O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki)- (13)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

13-Quando os deuses Deixaram a Terra

A partida DEFINITIVA dos deuses anunnakis da Terra foi um evento repleto de dramas com teofanias, ocorrências fenomenais, incertezas divinas e dilemas humanos.

No entanto, a partida não é suposta e nem especulativa; é algo que está amplamente documentado. As evidências chegaram até nós vindas do Oriente Médio e também das Américas; um dos registros mais diretos, e certamente dramáticos, da partida dos antigos deuses da Terra chegaram a nós vindos de Harran. O testemunho não é um rumor; consiste em registros históricos de testemunhas, entre elas, o profeta bíblico judeu Ezequiel. Foram incluídos na Bíblia, e estão inscritos nas colunas de [literalmente na] pedra – textos que tratam dos eventos “milagrosos” que conduziram à ascensão do último rei ao trono da Babilônia.

Harran, nos dias atuais – sim, ainda está lá, eu a visitei -, é uma cidade adormecida no leste da Turquia, a apenas algumas milhas da fronteira com a Síria. É cercada por muralhas em ruínas da época islâmica e seus habitantes vivem em cabanas de barro no formato de colmeia. O poço tradicional, onde Jacó se encontrou com Raquel, ainda está lá, entre as pastagens de carneiro nos arredores da cidade, com a água mais pura e fresca que se possa imaginar.

Mas, no princípio da história, Harran era um próspero centro comercial, cultural, religioso e político, a tal ponto que mesmo o profeta Ezequiel (27:24), que vivia na região com outros exilados de Jerusalém, relembrava sua reputação como um comerciante de “roupas azuis e trabalho bordado, em baús de cedro com finas estampas, amarrados com cordas”. Era uma cidade que, desde a época suméria, era vista como o centro de culto “Ur longe de Ur” do “deus Lua” Nannar/Sin.

A família de Abraão acabou residindo lá porque seu pai Terah era um Tirhu, um sacerdote profeta, o primeiro em Nippur, em seguida em Ur e, finalmente, no templo de Nannar/Sin em Harran. Depois da destruição da Suméria pelo Vento radioativo do Mal, Nannar e sua esposa Ningal construíram sua casa e suas sedes em Harran.

Apesar de Nannar (“Su-en”, ou Sin abreviatura em acadiano) não ser o herdeiro primogênito legítimo – esse status pertencia a Ninurta – ele era o primogênito de Enlil [Yahweh] e de sua esposa Ninlil, o primeiro nascido na Terra. Os deuses e os homens têm grande adoração por Nannar/ Sin e sua esposa; os hinos em sua honra na gloriosa época da Suméria e as lamentações sobre a desolação geral da Suméria, de Ur em particular, revelam o grande amor e admiração do povo em relação a este casal divino.

Tanto é que, muitos séculos depois, Esarhaddon foi se consultar com o já ancião Sin (“apoiando-se em um cajado”) sobre a invasão do Egito; o fato de que a realeza refugiada da Assíria havia feito a última parada em Harran serve para indicar o papel importante que o deus Nannar/Sin continuou tendo até o final de sua vida.

Foi nas ruínas do grande templo de Nannar/Sin na cidade, o E.HUL.HUL (“Casa de Dupla Alegria”), que os arqueólogos descobriram quatro colunas de pedra (“stelae”-estelas) onde antes ficava o templo: uma em cada canto do saguão principal de oração. As inscrições nos stelae revelavam que dois haviam sido erguidos pela alta sacerdotisa do templo, Adda-Guppi; os outros dois, pelo filho dela, Nabuna’id, o último rei da Babilônia.

Com uma evidente noção histórica e sendo uma experiente oficial do templo, Adda-Guppi forneceu datas precisas em suas inscrições relacionadas aos eventos extraordinários que ela testemunhou. As datas, ligadas como eram de costume aos anos de reinado de conhecidos reis, puderam então ser – e têm sido – checadas por estudiosos modernos. Portanto, é certo que ela nasceu em 649 a.C. e viveu durante os reinados de vários reis assírios e babilônicos, chegando à maturidade de 104 anos de idade. Aqui está o que ela escreveu na sua estela relacionando o primeiro de uma série de eventos extraordinários:

Foi no décimo sexto ano de Nabupolassar, rei da Babilônia, que Sin, senhor dos deuses,
ficou irado com sua cidade e seu templo e subiu ao céus; e a cidade e o povo foram à ruína.

O décimo sexto ano de Nabupolassar era 610 a.C. – um ano memorável, o leitor irá se lembrar, quando as forças babilônicas capturaram Harran das mãos do que havia sobrado da família real assíria e seu exército, e quando um Egito revigorado decidiu tomar os locais relacionados ao espaço. Foi então que Adda-Guppi escreveu que um irado Sin retirara sua proteção (e a si mesmo) da cidade, juntara suas coisas e fora “para os céus!”

O que se seguiu na cidade capturada está resumido de forma precisa: “E a cidade e seu povo foram à ruína”. Enquanto outros sobreviventes fugiram, Adda-Guppi permaneceu. “Diariamente, sem parar, dia e noite, por meses, anos”, ela manteve vigília ao templo arruinado. Fúnebre, “abriu mão dos vestidos de fina lã, tirou as jóias, deixou de usar ouro e prata, abandonou perfumes e óleos de doce fragrância”. Como um fantasma vagando pelo santuário abandonado, “com um traje rasgado eu me vestia; eu ia e vinha silenciosamente”, escreveu ela.

Então, no desolado distrito sagrado, encontrou um manto que havia pertencido a Sin. Para a deprimida sacerdotisa, a descoberta era uma profecia do deus: de repente, ele havia dado a ela uma presença física de si mesmo. Ela não conseguia tirar os olhos do traje sagrado, nem se atrever a tocá-lo, exceto “segurá-lo pela bainha”. Como se o próprio deus ali estivesse para ouvi-la, ela se prostrou e, “em oração e humildade”, pronunciou um juramento: “Se retornasses à tua cidade, todo o povo dos Cabeças Negras veneraria tua divindade!”.

“Povo de Cabeça Negra” era um termo que os sumérios usavam para descrever a si mesmos. O termo foi usado pela alta sacerdotisa uns 1.500 anos depois que a Suméria não tinha mais significado algum: ela estava dizendo ao deus que, se ele retornasse, seria restabelecido ao domínio, como na Época Antiga, e seria novamente o deus e o senhor da restaurada Suméria e Acádia. Para conseguir isso, Adda-Guppi propôs um acordo ao seu deus: se ele retornasse e usasse seus poderes divinos para fazer com que seu filho Nabuna’id se tornasse o próximo rei imperial, reinando em todos os domínios assírios e babilônicos, Nabuna’id por sua vez restauraria o templo de Sin, não apenas em Harran, mas também em Ur, e proclamaria o culto a Sin como a religião do Estado em todas as terras do povo de Cabeça Negra!

Tocando a bainha do roupão do deus, dia após dia ela orou; eis que, uma noite, o deus apareceu para ela em um sonho e aceitou sua proposta. O deus Lua, Adda-Guppi escreveu, gostara da ideia: “Sin, senhor dos deuses do Céu e da Terra, pelos meus bons feitos olhou para mim com um sorriso; ele ouviu minhas preces; ele aceitou meu juramento. A ira do seu coração se acalmou. Voltado para Ehulhul, seu templo em Harran, a residência divina em que seu coração se alegrou, ele se reconciliou; e mudou seu coração”. O deus, escreveu Adda-Guppi, aceitara a proposta:

Sin, senhor dos deuses, olhou com favor minhas palavras. Nabuna’id, meu único filho, que saiu do meu ventre, ao reino foi chamado – o reino da Suméria e Acádia. Todas as terras da fronteira do Egito,
do Alto Mar ao Baixo Mar, em suas mãos ele confiou.

Ambos os lados mantiveram sua proposta. “Eu mesma certifiquei-me de que fosse cumprida”, declarou Adda-Guppi no segmento que concluía suas inscrições: Sin “honrou a palavra que pronunciou a mim”, fazendo com que Nabuna’id subisse ao trono babilônico em 555 a.C.; e Nabuna’id manteve o juramento de sua mãe e restaurou o templo Ehulhul em Harran, “aperfeiçoando sua estrutura”. Ele renovou o culto a Sin e Ningal (Nikkal em acadiano) – “todos os ritos esquecidos ele fez ressurgir novamente”.

Então, um grande milagre, um acontecimento jamais visto por gerações, aconteceu. O evento está descrito em duas esteias de Nabuna-id. no qual ele aparece ilustrado segurando um cajado e olhando para os símbolos celestiais de Nibiru, da Terra e da Lua :

Este é o grande milagre de Sin que pelos deuses e deusas não ocorre na terra desde os tempos antigos desconhecidos; não é visto e nem encontrado escrito nas tábuas desde os tempos antigos: Que Sin, senhor dos deuses e das deusas, residindo nos céus, desceu dos céus – diante da vista de Nabuna’id, rei da Babilônia.

As inscrições relatam que Sin não retornou sozinho. De acordo com os textos, ele entrou e restaurou o templo de Ehulhul em uma procissão cerimonial, acompanhado por sua esposa Ningal/Nikkal ao seu lado e por seu assistente, o Divino Mensageiro Nusku. O milagroso retorno de Sin “dos céus” levanta muitas questões, a primeira sendo onde, “nos céus”, ele estivera durante cinco ou seis décadas. Respostas para tais perguntas podem ser dadas combinando a evidência antiga com as descobertas da ciência e da tecnologia modernas. Mas, antes de retornarmos a isso, é importante examinar todos os aspectos da partida, pois não foi apenas o “deus” Sin que ficou “irado” e [IMPOTENTE], deixou a Terra e “foi para o céu”.

As extraordinárias idas e vindas dos deuses celestiais descritas por Adda-Guppi e Nabuna’id ocorreram enquanto eles estavam em Harran – um ponto importante, tendo em vista que outra testemunha estava presente naquela região e naquela mesma época: era o profeta Ezequiel, e ele também tinha muito a dizer sobre o assunto da descida de um “deus”.

Ezequiel, um sacerdote de Yahweh/Enlil em Jerusalém, estava entre a aristocracia e os artesãos que haviam sido exilados, junto ao rei Jehoiachin, depois do primeiro ataque de Nabucodonosor a Jerusalém, em 598 a.C. Eles foram levados à força para o norte da Mesopotâmia, instalando-se no distrito do Rio Khabur, apenas a uma curta distância de seu lar ancestral em Harran.

Foi lá que a famosa visão de Ezequiel da carruagem [espaçonave extraterrestres anunnaki] celestial ocorreu. Sendo um sacerdote experiente, ele também registrou o local e a data: foi no quinto dia do quarto mês no quinto ano do exílio – 594/593 a.C. – “quando eu estava entre os exilados às margens do Rio Khebar, que os céus se abriram e tive visões de Elohim”[deuses], afirmou Ezequiel logo no início de suas profecias.

O que ele viu, aparecendo em um redemoinho, com luzes piscando, envolta em brilho, era uma “divina carruagem” [uma espaçonave extraterrestre anunnaki] que conseguia se mover para cima e para baixo e lateralmente, e dentro dela, “sobre o que parecia ser um trono, o semblante de um homem”; e ouviu uma voz se dirigindo a ele como sendo o “Filho do Homem” e anunciando sua missão profética.

A declaração de abertura do profeta é geralmente traduzida como “visões de Deus”. O termo Elohim, que está no plural, tem sido tradicionalmente traduzido como “deus” no singular, mesmo quando a própria Bíblia claramente o trata no plural, como em “E Elohim disse permiti que nós façamos Adão a nossa imagem e a nossa semelhança” (Gênesis 1: 26). Como os leitores dos meus livros já sabem, o conto do Adão bíblico é uma versão de textos sumérios sobre a criação, o Enuma Elish muito mais detalhado. Falam sobre quando uma equipe [de “deuses” extraterrestres] anunnaki, liderada por Enki-EA, usou de engenharia genética para “fabricar” o Adão. O termo Elohim, como temos mostrado repetidas vezes, refere-se aos anunnakis [deuses]; e o que Ezequiel relatou foi que ele havia encontrado uma espaçonave celestial anunnaki próximo a Harran.

A espaçonave celestial vista por Ezequiel foi descrita por ele no capítulo de abertura e, posteriormente, como o Kavod de Deus (“Aquilo que é pesado”) – exatamente o mesmo termo usado no Êxodo para descrever o veículo [espaçonave] divino que aterrissou no Monte Sinai. A descrição da espaçonave passada por Ezequiel inspirou gerações de estudiosos e artistas; as descrições resultantes têm mudado com o tempo, à medida que nossa própria tecnologia de veículos voadores tem avançado.

Textos antigos fazem referência a ambos, nave espacial e naves aéreas, e descrevem Yahweh/Enlil, Enki-Ea, Ninurta, Marduk, Thoth, Sin. Shamash e Ishtar para indicar os mais importantes que possuíam as suas espaçonaves e que voavam nos céus da Terra a seu bel prazer – ou se engajavam em batalhas aéreas, como aquelas entre Hórus e Set, ou Ninurta e Anzu (sem mencionar os deuses indo-europeus dos Vedas em suas Vimanas).

De todas as variadas descrições textuais e ilustrativas dos “barcos celestiais” dos deuses, a mais apropriada para a visão de Ezequiel de um Redemoinho aparenta ser a “carruagem de redemoinho” descrita em um lugar no Jordão (Figura 103) do qual o profeta Elias foi levado ao céu. Parecida com um helicóptero, servia apenas como um ônibus espacial para levar até onde a espaçonave maior ficava posicionada em órbita da Terra.

A missão de Ezequiel era profetizar e advertir seus compatriotas exilados sobre a chegada do Dia do Julgamento para todas as nações injustas e as abominações. Em seguida, um ano depois, o mesmo “semblante de homem” apareceu de novo, estendeu a mão, apanhou-o e levou-o todo o trajeto até Jerusalém para que profetizasse ali. A cidade, como será lembrado, havia passado por um cerco de fome, uma derrota humilhante, saques devassos, uma ocupação babilônica e o exílio do rei e de toda a nobreza. Chegando ali, Ezequiel viu uma cena de completo colapso da lei e das práticas religiosas. Espantado com o que estava acontecendo, ouviu os sobreviventes sentados em pesares, lamentando (8: 12; 9: 9):

Yahweh (o deus anunnaki Enlil) não nos vê mais, Yahweh (o deus anunnaki Enlil) deixou a Terra!

Sugerimos que este era o motivo de Nabucodonosor ter ousado atacar Jerusalém novamente e destruído o templo de Yahweh/Enlil. Era um clamor praticamente idêntico àquele que Adda-Guppi relatou de Harran: “Sin, o senhor dos deuses, irado com sua cidade e seu povo, subiu aos céus; e a cidade e o povo foram à ruína”.

Não se pode afirmar como e por que os eventos que ocorreram no norte da Mesopotâmia geraram a noção na distante Judéia que Yahweh/Enlil, também havia deixado a Terra; mas é evidente que a palavra de que deus e deuses haviam partido tinha se espalhado por todo lugar. De fato, o tablete VAT 7847, que mencionamos anteriormente em relação ao eclipse solar, afirma o seguinte, em uma seção profética relacionada às calamidades que duraram 200 anos:

Bramindo, os deuses foram voando das terras embora,
dos povos eles se separarão. O povo deixará as moradias dos deuses em ruínas.
Compaixão e bem-estar se acabarão. Enlil/Yahweh, em ira, levantará vôo.

Com vários outros documentos do gênero de “Profecias Acadianas”, estudiosos consideram também este texto como uma “profecia pós-evento” – um texto que usa eventos que já aconteceram como base para prever outros eventos futuros. Seja como for, temos aqui um documento que expande consideravelmente o êxodo divino: os deuses irados, liderados por Enlil/Yahweh, haviam deixado suas terras; não foi apenas Sin que ficara irado e partira.

Há ainda outro documento. Está classificado pelos estudiosos como pertencente às “fontes de Profecia em neo-assírio”, apesar de suas primeiras palavras sugerirem a autoria de um (babilônio?) adorador de Marduk. Aqui está, por inteiro, o que ele diz:

Marduk, o “Enlil” dos deuses, ficou irado. Sua mente se tornou furiosa.
Ele fez um plano malévolo para dispersar a terra e seus povos.
Seu coração irado inclinou-se para derrubar a terra e destruir seu povo.
Uma grave maldição formou-se em sua boca.

Presságios malévolos indicando o rompimento da harmonia celestial começaram a aparecer abundantemente no céu e na Terra. Os planetas nos Caminhos de Enlil/Yahweh, Anu e Enki-Ea agravaram suas posições e repetidamente revelaram profecias anormais. Arahtu, o rio da abundância, tornou-se uma imensa corrente. Uma furiosa tempestade de água, uma enchente violenta como o Dilúvio varreu as cidades, suas casas e santuários, transformando-os em ruínas. Os deuses e as deusas ficaram temerosos, abandonaram seus santuários, voaram como pássaros e ascenderam ao céu.

O que é comum em todos esses textos são as afirmações de que:

  • (a) os deuses ficaram irados com o povo,
  • (b) os deuses “voaram como pássaros” medrosos e
  • (c) eles ascenderam ao “céus” [fugiram porque são covardes].

Em seguida, somos informados de que a partida fora acompanhada por um fenômeno celestial incomum e alguns distúrbios terrestres. Estes são os aspectos do Dia do Senhor, como foi profetizado pelos profetas bíblicos: A partida estava relacionada ao Retorno de Nibiru – os deuses deixaram a Terra quando Nibiru veio.

O texto VAT 7847 inclui uma referência intrigante relacionada a um período calamitoso de dois séculos. Ele não deixa claro se isso era uma previsão do que estava para acontecer com a partida dos deuses, ou se foi durante tal época que sua ira e decepção com a humanidade aumentaram, gerando a Partida. A última sugestão parece ser o caso, pois provavelmente não é coincidência que a era da profecia bíblica, relacionada aos pecados das nações e à vinda do julgamento no Dia do Senhor, tenha começado com Amós e Oséias, cerca de 760/750 a.C. – dois séculos antes do Retorno de Nibiru!

Por dois séculos, os profetas do único local legítimo da “Ligação Céu-Terra” – Jerusalém – clamavam por justiça e honestidade entre os povos e paz entre as nações, desprezavam oferendas insignificantes e louvação a ídolos inanimados, denunciavam conquistas perversas e destruição sem piedade. Também advertiram, sem sucesso, uma nação após outra (incluindo os “eleitos” de Israel) sobre as inevitáveis punições.

Se aquele era o caso, então o que ocorreu foi um aumento gradual da ira e da decepção divinas, e os anunnakis haviam chegado à conclusão de que “já passou dos limites” – era hora de partir. Isso tudo traz à mente a decisão dos deuses, liderados pelo decepcionado Enlil/Yahweh, sobre manter o Dilúvio que
estava por vir, e dos próprios deuses decolando em suas naves celestiais, um segredo não revelado à humanidade. Já que Nibiru estava novamente se aproximando, foram os deuses enlilitas que planejaram a partida.

Quem partiu, como eles partiram e para onde foram, se Sin poderia voltar em apenas algumas décadas? Para obter respostas, vamos retroceder os eventos de volta ao início. Quando os anunnakis, liderados por Ea/Enki, chegaram à Terra pela primeira vez [em cerca de 430 mil anos antes de cristo] à Terra para obter o ouro que ajudaria a proteger a combalida atmosfera do seu planeta natal Nibiru em risco de extermínio, haviam planejado extrair o ouro das águas do Golfo Pérsico. Quando isso não funcionou, mudaram as operações de refinaria para o sudeste da África; a fundição e o refino passaram a ser feitos no E.DIN, a futura Suméria.

O número dos anunnaki aumentou para 600 na Terra, mais 300 igigis [seres de outro planeta, que aqui chegaram como escravos dos Anunnaki] que operavam a nave celestial em uma estação em Marte, da qual naves espaciais de carga pesada poderiam ser lançadas com mais facilidade para Nibiru. Enlil, o meio-irmão de Enki e o herdeiro de Anu, veio e foi colocado no posto de comando geral. Quando os igigis, que trabalhavam nas minas se revoltaram, Enki sugeriu que um “Trabalhador Primitivo” fosse criado; isso foi feito aperfeiçoando geneticamente um hominídeo já existente na Terra [aqui temos o “Elo Perdido”].

Assim, os anunnakis começaram a “desposar as filhas de Adão e tiveram filhos com elas” (Gênesis 6), com Enki e Marduk rompendo o tabu. Quando veio o Dilúvio, o horrorizado Enlil/Yahweh disse: “Que a espécie humana pereça”, pois “a perversidade do homem é grande na Terra”. Mas, Enki, por meio de “Noé”, frustrou o plano de seu meio irmão, Enlil/Yahweh. A humanidade sobreviveu, com a ajuda de Enki-Ea proliferou e com o tempo foi concedida a civilização humana na Terra.

O Dilúvio que varreu a Terra inundou as minas de ouro dos anunnaki no sul da África, mas expôs um enorme filão de ouro na Cordilheira dos Andes da América do Sul, fazendo com que os anunnakis se mudassem para os Andes e obtivessem mais ouro de forma mais rápida e fácil. Não havia necessidade de derreter e refinar, pois na jazida de ouro sulamericanas, após o dilúvio, pepitas de ouro puro brotavam das montanhas, e era preciso apenas coletá-lo e armazená-lo. Foi possível também reduzir o número de anunnakis necessários na Terra. Em sua visita de Estado à Terra, cerca de 3.760 a.C., Anu e Antu visitaram a terra do ouro pós-diluviano às margens do Lago Titicaca, na hoje fronteira entre Peru e Bolivia.

A visita serviu como oportunidade para começar a reduzir o número de nibiruanos na Terra; também aprovou acertos de paz entre os meio-irmãos rivais e seus clãs guerreiros. Mas, enquanto Enki e Enlil aceitavam as divisões territoriais, o filho de Enki, Marduk, nunca desistiu de lutar pela supremacia que incluía o controle dos locais relacionados ao espaço. Foi então que os enlilitas começaram a preparar instalações de portos espaciais alternativas na América do Sul. Quando o porto espacial pós-diluviano no Sinai foi varrido pelas armas nucleares, em 2.024 a.C., as instalações na América do Sul eram as únicas que haviam restado completamente nas mãos dos enlilitas.

Portanto, quando os líderes frustrados e decepcionados dos anunnakis decidiram que era hora de partir, alguns poderiam usar o Local de Aterrissagem; outros, talvez com o último grande carregamento de ouro, tiveram de usar as instalações da América do Sul, próximo ao local onde Anu e Antu haviam ficado durante sua visita à região.

Como foi mencionado anteriormente, o local – agora chamado de Puma-Punku – está a uma distância curta do contraído Lago Titicaca (divido entre o Peru e a Bolívia) – mas estava situado nas margens sul do lago, com as instalações portuárias. O que restou consiste em uma fileira com quatro estruturas
desmoronadas, cada uma feita de uma única rocha gigante escavada (Figura 104). Cada grupo escavado de câmaras era completamente incrustado por dentro com chapas de ouro presas no lugar por pregos de ouro – um tesouro incrível carregado pelos espanhóis quando chegaram no século XVIII. Como tais moradias eram escavadas de forma precisa usando as rochas, e como quatro rochas enormes foram levadas ao local, é ainda um mistério.

Há ainda outro mistério ali. As descobertas arqueológicas no local incluem uma grande quantidade de blocos de pedra que foram cortados, encaixados, angulados e moldados de forma precisa; alguns deles são mostrados na figura 105. Não é necessário um diploma de engenharia para saber que estas pedras foram cortadas, perfuradas e moldadas por alguém com uma habilidade tecnológica incrível e equipamentos sofisticados; de fato, dá até para duvidar se pedras podem ser tão bem moldadas assim nos dias atuais. O quebra-cabeça é composto pelo seguinte mistério: a qual propósito serviam estes milagres tecnológicos? Obviamente, para algum propósito ainda mais desconhecido e altamente sofisticado. Se fosse para servir como fundição de instrumentos complexos, o que – e de quem – eram esses instrumentos?

Podemos pensar que os anunnakis possuíssem tanto a tecnologia envolvida naquelas “fundições” e sua utilização como os produtos finais. O principal observatório dos anunnakis estava situado a algumas milhas em direção ao interior, em um local conhecido como Tiwanacu (antes se pronunciava Tiahuanacu), que hoje pertence à Bolívia. Um dos primeiros exploradores europeus a chegar até lá na Era Moderna, George Squier, descreveu o lugar em seu livro Peru Illustrated como “O Baalbec do Novo Mundo” – uma comparação muito mais válida do que ele imaginou.

O próximo principal explorador de Tiawanaku, Arthur Posnansky (Tihuanacu – The Cradle of American Man [Tihuanacu – O Berço do Homem Americano]), chegou a conclusões incríveis relacionadas à idade do local.

As principais estruturas acima da superfície em Tiwanacu (aqui temos várias subterrâneas) incluem o Akapana, um morro artificial repleto de canais, condutos e barragens cujo propósito discutimos em Os Reinos Perdidos. Uma atração turística é o portal de pedra conhecido como a Porta do Sol, uma estrutura importante que foi também cortada de uma única rocha, exibindo o mesmo tipo de precisão de Puma-Punku. Provavelmente serviu para um propósito astronômico e, sem dúvida, como um calendário, como indicam as imagens entalhadas na passagem em arco; os entalhes são dominados por uma imagem ampliada do deus Viracocha segurando uma arma de relâmpago que se assemelha claramente com o Adad/Teshub do Oriente Médio (Figura 106). De fato, em Os Reinos Perdidos, sugeri que ele era Adad/Teshub.

A Porta do Sol está tão bem posicionada que forma uma unidade de observação astronômica com a terceira estrutura proeminente em Tiwanaku, chamada de Kalasasaya. E uma larga estrutura retangular, com um pátio central submerso, rodeada por pilares fixos de pedra.

O Kalasasaya e pontos dos solstícios e equinócios solares

A sugestão de Posnansky, de que Kalasasaya teria servido como um observatório astronômico, tem sido confirmada por subsequentes exploradores; sua conclusão, baseada nas orientações da de sir Norman Lockyer, segundo a qual os alinhamentos astronômicos de Kalasasaya mostram que foi construída milhares de anos antes dos incas, era tão incrível que as instituições astronômicas alemãs enviaram equipes de cientistas para checarem esse dado. Em seu relatório, e em confirmações subsequentes adicionais (veja o jornal científico Baes-seler Archiv, volume 14), afirmaram que a orientação de Kalasasaya se igualava de forma inquestionável com a obliqüidade da Terra, tanto em 10.000 a.C. ou em 3.760 a.C.

Como eu escrevi em Os Reinos Perdidos, para mim não importa qual seja a data – na Antiguidade logo após o Dilúvio -, quando as operações para a obtenção de ouro ali começaram, ou em data posterior, quando da visita de Anu; ambas as datas são compatíveis com as atividades dos anunnakis na região: e a evidência da presença dos deuses enlilitas está em toda a parte. Pesquisas arqueológicas, geológicas e mineralógicas no local e na área confirmaram que Tiwanaku serviu também como centro metalúrgico.

Baseado em várias descobertas, em imagens feitas na Porta do Sol e em sua similaridade com descrições em antigos locais hititas na Turquia venho sugerindo que as operações para a obtenção de ouro (e estanho!) ali eram supervisionadas por Ishkur/Adad o filho caçula de Enlil. O seu domínio no Antigo Mundo era a Anatólia, onde ele era venerado pelos hititas como Teshub, o “deus da meteorologia”, cujo símbolo era um para-raios; esse enorme símbolo, enigmaticamente entalhado do lado íngreme de uma montanha, pode ser visto do ar ou do oceano na Baía de Paracas, no Peru, um porto natural em declive de Tiwanaku. Apelidado de Candelabra, o símbolo tem 128 metros de comprimento e 73 metros de largura, e sua linhas, que variam de 1,5 a 4,5 metros de largura, foram talhadas em rochas sólidas a uma profundidade de aproximadamente meio metro – e ninguém sabe por quem, nem quando ou como, a menos que tenha sido o próprio Adad no intuito de declarar sua presença.

Porta do Sol

Ao norte da baía, entrando no deserto entre os rios Ingenio e Nazca, exploradores encontraram um dos maiores enigmas da Antiguidade, as conhecidas Linhas de Nazca. Chamadas por alguns como “as maiores obras artísticas do mundo”, uma vasta área (por volta de 520 quilômetros quadrados!) que se estende em direção ao leste, começando nos pampas (deserto plano) e indo até as montanhas pedregosas, foi usada por “alguém” como tela para desenhar várias imagens; os desenhos são tão grandes que não fazem sentido algum no nível do solo – mas quando vistos lá de cima, claramente representam animais e pássaros imaginários e conhecidos (Figura 109).

Os desenhos foram feitos com a remoção da camada superficial do solo a uma profundidade de várias polegadas e foram realizados com uma linha unicursal – uma linha contínua que curva e se dobra sem cruzar sobre si mesma. Qualquer um que estiver voando sobre a área (há pequenos aviões a serviço dos turistas na região) invariavelmente vai concluir que “alguém” no ar usou um aparelho de explosão de solo para rabiscar no chão abaixo.

]Entretanto, diretamente relevante à questão da partida, está outro enigma ainda mais surpreendente sobre as Linhas de Nazca – “linhas” reais que parecem com pistas de pouso/decolagem (Figura 110). Retas sem nenhuma falha, esses trechos planos – às vezes estreitos, às vezes largos, às vezes curtos, às vezes longos – percorrem em direção reta sobre montanhas e vales, não importa o formato do terreno. Há umas 740 “linhas” retas, às vezes combinadas com “trapezóides” triangulares (Figura 111). Elas frequentemente se cruzam sem motivo aparente, às vezes percorrendo sobre os desenhos dos animais, revelando que as linhas foram feitas em épocas diferentes.

Várias tentativas de resolver o mistério das linhas, incluindo aquelas feitas por Maria Reiche, que fez disso seu projeto de vida, fracassaram sempre que se buscava uma explicação em termos de “foi feita pelos nativos peruanos” – povos da “cultura nazca” ou da “civilização paracas”, ou outros similares. Estudos (incluindo alguns da National Geographic Society) focados em revelar as orientações astronômicas das linhas – alinhamentos com solstícios, equinócios, esta ou aquela estrela – não chegaram à conclusão alguma. Para aqueles que descartam a solução de que se tratava de “antigos astronautas”, o enigma permanece sem resolução.

Apesar de as linhas mais largas parecerem pistas de aeroporto, nas quais um avião com rodas correria antes de decolar (ou aterrissar), este não é o caso aqui, simplesmente porque as “linhas” não são niveladas horizontalmente – elas percorrem em linha reta o terreno irregular, ignorando os montes, ravinas e valas. De fato, em vez de estarem ali para facilitar a decolagem, parecem ser o resultado de decolagens de naves que deixaram “linhas” no chão abaixo criadas pelo escapamento do motor. As “câmaras celestiais” dos anunnakis emitiam tais queimas, e isso se pode ver na pictografia suméria (leia DIN.GIR) sobre os deuses do espaço (Figura 112).

Eu sugiro que esta é a solução para o enigma das “Linhas de Nazca”: Nazca foi o último porto espacial dos anunnakis. Serviu-lhes depois que o porto do Sinai foi destruído e, em seguida, serviu para a partida final deles. Não há textos de relatos de testemunhas relacionados à nave aérea e aos voos em Nazca; há, como já mostramos, textos de Harran e da Babilônia relacionados aos voos que indubitavelmente usaram o Local de Aterrissagem no Líbano. Os relatórios de testemunhas, relatando esses voos de partida
e a nave dos anunnakis, incluem o testemunho do profeta Ezequiel e as inscrições de Adda-Guppi e Nabunaid.

A inevitável conclusão deve ser que, pelo menos entre 610 a.C. e provavelmente 560 a.C., os deuses anunnakis estavam metodicamente deixando o planeta Terra. Para onde eles iam, assim que decolavam da Terra? Teria de ser, é claro, a um lugar do qual Sin poderia retornar relativamente em breve assim que mudasse de idéia. O lugar era a boa e velha Estação Espacial Intermediária em Marte, da qual as naves espaciais de longa distância decolavam para interceptar e pousar em Nibiru enquanto este orbitava.

Como está detalhado em O Décimo Segundo Planeta, o conhecimento sumério sobre o nosso sistema solar incluía referências à utilização de Marte pelos anunnakis, como uma Estação Espacial Intermediária. A evidência está em uma descrição extraordinária feita em um selo cilíndrico de 4.500 anos que hoje se encontra no Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia (Figura 113). Ele mostra um astronauta
em Marte (o sexto planeta) comunicando-se com alguém na Terra (o sétimo planeta, contando de fora para dentro), com uma nave espacial nos céus entre eles. Beneficiando-se da baixa gravidade de Marte, comparada com a da Terra, os anunnakis achavam mais fácil e mais lógico primeiro transportar a si mesmos e suas cargas em um ônibus espacial da Terra para Marte, e de lá transferirem-se para chegar a Nibiru (e vice-versa).

Em 1976, quando tudo já havia sido apresentado pela primeira vez em O Décimo Segundo Planeta, Marte ainda era considerado um planeta sem ar, sem água, sem vida e hostil; a sugestão de que uma base espacial havia existido lá em alguma época foi considerada pelos estudiosos acadêmicos como muito mais estranha do que a noção de “antigos astronautas”. Na época em que Gênesis Revisitado foi publicado, em 1990, havia descobertas e fotografias da própria NASA de Marte para preencher um capítulo completo intitulado “Uma Base Espacial em Marte”. As evidências mostravam que Marte já teve água, e incluía fotografias de estruturas muradas, rodovias, uma espécie de área limitada para naves (Figura 114 mostra apenas duas dessas fotografias) – e a famosa Face Gigantesca (Figura 115).

Tanto os Estados Unidos como a União Soviética (hoje Rússia) fizeram grandes esforços para alcançar e explorar Marte com naves espaciais não-tripuladas; diferentemente de outros desafios espaciais, as missões a Marte – desde então ampliadas pela União Européia – têm enfrentado todo o tipo de fracassos intrigantes, raros e problemáticos, incluindo desaparecimentos inexplicáveis de naves espaciais, causando perplexidade. Mas em função dos persistentes esforços, naves espaciais norte-americanas, soviéticas e européias não-tripuladas conseguiram alcançar e explorar Marte nas duas últimas décadas.

Agora, os jornais científicos – dos mesmos céticos dos anos 1970 – estão repletos de reportagens, estudos e fotografias anunciando que Marte já teve uma atmosfera de tamanho considerável e ainda possui uma fina camada; que já teve rios, lagos e oceanos e ainda tem água em alguns lugares justamente abaixo da superfície e, em alguns casos, mesmo visível como pequenos lagos congelados – como mostra uma miscelânea de manchetes (Figura 116). Em 2005, o Mars Rovers da NASA enviou evidências fotográficas e químicas confirmando essas conclusões; junto a algumas das incríveis fotografias dos rovers mostrando ruínas estruturais – como uma muralha coberta por areia com distintos cantos em ângulo reto (Figura 117) – elas deveriam bastar aqui para indicar que Marte poderia servir (e serviu) como Estação Espacial Intermediária para os anunnakis.

Foi a primeira destinação próxima dos deuses que estavam partindo, como foi confirmado pelo retorno relativamente rápido de Sin. Quem mais partiu, quem ficou para trás, quem poderia retornar? De maneira surpreendente, algumas das respostas também vêm de Marte.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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