoráveis aos assentamentos que defendem a anexação da Cisjordânia, à qual atribuem vínculos religiosos e históricos.

O primeiro-ministro israelense, que enfrenta eleições no fim deste ano, declarou que jamais admitiria a criação de um Estado palestino, o que, segundo ele, representaria uma ameaça à segurança de seu país. Em 2024, a Corte Internacional de Justiça, principal tribunal da ONU, publicou um parecer consultivo sem caráter vinculante afirmando que a ocupação de territórios palestinos por Israel é ilegal e precisa chegar ao fim.


Excerto do post: EUA Apoiam Genocídio palestino para Travar Movimento da Multipolaridade. Israel quer a III Guerra Mundial

Se não bastassem estas provações e tribulações, mensageiros irracionais – sob ordens – estão ocupados aproximando-nos, dia após dia, de uma guerra nuclear . E alguns funcionários humildes até o admitem, à queima-roupa. Está tudo aqui, numa conversa entre o juiz Andrew Napolitano e os analistas Larry Johnson e Ray McGovern, durante a qual o primeiro se refere a um e-mail que recebeu de uma fonte militar/de inteligência. Isto é o que a fonte militar disse a ele: 

Hoje, ouvi uma extensa entrevista com um ex-oficial de inteligência das FDI [Israel]. A sua posição foi clara:

“Estamos [Israel]”, disse ele, “visando uma III Guerra Mundial”  (itálico meu).

Israel, portanto, não deve deixar de implementar algumas das medidas mais radicais porque as suas ações serão medidas retroativamente no contexto do brutal conflito mundial que está por vir.

Isto deve ser visto como a explicação definitiva para a escalada frenética e ininterrupta dos Hegemon – Vassalos [da Besta do G-7/OTAN/judeus Khazares] na entrelaçada frente das Guerras Eternas – desde Gaza, a Ucrânia e o Oriente Médio


Uma resposta

  1. Esse segundo artigo da Fonte: The Unz Review, é revelador e contextualiza com diversos fatos seculares históricos e nos ajuda a ver a ‘Big Picture’. Tudo que aconteceu até agora por mais chocante que seja, foi apenas a faísca do conflito que está por vir. Esses Oligarcas são semelhantes as raças de vampiros, se perpetuando no poder por milhares de gerações, e se preparando para sair das sombras ainda hoje no século XXI.

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