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E se a Antártida descongelar? Já foram 3 trilhões de toneladas de gelo nos últimos 25 anos

Posted by on 18/07/2019

Imagem relacionadaPor ano, o continente congelado perde volumes colossais de gelo e a um ritmo cada vez mais intenso, alerta o mais amplo estudo realizado sobre as mudanças na região do polo sul. O estudo é fruto de um esforço conjunto de 84 cientistas de 44 organizações de pesquisa, liderados pelo JPL-Jet Propulsion Laboratory, da NASA, com apoio da Agência Espacial Europeia (ESA). Coletivamente, os pesquisadores revisaram 24 registros de satélites da perda de gelo na Antártida e publicaram os resultados alarmantes — reunidos sob o título “Ice Sheet Mass Balance Inter- Comparison Exercise” (IMBIE) — na revista Nature.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

E se toda a Antártida descongelar? Já foram 3 trilhões de toneladas de gelo nos últimos 25 anos

Fonte: https://exame.abril.com.br/ciencia/

Por Vanessa Barbosa

Voce já se perguntou o que aconteceria se todo o gelo da Antártida derretesse? A resposta é tenebrosa: o nível médio dos oceanos subiria cerca de 58 metros, altura equivalente a de um prédio de 20 andares. Para nossa sorte, o continente gelado localizado no Polo Sul não vai desaparecer da noite para o dia, mas alterações recentes na sua cobertura de gelo mostram que essa ameaça, embora distante, já se anuncia no horizonte.

Desde 1992, a Antártica perdeu cerca de 3 trilhões de toneladas de gelo, o que já se traduziu em um aumento de 7,6 milímetros no nível do mar. Dois terços dessa alta ocorreram apenas nos últimos cinco anos. A conta vem da mais ampla avaliação já realizada sobre as mudanças em curso no continente gelado, em grande medida associadas às alterações climáticas.

Faz dois anos que um bloco monstruoso de gelo conhecido como Iceberg A-68, com cerca de 5.800 km² de área, se desprendeu da Antártica. Imagens de satélite mostram que o iceberg – o maior do mundo – girou nas águas do Mar de Weddell e agora está se movendo para o norte ao longo de uma península da Antártica. Por um tempo, pareceu que a massa de água congelada de 160 km de comprimento e cerca de 200 metros de espessura tinha ficado presa em uma área onde o mar é mais raso. FONTE

O estudo é fruto de um esforço conjunto de 84 cientistas de 44 organizações de pesquisa, liderados pelo JPL-Jet Propulsion Laboratory, da NASA, com apoio da Agência Espacial Europeia (ESA). Coletivamente, os pesquisadores revisaram 24 registros de satélites da perda de gelo na região e publicaram os resultados — reunidos sob o título “Ice Sheet Mass Balance Inter- Comparison Exercise” (IMBIE) — na revista Nature.

A principal constatação dos cientistas é de que o degelo na Antártida passou por dois momentos distintos. Até 2012, a região perdia cerca de 76 bilhões de toneladas de gelo por ano, volume suficiente para aumentar em 0,2 milímetros o nível do mar no mesmo período.

Porém, essa taxa triplicou daquele ano para cá. Entre 2012 e 2017, o continente perdeu impressionantes 219 bilhões de toneladas ao ano, responsáveis por uma alta de 0,6 milímetros no nível do mar a cada ano. É o ritmo de degelo mais acelerado já verificado na Antártida em 25 anos, segundo os cientistas.

Pelos cálculos, o continente está derretendo tão rápido que, se continuar assim, poderá elevar em 15 milímetros o nível dos oceanos até 2100. Para colocar esse número em perspectiva, o principal autor do estudo, o professor Andrew Shepherd, da Universidade de Leeds, explica ao New York Times que por ano o distrito americano do Brooklyn (o mais populoso de Nova York) sofre em média uma grande enchente por ano e que um aumento dessa magnitude poderia gerar até 20 episódios semelhantes a cada ano na localidade.

Reconhece? Essa poderá ser a cara futura na região da Candelária, no Rio de Janeiro, com o aumento do nível do oceano.

Os resultados também sugerem que o mundo tem apenas uma curta janela temporal, provavelmente de não mais do que uma década, para reduzir a emissões de gases efeito estufa a fim de evitar as piores consequências das mudanças climáticas. Se o ritmo do degelo não for reduzido, grandes cidades (como o Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, etc) e comunidades costeiras inteiras teriam menos tempo para se adaptar e responder adequadamente à ameaça.

Ainda segundo o estudo, o ritmo de perdas no gelo do continente gelado varia. Por ora, a principal preocupação dos cientistas é com a parte ocidental da Antártida, que perdeu 159 bilhões de toneladas ao ano entre 2012 e 2017, bem acima das 65 bilhões de toneladas anualmente perdidas no período de 2002 a 2007.

Na região encontram-se os colossais Pine Island e Thwaites, os dois glaciares com o maior nível de perdas de gelo do mundo, e que, por tabela, mais contribuem para a subida do nível do mar. Menos problemática é a parte oriental da Antártica, que nos últimos anos experimentou tanto perdas quanto ganhos de massa, mantendo-re relativamente equilibrada.

Glaciar Thwaites: maior manto gelado da Antártica. (NASA / OIB / Jeremy Harbeck/Divulgação)

A península Antártica é um dos lugares de aquecimento mais rápido no planeta. As temperaturas na costa oeste subiram cerca de 2,9 graus Celsius (ºC) nos últimos 60 anos, cerca de três vezes a média global, enquanto as temperaturas da superfície do mar subiram mais de 1ºC.

Degelo na Antártica gera buraco subterrâneo gigante — e isso não é bom

Descoberta relatada em estudo liderado pela Nasa foi classificada como “perturbadora” pelos cientistas, que alertam para perigos do aquecimento do Polo Sul.

Um buraco gigantesco, com dois terços da área do distrito norte americano de Manhattan e quase 300 metros de altura (equivalente a da Torre Eiffel), está se abrindo debaixo do Glaciar Thwaites, o maior da Antártida. A descoberta relatada em um novo estudo liderado pela agência espacial dos Estados Unidos (NASA) foi classificada como “perturbadora” pelos cientistas, que alertam para os perigos do degelo subterrâneo no Polo Sul associado ao aquecimento global.

Gelo flutuante na parte ocidental da Antártica. (Mario Tama/Getty Images/Getty Images)

A península Antártica é um dos lugares em aquecimento mais rápido no Planeta. As temperaturas na costa oeste subiram cerca de 2,9 graus Celsius (ºC) nos últimos 60 anos, cerca de três vezes a média global, enquanto as temperaturas da superfície do mar subiram mais de 1ºC.

O tamanho e a taxa de crescimento do novo buraco, no entanto, surpreenderam os pesquisadores da NASA. Ele é grande o suficiente para conter 14 bilhões de toneladas de gelo, e a maior parte desse gelo derreteu nos últimos três anos. A cavidade gigantesca encontra-se sob o tronco principal da geleira a oeste, o lado mais distante da Península Antártica Ocidental. 

A descoberta é relevante porque a extensão da cavidade debaixo de uma geleira influencia o seu derretimento. Quanto mais calor e água sob a geleira, mais rápido ela derrete, com implicações para o aumento do nível do mar global.

Desequilíbrio 

O estudo mostra como a borda submarina do Glaciar, também chamada “linha de aterramento”, está mudando. Ao representar o limite entre a geleira e seu apoio sobre o leito marinho, a linha de aterramento é um indicador-chave da instabilidade do manto de gelo, porque as mudanças em sua posição refletem o desequilíbrio com o oceano circundante e afetam o fluxo do gelo interno.

Imagem mostrando a localização da abertura na Antartica

A área onde fica a abertura (assinalada pela estrela amarela), em uma imagem de de satélite da Nasa | Foto: SOCCOM

“Nós suspeitávamos há anos que a geleira Thwaites já não estava mais fortemente ligada ao leito de rocha abaixo”, disse em comunicado Eric Rignot, da Universidade da Califórnia, em Irvine, e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, Califórnia. Rignot é coautor do estudo, publicado nesta semana na Science Advances. “Graças a uma nova geração de satélites, podemos finalmente ver em detalhe”, disse ele.

Registros desse processo são importantes para os cientistas avaliarem a escala do desequilíbrio. Desde 1992, a geleira vem descolando de uma cordilheira no leito rochoso a uma taxa constante de cerca de 0,6 a 0,8 km por ano. Apesar da taxa de recuo da linha de terra ser considerada estável, a taxa de derretimento subterrâneo deste lado da geleira é extremamente alta.

Assim seria a aparência da maior cidade chinesa, Xangai, como resultado do aumento do nível oceânico pelo aquecimento global.

Segundo os cientistas, essas diferenças enfatizam a natureza complexa da instabilidade das camadas de gelo em todo o continente e a própria relação gelo-oceano, destacando a necessidade de observações mais detalhadas do que se passa abaixo das geleiras antárticas, e não apenas na superfície, para entender os diferentes mecanismos de recuo e calcular a rapidez com que o nível global do mar aumentará em resposta à mudança climática.

No final de 2019, uma colaboração internacional, envolvendo a National Science Foundation dos EUA e o British National Environmental Research Council, do Reino Unido, iniciará um projeto de campo de cinco anos para responder às questões mais críticas sobre os processos e características do Glaciar de Thwaites em um mundo em aquecimento e do descongelamento do polo sul.


“Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o TEMPO DA GRANDE COLHEITA se APROXIMA RAPIDAMENTE ao longo dos próximos anos. Você vai ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes.

Deverão acontecer fortes tsunamis e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e emissão de energia solar (CME-Ejeção de Massa Coronal do Sol)  que fará  importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreas metropolitanas submersas em todo o planeta“. SAIBA MAIS AQUI


Mais informações sobre ANTÁRTIDA, leitura adicional:

Permitida a reprodução desde que mantida na formatação original e mencione as fontes.

www.thoth3126.com.br

 

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