Pela segunda semana consecutiva, a formação de um tornado foi confirmado no Rio Grande do Sul. Desta vez, o fenômeno ocorreu no interior do município de Pedro Osório, no Sul do estado, nesta quinta-feira (6). A confirmação foi feita pela Climatempo Meteorologia, com base em dados da Defesa Civil do RS. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre feridos e estragos.
Fonte: Globo-G1
Fenômeno foi novamente registrado no município de Pedro Osório, nesta quinta-feira.
O tornado foi registrado na localidade conhecida como Matarazzo, interior do município de Pedro Osório. Contudo a força dos ventos causou estragos também na área urbana, segundo o prefeito Ricardo Alves (MDB).
O estado gaúcho esta sendo afetado por uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical no oceano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil emitiram avisos de grande perigo para tempestades, com risco de ventos superiores a 100 km/h e formação de tornados ao longo do dia.
“Estamos levantando os estragos no perímetro urbano também, pois houve árvores caídas, postes caídos e fios soltos. Estamos nos deslocando para o interior, onde foi registrado o tornado. Não temos conhecimentos de feridos ou pessoas fora de casa, mas eles estão sem luz”, descreveu o chefe do Execurivo municipal.
No total, oito cidades reportaram danos danos nesta quinta-feira.
Primeiro tornado
O caso marca a segunda semana seguida com registro de tornado no estado. Na última semana, no dia 28 de julho, o mesmo fenômeno atingiu a região Noroeste do estado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho.A Defesa Civil Regional confirmou quatro feridos no total.
Corredor de tornados
O estado do Rio Grande do Sul está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, considerado uma das regiões mais favoráveis do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da região central dos Estados Unidos.
Nessa faixa do continente, diferentes condições atmosféricas costumam se encontrar com frequência. Um dos fatores determinantes é o encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia com o ar frio que avança do sul do continente.

Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar. O tornado é justamente a coluna de ar em rotação que liga a base da nuvem ao solo. Em poucos minutos, os ventos podem ultrapassar 300 quilômetros por hora.
O que é um tornado
Conforme a Climatempo Meteorologia, “o tornado é uma corrente de ar ascendente gerada entre a base da supercélula e o solo, em forma de funil, com movimento giratório. A passagem de um tornado provoca torções em objetos justamente por causa desta característica de giro intenso. O prolongamento da base da supercélula em formato de funil é visível no horizonte. Quando o funil toca o solo chamamos de tornado.
Em muitos casos, o funil é visível apenas na base da nuvem e não chega ao solo. O tornado pode se deslocar e causa danos em alguns quilômetros. O mesmo padrão de estragos é visível ao longo de um caminho”.



