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O Código Cósmico – 11 – Um Tempo de Profecia

Posted by on 16/02/2020

Teria sido a demora para construir o Templo de Jerusalém devida à razão fornecida – o derramamento de sangue por Davi em guerras e feudos – ou foi apenas uma desculpa, obscurecendo outro motivo mais profundo? Pode-se estranhar que o período de tempo que se passou do pacto renovado com Abraão (e naquela ocasião também com Isaac) no monte Moriá até quando o templo foi construído, passaram-se exatamente mil anos.

É estranho porque o exílio de Marduk também durou mil anos; e isso parece ser mais do que uma simples coincidência. A Bíblia deixa claro que a época do início da construção do Templo foi determinada por Deus; embora os detalhes arquitetônicos estivessem prontos, foi Ele quem disse, por intermédio do profeta Nathan: “Ainda não, Davi não, mas o próximo rei, Salomão”.


Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

Livro O CÓDIGO CÓSMICO – A fantástica História dos Extraterrestres que Revelaram os Segredos Cósmicos à Humanidade (Zecharia Sitchin)


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento?” Provérbios 1:20,22



CAPÍTULO 11 – UM TEMPO DE PROFECIA

Da mesma forma, é evidente que não foi o próprio Marduk (Lúcifer, Baal) quem estabeleceu o tempo de seu exílio. Na verdade, é evidente que ele, desesperado, perguntou: até quando? Isso significa que ele não era conhecedor do tempo de seu exílio, que era determinado pelo que se poderia chamar de Sorte – ou, deliberadamente, pela mão invisível do Senhor dos Senhores, o Deus que os hebreus chamavam de Javé. A idéia de que um milênio – mil anos – significa mais do que um evento de calendário, prevendo eventos apocalípticos, é tida como derivada de uma narrativa visionária no Apocalipse, capítulo 20, em que é profetizado que o “Dragão, aquela velha serpente, que é o Diabo e Satã” (o próprio Marduk, Baal, Lúcifer), ficará preso por mil anos, atirado num poço e fechado lá por mil anos, incapaz de enganar as nações, até que o período de mil anos tenha sido cumprido.

Então Gog e Magog irão envolver-se numa guerra contra a Terra; a Primeira Ressurreição dos mortos vai ocorrer, e a Era Messiânica começará. Essas palavras visionárias, introduzindo no Cristianismo a noção (e expectativa) de um milênio apocalíptico, foram escritas no século I d.C. Portanto, embora o livro mencione a Babilônia como “império cruel”, os estudiosos e teólogos acreditam que se tratava de um codinome para Roma. Mesmo assim, é significativo que as palavras no Apocalipse ecoam as palavras do profeta Ezequiel (século VI a.C.), que menciona uma visão da ressurreição dos mortos no Dia do Senhor (capítulo 37) e a guerra mundial de Gog e Magog (capítulos 38, 39) deverá ocorrer no “final dos tempos”. Tudo foi revelado pelo profeta de Javé nos Dias Antigos, que “profetizara sobre os Anos”. “Os anos” a serem preenchidos, a contagem até o “Final dos Anos”. Muitos séculos, sem dúvida, passaram-se antes que chegasse a época de Ezequiel e a Bíblia oferecesse uma pista: Mil anos, aos olhos Dele, não representam mais do que a passagem de um dia.

A afirmação, no Salmo 90:4, é atribuída na Bíblia ao próprio Moisés; a aplicação de um milhar de anos a um tempo divino remonta, no mínimo, ao Êxodo. De fato, o Deuteronômio (7:9) assinala a duração do Pacto Divino com Israel por um período de “mil gerações”, e no salmo que Davi compôs quando a Arca da Aliança foi trazida para a Cidade de Davi, a duração de um milhar de gerações é mencionada mais uma vez (Crônicas 1,16:15). Outros salmos repetidamente aplicam o número “mil” para falar de Javé e suas maravilhas; o Salmo 68:18 fornece mil anos para a duração da Carruagem do Elohim. A palavra hebraica para “mil”, Eleph, é escrita com três letras: Aleph (“A”), Lamed (“L”) e Peh (“P” ou “F”). Também pode ser lida como Aleph, significando a primeira letra do alfabeto, numericamente igual a “1”. As três letras, somadas, perfazem o valor numérico de 111 (1+30+80), que pode ser encarado como tríplice afirmação da Unidade de Javé e do monoteísmo; sendo “Um” a palavra-código para “Deus”.

Não foi por acaso que as três letras arranjadas de outra forma (P-L-A) formam a palavra Peleh – a maravilha das maravilhas, um epíteto para o trabalho de Deus e os mistérios do Céu e da Terra, que estão fora da compreensão humana. Essa maravilha das maravilhas refere-se principalmente às coisas criadas e previstas no passado remoto; também foram objeto das perguntas de Daniel, quando procurou prever o Final dos Tempos (12:6). Dessa forma, parecem existir rodas dentro de rodas, significados no interior de significados, códigos dentro de códigos naqueles versos relacionados com o período de um milênio: não apenas no sentido óbvio numérico da seqüência do passar do tempo, mas também uma duração da Aliança, uma afirmação em código do monoteísmo e uma profecia em relação ao milênio e ao Final dos Tempos. E como a Bíblia deixa claro, o milhar de anos cuja contagem se iniciou com a construção do Templo – coincidiu com o que é agora chamado de último milênio a.C. – era uma época de profecias.

Para compreender os eventos e profecias do último milênio, é preciso voltar no relógio ao milênio anterior, à calamidade nuclear e à aceitação da supremacia de Marduk (Lúcifer, Baal). O Texto das Lamentações descreve a destruição e a desolação que tomaram conta da Suméria e Acádia à medida que a nuvem radioativa mortal progredia na direção da Mesopotâmia, e descreve como os deuses fugiram apressadamente de seus “centros de culto” enquanto o “Vento Mau” se aproximava deles. Alguns se “escondiam dentro das montanhas”, outros “escapavam para terras distantes”. Inana, deixando suas posses para trás, velejou para a África num navio submersível; a esposa de Enki, Ninki, “voando como um pássaro, foi para o Abzu, no sul da África, enquanto procurava um lugar seguro ao norte; Enlil e Ninlil partiram para um destino desconhecido, assim como a solteira Ninharsag.

Em Lagash, a deusa Bau viu-se sozinha, pois Ninurta partira desde a explosão nuclear; “chorou amargamente por seu templo” e permaneceu; o resultado foi trágico, pois “Naquele dia a tempestade a alcançou; Bau, como se fosse mortal, a tempestade a alcançou”. A lista de deuses que fugiram continua, até chegar a Ur e suas divindades. Lá, conforme mencionamos, Nanar/Sin se recusava a acreditar que o destino de sua cidade estava selado. Na lamentação que ela mesma escreveu mais tarde, seu esposo, Ningal, descreveu como, a despeito do cheiro desagradável dos mortos, cujos cadáveres lotavam a cidade, eles ficaram “e não fugiram”. Nem fugiram na noite que seguiu o dia terrível. Porém pela manhã, as duas divindades, encolhidas na câmara subterrânea de seu zigurate, compreenderam que a cidade estava condenada, e também partiram. A nuvem nuclear, dirigindo-se para o sul em virtude dos ventos, poupou a Babilônia; isso foi tomado como um presságio, reforçando os cinqüenta nomes que Marduk recebeu como indicação de sua merecida supremacia.

Seu primeiro passo foi realizar a sugestão de seu pai, de que os próprios anunnaki construíssem para ele sua casa/templo na Babilônia, a E.SAG.IL (“Casa da Cabeça Elevada”). A esse projeto na área sagrada foi adicionado um novo templo para a comemoração do Ano-Novo e para a leitura da Enuma elish revisada; seu nome, E.TEMEN.AN.KI (“Casa da Fundação Céu-Terra”), claramente indicava que substituíra a DUR.AN.KI (“Ligação Céu-Terra”) de Enlil, que estivera no centro de Nippur quando era o Centro de Controle de Missão. Os estudiosos prestaram atenção a essas questões matemáticas na Bíblia, deixando intocado o que deveria ter sido encarado como um enigma: por que a Bíblia Hebraica adotou completamente o sistema decimal, embora Abraão fosse um Ibri – um sumério de Nippur – e todas as histórias no Gênesis (como é indicado em Salmos e em todos os outros lugares) foram baseadas em textos sumérios? Por que o sistema sexagesimal (”base 60”) sumério não encontrou eco na numerologia da Bíblia – a prática que culminou no conceito de milênio? Fica-se pensando se Marduk conhecia essa questão.

Ele marcou sua idéia de supremacia proclamando uma Nova Era (a Era do Carneiro), revendo o calendário e construindo um novo Portal dos Deuses. Nesses degraus podem-se encontrar evidências de uma nova matemática – uma mudança silenciosa do sistema sexagesimal para o decimal. O ponto focal dessas mudanças foi o templo-zigurate que o honrava, que Enki sugeriu que fosse construído pelos próprios anunnaki. Descobertas arqueológicas das ruínas (depois de reconstruções sucessivas), assim como informações contidas nos tabletes, com detalhes precisos da construção, revelam que o zigurate foi erguido em sete estágios, o mais elevado dos quais servia como residência de Marduk. Planejado (como o próprio Marduk afirmou) “de acordo com os textos do Céu Superior”, tratava-se de uma estrutura quadrada cuja base ou primeiro estágio mediam 15 gar (cerca de 90 m de cada lado) e se elevava 5,5 gar (33 m). Acima desse havia outro estágio, menor e mais curto; assim por diante, até que todo o templo alcançasse uma altura combinada de 300 m, como os lados da base. O resultado era um cubo cuja circunferência era de 60 gar em cada uma das dimensões, conferindo à estrutura o número celestial de 3.600 quando elevado ao quadrado (60 x 60), e 216.000 quando elevado ao cubo (60 x 60 x 60).



Porém nesse número estava oculta uma mudança para o sistema decimal, já que representava o número zodiacal 2.160 multiplicado por 100. Os quatro lados do zigurate eram orientados com precisão para os quatro pontos cardeais da bússola. Um estudo feito por astro-arqueólogos demonstrou que a altura de cada um dos seis estágios era calculada com precisão para permitir observações do céu naquela região geográfica. O zigurate não tivera apenas a intenção de ultrapassar o Ekur de Enlil, mas também de assumir funções astronômicas e de produção de calendários. Assim foi realizada a revisão do calendário – uma questão de prestígio teológico, além da necessidade, por causa da alteração zodiacal (de Touro para Áries, em 2308 a.C. – Em 3113 nasce Krishna, início dos 5125 finais do Kali Yuga e do 13º Baktun do Calendário Maia). também necessitava do ajuste de um mês no calendário se Nissan (“O Porta-Estandarte”) continuasse o primeiro mês do calendário e o mês do equinócio de primavera. Para conseguir isso, Marduk ordenou que o último mês do ano, Addar, deveria ser dobrado naquele ano. (O recurso de dobrar o mês de Addar sete vezes num ciclo de dezenove anos foi adotado no calendário hebraico como forma de realinhar periodicamente os anos solares e lunares).

Assim como na Mesopotâmia, o calendário também foi revisto no Egito. Originalmente idealizado por Thoth, cujo “número secreto” era 52, dividia o ano em 52 semanas de sete dias cada uma, resultando num ano solar de 364 dias (um assunto importante no Livro de Enoch). Marduk (como Rá) instituiu, em vez disso, uma divisão do ano baseada em 10: dividiu o ano em 36 decanos de dez dias cada; os 360 dias resultantes eram então seguidos por cinco dias especiais, para completar 365. A Nova Era introduzida por Marduk não era monoteísta. Marduk (Lúcifer, Baal) não se declarou o único deus; na verdade, ele precisava que os outros deuses estivessem presentes para saudá-lo como “o deus supremo”. Para esse propósito, providenciou santuários, pequenos templos e residências para os deuses principais, e os convidou a irem morar lá. Nos textos não existe indicação de que tenham aceitado o convite. Na verdade, quando a dinastia idealizada por Marduk finalmente foi instalada na Babilônia por volta de 1890 a.C., os deuses dispersados começaram a estabelecer seus próprios domínios ao redor da Mesopotâmia. Importante entre eles foi Elam no leste, com Susa (mais tarde a bíblica Shushan) como sua capital e Ninurta como o “deus nacional”.

Para o oeste, ficava um reino cuja capital era chamada Mari (do termo Amurru, a Ocidental), que floresceu às margens ocidentais do Eufrates; seus palácios magníficos eram decorados com murais mostrando Ishtar coroando o rei, mais uma prova da alta reputação da deusa ali. Nas montanhas, terra dos Hatti, onde os hititas já adoravam o filho mais novo de Enlil, Adad, usando seu nome hitita, Teshub (O Deus do Vento/Tempestade), começou a crescer um reino com força e aspirações a tornar-se um império. E entre a terra dos hititas e a Babilônia havia um reino novo – o da Assíria, com um panteão idêntico ao dos sumérios e acadianos, com exceção do deus nacional, que se chamava Ashur – “Aquele que Vê”. Combinava os poderes de Enlil e Anu, e sua representação era feita no interior de um objeto circular alado; dominava os monumentos assírios. Na África distante, havia o Egito, o Reino do Nilo.

Porém lá o período era caótico, chamado pelos estudiosos o Segundo Período Intermediário, o que removeu o país do cenário internacional até que o Novo Reinado começasse, por volta de 1650 a.C. Os estudiosos acham difícil explicar por que o Oriente Médio se agitou naquele período. A nova (17ª.) dinastia que assumiu o controle do Egito foi tomada de fervor imperial, atirando-se contra a Núbia ao sul, contra a Líbia a oeste e contra as terras da costa do Mediterrâneo. Na terra dos hititas, um novo rei enviou seu exército através da barreira das montanhas Taurus, também ao longo da costa mediterrânea; seu sucessor conquistou Mari. E na Babilônia, o povo dos cassitas apareceu subitamente (vindo das montanhas a nordeste da região ao longo do mar Cáspio) e atacou a Babilônia, extinguindo abruptamente a dinastia que começara com Hamurabi.

À medida que cada nação clamava por ir à guerra em nome e sob as ordens de seu deus nacional, os conflitos poderiam representar uma luta entre os deuses, usando seus devotos humanos. Uma pista que parece confirmar esse fato é que todos os nomes teofóricos dos faraós da 18º. dinastia largaram o sufixo ou prefixo Rá ou Amen em favor de Thoth. A mudança, que se iniciou com Tutmés (algumas vezes chamado de Tutmósis) I em 1525 a.C., marcou também o início da opressão dos israelitas. O motivo dado pelo faraó é revelador: ao empreender expedições militares contra os naharin, no Alto Eufrates, ele temia que os israelitas se tornassem uma quinta-coluna interna. O motivo? Naharin era a própria área onde se localizava Haran, e onde as pessoas descendiam dos parentes patriarcas.

Ainda que isso explique os motivos para a opressão dos israelitas, deixa inexplicado por que e com que propósito os egípcios – agora venerando Thoth – enviaram exércitos para conquistar a distante Haran. É um mistério que é bom manter na memória. As expedições militares por um lado e a opressão dos israelitas por outro, que terminou com o edito ordenando a matança de todos os recém-nascidos machos dos israelitas, atingiram seu ápice sob o reinado de Tutmés III, forçando Moisés a fugir depois (de ter assassinado um oficial egípcio) de ter optado por seu povo. Ele só pôde voltar do deserto do Sinai para o Egito depois da morte de Tutmés III, em 1450 a.C. Dezessete anos mais tarde, em seguida a reiterados pedidos e a uma série de pragas lançadas por Javé sobre o Egito e seus deuses, os israelitas puderam partir e o Êxodo começou.

Dois incidentes mencionados na Bíblia e uma mudança importante no Egito indicam repercussões teológicas entre outros povos como resultados de milagres e maravilhas atribuídos a Javé em apoio a seu “povo escolhido”. “Ora Jetro, sacerdote de Madian e sogro de Moisés, tendo ouvido tudo o que Deus tinha feito a favor de Moisés e do seu povo de Israel”, lemos no Êxodo, cap. 18, foi até o acampamento de Moisés e escutou dele tudo o que se passara, comentando: “Agora conheço que Javé é grande sobre todos os deuses”, e ofereceu sacrifícios a Javé. O incidente seguinte (descrito em Números 22-24) ocorreu quando o rei moabita reteve o vidente Balaan, pedindo que ele lançasse uma maldição nos israelitas que avançavam. Mas “O espírito de Deus desceu sobre Balaan” e, numa “visão divina”, ele viu que a Casa de Jacó era abençoada por Javé, e que Sua palavra não podia ser contrariada. O reconhecimento por um sacerdote não-hebreu e pelo vidente dos poderes e da supremacia de Javé teve um efeito inesperado na família real egípcia. Em 1379 a.C. – quando os israelitas entravam em Canaã -, um novo faraó [Amenófis I] que substituiu seu nome por Akhenaton, representado pelo disco alado, mudou sua capital para outro lugar e começou a adorar um deus único. Foi uma experiência breve, encurtada pelos sacerdotes de Amon-Rá.

Breve também foi o conceito de paz universal que acompanhou a fé em um deus universal. Em 1296 a.C., o exército egípcio, sempre insistindo em atacar a região de Haran, foi derrotado definitivamente pelos hititas na batalha de Kadesh (onde hoje é o Líbano). Enquanto os hititas e os egípcios fustigavam uns aos outros, havia mais espaço para os assírios se estabelecerem. Uma série de expansões virtualmente em todas as direções culminou na reconquista da Babilônia pelo rei assírio Tukulti-Ninurta I – um nome teofórico que indicava uma aliança religiosa – e na captura do deus da Babilônia, Marduk. O que se seguiu é típico do politeísmo da época: longe de denegrir o deus, ele foi trazido para a capital assíria e, quando chegou a hora da cerimônia do Ano Novo, foi Marduk, não Ashur, quem presidiu os rituais antigos. Essa “unificação de igrejas”, para forjar uma expressão, não conseguiu evitar a crescente exaustão entre os reinos outrora imperiais; por muitos séculos, os dois antigos poderes da Mesopotâmia juntaram-se ao Egito e aos hititas numa retração e perda de fervor conquistador.

Sem dúvida foi essa retração de tentáculos imperiais que tornou possível o surgimento de cidades Estados na Ásia Ocidental, sobretudo ao longo da costa do Mediterrâneo, na Ásia Menor e até mesmo na Arábia. Esse surgimento, entretanto, tornou-se um ímã que atraiu imigrantes e invasores de todas as direções. Invasores que vieram em navios – os “Povos do Mar”, como os egípcios os chamavam, tentaram acomodar-se no Egito e acabaram ocupando a costa de Canaã. Na Ásia Menor, os gregos lançaram mil navios contra Tróia. Pessoas falando línguas indo-européias forçaram caminho pela Ásia Menor e rio Eufrates abaixo. Os primeiros persas invadiram Elam. Na Arábia, tribos que se tornaram ricas controlando rotas de comércio começaram a voltar os olhos para o norte. Em Canaã, cansados de guerrear contra cidades-reinados ao redor, os israelitas enviaram, por intermédio do alto sacerdote Samuel, um pedido a Javé: Torne-nos uma nação forte, dê-nos um rei! O primeiro foi Saul; depois dele veio Davi, e em seguida a transferência da capital para Jerusalém.

A Bíblia lista Homens de deus durante esse período, chegando a chamá-los “profetas” no sentido estrito da palavra: “porta-vozes” de deus. Entregavam mensagens divinas, mas apresentavam mais as qualidades de sacerdotes de oráculo, conhecidos por todos na Antiguidade. Foi apenas depois da construção do Templo para Javé que a profecia – a predição das coisas que estão para vir – floresceu. E não havia nada parecido com o Profeta Hebraico da Bíblia, que combinava a oração por justiça e moralidade com a visão aberta para acontecimentos futuros, em qualquer lugar do mundo antigo (Nota de Thoth: aqui Sitchim puxa a brasa para a sardinha hebraica, pois naquele tempo haviam sacerdotes e especialmente “sacerdotisas” que não eram profetas de deuses PATRIARCAIS, mas que compreendiam o “sagrado feminino’ e o serviam). O período que agora examinamos com detalhes, o milênio anterior a Cristo, na verdade foi o último milênio na história humana de 4 mil anos iniciada com o surgimento da civilização suméria. O ponto médio nesse drama humano, cuja história chamamos de Crônicas Terrestres, foi o holocausto nuclear provocado pelos “deuses”, o desaparecimento da Suméria e da Acádia e a passagem do bastão (novamente o “falo” dos “patriarcas”) sumério para Abraão e sua semente.

Ali estava o divisor de águas depois dos primeiros 2 mil anos. Agora, a metade seguinte da história, cujos últimos dois milênios começaram na Suméria, com uma visita de Anu à Terra, por volta de 3760 a.C.(início do calendário hebreu, antepenúltima passagem de Nibiru pelo sistema solar), também chegava ao final. Aquilo, sem dúvida, foi o fio que ligou os grandes profetas bíblicos da época. O ciclo iria fechar-se, o que fora previsto no Início dos Anos deve se tornar verdadeiro ao Final dos Anos. A humanidade (mas muito mais os “deuses-elohim) recebeu uma oportunidade de arrepender-se, de retornar à justiça e à moralidade, reconhecer que havia apenas um Deus verdadeiro, o Deus dos próprios elohim. Com cada palavra, visão, ato simbólico, os profetas martelavam a mesma mensagem; o tempo terminou, grandes eventos estão para acontecer. Javé não procura a morte dos ímpios – Ele busca a volta deles para o reto agir. O homem não pode controlar seu Destino, mas pode controlar a Sorte; homens, reis e nações podem escolher o caminho a seguir. Porém se o mal prevalecer, se a injustiça dominar as relações humanas, se uma nação continuar a tomar da espada contra outras nações, tudo será julgado e condenado no Dia do Senhor.

Como a própria Bíblia admite, não é uma mensagem para uma audiência receptiva. Cercados de pessoas que pareciam saber a quem adoravam, era pedido aos judeus que aderissem a padrões estritos, exigidos por um deus invisível, cuja própria imagem não se conhecia. Os verdadeiros profetas de Javé logo viram-se ocupados a lidar com os “falsos profetas”, que também diziam estar entregando a “mensagem de Deus”, Sacrifícios e doações ao Templo irão anular todos os pecados, era o que se acreditava. Javé não quer seus sacrifícios, mas quer que vivam em justiça, disse Isaías. Grandes calamidades irão se abater sobre os ímpios, disse Isaías. Não, não… A paz está chegando, afirmavam os falsos profetas. Para serem ouvidos, os profetas bíblicos recorreram a milagres – assim como Moisés, instruído por deus, recorrera a milagres para obter a libertação dos israelitas pelo faraó, e depois para convencer os próprios israelitas do poder de Javé. A Bíblia descreve em detalhes as dificuldades enfrentadas pelo profeta Elias, durante o reinado (no reino de Israel) de Acab e sua esposa fenícia Jezebel, que trouxe com ela o culto ao deus cananeu Baal (Marduk, Lúcifer).

Tendo já estabelecido sua reputação ao fazer a farinha e o óleo de uma mulher durar e durar muito tempo, e ressuscitando um garoto que havia morrido, o maior desafio de Elias foi um confronto com os “profetas” de Baal, no monte Carmelo, para determinar quem era o profeta verdadeiro. Em frente a uma multidão presidida pelo rei, devia-se realizar um milagre: o sacrifício estava pronto sobre uma pilha de madeira, porém nenhum fogo foi aceso, pois precisava vir do céu. E os profetas de Baal chamavam-lhe o nome desde a manhã até o meio-dia, sem obter resultado algum (Reis I, cap. 18). Escarnecendo deles, Elias disse: Talvez seu deus esteja dormindo. Por que não chamam mais alto? Foi o que fizeram, até a tarde, mas nada aconteceu. Então Elias apanhou pedras e reconstruiu para Javé o altar que estava em ruínas, colocou a rês sacrificial sobre ele e pediu ao povo para derramar água sobre o altar, para se certificar de que não havia ali nenhum fogo oculto. Então chamou o nome de Javé, o deus de Abraão, Isaac e Jacó; “e o fogo de Javé desceu sobre o sacrifício e tudo que havia ali se queimou”.

Convencidos da supremacia de Javé, o povo apanhou os sacerdotes de Baal (Marduk, Lúcifer) e os matou a todos. Depois que Elias foi levado para o Céu num carro de fogo, seu discípulo e sucessor Eliseu também realizou milagres para estabelecer sua autenticidade como profeta de Javé. Transformou a água em sangue, ressuscitou um menino morto, encheu de azeite recipientes, alimentou algumas centenas de pessoas com um pouco de comida que sobrara e fez uma barra de ferro flutuar na água. Quão críveis eram esses milagres na época? Sabemos pela Bíblia – as histórias da época de José e do Êxodo -, assim como pelos próprios textos egípcios, como As Histórias dos Mágicos, que a corte possuía seus magos e adivinhos. A Mesopotâmia tinha sacerdotes-adivinhos e oráculos, pitonisas e videntes, além dos que interpretavam sonhos. Apesar disso, quando uma disciplina chamada Crítica da Bíblia entrou na moda, no século XIX d.C, tais histórias de milagres cederam à exigência de que tudo na Bíblia precisava ser apoiado por fontes independentes para ser acreditado. Felizmente, entre os últimos achados pelos arqueólogos do século XIX estava uma estela do rei moabita Mesha, na qual ele não apenas corroborava os dados em relação à Judéia do tempo de Elias, mas foi um dos poucos textos extrabíblicos que mencionaram Javé pelo nome completo. Embora não constitua uma confirmação dos milagres em si, esse achado – como outros, depois – auxiliou a identificar eventos e personalidades mencionados na Bíblia.

Ao mesmo tempo que os textos e artefatos descobertos por arqueólogos forneceram corroboração, também lançaram luz sobre diferenças profundas entre profetas bíblicos e adivinhos de outras nações. Desde o início, a palavra hebraica Neb’ im, traduzida por “profetas”, mas literalmente significando “porta-voz” de Deus, explicava que a magia e a premonição não vinham deles, mas de Deus. Os milagres eram d’Ele, e o que era previsto pela boca dos profetas era a palavra que Deus ordenara. Além do mais, em vez de agir como empregados da corte, bajulando e concordando, eles freqüentemente criticavam e admoestavam os poderosos por erros pessoais ou decisões erradas para o país. Até mesmo o rei Davi (alma de Jesus) sofreu uma reprimenda por haver desejado a mulher [Betsabé, alma de Maria Madalena] de Urias, o hitita. Por outra estranha coincidência – se é que assim podemos encará-la -, ao mesmo tempo que Davi conquistou Jerusalém tomou as primeiras medidas para estabelecer a Casa de Javé na Plataforma Sagrada, o que era chamado de decadência da Velha Assíria terminou abruptamente, e, sob uma nova dinastia, iniciou-se o que os historiadores chamam de período neo-assírio. Assim que o Templo de Javé foi construído, Jerusalém começou a atrair a atenção de governantes distantes.

Como conseqüência direta, seus profetas também voltaram as visões para o cenário internacional, e juntaram profecias em relação ao mundo no que se relacionavam com a Judéia, com o reino de Israel (norte) dividido, seus reis e habitantes. Era uma visão mundial impressionante por sua abrangência e compreensão – por profetas que, antes de serem chamados por Deus, não passavam de simples aldeões. Tal conhecimento profundo de terras e nações distantes, do nome dos reis (em alguns casos, até o apelido), de seu comércio e de rotas comerciais, dos exércitos e da formação de forças de luta, deve ter impressionado os reis da Judéia na época. Certa feita, o profeta Ananias (alertando o rei da Judéia contra um tratado com os armênios) explicou ao rei: Confie na palavra de Javé, pois “são os olhos de Javé que varrem a Terra inteira”. No Egito, também, um período de desunião terminou quando uma nova dinastia, a 22º. uniu o país e relançou o envolvimento nos negócios internacionais. O primeiro soberano, o faraó Sheshonk, detém a fama histórica de ser o primeiro a entrar em Jerusalém e predar seus tesouros (sem, no entanto, danificar ou saquear o Templo). O evento, ocorrido em 928 a.C., é relatado em Reis I, cap. 14 e em Crônicas II, cap. 12; tudo foi previsto por Javé ao rei da Judéia e seus nobres, antes de acontecer, pelo profeta Semaías; foi também um dos casos em que a narrativa bíblica se confirmou a partir de outro texto, independente – nesse caso, o do próprio faraó, nas paredes sul do templo de Amon, em Karnak (atual Luxor).

Invasões assírias dos reinados judeus, relatadas com precisão na Bíblia, iniciaram-se com o reino do norte, Israel. De novo os registros bíblicos são totalmente confirmados pelos anais dos reis assírios; Salmanasar III (858-824 a.C.) chegou a representar o rei israelita Jeú prostrando-se à sua frente, numa cena dominada pelo símbolo do disco alado, também símbolo de Nibiru. Algumas décadas mais tarde, outro rei israelita repeliu um ataque, pagando adiantadamente um tributo ao rei assírio Teglate-Falasar III (745-727 a.C.). Porém isso só serviu para ganhar tempo: em 722 a.C., o rei assírio Salmanasar V marchou sobre o reino do norte, capturou a capital Samaria (Shomron – “Pequena Suméria” – em hebraico) e exilou seus reis e nobres. Dois anos depois, o rei assírio seguinte, Sargão II (721-705 a.C.) exilou o restante do povo – dando início ao enigma das Dez Tribos Perdidas de Israel – e extinguiu a existência independente daquele Estado. Os reis assírios começavam cada registro de suas campanhas militares com as palavras “Sob as ordens de meu deus Assur”, o que conferia às conquistas um ar de guerras religiosas. A conquista e o domínio de Israel foram tão importantes que Sargão, ao registrar suas vitórias nos muros de seu palácio, começou a inscrição identificando-se como: “Sargão, conquistador da Samaria e de toda a terra de Israel”. Com esse feito, coroando suas conquistas, ele escrevia: “Aumentei o território que pertence a Assur, o rei dos deuses”.

Enquanto tais calamidades, segundo a Bíblia, recaíam sobre Israel, porque seus líderes e o povo não davam ouvidos aos conselhos e reprimendas dos profetas, os reis da Judéia, ao sul, eram mais atentos às orientações dos profetas, e por algum tempo gozaram um período de paz relativa. Porém os assírios mantinham um olho em Jerusalém e no Templo; os motivos não são explicados, muitas expedições guerreiras se iniciavam na região de Haran, depois estendiam-se na direção oeste, para a costa do Mediterrâneo. De forma significativa, os anais dos reis assírios, descrevendo as conquistas e domínios na área de Haran, identificaram pelo nome uma cidade chamada Naor e outra chamada Labão – cidades que tinham os nomes do irmão e do cunhado de Abraão. A vez da Judéia e especificamente de Jerusalém não tardou a chegar.

A tarefa de aumentar os territórios a “comando” do deus Assur até a Casa de Javé recaiu sobre Senaqueribe, o filho de Sargão II e seu sucessor em 704 a.C. Com o objetivo de consolidar as vitórias do pai e colocar um fim às intermitentes revoltas nas províncias assírias, ele devotou sua terceira campanha (701 a.C.) à conquista da Judéia e de Jerusalém. Os eventos e circunstâncias dessa tentativa foram extensivamente registrados, tanto nos anais dos assírios quanto na Bíblia, tornando-se um dos episódios mais bem documentados de veracidade bíblica. Foi também um fato que mostrou a veracidade da profecia bíblica, seu valor como guia de premonição, e a magnitude de sua visão geopolítica. Além do mais, existe evidência física – até os dias atuais – corroborando e ilustrando um aspecto importante desses eventos; assim todos podem ver com os próprios olhos quão real e verdadeiro foi tudo.

À medida que iniciamos a relatar esses acontecimentos com as palavras do próprio Senaqueribe, convém observar que a campanha contra Jerusalém começou com um desvio para a terra dos hititas, na área de Haran, e só depois voltou-se para oeste até a costa do Mediterrâneo, onde a primeira cidade atacada foi Sídon: Em minha terceira campanha, marchei contra Hatti. Luli, rei de Sídon, a quem o terror da fama do meu domínio impressionou, fugiu para além-mar e pereceu. O esplendor, que inspira respeito pela Arma de Assur, meu senhor, sobrepujou as cidades fortes da Grande Sídon… Todos os reis de Sídon a Arvad, Biblos, Ashdod, Beth-Amon, Moab e Adom trouxeram suntuosos presentes; o rei de Ascalon eu deportei para a Assíria…

A inscrição continua:

Quanto a Ezequias, o judeu que não submeteu ao meu domínio 46 de suas cidades muradas, assim como as pequenas cidades nas vizinhanças, que eram sem-número… Eu as sitiei e tomei e 200.150 pessoas, velhos e jovens, homens e mulheres, cavalos, mulas, camelos, jumentos, gado e carneiros eu retirei deles.

A despeito dessas perdas, Ezequias permaneceu irredutível – porque o profeta Isaías profetizara o seguinte: Não tema o atacante, pois Javé vai impor seu espírito a ele, e ele vai ouvir um rumor, e retornará à sua terra, e lá será derrubado pela espada… “Assim falou Javé: o rei dos assírios não entrará nessa cidade! Ele voltará pelo caminho por onde veio, pois protegi a cidade para salvá-la, por mim e por meu servo Davi.” (Reis II, capo 19). Desafiado por Ezequias, Senaqueribe continuou em seus anais: Em Jerusalém, tornei Ezequias prisioneiro em seu palácio real, como um pássaro na gaiola, cercando-o com aterros, molestando aqueles que saíam pelos portões da cidade.
“Depois retirei regiões do reino de Ezequias e as dei para os reis de Ashdod, Ekron e Gaza – cidades Estados filistéias – e aumentei o tributo de Ezequias”, escreveu Senaqueribe. Então listou o tributo que Ezequias “me mandou mais tarde, em Nínive”.

Dessa forma, quase imperceptivelmente os anais deixam de mencionar a conquista de Jerusalém ou o aprisionamento de seu rei – apenas impõe o tributo pesado: ouro, prata, pedras preciosas, antimônio, pedras vermelhas cortadas, mobília incrustada em marfim, couros de elefante “e todos os tipos de tesouros valiosos”. A fanfarronada omite o relato fiel do que verdadeiramente aconteceu em Jerusalém; a fonte de história mais detalhada é a Bíblia. Nos registros, em Reis II, capítulo 20, no livro do profeta Isaías e no Livro das Crônicas, consta que “no décimo quarto ano de Ezequias, Senaqueribe, o rei da Assíria, atacou as cidades fortificadas da Judéia e as tomou. Depois Ezequias, o rei da Judéia, enviou uma mensagem ao rei da Assíria, que estava em Lachish, dizendo: Cometi um erro. Volte, e o que quer que resolva, eu cumprirei.

Então o rei da Assíria impôs a Ezequias, o rei da Judéia, 300 barras de prata e 30 barras de ouro”, e Ezequias pagou tudo, incluindo um tributo extra de bronze, retirado das portas do palácio. Porém o rei da Assíria renegou o acordo. Em vez de se retirar para a Assíria, enviou uma grande força militar contra a capital da Judéia; e de acordo com a tática que vinha utilizando, sitiou a cidade e capturou seus reservatórios de água. A tática funcionou em todos os lugares, mas não em Jerusalém. Pois, sem que os assírios soubessem, Ezequias possuía um túnel escavado por sob as muralhas da cidade que desviava as águas abundantes da Fonte de Gihon para a Cisterna de Siloh no interior da cidade. Esse túnel secreto subterrâneo abastecia de água fresca toda Jerusalém, inutilizando os planos dos assírios.

Frustrado pela falha de sua tática para subjugar a cidade, o comandante assírio se voltou para a guerra psicológica. Falando em hebraico para que os defensores entendessem, ele apontou a inutilidade da resistência. Nenhum dos deuses das outras nações poderia salvá-los; quem era esse “Javé” e por que faria melhor por Jerusalém? Era um deus tão falível quanto os outros…. Escutando aquilo, Ezequias rasgou suas roupas, colocou os sacos dos enlutados e foi até o Templo de Javé, rezar para “Javé, o deus de Israel, que habita entre querubins, Deus único de todas as nações, Criador do Céu e da Terra”. Assegurando que sua prece seria ouvida, o profeta reiterou a promessa divina: o rei assírio não entrará jamais na cidade; vai voltar para a casa dele fracassado, e lá será assassinado. Naquela noite aconteceu um milagre, e a primeira parte da profecia se realizou: Aconteceu, pois, que naquela noite veio o “Anjo do Senhor” e matou no campo dos assírios 185 mil homens. E Senaqueribe, tendo-se levantado ao amanhecer, viu todos aqueles corpos dos mortos. E Senaqueribe, rei dos assírios, retirou-se e partiu para ficar em Nínive.
Reis II, 19:35-36

Num post-scriptum, a Bíblia fez questão de registrar que a segunda parte da profecia também se realizou: “E Senaqueribe foi embora e retornou a Nínive. E quando ele, no templo, adorava seu deus Nesroc, Adramelec e Sarasar, seus filhos, o mataram com uma espada e fugiram para a terra dos armênios, e em lugar dele reinou seu filho Asaradão”. O texto bíblico em relação à forma como Senaqueribe morreu sempre intrigou os estudiosos, pois os anais reais dos assírios tratavam a morte do rei como um mistério. Apenas recentemente os estudiosos, com o auxílio de achados arqueológicos, confirmaram os relatos bíblicos: Senaqueribe realmente foi assassinado (no ano 681 a.C.) a golpes de espada por dois de seus próprios filhos, e o herdeiro do trono tornou-se outro filho, mais novo, chamado Asaradão. Podemos também acrescentar outros dados para confirmar a veracidade da Bíblia. No século XIX, arqueólogos explorando Jerusalém descobriram que o Túnel de Ezequias era um fato, não mito; que um túnel subterrâneo realmente servia para conduzir ao interior da cidade um suprimento secreto de água – fora perfurado, através da rocha, por sob as muralhas de defesa, na época dos reis judeus! Em 1838, o explorador Edward Robinson foi o primeiro nos tempos modernos a atravessar todo o comprimento do túnel, um total de 533 m. Nas décadas que se seguiram, outros exploradores da antiga Jerusalém (Charles Warren, Charles Wilson, Claude Conder, Conrad Schick) limparam e examinaram o túnel e suas várias saídas.

Jerusalém

Sem dúvida, ele ligava a Fonte de Gihon (ao lado de fora das muralhas defensivas) com a Cisterna de Siloh no interior da cidade. Então, em 1880, meninos brincando descobriram no meio do túnel uma inscrição esculpida na parede. As autoridades turcas da época ordenaram que o segmento de parede fosse retirado e levado a Istambul. Foi então estabelecido que a inscrição, em hebraico antigo, a escrita corrente na época dos reis judeus, comemorava o final das obras do túnel, quando os construtores do Túnel de Ezequias, cortando a rocha dos dois lados, encontraram-se exatamente no ponto onde a inscrição fora achada. A inscrição (o pedaço de rocha retirado da parede do túnel), narrava o seguinte:  …O túnel. E este é o relato do avanço. Quando [os operários ergueram] cada picareta na direção do companheiro, e enquanto ainda havia três cúbitos para serem escavados, a voz de um homem foi ouvida chamando seu companheiro, pois havia uma rachadura na rocha à direita… E no dia do encontro, os operários golpearam cada um na direção de seu camarada, picareta contra picareta. E a água começou a fluir de sua fonte até a cisterna, 1.200 cúbitos; e a altura da pedra sobre as cabeças dos operários era de 100 cúbitos.

A precisão e a veracidade da narrativa bíblica dos eventos em Jerusalém estenderam-se até ocorrências na distante Nínive, em relação à sucessão do trono da Assíria. Foi realmente um caso triste que atirou os filhos de Senaqueribe contra ele e terminou com o filho mais novo, Asaradão, assumindo o trono. Os eventos sangrentos são descritos nos Anais de Asaradão (no artefato conhecido como Prisma B), no qual ele descreve sua escolha de sucessão em detrimento de seus irmãos mais velhos como resultado de uma profecia feita a Senaqueribe pelos deuses Shamash e Adad – uma escolha aprovada pelos grandes deuses da Assíria e da Babilônia “e por todos os outros deuses residindo no Céu e na Terra”. O final trágico de Senaqueribe foi apenas um dos dramas em relação ao papel e posição do deus Marduk (Baal, Lúcifer). Os assírios tentaram subjugar os babilônios e trazer Marduk para a capital assíria, mas não funcionou, e em poucas décadas Marduk retornou à sua posição de honra na Babilônia. Os textos sugerem que um dos aspectos principais dessa volta foi a necessidade de celebrar o festival de Akitu, no Ano-Novo, no qual o Enuma elish era lido publicamente, e a ressurreição de Marduk, reencenada na Babilônia, e em nenhum outro lugar. No reinado de Teglate-Falasar III, a legitimação do rei requeria sua humildade perante Marduk, até que Marduk “tomasse ambas as mãos nas dele” (nas palavras do rei). Para solidificar a escolha de Asaradão como seu sucessor, Senaqueribe o tinha indicado como vice-rei da Babilônia (e nomeara a si mesmo “rei da Suméria e da Acádia”).

Quando subiu ao trono, Asaradão fez o juramento solene “na presença dos deuses da Assíria: Ashur, Sin, Shamash, Nebo e Marduk”. (Ishtar, embora não estivesse presente, foi invocada em outros anais). Mas todos esses esforços para reunir as religiões falharam na tentativa de trazer estabilidade ou paz. Quando começou o VII século a.C., na segunda metade do que seria, contando a partir do início sumério, o Último Milênio, a agitação tomou conta das grandes capitais e espalhou-se pelo mundo antigo. Os profetas bíblicos previram o que estava chegando; era o começo do Fim, anunciaram eles, por parte de Javé. Nos cenários previstos pelos profetas, Jerusalém e sua Plataforma Sagrada seriam o ponto focal de uma catarse mundial. A fúria divina iria manifestar-se em primeiro lugar contra a cidade e seus habitantes, pois estes haviam abandonado Javé e seus mandamentos. Os reis das grandes nações seriam instrumentos da ira de Javé.

Mas, por outro lado, cada um deles seria julgado no Dia do Julgamento. “Será um julgamento para todos os viventes, pois Javé tem uma disputa com todas as nações”, anunciou o profeta Jeremias. A Assíria, disse o profeta Isaías citando Javé, era o bastão de punição; ele a via caindo sobre várias nações, inclusive invadindo o Egito (uma profecia que se realizou); mas, depois, a Assíria também seria julgada por seus excessos. A Babilônia seria a seguinte, disse o profeta Jeremias; seu rei conquistaria Jerusalém, mas, setenta anos mais tarde (conforme ocorreu), também Babilônia cairia de joelhos. Os pecados das nações grandes e pequenas, desde o Egito e a Núbia até a China distante (!), seriam julgados no Dia de Javé. Uma por uma, as profecias se realizaram.

A respeito do Egito, o profeta Isaías previa sua ocupação por forças assírias, depois de uma guerra de três anos. A profecia se realizou pelas mãos de Asaradão, o sucessor de Senaqueribe. O que parece notável, além do fato de a profecia realizar-se, é que antes de levar seu exército para o oeste, depois para o sul, na direção do Egito, o rei assírio fez um desvio para Haran! Isso ocorreu em 675 a.C., e, no mesmo século, a sorte da Assíria já estava selada. Uma Babilônia que ressurgia sob o reinado de Nabopolasar conquistou a capital assíria, Nínive, derrubando os diques dos rios e inundando a cidade – assim como o profeta Naum previra (1:8). O ano era 612 a.C. Os restos do exército assírio se retiraram – de todos os lugares – para Haran; contudo, lá, o último instrumento do julgamento divino apareceu. Javé disse a Jeremias (Jeremias 5:15-16) que seria “uma nação distante… uma nação cuja linguagem vós não conheceis”: Contemplai, eis aqui que vem um povo de uma terra do norte, e uma nação grande se levantará dos confins da Terra. Eles tomarão setas e escudos; eles são cruéis e não terão piedade; Suas vozes soarão como o mar, e montarão em cavalos, dispostos como homens valentes. Jeremias 6:22-23

Os registros mesopotâmicos daquele tempo falam de uma aparição súbita, vinda do norte, dos Umman Manda – talvez hordas avançadas de cavaleiros citas da Ásia Central, talvez precursores dos medas, das planícies de onde hoje se localiza o Irã. Em 610 a.C., eles tomaram Haran, onde os restos do exército assírio se alojavam, e conseguiram o controle daquela importante encruzilhada. Em 605 a.C. um exército egípcio, liderado pelo faraó Necau II, mais uma vez atacou – como Tutmés III tentara, antes do Êxodo – e conquistou Naharin, no Alto Eufrates. Porém uma força combinada de babilônios e Umman-Manda [liderada por Nabucodonosor] venceu os egípcios, na batalha decisiva de Karkemish, perto de Haran, dando um golpe final na conquista egípcia. Era o que Jeremias profetizara em relação ao Egito arrogante e seu faraó Necau II: O Egito sobe à maneira de um rio, e suas ondas se moverão como rios, e dirá: Subindo, cobrirei a Terra. Destruirei as cidades e os seus moradores… E aquele dia, o dia de Javé, Deus dos Exércitos, será um dia de vingança, na terra do norte, junto ao rio Eufrates… O “Senhor dos Exércitos”, Deus de Israel, disse: “O faraó Amenófis de Tebas e o Egito e seus deuses e seus reis estarão nas mãos daqueles que procuram a sua alma, e nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e nas mãos dos seus servos eu entregarei”.
Jeremias cap. 46

A Assíria estava derrotada – o vencedor se tornara vítima. O Egito perdera e seus deuses tinham caído em desgraça. Não havia poder suficiente para enfrentar a Babilônia – não para a Babilônia que descarregava a raiva de Javé contra a Judéia, e depois encarava seu próprio destino. À testa da Babilônia havia agora um rei com ambições imperiais. Recebeu o trono em virtude da vitória em Karkemish e o nome real Nabucodonosor (II), um nome teofórico que incluía o de Nabu, filho e porta-voz de Marduk. Ele não perdeu tempo em lançar campanhas militares “pelos poderes de meus senhores Nabu e Marduk”. Em 597 a.C. enviou suas forças a Jerusalém, ostensivamente apenas para remover dali o rei pró-egípcio Joaquim II e substituí-lo por seu filho Joachin, ainda adolescente. Tratava-se apenas de um teste; de uma forma ou de outra, ele estava destinado a cumprir o papel que Javé lhe destinara, como a mão que castigaria Jerusalém pelos pecados de seu povo; entretanto a própria Babilônia seria posteriormente julgada: Estas palavras Javé falou acerca de Babilônia – Anunciai entre as nações, e fazei-lho ouvir. Levantai bandeira, publicai-o e não lho encubrais. Dizei: Babilônia foi tomada, Bel ficou confundido, Marduk foi destroçado, confundidos têm sido os seus simulacros, derrotados ficaram os ídolos deles. Porque subiu contra ela gente do norte, que tornará sua terra em solidão: e não haverá quem a povoe. Jeremias 50:1-3

Também será uma catarse por toda a Terra, na qual não apenas nações, mas também seus deuses serão chamados a prestar contas, Javé, o Senhor dos Exércitos, deixou claro. Porém ao final da catarse, depois da vinda do Dia do Senhor, Sião deverá ser reconstruído, e todas as nações do mundo irão se reunir para adorar a Javé em Jerusalém. Quando tudo estiver dito e feito, o profeta Isaías declarou, Jerusalém e seu Templo serão a única “Luz entre as nações”. Jerusalém deverá sofrer sua Sorte, mas se erguerá para cumprir seu Destino:  E nos Últimos Dias estará preparado o Monte do Templo de Javé no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros; e acorrerão a ele todas as gentes. E irão muitos povos e dirão: vinde, subamos ao Monte do Senhor, ao Templo do Deus de Jacó, e Ele nos ensinará os Seus caminhos, e nós andaremos pelas Suas veredas. Porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. Isaías 2:2-3

Nesses eventos e profecias que se relacionam com os grandes poderes, Jerusalém e o Templo, o que virá nos Últimos Dias, os profetas na Terra Sagrada foram reunidos pelo profeta Ezequiel, que teve visões divinas às margens do rio Khabur, na distante Haran. Pois lá, em Haran, onde os dramas divino e humano se encontraram quando os caminhos de Marduk (Baal, Lúcifer) e Abraão se cruzaram, também é o lugar onde tudo terminará – ao mesmo tempo em que Jerusalém e seu Templo estiverem cumprindo a Sorte.


A MATRIX, O SISTEMA de CONTROLE MENTAL“A Matrix é um sistema de controle, NEO. Esse sistema é o nosso inimigo. Mas quando você está dentro dele, olha em volta, e o que você vê? Empresários, professores, advogados, políticos, carpinteiros, sacerdotes, homens e mulheres… As mesmas mentes das pessoas que estamos tentando despertar. Mas até que nós consigamos despertá-los, essas pessoas ainda serão parte desse sistema de controle e isso as transformam em nossos inimigos. Você precisa entender, a maioria dessas pessoas não está preparada para ser desconectada da Matrix de Controle Mental. E muitos deles estão tão habituados, tão profunda e desesperadamente dependentes do sistema, que eles vão lutar contra você para proteger o próprio sistema de controle que aprisiona suas mentes …”


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