A erupção do supervulcão de Yellowstone pode levar a quebras de safra e fome em todo o mundo, disse à Sputnik a cientista climática americana e vice-presidente da Climate Central, Kristina Dahl. Em julho, um terremoto de magnitude 3,3 — o mais forte desde o início do ano — ocorreu perto da caldeira do supervulcão de Yellowstone, precedido por outros 11 tremores mais fracos. De acordo com estimativas recentes de cientistas, o mega vulcão pode estar mais perto de uma erupção do que o previsto.
Fonte: Sputnik
³ E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?
⁴ E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; ⁵ Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. ⁶ E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. ⁷ Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. ⁸ Mas todas estas coisas são [APENAS] o princípio das dores. – Mateus 24:3-8
Yellowstone: Erupção do supervulcão pode deixar planeta passando fome, diz cientista climática
De acordo com a cientista climática, o sistema alimentar global de hoje está muito mais interconectado, mas mudanças climáticas drásticas ainda têm o potencial de afetar duramente a agricultura.
“Erupções passadas [grandes], como a erupção do vulcão Tambora, causaram quebras de colheitas que levaram à fome em vários continentes”, disse Dahl.
“As alterações climáticas [ pela erupção do supervulcão de Yellowstone] podem afetar as colheitas no mundo inteiro muito rapidamente. Por exemplo, o calor e a seca na Rússia em 2010 levaram a enormes perdas de colheitas”, acrescentou a especialista.


A caldeira de Yellowstone sofreu três erupções gigantes nos últimos 2,1 milhões de anos. De acordo com o Serviço Geológico dos EUA, não há sinais de que tal evento se aproxime, e a probabilidade de que ele ocorra é estimada em extremamente baixa.
Vulcões que podem destruir o mundo: conheça os ‘assassinos de civilizações
Vulcões que no passado eliminaram civilizações inteiras em um único evento, mas já esquecidos, estão se tornando ativos novamente. Há todos os motivos para acreditar que o mundo, ou pelo menos parte dele, pode estar à beira de mudanças terríveis.
Um dos vulcões que se considera estar adormecido fica na caldeira de Santorini, no mar Egeu, no Mediterrâneo. Esse vulcão, em meados do segundo milênio a.C.[em torno de 150 a.C.], conseguiu destruir toda uma civilização que ali se localizava. Agora o Santorini está novamente mostrando uma atividade sísmica que suscitou preocupações entre os especialistas.
“Acho que a situação é muito alarmante. Santorini é um vulcão grande e muito sério. Vi relatos de eventos sísmicos, e parece ser uma série de terremotos que precede uma grande erupção”, cita a revista Life.ru um geólogo russo, Pavel Plechov.

Só podemos especular quais serão as consequências da erupção. Infelizmente, esse não é o único vulcão na Europa que nos volta a recordar sobre a sua existência. Em 2023, um supervulcão que se encontra nos Campos Flégreos, na Itália, também foi motivo de preocupação para os especialistas e que recentemente começou a dar sinais de atividade.
Um terremoto recente de magnitude 4,7º na escala Richter atingiu a região vulcânica de Campi Flegrei, perto de Nápoles, na Câmpania, no sul da Itália, na noite de sexta-feira, 31 de julho, ferindo pelo menos 26 pessoas, duas delas em estado grave, e danificando dezenas de edifícios. O terremoto ocorreu às 19h46, horário local, a uma profundidade rasa de cerca de 3 km, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV).
Mais de 60 réplicas atingiram a caldeira vulcânica de Campi Flegrei, com centenas de moradores evacuados e ligações de transporte interrompidas. Localizado perto de Nápoles, ele representa uma ameaça para os milhões de italianos que vivem bem em cima dele.
Foi a erupção incrivelmente poderosa dos Campi Flegrei, há 40.000 anos, que, de acordo com alguns especialistas, matou os neandertais. Alguns morreram imediatamente durante a erupção, enquanto outros não sobreviveram à mudança climática regional catastrófica que se seguiu.


Cientistas do Colégio Universitário de Londres e do Instituto Nacional de Pesquisa de Geofísica e Vulcanologia da Itália estimam que uma nova erupção pode acontecer em um futuro próximo.
Pode mudar o clima de todo o planeta
Em janeiro de 2025, um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que enormes acúmulos de magma começaram a se mover no parque Yellowstone, onde fica o supervulcão homônimo inativo há mais de 600 mil anos. As bolsas de magma do nordeste do supervulcão já acumularam quase a mesma quantidade de magma que tinham antes de sua grande erupção, há 1,3 milhão de anos.
Se esse gigante começar a entrar em erupção, uma nova era glacial poderá chegar ao nosso planeta, com todas as consequências. Um terremoto seguido da erupção do Yellowstone poderia desencadear a erupção de várias centenas de vulcões na Terra, o que, por sua vez, geraria muitos tsunamis, que destruiriam todas as cidades das costas do Pacífico e do Atlântico.



