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O Futuro Está Chamando (3): Dias de Infâmia

Posted by on 06/11/2016

homem-avestruz-02O Futuro Está Chamando – Parte 3: Dias de Infâmia

Ao reativarmos nossa máquina do tempo, encontramo-nos na presença de um dos mais pitorescos e misteriosos personagens da história. O nome dele é coronel Edward Mandell House. Na verdade, ele nunca esteve nas Forças Armadas e o título de coronel era honorário, concedido pelo governador do Texas em agradecimento por serviços políticos prestados. Ele foi um dos homens mais poderosos na política americana e, apesar disso, é virtualmente desconhecido hoje em dia.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

O Futuro Está Chamando – Parte 3: DIAS DE INFÂMIA

Por G. Edward Griffin — Em Freedom Force International, revisado pelo autor em 31/01/2015 em http://www.freedomforceinternational.org

O Coronel Edward Mandell House:

Ele foi assessor particular dos presidentes Wilson e Roosevelt. Ele tinha ligações com a dinastia bancária JP Morgan e também com poderosas famílias de banqueiros europeus. Ele freqüentou a escola na Inglaterra e cercava-se de socialistas fabianos. Seu pai, Thomas, era um exportador nos estados sulistas e também um agente de empréstimos para os bancos de Londres, que preferiam permanecer anônimos. Acreditava-se amplamente que ele representava o consórcio dos Rothschilds. seu pai Thomas Willian House foi um dos poucos no sul dos EUA que emergiu após a Guerra Civil com uma grande fortuna.

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Edward M. House em 1915

O coronel House era o que eles chamavam de “criador de reis” na política do Texas. Ele pessoalmente escolheu Woodrow Wilson, o mais improvável de todos os candidatos políticos, e assegurou sua nomeação para presidente pelo partido Democrata, em 1912. Foi House quem convenceu o grupo JP Morgan, e outros com poder na política e na mídia, a oferecer suporte para Wilson, o que lhe permitiu vencer as eleições e tornar-se o vigésimo oitavo presidente dos Estados Unidos. House era certamente um membro da Mesa Redonda e, possivelmente, um membro do círculo mais interno. Ele foi um dos fundadores do Conselho das Relações Exteriores (CFR).

Em 1912, ele escreveu um livro intitulado Philip Dru: Administrator. O objetivo dele era popularizar o modelo socialista fabiano para converter a América para o coletivismo usando a estratégia fabiana de trabalhar lentamente, como uma tartaruga, e secretamente, como um lobo em pele de cordeiro. O herói do livro é Philip Dru, que é uma versão fictícia do autor, ele mesmo: um silencioso intelectual que não se assume, que trabalha por trás dos bastidores, assessorando e controlando os políticos que são facilmente comprados e igualmente descartados. Falando por meio de Dru, House descreve seu ideal político como: “socialismo conforme sonhado por Karl Marx”. O socialismo de Dru, é lógico, era a versão fabiana. Ele teria qualidades gentis e humanas para suavizar seu impacto e distingui-lo da versão leninista chamada de comunismo.

Como todos os coletivistas, House falava eloqüentemente sobre defender os pobres e oprimidos, mas na realidade, tinha grande desdém pelas massas. Em sua visão, elas eram estúpidas e preguiçosas demais para se interessar pelo seu próprio governo, de modo que era dever dos intelectuais e profissionais fazer isso por elas. Falando por meio de seu personagem fictício do senador Selwyn, House diz:

“O cidadão norte americano mediano recusa-se (assim como todos os demais povos) a prestar atenção aos assuntos cívicos, contentando-se em resmungar com relação à taxa de juros, inflação e com a personalidade e ineficiência dos membros do governo. Ele raramente se dá ao trabalho necessário para formar o governo que atenderá às suas visões. A verdade é que ele não tem visões coesas e bem digeridas, pois é trabalhoso demais formá-las; portanto, uma organização como a nossa é essencial.” [2].

Philip Dru fomenta a guerra civil, lidera um levante contra a antiga ordem, captura o controle do governo, torna-se ditador com o suporte agradecido da população, recebe o título de Administrador da República, remove todas as restrições constitucionais contra o poder do governo, estabelece o imposto de renda progressivo, cria um cartel bancário nacional, [2] anexa o Canadá, conquista o México, convida os países europeus a participarem no governo mundial, e lança uma gloriosa nova era de coletivismo. Essa não era simplesmente uma história fictícia para o entretenimento. House descreveu esse livro como uma expressão de sua própria “ética e fé política”. [3].

A razão por que isso é importante é que a fé ética e política do coronel House agora é a ética e a fé política dos “líderes” norte-americanos — e isso começou com Woodrow Wilson. Em suas memórias, o presidente Wilson disse: “House é minha segunda personalidade; ele é meu ego independente. Seus pensamentos e os meus são iguais.” [5].

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George Viereck foi um biógrafo admirador do coronel House e aprovava quase tudo o que ele fazia. Isto é o que Viereck disse:

“Durante sete longos anos, o coronel House foi o alter ego de Woodrow Wilson. Por seis longos anos ele compartilhou com ele tudo, exceto o título de Principal Magistrado da República. Durante seis longos anos, duas salas estavam à sua disposição na ala norte da Casa Branca. Foi House quem indicou os nomes para o Gabinete, formulou as primeiras políticas da administração, e praticamente dirigiu as relações exteriores dos Estados Unidos. Na verdade, tivemos dois presidentes, em vez de um!… Ele era o piloto que guiava o navio.” [6].

A GUERRA COMO FERRAMENTA PARA TORNAR O MUNDO SEGURO PARA A DEMOCRACIA
Aos contemplarmos um membro da sociedade secreta Rhodes, ocupando duas salas na Casa Branca, virtualmente no controle da política externa norte americana, nossa máquina do tempo finalmente nos leva à Primeira Guerra Mundial. Como nosso tópico principal hoje é a guerra, precisamos nos preparar agora para compreender os eventos que estamos prestes a ver em termos da estratégia para usar a guerra para fazer o mundo em pedaços e então remodelá-lo mais de acordo com os desejos do coração.

O afundamento do Lusitânia foi o evento que, mais do que qualquer outro, motivou o povo americano a aceitar a necessidade e a moralidade de entrar na Primeira Guerra Mundial. Antes disso, havia uma grande relutância em participar de uma guerra que tinha pouco que ver com os interesses nacionais. Entretanto, quando o navio Lusitânia partiu do porto de Nova York, em 1 de maio de 1915, com 1907 pessoas (passageiros mais tripulação) a bordo e foi afundado seis dias depois na costa da Irlanda, o incidente atraiu a atenção do público e moveu a consciência do povo americano para uma disposição mental guerreira contra a Alemanha. A população americana ficou indignada que um país pudesse atacar malignamente e a sangue-frio um pacífico navio de passageiros.

O que não é bem conhecido sobre essa parte da história é o papel exercido por J. P. Morgan. Como você deve se lembrar, o CFR foi descrito pelo professor Quigley como uma fachada para o J. P. Morgan. Precisamos lembrar que Morgan era, não apenas um membro fundador do CFR, mas também era membro da Round Table-Mesa Redonda, o grupo mais interno que o dirige, de modo que como Morgan se encaixa nisto?

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Banco Morgan foi o agente de subscrição para os empréstimos de guerra para a Inglaterra e a França. Esses países tinham exaurido seus recursos financeiros para continuar a guerra contra a Alemanha. Assim, eles vieram aos EUA e pediram ao J. P. Morgan — que era culturalmente mais próximo à Grã-Bretanha do que aos EUA — para ser seus agentes na venda dos bônus de guerra. A Casa de Morgan estava satisfeita em fazer isso, e desencalhou aproximadamente US$ 1,5 bilhão de dólares (n.T. Em valores atualizados de 2015: US$ 3.611.115.000.000,00 – Em 2013 o PIB dos EUA foi de US$ 15,6 trilhões) em bônus de guerra em favor da Inglaterra e, em um grau menor, para a França.

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John Pierpont (JP) Morgan (17 de abril de 1837 — 31 de março de 1913), foi um banqueiro, financista e colecionador de arte americano. Era filho de Junius Spencer Morgan (1813–1890), que era sócio de George Peabody e fundador da casa J. S. Morgan & Co., em Londres. Dominou as finanças corporativas e consolidação industrial durante o seu tempo. Em 1892, Morgan arranjou a fusão da Edison General Electric e Thomson-Houston Electric Company para formar a gigante General Electric.

Morgan também era o agente de contrato para esses países quando eles compravam materiais e suprimentos de firmas americanas. Isso significa que ele tinha uma lucratividade maravilhosa, pois recebia uma parte da ação quando o dinheiro saía do país como empréstimos, e novamente quando voltava para a aquisição de materiais.

À medida que a guerra avançou, a Grã-Bretanha e a França estavam enfrentando a possibilidade crescente de derrota. Os alemães tinham lançado uma arma surpresa — o submarino — que era novo na guerra naqueles dias, e estavam afundando os navios que transportavam mantimentos e outras necessidades para as ilhas britânicas. Os alemães estavam literalmente forçando os britânicos a se submeter por causa da ameaça de fome, pela própria estimativa deles, em pouco tempo teriam reservas de alimentos para somente mais sete semanas.

Para os britânicos, havia somente uma salvação, e era que os americanos entrassem na guerra para ajudá-los. Mas do lado americano havia uma agenda diferente. O que aconteceria com os $ 1,5 bilhão em empréstimos de guerra se a Grã-Bretanha e a França perdessem a guerra? Empréstimos de guerra somente são pagos quando o país que tomou o dinheiro emprestado vence a guerra. Os derrotados não pagam seus títulos. Assim, Morgan estava em uma terrível situação. Não somente estavam seus amigos na Inglaterra em sério perigo, mas ele e todos seus investidores estavam na iminência de perder $ 1,5 bilhão! Uma situação realmente muito séria!

O embaixador americano na Inglaterra naquele tempo era Walter Page, que na verdade era mais do que apenas um embaixador. Entre outras coisas, era membro da Junta Geral de Educação, de Rockefeller. Foi nessa capacidade que ele exerceu um papel em moldar as políticas educacionais para promover o coletivismo nos EUA. Page enviou um telegrama para o Departamento de Estado, no qual dizia o seguinte:

“A pressão dessa crise que está se aproximando, estou certo, está além da capacidade de intermediação financeira de Morgan para os governos britânicos e francês… O único modo de manter nossa atual posição proeminente no comércio e evitar o pânico é declarar guerra à Alemanha…” [7].

O dinheiro não foi o único motivador para levar os EUA à guerra. Não devemos nos esquecer que os atores americanos nesse drama sonhavam com um governo mundial baseado no modelo do coletivismo e viam a guerra como um grande motivador para mover a sociedade nessa direção. Eles desejavam a criação da Liga das Nações quando a luta acabasse e sabiam que o único modo de os EUA exercerem um papel dominante em moldar esse organismo internacional era ser um combatente. Os únicos que dividem os despojos da guerra são os vitoriosos que lutam no conflito, e foi essa realidade que acendeu as imaginações do coronel House, do presidente Wilson e até de J. P. Morgan.

A ESTRATÉGIA PARA FAZER OS EUA ENTRAREM NA GUERRA (CRIAR um False Flag Attack)
E assim, houve diferentes motivações e diferentes agendas para empurrar os EUA para a guerra. O coronel House tornou-se o coordenador de todas elas. Ele cruzou o Atlântico diversas vezes e consultou as Round Table-Mesas Redondas tanto na Inglaterra quanto na América. Ele preparou um tratado secreto em nome do presidente Wilson para colocar os Estados Unidos na guerra.

A razão para o segredo era que o Senado nunca aprovaria o tratado. Ainda havia uma forte oposição pública à guerra, e, se fosse revelado que o presidente Wilson estava envolvido em um tratado secreto — e inconstitucional — para colocar os EUA na guerra, isso teria sido desastroso para sua administração. George Viereck, em seu livro “The Strangest Friendship in History — Woodrow Wilson and Colonel House”, diz o seguinte:

“Dez meses antes das eleições, que confirmaram Wilson na Casa Branca, porque ele ‘nos manteve fora da guerra’, o coronel House negociou um acordo secreto com a Inglaterra e a França em nome de Wilson, que prometia que os EUA interviriam em favor dos aliados. Se um pingo da conversa entre o coronel House e os líderes da Inglaterra e da França tivesse chegado ao conhecimento do povo americano antes das eleições, teria causado uma reverberação incalculável na opinião pública.” [8].

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O que eles fizeram? Como esses lobos em pele de cordeiro manobraram os EUA para entrar na guerra? Isso não foi fácil, e aconteceu somente depois de muito planejamento. O primeiro plano foi oferecer os Estados Unidos como um negociador entre ambos os lados do conflito. Eles posicionariam os Estados Unidos como o grande pacificador. Mas o objetivo era exatamente o contrário da paz. Eles fariam uma oferta a ambos os lados que sabidamente não seria aceitável para a Alemanha. Então, quando os alemães rejeitassem a oferta, seriam retratados na imprensa como os caras maus, aqueles que queriam continuar com a guerra. É assim que o plano foi descrito pelo embaixador Page em suas memórias:

“O coronel House chegou… cheio da ideia da intervenção americana. Primeiro, seu plano era que ele, eu e um grupo do gabinete britânico… deveríamos imediatamente trabalhar em um programa mínimo de paz — o mínimo que os aliados poderiam aceitar, que ele assumia ser inaceitável para os alemães; e que o presidente pegaria esse programa e o apresentaria para ambos os lados; o lado que declinasse seria responsável pela continuação da guerra… Logicamente, a fraqueza moral fatal desse esquema é que nós deveríamos entrar de cabeça na guerra, não com base nos méritos da causa, mas por um truque cuidadosamente planejado.” [9].

PROVOCAR, ISOLAR, FACILITAR
O truque eventualmente evoluiu para algo muito mais dramático que negociações de paz. Ele propunha três estratégias: provocar, isolar e facilitar.

O primeiro estágio era irritar os alemães e provocar um ataque, dando-lhes algumas agulhadas até que eles não tivessem escolha senão atacar algum interesse dos EUA. A maior parte disso foi implementado pelo lado britânico. Churchill estabeleceu a política de colidir contra os submarinos alemães. Antes disso, havia um código de guerra naval chamado Regra dos Cruzeiros, que requeria que, quando um navio de guerra desafiasse um navio mercante desarmado, ele atirava por cima de sua proa.

O navio mercante deveria então parar suas máquinas e recebia tempo para que a tripulação entrasse nos barcos salva-vidas antes que o navio fosse afundado. Esse era um pequeno gesto humanitário no meio da guerra. Esse era o modo como era feito até que Churchill, como Lord do Almirantado, ordenou que todos os navios mercantes, independente das circunstâncias, se dirigissem em velocidade máxima contra os submarinos alemães, para tentar se chocar contra eles e afundá-los.

Isso eliminava a distinção entre navios mercantes e navios de guerra. Desse ponto em diante, todos os navios mercantes tinham de ser considerados como navios de guerra, e a Alemanha abandonou a política de disparar os tiros de advertência. Quando isso aconteceu, aqueles que estavam buscando trazer os Estados Unidos à guerra tiveram uma grande projeção. Publicando editoriais na imprensa britânica e americana, eles diziam: 

“Vejam como esses alemães são perversos. Eles afundam navios desarmados e nem mesmo dão às tripulações a oportunidade de abandoná-los! É nosso dever moral lutar como esse mal.”.

Churchill ordenou que os navios britânicos removessem seus nomes dos cascos e hasteassem bandeiras de países neutros, especialmente a bandeira americana, de modo que os capitães dos submarinos não pudessem saber de que nacionalidade os navios realmente eram. Ele queria que os alemães torpedeassem acidentalmente navios norte americanos. Era sua estratégia fazer todo o possível para colocar os EUA na guerra, e o afundamento de um navio americano seria uma excelente forma de conseguir isso. [9].

Havia muita provocação do lado americano também. O governo dos Estados Unidos violou consistentemente suas próprias leis de neutralidade permitindo que suprimentos de guerra fossem enviados para a Grã-Bretanha e para a França. Munições e todos os tipos de suprimentos relacionados com as forças armadas eram embarcados descarada e periodicamente. Na verdade, o Lusitânia, no dia em que foi afundado, estava carregado com arsenal militar. Os alemães sempre souberam que isso estava acontecendo. As pessoas em Washington também sabiam. Violando abertamente suas próprias leis de neutralidade, elas estavam fazendo todo o possível para provocar os alemães e forçá-los a um ataque.

RMS_Lusitania_New_York_EUA-1907

O RMS Lusitania foi um navio da Cunard Line, lançado em 1907. Seu nome é uma homenagem à província romana da Lusitânia, que hoje é parte do território de Portugal.

A segunda parte da estratégia era isolar. Isso significa isolar as vítimas das informações que lhes permitiriam proteger a si mesmas. Não é possível ter um ataque de surpresa se você adverte as vítimas antecipadamente. Era importante impedir que os passageiros do Lusitania soubessem que o navio estava transportando materiais de guerra e corria o risco de ser afundado. Eles não teriam a permissão de saber que vários pavimentos, normalmente ocupados por cabines de passageiros, tinham sido esvaziados e carregados com suprimentos para as forças armadas, incluindo munição e explosivos. Eles não poderiam ser informados que estariam viajando em um depósito de munição flutuante.

A Embaixada Alemã tentou advertir os civis americanos a não reservar passagens naquele navio. Eles colocaram um anúncio em cinqüenta jornais, a maioria de cidades da Costa Leste, advertindo que o Lusitania estaria em perigo, que iria navegar em águas perigosas e que os americanos não deveriam estar a bordo. O Departamento de Estado contatou todos os cinqüenta jornais e solicitou enfaticamente que não publicassem o anúncio, implicando que haveria sérias conseqüências se fizessem isso. Vários jornais desafiaram o governo e publicaram o anúncio mesmo assim — e é por isto que sabemos sobre ele hoje. No entanto, a maioria dos passageiros não tomou conhecimento daquele anúncio.

AFUNDA O LUSITÂNIA !
A terceira parte da estratégia era facilitar. Isso significa tornar fácil para o inimigo atacar e ser bem sucedido. Na manhã do afundamento do Lusitania, o coronel House estava na Grã-Bretanha e anotou em seus diários que falou com Sir Edward Gray e com o rei George. Eles calmamente discutiram o que pensavam sobre a reação do povo americano se o Lusitania fosse afundado “acidentalmente”. Isto é o que o coronel House escreveu: “Eu disse a Sir Gray que se isto fosse feito, uma chama de indignação varreria a América e nos levaria a entrar na guerra.”.

Quatro horas depois dessa conversa, o Lusitania entrou na zona de guerra em que sabidamente os submarinos alemães estavam ativos. Projetado e construído pelos britânicos para poder ser convertido em um navio de guerra, se necessário, o navio tinha quatro caldeiras, era muito rápido, e podia navegar mais rápido e escapar dos submarinos.

Isso significa que ele era vulnerável somente aos submarinos que estavam na frente do seu trajeto, não àqueles que estavam nas laterais, ou atrás. Isso aumentava grandemente suas chances de sobrevivência, especialmente com uma escolta militar indo à sua frente. Entretanto, esse não seria seu destino. Para esta viagem, o capitão tinha recebido a ordem de desligar uma das caldeiras. O navio estava navegando com três turbinas, em vez de quatro. Viajando a somente 75% de sua velocidade, o navio era agora vulnerável ao ataque por todos os lados.

O Juno era um destróier britânico que tinha sido incumbido de escoltar o Lusitania naquelas águas perigosas. No último minuto, o Juno foi chamado de volta pelo Almirantado Britânico, e não chegou a encontrar-se com o Lusitania.

Inevitavelmente, o Lusitânia, navegando a uma velocidade reduzida, e sem proteção, entrou na mira periscópica do submarino alemão U-20. Um torpedo foi disparado direto no centro. Houve uma forte explosão. Enquanto os alemães estavam se preparando para disparar o segundo torpedo, para sua surpresa, houve uma segunda explosão, e toda a parte inferior do navio explodiu. A exploração dos destroços em anos posteriores mostrou que foi uma explosão de dentro para fora.

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Algo dentro explodiu com uma força tremenda, e o grande navio afundou em menos de dezoito minutos. Os “estrategistas” tinham finalmente seu motivo. “Foi um ato covarde de alemães briguentos que afundam navios com civis inocentes a bordo.” A chama da indignação foi acesa e eventualmente varreu toda a América, levando-a à entrar na guerra em 16 de abril de 1917. 

Oito dias mais tarde, o Congresso autorizou que US$ 1 bilhão de dinheiro do contribuinte fosse enviado para a Grã-Bretanha e para a França para ajudar no esforço de guerra. No dia seguinte, os primeiros US$ 200 milhões foram enviados para a Grã-Bretanha e imediatamente aplicados para pagar a dívida junto ao JPMorgan. Alguns dias mais tarde, US$ 100 milhões foram enviados à França, e a mesma coisa aconteceu. O dinheiro foi aplicado como pagamento da dívida junto ao JPMorgan. Precisamos acrescentar a isso o custo infinitamente maior de sangue (de 2.102 pessoas mortas) que foi derramado no altar do coletivismo em uma guerra supostamente para tornar o mundo “mais seguro para a democracia“.

É uma distorção da ironia que o mundo realmente foi tornado seguro para a democracia — quando você percebe que a palavra democracia é um sinônimo para um dos pilares do coletivismo. É a incorporação do conceito que o grupo é mais importante que o indivíduo, e é a lógica que permitiu aos membros da Mesa Redonda, em ambos os lados do Atlântico, a planejarem a morte de civis inocentes como um pequeno preço a pagar para o bem maior do número maior de pessoas.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Estamos de volta em nossa máquina do tempo e nos encontramos agora no início da Segunda Guerra Mundial. Os paralelos com a Primeira Guerra são chocantes. A Grã-Bretanha, novamente, estava perdendo a guerra contra a Alemanha. O presidente dos Estados Unidos, mais uma vez, era um coletivista cercado por socialistas fabianos e leninistas. A principal diferença era que o centro da gravidade no CFR estava se afastando do grupo JP Morgan e indo em direção ao grupo Rockefeller.

Fora isso, as coisas eram muito parecidas, quase iguais. O coronel House ainda era um assessor do presidente, mas suas salas na Casa Branca eram agora ocupadas por Harry Hopkins. Hopkins não era um agente coletivista dos fabianos; era um agente coletivista dos soviéticos. O povo americano ainda era oposto à guerra; e, mais uma vez, houve acertos nos níveis mais altos do governo para manobrar os Estados Unidos para entrar na guerra sem que os eleitores suspeitassem.

A estratégia era fazer as potências do Eixo atacarem primeiro, ao mesmo tempo em que a população era convencida que seus líderes se opunham à guerra. Foi quase uma repetição exata do plano usado na Primeira Guerra Mundial, agora com os japoneses no lugar dos alemães. Em 30 de outubro de 1941, em um discurso de campanha em Boston, o presidente Franklin Delano Roosevelt (FDR) fez esta incrível afirmação:

“Aproveitando que estou falando com vocês, pais e mães, vou lhes dar mais uma certeza. Já disse isso antes, mas vou repetir novamente e quantas vezes forem necessárias. Seus meninos não serão enviados para lutar em nenhuma guerra estrangeira.”

FDR repetiu essa promessa muitas vezes, ao mesmo tempo em que trabalhava por trás dos bastidores para colocar os Estados Unidos na guerra. O autor dos discursos do presidente naquele tempo era Robert Sherwood, que mais tarde tornou-se um famoso escritor e autor de peças teatrais. Sobre este tópico, Sherwood disse: 

“Infelizmente, para minha própria consciência, aconteceu de naquele tempo eu ser um daqueles que o incentivaram a ir até os limites, sentindo, como eu sentia, que qualquer risco de futuros embaraços era desprezível em comparação com o risco de perder a eleição.”

democracia

Sherwood disse que, enquanto eles estavam discutindo a contradição entre as palavras do presidente e suas obras, Roosevelt respondeu:

“É claro que lutaremos se formos atacados. Se alguém nos atacar, não será uma guerra estrangeira, será?” [11] Aqui, em uma única frase, estava a estratégia básica. Se os Estados Unidos pudessem se tornar as vítimas em um ataque, então o povo americano responderia aos instintos patrióticos e haveria um clamor para a guerra. A única questão restante era como fazer isso acontecer.

Orquestrar os eventos e criar a aparência de ser a vítima de um ataque não provocado é um plano comum dos coletivistas, independente se eles são socialistas fabianos, comunistas, ou fascistas. Hermann Goering era o segundo na linha de comando do regime nazista na Alemanha, reportando-se unicamente ao próprio Hitler. No fim da Segunda Guerra Mundial, ele estava entre aqueles que foram presos e sentenciados à morte no Tribunal de Nuremberg para crimes de guerra. O psicólogo da prisão era Gustav Gilbert, um oficial da Inteligência das Forças Armadas americanas e que era fluente em alemão. Em seu livro, Nuremberg Diaries, Gilbert descreve uma conversa com Goering em que ele explicou essa marca característica clássica do coletivismo:

“Transpirando em sua cela no início da noite, Goering estava defensivo e derrotado e não muito satisfeito com a virada que o julgamento estava dando… Voltamos ao assunto da guerra novamente e eu disse que, contrariamente à sua atitude, não achava que o povo comum estivesse muito agradecido aos líderes que trazem guerra e destruição.”

“— É claro que o povo não quer a guerra.”, Goering resmungou. “— Por que iria algum pobre rapaz que vive em uma fazenda quereria arriscar sua vida em uma guerra quando o melhor que pode conseguir é voltar inteiro para sua casa? Obviamente, o povo comum não quer a guerra, nem na Rússia, nem na Inglaterra, nem nos Estados Unidos, e muito menos na Alemanha. Isso é compreensível. Mas, afinal, são os “líderes” do país que determinam a política, e é sempre uma simples questão de arrastar o povo, seja em uma democracia, em uma ditadura fascista, em um sistema parlamentarista, ou em uma ditadura comunista.”

“— Há uma diferença”, ele salientou. “— Em uma democracia o povo tem alguma voz na questão por meio dos representantes eleitos, e nos Estados Unidos, somente o Congresso pode declarar a guerra.”

“— Ah, isto é bom, mas tendo voz ou não, o povo sempre pode ser levado a fazer a vontade dos líderes. É muito fácil. Tudo o que você tem a fazer é dizer que o país está sendo atacado e denunciar os pacifistas por falta de patriotismo e por exporem o país ao perigo. Funciona da mesma forma em qualquer país.” [12].

Enquanto o presidente Roosevelt enganava os eleitores com relação aos seus planos de guerra, equipes de oficiais militares americanos e britânicos se reuniam secretamente em Washington, definindo os detalhes de uma estratégia conjunta. Eles planejavam, não somente colocar os Estados Unidos na guerra, mas como conduzir a guerra depois. O acordo resultante foi chamado de ABC-1. Ele foi incorporado a um plano de guerra da Marinha e recebeu o codinome Arco-Íris Número Cinco.

Temos agora muitas informações sobre esse plano embora, naquele tempo, tenha sido altamente secreto. A chave para entrar na guerra era manobrar as potências do Eixo para atacarem primeiro e fazer parecer que os EUA eram uma vítima inocente. A primeira esperança deles era que a Alemanha atacasse. Se isso não funcionasse, o segundo plano era provocar o Japão. Essa política foi resumida em um memorando do almirante Stark, Chefe das Operações Navais, ao presidente FDR. Ele dizia:

“Seria desejável entrar na guerra sob circunstâncias em que a Alemanha fosse a agressora e em cujo caso o Japão poderia então poder permanecer neutro. Entretanto, em geral, é minha opinião que os Estados Unidos devam entrar na guerra contra a Alemanha o mais cedo possível, até se as hostilidades com o Japão precisarem ser aceitas… Quanto mais cedo entrarmos, melhor.” [13].

November 8, 1941 --- Original caption: These headlines were from a New York newspaper telling of the start of the American-Japanese war, December 7, 1941. --- Image by © Bettmann/CORBIS

November 8, 1941 — Manchetes de jornal sobre o ataque japonês à Pearl Harbor

Em um esforço de provocar um ataque alemão, FDR enviou navios da Marinha para escoltarem comboios britânicos que transportavam suprimentos de guerra, sabendo que eles seriam alvos para ataques dos submarinos alemães. Quando a Alemanha recusou-se a morder a isca, ele ordenou que os navios da Marinha realmente entrassem no meio das batalhas entre os navios de guerra britânicos e alemães. A estratégia era simples. Se você caminha pelo meio de um bar onde está ocorrendo uma briga e pancadaria, as chances de ser atingido por alguém são bastantes boas. [14].

Em 17 de outubro de 1941, um destróier americano, o USS Kearny, dirigiu-se apressadamente para ajudar um comboio britânico perto da Islândia, que estava sob ataque dos submarinos alemães. Ele foi atingido por um torpedo e ficou seriamente danificado. Dez dias mais tarde, FDR fez seu discurso anual no Dia da Marinha em Washington e disse:

“Temos desejado evitar disparar, mas o disparo foi iniciado, e a história registra quem fez o primeiro disparo. No longo prazo, porém, tudo o que importará é quem fez o último disparo. A América foi atacada. O USS Kearny não é simplesmente um navio da Marinha. Ele pertence a todo homem, mulher e criança deste país… O torpedo de Hitler foi dirigido a todo americano.” [15].

Quando tornou-se conhecido que o Kearny tinha agressivamente procurado o combate, o público perdeu o interesse, e FDR (desmascarado) desistiu da retórica. Era hora de envolver o Japão, e estava claro que o drama teria de envolver mais do que um navio.

MANOBRANDO OS JAPONESES PARA QUE DISPARASSEM O PRIMEIRO TIRO
O Secretário da Guerra naquele tempo era Henry Stimson, um membro do CFR. Em seus diários ele disse:

“Entretanto, apesar do risco envolvido em deixar os japoneses disparar o primeiro tiro, percebemos que, de modo a ter o pleno suporte do povo americano, era desejável garantir que os japoneses seriam os primeiros a fazer isso para que não pairassem dúvidas na mente de ninguém sobre quem eram os agressores… A questão era, como manobrá-los para que disparassem o primeiro tiro sem permitir que sofrêssemos dano excessivo. Era uma proposição difícil.” [16].

Como isso foi feito? Exatamente como na Primeira Guerra Mundial: provocar, facilitar e isolar. Provoque o inimigo a fazer um ataque. Facilite o ataque dele, tornando-o fácil e sem oposição. Isole as vítimas de qualquer informação ou conhecimento que lhes permita escapar de seu destino.

Por muitos anos, o governo negou qualquer conhecimento do ataque japonês que estava para acontecer. Mas, gradualmente, as peças do quebra-cabeça começaram a aparecer e, uma por uma, foram sendo montadas em uma clara figura da mais monstruosa ocultação E MANIPULAÇÃO que alguém pode imaginar. A arma fumegante foi descoberta em 1995. O autor Robert Stinnett encontrou um memorando nos Arquivos da Marinha, escrito pelo subcomandante Arthur McCollum, que estava alocado na Inteligência Naval.

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USS ARIZONA adernando e queimando após bombardeio dos japoneses ao porto de Pearl Harbor no Hawwai.

O memorando era datado de 7 de outubro de 1940. Ele era dirigido a dois dos principais assessores navais de FDR: o capitão Dudley Knox e ao capitão Walter Anderson, que era chefe da Inteligência Naval. Esse memorando foi aprovado pelos dois homens e encaminhado a FDR para a tomada de ação. O texto completo é agora informação pública e uma foto dele aparece no livro de Stinnett, “Day of Deceit: The Truth About FDR and Pearl Harbor”. [17].

O memorando de McCollum continha um plano de ação de oito pontos para implementar uma estratégia de duas partes. As duas partes eram: (1) provocar o Japão a fazer um ataque militar por uma questão de necessidade econômica e honra nacional de sua parte; e (2) facilitar o ataque deixando de interferir com os preparativos do Japão e tornando o alvo tão vulnerável quanto possível. Na conclusão da última parte da estratégia, o memorando dizia: “Se por esses meios o Japão poder ser levado a praticar um ato declarado de guerra, tanto melhor.” [18].

A necessidade de isolar as vítimas de qualquer conhecimento prévio do ataque não era mencionada no memorando, mas não era necessário fazer isso. Obviamente, o plano não poderia ser bem sucedido se as vítimas visadas fossem advertidas antecipadamente. Portanto, mais uma vez, houve a estratégia familiar: provocar, facilitar e isolar.

O Japão foi provocado a atacar? Considere estes fatos. A venda de produtos críticos dos Estados Unidos para o Japão foi subitamente embargada; o comércio foi levado a uma paralisia; o acesso do Japão ao petróleo das Índias Orientais Holandesas foi impedido pela pressão diplomática norte-americana sobre o governo holandês; os EUA fecharam o Canal do Panamá aos navios japoneses; e os principais ativos japoneses nos Estados Unidos foram tomados pelo governo. Em outras palavras, a estratégia avançada pelo subcomandante McCollum foi seguida em cada detalhe. Houve um deliberado ataque contra a economia japonesa e um insulto à sua honra nacional. Um resposta militar era previsível. A única questão era quando.

Isto não deve sugerir que o governo imperial japonês não tivesse sua parcela de culpa na questão ou que tenha sido uma vítima inocente das circunstâncias. Afinal, o Japão estava envolvido em uma maciça guerra regional de agressão e expansão territorial na Ásia e no Pacífico. Essa era a conseqüência lógica de sua ideologia do barbarismo em que o poder armado cria o direito. Entretanto, não devemos perder de vista o papel exercido pelos líderes americanos que adotavam a ideologia do coletivismo. Era uma situação em que uma ideologia totalitária provocava outra ideologia totalitária a uma guerra que supostamente levaria ao bem maior do número maior de pessoas.

TORNANDO PEARL HARBOR UM ALVO FÁCIL
O ataque do Japão foi facilitado? Existem evidências maciças que suportam essa conclusão, mas temos tempo aqui somente para alguns exemplos. Um espião japonês chamado Tadashi Morimura foi enviado a Pearl Harbor sob a cobertura de uma falsa designação política na Embaixada do Japão. O FBI sabia que o nome real dele era Takeo Yoshikawa e que ele tinha sido treinado como um oficial militar. Ele não tinha experiência política, de modo que eles sabiam que sua designação a um cargo político era apenas uma fachada.

Eles o fotografaram quando ele desembarcou do navio. Eles o rastrearam por toda a parte que ele ia. Eles grampearam seu telefone. Eles sabiam o que ele estava fazendo a cada minuto do dia. Freqüentemente, ele pegava um carro e ia até o topo de uma colina com vista para o porto e fotografava a localização dos navios. Em seguida, usava um rádio clandestino para enviar mensagens codificadas para o Japão, passando a exata localização de todos os navios, os horários de seus movimentos, quantos soldados e marinheiros estavam em serviço, em que horários eles se apresentavam, e em que horários deixavam a base.

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O navio de guerra USS Califórnia (BB-44) daMarinha dos EUA afundando lentamente ao lado de Ford Island, Pearl Harbor, no Havaí (EUA), como resultado de danos causados por bombas e torpedos japoneses, 7 de dezembro de 1941.

Todas essas informações eram claramente de importância militar e apontavam para a possibilidade de um ataque de surpresa. O FBI quis prender Yoshikawa e deportá-lo, mas o Gabinete da Inteligência Naval interveio, com aprovação da Casa Branca, dizendo: não toquem neste sujeito. Ele é de nossa responsabilidade. Nós trataremos do assunto. J. Edgar Hoover, que era o chefe do FBI naquele tempo, objetou fortemente, e quase surgiu uma disputa de autoridade entre o FBI e a Inteligência Naval. No fim, a Inteligência Naval venceu e Yoshikawa pôde continuar com sua missão sem sequer saber que estava sendo observado. [19].

Quatro dias antes do ataque, a Inteligência Naval interceptou esta mensagem de Yoshikawa: “Nenhuma mudança observada até a tarde de 2 de dezembro. Até aqui, parece que eles não foram alertados. Licenças para ir a terra como usual.” Em 6 de dezembro, exatamente um dia antes do ataque, esta mensagem foi interceptada: “Não existem balões com redes para bloquear os aviões que voam a baixa altitude nestes locais — e há uma considerável oportunidade para um ataque de surpresa.” [20].

Foi bizarro. Havia um agente do inimigo coletando informações estratégicas em preparação para um ataque de surpresa contra as forças norte-americanas, e as pessoas nos níveis mais altos do governo o estavam protegendo. Eles deliberadamente permitiram que o fluxo de informações continuasse para que os japoneses fossem bem sucedidos em sua missão.

A POLÍTICA DOS MARES VAZIOS
Outro exemplo de facilitar o ataque contra Pearl Harbor é o que foi chamado de Política dos Mares Vazios. Muitos meses antes, a Marinha já sabia de que direção os japoneses provavelmente se aproximariam, e qual corredor marinho usariam para lançar seu ataque. Eles até mesmo conduziram manobras simulando o ataque. Uma dessas manobras chamava-se Exercício 191 e a outra OPORD1. Por causa dos padrões do clima, das correntes marinhas, da localização das linhas da Marinha mercante, da demanda por suprimento de combustível, e outros fatores, eles sabiam que os japoneses se aproximariam do norte do Oceano Pacífico, e uma área operacional entre os graus 157 e 158 da longitude oeste. [21].

Isso apresentava um desafio especial. Se a tripulação de qualquer navio avistasse uma frota japonesa navegando em direção ao Havaí, sem dúvida usaria o rádio para passar a informação adiante. Eles diriam: “Ei, há algo acontecendo aqui. Há uma frota de porta-aviões e destróieres vindo em nossa direção.” Isso, é claro, teria estragado tudo. Além disso, se os japoneses soubessem que sua aproximação tinha sido detectada, teriam perdido a vantagem da surpresa e talvez abortassem seus planos.

A Inteligência Americana estava bem ciente de cada estágio dos preparativos dos japoneses. Sabia-se que o almirante Nagumo estava equipando sua força de ataque de porta-aviões na Baía Hitokappu, na ilha japonesa de Etorofu. O progresso dele era monitorado de perto e relatórios diários eram enviados a Washington. Os navios partiram do Japão e dirigiram-se a Pearl Harbor em 25 de novembro. [22] Algumas horas mais tarde, o comando da Marinha em Washington iniciou a diretiva Mares Vazios, ordenando que todos os navios militares e civis ficassem fora do corredor norte do Pacífico. Eles foram desviados em centenas de milhas náuticas, em uma rota trans-Pacífico por meio do Estreito de Torres, para que não ocorresse um encontro que viesse a alertar as vítimas visadas ou fazer os japoneses abortarem sua missão. [23].

O próximo estágio da estratégia era trazer os navios da Sétima Frota do serviço no mar e mantê-los engarrafados em Pearl Harbor. Isso os tornaria alvos fáceis, pois não poderiam manobrar. Para realizar isso tendo a forte objeção do almirante Kimmel, que estava no comando da Frota, seus superiores em Washington cortaram os suprimentos de combustível. Sem combustível, Kimmel não tinha escolha. Ele teve de interromper os exercícios de treinamento no mar e trazer seus navios de volta ao porto. Em suas memórias, publicadas em 1955, ele diz:

“Logo após eu ter organizado a Frota em três principais forças-tarefa, tentei manter duas das três forças no mar e somente uma em Perl Harbor. Rapidamente descobri que o suprimento de combustível estava aquém do consumo. As reservas estavam se exaurindo em um momento em que era imperativo aumentá-las. Foi esse único fato que tornou necessário manter duas forças-tarefa simultaneamente em Pearl Harbor.” [24].

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Pearl Harbor Attack, 07 de dezembro de 1941. aeronaves naval japonesas se preparam para decolar de um porta-aviões (supostamente o Shokaku) para atacar Pearl Harbor durante a manhã de 7 de dezembro de 1941. Avião no primeiro plano é um lutador “Zero”, na frente de bombardeiros de mergulho. Este é provavelmente o lançamento da segunda onda de ataque saindo do porta aviões Sokaku.

Uma investigação do Congresso em 1946 revelou que apenas alguns dias antes do ataque, o comando da Marinha em Washington ordenou que vinte e um dos mais modernos navios da Sétima Frota deixassem Pearl Harbor e se dirigissem para serviço nas ilhas Wake e Midway. Os porta-aviões Lexington e Enterprise estavam entre esses navios. Isso não somente deixou o restante da Frota com proteção drasticamente reduzida, mas também significava que os navios ancorados no porto eram basicamente relíquias da Primeira Guerra Mundial, muitos dos quais já estavam mesmo destinados a serem tirados de serviço. Como o Secretário da Guerra Stimson disse em seus diários: “A questão era, como deveríamos manobrá-los a disparar o primeiro tiro sem permitir dano excessivo a nós mesmos.” Sacrificar somente os navios envelhecidos ou os marginalmente úteis era a solução para o problema. [25].

MENSAGENS CODIFICADAS INTERCEPTADAS
Foram as vítimas em Pearl Harbor isoladas de informações que poderiam ter permitido que elas se protegessem? Poderiam aqueles milhares de americanos que perderam suas vidas serem alertados a tempo para que tomassem medidas defensivas? Ou foram deliberadamente sacrificados por que suas mortes eram necessárias para criar a comoção nacional necessária para justificar a entrada na guerra? A resposta a essa pergunta não é muito agradável.

Durante todo esse tempo, os japoneses estavam usando uma combinação de códigos militares e diplomáticos. As agências norte-americanas de Inteligência tinham decifrado todos eles. [26] De acordo com Homer Kisner, que era chefe da equipe de Interceptação de Rádio da Frota do Pacífico, seus homens interceptaram e decodificaram mais de um milhão dessas mensagens. Por três meses antes do suposto ataque de surpresa, a Inteligência Naval sabia de tudo nos mínimos detalhes. Todavia, nem uma daquelas mensagens foi alguma vez enviada aos comandantes em Pearl Harbor. [27] Em suas memórias, o almirante Kimmel disse:

“Em Perl Harbor, o general Short e eu conhecíamos somente uma pequena parte da história política que estava por trás do ataque japonês. Tomaram o cuidado de não nos enviar as mensagens interceptadas dos japoneses, que falavam em grande detalhe de cada passo no programa japonês… Durante três meses antes do ataque à frota, uma riqueza de informações vitais recebidas em Washington foi suprimida dos comandantes no Havaí. As informações recebidas durante os dez dias que precederam o ataque apontavam claramente para a frota em Perl Harbor como o objetivo dos japoneses, porém nem uma única palavra de advertência e nem uma dessas informações foi transmitida aos comandantes no Havaí.” [28].

A interceptação das mensagens codificadas mais importantes dos japoneses foi obtida na noite anterior ao ataque. Essa mensagem tornava claro até a hora exata em que o ataque ocorreria. Seria às 13h00min, horário de Washington. Essa interceptação foi decodificada seis horas e meia antes disso. Ela foi levada às pressas ao presidente Roosevelt e aos seus principais assessores militares para a tomada de medidas imediatas. A resposta deles foi fazer absolutamente nada. Eles se sentaram e deliberadamente deixaram o relógio correr. [29].

O Chefe do Estado Maior naquele tempo era o general George Marshall, um membro do CFR-Conselho das Relações Exteriores. Marshall afirmou que estava andando a cavalo no parque naquela manhã. A razão por que não tomou medidas imediatas, ele disse, era que não soube da interceptação até que chegou ao seu gabinete, às 11h25min. Entretanto, mesmo então, ele ainda tinha uma hora e meia antes do ataque. Ele poderia ter apanhado o telefone e falado diretamente com os comandantes no Havaí.

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Franklin D. Roosevelt

Ele poderia ter usado um dos vários sistemas de rádios militares, criados exatamente para esse tipo de comunicação urgente, mas não fez nada disso. De acordo com testemunhas, ele leu e releu a interceptação e moveu o papel de um lado para outro em sua mesa enquanto mais meia hora transcorria. Então, às 11h52min, ele finalmente enviou uma advertência aos comandantes em Pearl Harbor. O método usado? Um telegrama comercial enviado por meio da Western Union. Ele chegou seis horas depois do ataque! [30].

UM ATO DE ESTADISMO
Por muitos anos após a Segunda Guerra Mundial, os admiradores de Roosevelt negaram que ele ou alguém em sua administração tivesse conhecimento prévio; mas a evidência agora é tão clara que ele até mesmo facilitou o ataque, que ninguém mais tenta negar. A nova linha de defesa é que ele estava justificado em fazer isso. Foi um ato de grande estadismo, porque de outra forma a Europa teria sido dominada por Hitler e, eventualmente, até os Estados Unidos poderiam ser atacados. Além disso, os EUA tinham uma obrigação moral de ajudar seus nossos irmãos britânicos e franceses. [32].

Foi necessário coragem e visão, eles dizem, para Roosevelt prever isso e confrontar o totalitarismo antes que ele se tornasse mais forte. O povo americano era estúpido demais para entender como isso era importante; era ignorante demais para compreender; era isolacionista demais em seu raciocínio para perceber que os EUA precisam aceitar um papel de liderança nos assuntos internacionais. Não havia escolha, a não ser mentir, enganar o povo americano, e arruinar as carreiras de oficiais militares leais fazendo deles bodes expiatórios. A Constituição e as leis tiveram de ser violadas. [33]

Foi um ato de estadismo matar milhares de cidadãos americanos para poder levar os eleitores estúpidos ao ponto de vista correto. Você não vê? O único modo de parar o totalitarismo na Europa era estabelecer o totalitarismo na América. Até mesmo Robert Stinnett, o homem que descobriu o memorando de McCollum, sucumbiu a esse insano argumento. No prefácio de seu livro, ele escreveu:

 “Como um veterano da Guerra no Pacífico, senti indignação ao descobrir segredos que tinham sido escondidos do povo americano por mais de cinqüenta anos. Entretanto, compreendi o dilema e a agonia enfrentados pelo presidente Roosevelt. Ele foi forçado a encontrar meios indiretos para persuadir uma América isolacionista a entrar na luta pela liberdade.” [34].

Um dos homens que garantiu que o almirante Kimmel e o general Short nunca soubessem das mensagens decodificadas dos japoneses foi o subcomandante Joseph Rochefort, chefe da Rede de Inteligência de Rádio do Meio-Pacífico da Marinha. Rochefort acertou na mosca quando disse: “Foi um preço pequeno a pagar pela unificação do país.” [35].

Ouçam bem, senhoras e senhores. Esta é a voz do coletivismo: 2.388 pessoas mortas, outras 1.178 feridas [36] — a maioria das quais cidadãos americanos — e é um preço barato a pagar para unificar o país. Qualquer coisa pode ser justificada dizendo-se que é para o bem maior do número maior de pessoas. [37].

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Inúmeras sociedades secretas disputam o controle, através de seus integrantes, para ver quem será O REI DA MONTANHA …

Como na Primeira Guerra Mundial, os líderes americanos durante a Segunda Guerra estavam enfocados muito além da guerra. Mesmo antes de Pearl Harbor, os socialistas fabianos e leninistas estavam rascunhando a estrutura para um governo mundial. Ele seria chamado de Nações Unidas; e, no fim do conflito, seria oferecido a um mundo cansado da guerra como “nossa última e melhor esperança para a paz”. A maior parte desse trabalho foi realizada na Divisão de Planejamento de Política Externa do Pós-Guerra do Departamento de Estado, sob a direção de Alger Hiss, que na realidade militava em ambos os campos ao mesmo tempo.

Ele não somente era um assessor do presidente Roosevelt e um ex-presidente do Fundo Carnegie Endowment (o que o coloca imediatamente no campo dos socialistas fabianos), mas também era por baixo dos panos um agente dos soviéticos. Hiss era o homem que apresentou pessoalmente a recém-redigida Carta das Nações Unidas na reunião de fundação da ONU em San Francisco, e tornou-se o primeiro secretário-geral daquela organização. Se você estiver imaginando qual é o significado desses fatos, é este: Após fazer o mundo em pedaços em uma guerra mundial pela segunda vez, a ONU tornou-se o modelo coletivista para remodelar o mundo de acordo com o desejo do coração.

Uma visão superficial da Segunda Guerra Mundial é que ela foi uma luta em defesa da liberdade e contra o totalitarismo. Uma visão mais profunda e realista é que ela foi uma guerra entre três ramificações de coletivismo que lutavam pela hegemonia mundial. Os socialistas fabianos e os leninistas se aliaram contra os fascistas (com os imperialistas japoneses como um alvo tático secundário). A ramificação fascista do coletivismo foi derrotada. Desde então, o mundo está preso em uma luta entre as duas ramificações restantes. Não é uma batalha pela liberdade contra o totalitarismo; é uma disputa para ver qual ramificação do coletivismo governará o mundo. Embora isso tenha sido difícil de enxergar nos estágios iniciais do conflito, é dolorosamente óbvio hoje.

A OPERAÇÃO MANGUSTO
Dentro de instantes, nossa máquina do tempo nos deixará no ano 2002 e na Guerra Contra o Terrorismo, mas ao longo do caminho, precisamos fazer uma breve parada no ano 1962. A data exata é 8 de agosto. Passaram-se dezesseis meses desde que a Administração Kennedy enfrentou a situação embaraçosa da fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba. Encontramo-nos agora no Pentágono, no gabinete do general Lyman Lemnitzer, que é o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. Estamos observando o general assinar um documento supersecreto destinado ao Secretário de Defesa, que naquele tempo era Robert McNamara, um membro do CFR. A parte mais importante desse documento está contida noAppendix to Enclosure A, e a linha de assunto dessa seção diz: Justificativa Para a Intervenção Militar dos EUA em Cuba.

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Nas oito páginas que seguem, há uma proposta detalhada para uma ação militar secreta chamada “Operação Mangusto”. O propósito dela é criar uma justificativa aceitável para a invasão americana a Cuba. O cenário preferido é convencer o governo cubano de que está na iminência de ser atacado e, desse modo, provocá-lo a algum tipo de ação militar, que então poderia ser apontada como uma agressão contra os EUA.

É a velha e já familiar estratégia de PROVOCAR um adversário a fazer o primeiro ataque. Se isso falhar, o segundo cenário é encenar ataques falsos contra a base americana em Guantánamo e contra aviões comerciais de passageiros, fazendo-os parecer como obra de militares cubanos. A estratégia também propõe que um piloto de caça americano finja ter sido atacado por aviões MIG cubanos e transmita via rádio que foi atingido e está caindo. Em seguida, ele voa até uma instalação secreta onde o prefixo de identificação do avião é trocado para que o antigo prefixo fique realmente faltando do inventário da Força Aérea. Enquanto isso, um submarino americano espalha os destroços de um avião e um pára-quedas nas águas próximas a Cuba, onde eles eventualmente são localizados pelas equipes de busca e resgate.

Além desses falsos ataques, agentes secretos lançariam ataques terroristas reais (a tática do False Flag Attack) contra civis em Miami e em Washington — com baixas genuínas. O plano é fazer parecer que os EUA são as vítimas de ataques não provocados por um inimigo implacável, e isso prepararia a opinião pública para aceitar uma invasão total de Cuba como uma retaliação justificável.

Ao estarmos aqui ouvindo sobre os detalhes desse plano, achamos impossível acreditar que essa perfídia está realmente sendo contemplada por altos oficiais militares americanos — se não fosse pelo fato que estamos olhando para o documento com nossos próprios olhos. A propósito, a Operação Mangusto desde então perdeu a classificação de documento secreto como resultado da Lei Liberdade de Informação e, se você mesmo quiser ler o documento, ele pode ser baixado a partir do sítio na Internet do National Archives. [37] Aqui estão alguns excertos do documento:

“Este plano… deve ser desenvolvido para enfocar todos os esforços em um objetivo final específico que fornecerá justificativa adequada para a intervenção militar americana em Cuba. O plano habilitará uma lógica acumulação de incidentes a serem combinados com outros eventos aparentemente não relacionados para camuflar o objetivo final e criar a impressão necessária de precipitação e irresponsabilidade cubanas em uma larga escala, dirigida a outros países bem como aos Estados Unidos…

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A resultante desejada da execução deste plano seria colocar os Estados Unidos na aparente posição de sofrer agravos defensáveis do governo irresponsável e precipitado de Cuba e desenvolver uma imagem internacional de uma ameaça cubana à paz no Hemisfério Ocidental…

  1. Como parece desejável usar provocação legítima como base para a intervenção militar em Cuba, um plano de fachada e engano… poderia ser executado como um esforço inicial para provocar as reações cubanas. Assédio mais ações enganosas para convencer os cubanos de invasão iminente seriam enfatizados…
  2. Uma série de incidentes bem coordenados serão planejados para ocorrer no interior e em torno de Guantánamo para dar a genuína aparência de serem realizados por forças cubanas hostis. 2a-Incidentes para estabelecer um ataque crível (não em ordem cronológica):
    Iniciar rumores (muitos). Usar emissoras de rádio clandestinas. Desembarcar cubanos amigos em uniforme “pelo outro lado da cerca” para encenar um ataque à base. Capturar sabotadores cubanos (amigos) dentro da base. Encenar agitações diante do portão principal da base (cubanos amigos). Explodir munições dentro da base; provocar incêndios. Atear fogo a aviões na base aérea (sabotagem). Fazer disparos de morteiros de fora para dentro da base. As instalações sofrerão algum dano. Capturar equipes de assalto que se aproximam pelo mar ou nas imediações de Guantánamo City. Capturar grupos de milícia que estejam atacando a base. Sabotar navios no porto; grandes incêndios usando naftalina. Afundar navios perto da entrada do porto. Realizar funerais para falsas vítimas…
  3. Um grave incidente poderia ser organizado de diversas formas: Poderíamos explodir um navio dos EUA na Baía de Guantánamo e acusar Cuba. Poderíamos explodir um navio não tripulado em algum ponto nas águas territoriais cubanas… A presença de aviões ou navios cubanos meramente investigando o objetivo do navio poderia ser uma evidência bastante boa que o navio foi tomado sob ataque… Os EUA poderiam dar seguimento como uma operação de resgate aéreo/naval com a cobertura de caças americanos para “evacuar” os membros restantes de uma tripulação não existente. Listas de baixas nos jornais americanos causariam uma útil onda de indignação nacional.
  4. Poderíamos desenvolver uma campanha de terror do comunismo cubano na região de Miami, em outras cidades da Flórida e até em Washington. A campanha de terror poderia ser apontada para os refugiados cubanos que buscam refúgio nos Estados Unidos. Poderíamos afundar um barco cheio de cubanos a caminho da Flórida (real ou simulado). Poderíamos patrocinar tentativas de assassinato contra refugiados cubanos nos Estados Unidos até o ponto de causar ferimentos em casos a serem amplamente divulgados na imprensa…
  5. O uso de aviões do tipo MIG por pilotos americanos poderia prover provocação adicional. Assédio dos ares civis, ataques contra transporte marítimo e destruição de aviões militares não tripulados por aviões do tipo MIG seriam úteis como ações complementares. Um F-86 pintado apropriadamente convenceria os passageiros do avião comercial que eles viram um MIG cubano, especialmente se o piloto do transporte anunciasse esse fato…

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Na ação de número 8, a Operação Mangusto propunha um incidente destinado a convencer o mundo que MIGs cubanos tinham disparado contra um avião comercial civil que voava perto de Cuba, indo dos EUA para algum país na América do Sul. Seria um vôo utilizando um dos serviços aéreos na região de Miami que são operados secretamente pela CIA. Uma avião na Base Aérea de Elgin seria pintado e numerado como uma réplica exata do avião comercial. O dublê seria substituído pelo original e carregado com passageiros que seriam agentes cuidadosamente selecionados pelo governo usando nomes falsos. O avião original seria convertido em um avião não tripulado e voaria por controle remoto. Ambos os aviões fariam um encontro no sul da Flórida. O documento continua:

A partir do ponto de encontro o avião transportando passageiros desceria a uma altitude mínima e iria diretamente para um campo auxiliar na Base da Força Aérea de Elgin, onde seriam feitos preparativos para evacuar os passageiros e retornar a aeronave ao seu status original. Enquanto isso, o avião não tripulado continuará a voar segundo o plano de vôo registrado. Quando estiver sobrevoando Cuba, o avião transmitirá na freqüência internacional de socorro uma mensagem de aflição dizendo que está sob ataque de caças MIG cubanos. A transmissão será interrompida pela destruição da aeronave, o que será feito por um sinal de rádio. Isso permitirá que as estações de rádio da ICAO no Hemisfério Ocidental digam aos EUA o que aconteceu com a aeronave, em vez de os EUA tentarem “vender” o incidente.

O plano para a Operação Mangusto é longo demais para ser citado aqui por inteiro, mas acho que isto já lhe dá uma idéia bastante boa de sua natureza. Embora o plano nunca tenha sido implementado, o fato que ele tenha sido teorizado e enviado ao Secretário de Defesa com uma recomendação para consideração é altamente significativo. Alguns dirão que não devemos nos preocupar com planos como este. Eles são simplesmente jogos de guerra, e os militares devem sonhar com todos os tipos de cenários para cobrir cada evento concebível de modo a ter uma resposta preparada de antemão para tudo o que acontecer.

Isso pode ser verdade, mas a Operação Mangusto não está nessa categoria. Não é um plano para reagir a uma ação agressiva de um inimigo potencial. É um plano para ser o agressor, e para esconder esse fato do mundo. Sem dúvida, ele foi justificado pelo argumento que Cuba comunista é uma ameaça à segurança do povo americano, e tudo o que for necessário para eliminar essa ameaça é aceitável. É um exemplo clássico de moralidade coletivista, uma filosofia que declara que qualquer coisa pode ser ética desde que possa ser explicada com o argumento de produzir o bem maior do número maior de pessoas.

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O comunismo em Cuba ou em qualquer outra parte deve receber oposição porque é a incorporação do coletivismo. Entretanto, se nos opusermos à variedade cubana de coletivismo aceitando uma variedade americana de coletivismo, perderemos a guerra pela liberdade. Não seremos conquistados por inimigos de fora, mas seremos escravizados por inimigos internos.

Notas Finais:
1. Philip Dru, Administrator (Nova York, Angriff Press, 1912), pág. 45.

2. Ibidem, pág. 199, 200.

3. Precisa ser lembrado que Philip Dru foi publicado em 1912. O imposto de renda e a Federal Reserve nos EUA estavam então nos estágios de rascunho, e sendo promovidas pelo coronel House, pelo presidente Wilson, pelo J. P. Morgan, e por outros coletivistas em Washington. As leis do imposto de renda e da Federal Reserve foram aprovadas no ano seguinte, 1913.

4. The Historical Significance of the House Diary, de Arthur Walworth, Yale University Library, http://www.library.yale.edu/un/house/hist_sig.htm. Também An International Primer, William Grigg, The New American, 16/9/1996, http://www.thenewamerican.com/tna/1996/volno19/vol12no19_cfr.htm.

5. Charles Seymour, The Intimate Papers of Colonel House (Nova York, Houghton Mifflin Co., 1926), vol 1. pág. 114.

6. George Sylvester Viereck, The Stangest Friendship in History: Woodrow Wilson and Colonel House (Nova York, Liveright Publishers, 1932), pág. 4.

7. Burton, J. Hendrick, The Life and Letters of Walter H. Page (Garden City, NY: Doubleday, Page and Co., 1923), pág. 11 (Edição na Internet emhttp://www.lib.byu.edu/~rdh/wwi/memoir/Page/Page14.htm.

8. Viereck, págs. 106-8. Esta matéria é discutida em The Memoirs of William Jennings Bryan, Vol II, pág. 404-406.

9. Citado por Viereck, pág. 112-13.

10. Churchill escreveu em suas memórias: “O primeiro contramovimento britânico, criado em minha responsabilidade… era deter os alemães dos ataques na superfície. O U-boat submerso tinha de depender cada vez mais de ataques por baixo da água, de modo que corria o risco maior de confundir navios de países neutros com navios britânicos e afundar tripulações de países neutros e assim lançar a Alemanha contra outras grandes potências.” Winston Churchill, The World Crisis (New York, Scribner’s Sons, 1949), pág. 300. Isso aparece na página 464 da reimpressão da Barnes & Noble, de 1993.

11. Robert E. Sherwood, Roosevelt and Hopkings (Nova York, Bantan Books, 1948, 1950), vol 1, pág. 235, 247.

12. G. M. Gilbert, Nuremberg Diaries (Nova York, Farrer, Strauss & Co., 1947) pág. 278, 279.

13. Sherwood, Vol 1, pág. 461.

14. T. R. Fehrenbach, F. D. R.’s Undeclared War 1939 to 1941 (Nova York, David McKay Company, 1967), págs. 252-259.

15. Charles Callan Tansill, Back Door to War (Chicago, Henry Regnery Co., 1952), pág. 613.

16. Oitivas diante do Comitê Conjunto de Investigação Sobre o Ataque a Perl Harbor, Congresso dos Estados Unidos, Seventy-Ninth Congress (Washington, 1946), Parte 11, pág. 5421, conforme citado por Prang. A referência é Part 11, pág. 5433, conforme citado por Kimmel, pág. 1. Também citado por Stinnett, mas sem referência, pág. 179.

17. Robert B. Stinnett, Day of Deceit: The Truth About FDR and Pearl Harbor (Nova York, Touchstone / Simon and Schuster, 2000). O memorando de McCollum está nas páginas 272-277.

18. Stinnett, pág. 275.

19. Para a história completa, veja Stinnett, pág. 83-118. Também John Toland, Infamy (Nova York, Doubleday & Co., 1982, págs. 59, 60).

20. Stinnett, págs. 85, 109. Também Toland, pág. 300.

21. Stinnett, pág. 146.

22. Stinnett, pág. 43-59.

23. Stinnett, págs. 44, 144, 145.

24. Admiral Kimmel Story, pág. 28.

25. Stinnett, pág. 152, 153.

26. John Toland, Infamy (Nova York, Doubleday & Co., 1982), pág. 57, 58. Também Stinnett, pág. 21-23.

27. Stinnett, pág. 58.

28. Houve uma séria discordância entre o almirante Richard Turner e sua equipe com essa questão. Quando o capitão Alan Kirk, Chefe da Inteligência Naval, fez objeção à supressão das mensagens interceptadas de Kimmel e Short, ele foi destituído de seu comando. Veja Toland, págs. 57-60.

29. Kimmel, págs. 2, 3.

30. O homem que entregou pessoalmente a mensagem final a FDR na Casa Branca foi o capitão Beardall, o adido naval do presidente. De acordo com Beardall, FDR leu a interceptação e, a despeito do prazo das 13h00, não mostrou sinais de alarme. (Veja Oitivas Sobre o Ataque a Perl Harbor, Parte 11, pág. 5287 e seguintes, conforme citado por Stinnett, pág. 233.) Esse foi uma prévia da falta de alarme do presidente Bush quando ele recebeu a informação que o segundo avião tinha se chocado contra uma das Torres Gêmeas, em 11/9/2001.

31. Stinnett, págs. 225-237. Também Toland, págs. 10, 11.

32. Esta parte é verdadeira, mas era uma obrigação moral individual, não uma obrigação grupal. Em outras palavras, qualquer pessoa que se sentisse profundamente tocada era perfeitamente livre para ir à Europa e apresentar-se como voluntário para os exércitos britânico ou francês ou organizar uma brigada de voluntários americanos, mas ninguém tinha o direito de usar a força da lei para alistar os outros nas forças armadas americanas e enviá-los para a batalha para esse propósito. É importante observar que nem um dos planejadores-mestres dessa infâmia sentiu a obrigação moral de entrar em combate. Essa honra eles reservaram para os outros.

33. Infelizmente, algumas vezes é necessário ignorar as leis em tempos de guerra, especialmente do ardor da batalha, mas o propósito dessas obras não era ganhar a guerra, mas entrar em uma guerra. A diferença é como da noite para o dia.

34. Stinnett, pág. xiii. Sem dúvida, foi por causa desta mensagem que o livro de Stinnett foi aceito para publicação e recebeu ampla distribuição. Os leitores do meu livro The Creature of Jekyll Island: A Second Look at the Federal Reserve, se lembrarão de uma situação paralela em que a Simon and Schuster publicou Secrets of the Temple, de William Greider. Esse autor fez um excelente trabalho de criticar a Federal Reserve, mas quando chega a hora de oferecer uma solução, sua mensagem basicamente é: relaxe e esqueça o assunto. O FED, ele diz, cometeu muitos erros no passado, mas nenhuma reforma de grande envergadura é necessária. Tudo o que precisamos, ele diz, é de homens mais sábios para administrá-lo. Não faz diferença se você expõe um sistema monetário corrupto se sua solução é não fazer nada a respeito. E não faz diferença se você expõe a infâmia de Pearl Harbor se sua conclusão é que aquilo foi um ato de estadismo. Os coletivistas não se preocupam com o quanto o público sabe se não tem um plano realista de ação para produzir mudança. É por isso que eles oferecem falsos líderes (incluindo falsos autores) que apontam com alarme os problemas do coletivismo, mas não levam absolutamente a parte alguma.

35. The Reminiscences of Captain Joseph J. Rochefort (US Naval Institute Oral History Division, 1970) pág. 163, conforme citado por Stinnett, pág. 203.

36. Determinando os Fatos, Quadro 1: Perdas em 7 de Dezembro de 1941: http://www.cr.nps.gov/nr/twhp/wwwlps/lessons/18arizona/18charts1.htm.

37. Uma porção significativa do suporte financeiro para a indústria nazista, incluindo a produção militar, veio das casas de investimento de Wall Street controladas por membros do CFR, e por outros que compartilhavam sua mentalidade coletivista. Para essa parte da história, veja o livro deste autor, World Without Cancer: The Story of Vitamin B17, Part II (disponível em Reality Zone, em http://www.realityzone.com). Quando se percebe como esses coletivistas nos Estados Unidos que estavam batendo os tambores de guerra contra Hitler estavam também investindo pesadamente na máquina de guerra nazista, torna-se ainda mais claro que a guerra não era para deter Hitler. O propósito era fazer o mundo em pedaços para que pudesse ser remodelado de acordo com o desejo do coração deles.

poçocoletivo

É triste descobrir que centenas de milhares de soldados deram suas vidas nessa guerra pensando que estavam lutando pela liberdade; mas eles foram traídos por seus líderes. O propósito da guerra não tinha nada que ver com a liberdade. Era uma disputa para determinar qual grupo de coletivistas dominaria o mundo. Os soldados foram peões no tabuleiro de xadrez global. O patriotismo deles foi usado contra eles. Eles entraram nas batalhas para derrotar o nazismo e o fascismo, sem nunca suspeitar que estavam lutando ao lado do socialismo fabiano e do leninista, forças que essencialmente são idênticas àquelas contra as quais eles lutavam.

38. Este documento pode ser baixado de http://www.archives.gov. Dê um clique em “Research Room”, depois em “Archival Research Catalog (ARC)”, depois no botão ARC Search, depois digite “Northwoods” na caixa de pesquisa, em seguida, dê um clique em “Digital Copy”, na entrada 1. As informações fundamentais podem ser encontradas nas imagens 136 até 142.

Fim da Parte 3

Autor: G. Edward Griffin – Freedom Force International, em http://www.freedomforceinternational.org – Data da publicação: 4/10/2005 – Revisão: V. D. M. — Campo Grande / MS e http://www.TextoExato.com – A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/futuro-1.asp 

Partes anteriores em:

  1. http://thoth3126.com.br/o-futuro-esta-chamando-1-o-abismo-entre-individualismo-e-coletivismo-a-polarizacao-do-sistema/
  2. http://thoth3126.com.br/o-futuro-esta-chamando-2-organizacoes-secretas-e-agendas-ocultas/

Permitida a reprodução, desde que mantido no formato original e mencione as fontes.

Thoth-flordavidawww.thoth3126.com.br

4 Responses to O Futuro Está Chamando (3): Dias de Infâmia

  1. Renato Bulhoes

    Brilhante texto ! Estive acompanhando-o desde a primeira parte: se tiver mais pode mandar, Thoth. Ótimo !

    • Thoth3126

      Caro Renato, aguarde que temos mais duas postagens em sequência. Muita Luz e Paz.

  2. Gilberto Santos

    Ola Amigo em 1º lugar tenho que dizer que o seu site é FANTÁSTICO e para aqueles com sede de conhecimento como eu é um prato cheio !!
    Eu gostaria de saber se é possível você subir novamente as partes 4a e 4b dessa matéria porque quando clico nos links deixados na parte 5 ou mesmo pela busca,o sistema informa pagina não encontrada.
    Muito Obrigado.
    Namastê.

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