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O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (2)

(Zecharia Sitchin)“Quando eles retornarão?” – Fui indagado inúmeras vezes com essa pergunta por pessoas que leram meus livros; “eles” são os Anunnakis – os (“deuses”) extraterrestres que estiveram na Terra, vindos do planeta Nibiru, e que foram reverenciados na Antiguidade na antiga Suméria [atual Iraque-Irã] como deuses [criadores do Adão/Eva de barro, a nossa humanidade atual]. Quando será que Nibiru, com sua órbita alongada, retornará às cercanias de nosso sistema solar, vindo de Sírius, e, então, o que acontecerá?

Do livro: O Fim dos Dias: Armagedom e Profecias do Retorno (dos ‘deuses’ Anunnaki) (Zecharia Sitchin)

2 – “E Aconteceu”
É muito significativo que, em seu registro sobre a Suméria e a antiga civilização suméria, a Bíblia tenha escolhido destacar o incidente da ligação espacial – aquela conhecida como o conto da “Torre de Babel”:
E aconteceu que, tendo eles partido do Oriente encontraram um vale na terra de Sinar e ali se estabeleceram. E disseram uns aos outros:

²E aconteceu que, partindo eles do oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali. ³E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal. ⁴E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. ⁵Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; ⁶E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. ⁷Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entendam um a língua do outro. ⁸Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Gênesis 11:2-8

Foi assim que a Bíblia registrou a tentativa mais audaciosa de Marduk! – em afirmar sua supremacia ao estabelecer sua própria cidade no coração dos domínios dos enlilitas e, mais ainda, ao construir ali sua própria instalação espacial com sua própria torre de lançamento. O lugar é chamado de Babel na
Bíblia, “Babilônia” no nosso idioma.

Este conto bíblico é extraordinário em vários sentidos. Ele registra, acima de tudo, o assentamento do Vale dos rios Tigre e Eufrates [a Mesopotâmia] após o Dilúvio, depois que o solo havia secado o suficiente para permitir sua reocupação. Apresenta de forma correta o nome da nova terra, Sinar, o nome hebraico para Suméria. Fornece uma pista importante de onde – da região montanhosa do Oriente [neste caso foi da região da atual Índia, onde ficam os Himalayas] – os colonizadores vieram [pois já havia uma civilização à Oriente, na região que hoje é a Índia].

Reconhece que foi ali que a primeira civilização do homem mesopotâmico se iniciou na Suméria, com a construção das cidades. Aponta (e explica) corretamente que, naquela terra, onde o solo consistia em camadas de barro seco, sem a presença de rochas nativas, as pessoas usavam tijolos de barro e, ao endurecê-los cozinhando-os em fornos, elas os utilizavam em vez de pedra. Refere-se também ao uso do betume como cimento para a construção – um detalhe impressionante, pois o betume, um produto do petróleo natural, brotava do solo no sul da Mesopotâmia, mas, no entanto, era totalmente ausente na Terra de Canaã (Israel).

Os autores desse capítulo do Gênesis estavam bem informados quanto às origens e às principais inovações da civilização suméria; reconheciam também a importância do incidente da “Torre de Babel”. Como nos contos da criação de Adão e do Dilúvio, mostraram as várias divindades sumérias na
pluralidade de Elohim [El para deus, Elohim deuses], ou na figura suprema e universal de Yahweh [ Enlil ], mas deixaram na narrativa o fato de que foi um grupo de divindades Anunnaki que disse [no plural]: “desçamos”, e que pôs um fim naquele esforço humano mundano (Gênesis 11:7).

Registros sumérios e registros mais recentes babilônicos atestam a veracidade do conto bíblico e apresentam muito mais detalhes, ligando o incidente às relações completamente tensas entre os deuses que causaram o ataque das duas “Guerras da Pirâmide”, depois do Dilúvio. Os acordos de “Paz na Terra”, cerca de 8.650 a.C., deixaram o antigo Edin nas mãos dos enlilitas. Isso conforme as decisões de Anu, Enlil e do próprio Enki – mas nunca aceito por Marduk/Rá. E foi assim que, quando as Cidades dos Homens começaram a ser estabelecidas na antiga Edin dos deuses, Marduk levantou a questão: “E quanto a mim?”.

Apesar de a Suméria estar localizada no coração dos territórios enlilitas e de suas cidades serem “centros de culto” enlilitas, havia uma exceção: no sul da Suméria, às margens de um pantanal, havia Eridu; ela fora reconstruída após o Dilúvio exatamente no mesmo local onde Ea/Enki havia montado a primeira base da colonização na Terra em torno de 430 mil a.C.. Foi por insistência de Anu que, quando a Terra foi dividida entre os clãs rivais dos anunnakis, Enki se apossou de Eridu como sendo de sua propriedade.

Cerca de 3.460 a.C., Marduk decidiu que poderia se apossar do privilégio de seu pai e também fincar seus próprios pés no coração do território enlilita. Os textos sumérios disponíveis não fornecem os motivos pelos quais Marduk escolheu esse local específico às margens do Rio Eufrates para servir como seu novo quartel, mas a sua localização nos mostra uma pista: estava situada entre a reconstruída Nippur (o Centro de Controle da Missão pre diluvio) e a reconstruída Sippar (o porto espacial pre diluvio dos anunnakis).

Portanto, o que Marduk tinha em mente poderia ter sido uma instalação que servisse para ambas as funções. Um mapa recente da Babilônia, desenhado em um bloco de barro representa a cidade como sendo um “Umbigo da Terra” – similar ao título funcional original de Nippur. O nome em acadiano que Marduk deu ao lugar, Bab-Ili, significa “Portal dos deuses” – um lugar onde os deuses pudessem ascender aos céus e descer à Terra, onde a exata instalação principal era para ser uma “torre cujo topo alcançasse os céus” – uma torre de lançamento!

Como no conto bíblico, e como também foi contado em paralelo (e anteriormente) nas versões mesopotâmicas, a tentativa de estabelecer uma instalação espacial terrena foi um fracasso total. Apesar de fragmentados, os textos mesopotâmicos (traduzidos pela primeira vez por George Smith em 1876) deixam claro que o ato de Marduk enfureceu Enlil, que, “em sua ira, comandou uma chuva torrencial” como ataque noturno para destruir a torre.

Registros egípcios relatam que um período caótico que durou 350 anos precedeu o início das dinastias dos faraós no Egito, em cerca de 3.110 a.C. [mesmo período em “nasce” Krishna na atual Índia] É esse período específico que nos leva a datar o incidente da Torre de Babel, em aproximadamente 3.460 a.C., como sendo o final do período caótico, marcado pelo retorno de Marduk/Rá ao Egito, pela expulsão de Thoth e pelo começo da devoção a Rá no Egito.

Desta vez frustrado, Marduk nunca desistiu de suas tentativas de dominar as instalações espaciais oficiais que serviam como a “Ligação Céu-Terra”, a ligação entre Nibiru e a Terra – ou em montar sua própria instalação. Considerando que, no final, Marduk conseguiu seus objetivos na Babilônia, uma pergunta
interessante é esta: por que ele fracassou em 3.460 a.C.? Uma resposta igualmente interessante é: por uma questão de tempo.

Um texto conhecido registrou a conversa entre Marduk e seu pai, Enki, no qual um abatido Marduk pergunta ao pai em que ele havia falhado. Sua falha fora ter levado em consideração o fato de que o período em questão – o Tempo Celestial – era a Era [astronômica] de Touro, a Era de Enlil/Yahweh.

Entre os milhares de blocos inscritos e desenterrados no antigo Oriente Médio, muitos fornecem informações sobre o mês associado a uma divindade específica. Em um complexo calendário, iniciou-se em Nippur, em 3.760 a.C. [período de passagem de Nibiru pelo nosso sistema solar, data do início do calendário hebreu/judeu], o primeiro mês, Nissanu; era o EZEN (período de festival) para Anu e Enlil (em um ano bissexto com um décimo terceiro mês lunar, a honraria era dividida entre os dois). A lista de “homenageados” mudava com o passar dos tempos, como também ocorria na composição dos membros do supremo Panteão dos Doze deuses.

As associações mensais também mudavam de acordo com o local, não apenas em várias regiões, mas, às vezes, para que se reconhecesse a cidade dos deuses. Sabemos, por exemplo, que o planeta que chamamos de Vênus era inicialmente associado a Ninmah e, posteriormente, a Inanna/Ishtar.

Apesar de algumas mudanças dificultarem a identificação de quem estava ligado celestialmente ao quê, algumas associações zodiacais poderiam claramente ser deduzidas por textos ou gravuras. Enki (chamado pela primeira vez de EA, “Aquele cujo lar é a água”) era claramente associado ao Portador da Água “Aquário” (Figura 11), e inicialmente, senão permanentemente, também com Peixes, o signo de “Peixes”.

A constelação que era chamada de As Gêmeas, “Gêmeos”, tinha esse nome sem dúvida como homenagem aos únicos gêmeos deuses nascidos na Terra – Utu/Shamash e Inanna/Ishtar, filhos de Nannar/Sin. A constelação feminina da “Virgem” (a “Donzela” em vez da inexata “Virgem”) que, como no planeta Vênus, foi provavelmente chamada pela primeira vez em homenagem a Ninmah, foi renomeada para AB.SIN, “Cujo pai é Sin”, que poderia ser adequado apenas para Inanna/Ishtar. O Arqueiro ou Defensor, “Sagitário”, é compatível com os numerosos textos e hinos que exaltam Ninurta como Divino Arqueiro, o guerreiro e defensor de seu pai.

Sippar, a cidade de Utu/Shamash que deixou de ser o local do porto espacial após o Dilúvio, foi considerada, nos tempos sumérios, como sendo o centro da Lei e da Justiça; o deus era considerado (mesmo depois, pelos babilônicos) como o Chefe de Justiça da Terra. É certo que a Balança da Justiça, “Libra”, representava a sua constelação.

E ainda havia os apelidos comparando a proeza, a força ou as características de um deus com um animal que impunha respeito; como textos e mais textos reiteraram, que Enlil/Yahweh era o Touro. Estava descrito em selos cilíndricos ou em blocos que lidavam com astronomia e arte. Alguns dos mais lindos objetos de arte, descobertos nas tumbas reais de Ur, eram cabeças de touro esculpidas em bronze, prata e ouro, e adornadas com pedras semipreciosas.

Sem dúvida alguma, a constelação de Touro – Taurus – homenageava e simbolizava Enlil. Seu nome, GUD.ANNA, significava “O Touro do Céu”, e os textos que tratavam do verdadeiro “Touro do Céu” ligavam Enlil e sua constelação a um dos lugares mais exclusivos da Terra. O lugar era chamado O Local de Aterrissagem – e é ali que uma das mais incríveis estruturas na Terra, incluindo a torre de pedra que alcança os céus, ainda permanece.

Muitos textos da Antiguidade, incluindo os livros hebraicos, descrevem ou se referem a uma exclusiva floresta com altos e imponentes cedros situada no Líbano. Nos tempos antigos, ela se estendia por milhas, ao redor deste lugar extraordinário – uma vasta plataforma de pedra construída pelos deuses como seu primeiro local espacial na Terra, bem antes de seus centros e verdadeiro porto espacial serem estabelecidos.

Como se confirma nos textos sumérios, essa foi a única estrutura que sobreviveu ao Dilúvio e que, conseqüentemente, poderia servir como uma base de operações para os anunnakis, logo após o
Dilúvio; nela eles restauraram e retomaram as terras com plantações e criações de animais. O lugar, chamado de “Local de Aterrissagem”, no Épico de Gilgamesh, servia como destinação do rei em sua busca pela imortalidade: aprendemos com o conto épico que foi ali, na sagrada floresta de cedros, que
Enlil guardou o GUD.ANNA – o “Touro do Céu”, o símbolo da Era do Touro de Enlil.

E o que aconteceu então, na floresta sagrada, teve influência no curso dos assuntos dos deuses e dos homens. A jornada para a Floresta dos Cedros e para o Local de Aterrissagem, que nos conta a narrativa épica, começou em Uruk, a cidade que Anu concedeu como presente a sua bisneta Inanna (nome que significa “A Querida de Anu”). Seu rei, no início do terceiro milênio a.C, era Gilgamesh. Ele não era um
homem comum, pois sua mãe era a deusa Ninsun, membro da família de Enlil. Isso não tornou Gilgamesh um mero semideus, mas sim aquele que era “dois terços divino”. À medida que foi envelhecendo e começou a contemplar as questões sobre a vida e a morte, ocorreu-lhe que ser dois terços divino é algo
que deveria fazer a diferença. Perguntou à sua mãe por que haveria de “ficar de fora”, como um simples mortal? Ela concordou com ele, mas explicou que a aparente imortalidade dos deuses era, na realidade, a longevidade, devido ao longo período orbital de seu planeta de origem.

Para obter tal longevidade, ele teria que se unir aos deuses em Nibiru; para fazer isso, ele deveria ir ao local onde os foguetes subiam e desciam, na Floresta de Cedros no Líbano. Apesar de ser advertido sobre os perigos da jornada, Gilgamesh estava determinado a ir. “Se eu falhar”, disse ele, “pelo menos serei lembrado como aquele que tentou”. Por insistência de sua mãe, um duplo artificial, Enkidu (ENKI.DU
que significa [um ser] “Feito por Enki”), deveria ir com ele para servir-lhe de companheiro e guardião. Suas aventuras, contadas e recontadas no Épico de Gilgamesh dos 12 blocos e em várias de suas versões,
podem ser acompanhadas no nosso livro A Escada para o Céu.

Houve, de fato, não apenas uma viagem, mas duas: uma para o Local de Aterrissagem na Floresta de Cedro e outra para o espaço porto Anunnaki na península do Sinai, onde – de acordo
com as descrições egípcias (Figura 14) – os foguetes eram guardados em silos subterrâneos. A primeira jornada, em cerca de 2.860 a.C., era para a Floresta dos Cedros no Líbano, a dupla foi auxiliada pelo deus Shamash, padrinho de Gilgamesh, sendo que a ida foi relativamente fácil e rápida. Assim que chegaram à floresta, testemunharam durante a noite o lançamento de uma espaçonave. Foi assim que Gilgamesh
descreveu o ocorrido:

A visão que tive era totalmente impressionante!
Os céus chiavam, a terra rugia.
Apesar da chegada do amanhecer, veio a escuridão.
Um relâmpago brilhou, uma chama subiu,
logo o brilho sumiu, o fogo se apagou,
E tudo o que havia caído se transformou em cinzas.

Impressionados, mas sem recuar, no dia seguinte Gilgamesh e Enkidu descobriram a entrada secreta que havia sido usada pelos anunnakis; entretanto, assim que entraram, foram atacados por um guardião robótico que estava armado com um emissor de raios mortais e uma chama de fogo giratória. Conseguiram destruir o monstro e foram descansar à beira de um riacho, pensando que o caminho já estava livre. Mas, quando se aventuraram mais para dentro da Floresta dos Cedros, surgiu um novo desafio: o Touro do Céu.

Infelizmente, o sexto bloco do épico está por demais danificado nas linhas que descrevem a criatura e a batalha com ela para ser completamente legível. As partes legíveis deixam claro que os dois camaradas fugiram dali, perseguidos pelo Touro do Céu, por todo o caminho de volta até chegar em Uruk; foi ali que Enkidu conseguiu destruí-lo. O texto torna-se legível quando o orgulhoso Gilgamesh, que cortou a coxa do touro, “chamou os artesãos, os armeiros, os operários” de Uruk para admirar os chifres do touro. O texto sugere que eram artificiais – “cada um moldado com trinta minas lápis-lazúli, o revestimento em cada um tinha dois dedos de espessura”.

Até que outro bloco que contenha as linhas ilegíveis seja descoberto, jamais saberemos com certeza se o símbolo celestial de Enlil na Floresta dos Cedros era um touro vivo, especialmente selecionado, decorado e enfeitado com ouro e pedras preciosas, ou uma criatura robótica, um monstro artificial. O que sabemos é que, diante da destruição do touro, “Ishtar, em sua moradia, fez uma queixa” que alcançou Anu, nos céus. O assunto foi tão sério que Anu, Enlil, Enki e Shamash formaram um conselho divino para julgar os camaradas (apenas Enkidu acabou sendo punido) e para considerar as conseqüências da matança.

A ambiciosa Inanna/Ishtar de fato tinha razão em se queixar: a invencibilidade da Era Enlil havia sido violada, e a própria Era [astronômica de Touro] fora simbolicamente encurtada com o corte na coxa do touro. Sabemos, por meio de fontes egípcias, incluindo descrições ilustradas em papiros astronômicos, que Marduk não havia perdido o simbolismo da matança; foi visto como um significado de que nos céus, também, a Era de Enlil havia sido encurtada. A tentativa de Marduk de estabelecer uma instalação espacial alternativa não foi aceita tranquilamente pelos enlilitas; a evidência sugere que Enlil e Ninurta estavam preocupados com a construção de sua própria base espacial alternativa no outro lado da Terra, na América do Sul, próximo às fontes de ouro pós diluvianas.

Esta ausência, junto ao incidente do Touro do Céu, conduziu a um período de instabilidade e confusão no coração da Mesopotâmia, sujeitando-a a incursões vindas das terras vizinhas. Povos como os gutianos, seguidos pelos elamitas, vieram do Oriente; povos de línguas semíticas vieram do Ocidente, mas mesmo venerando os mesmos deuses enlilitas dos sumérios, os amurrus (“ocidentais”) eram diferentes. Ao
longo da costa do “Mar Superior” (o Mediterrâneo), nas terras dos canaanitas, os povos viviam em gratidão com os deuses Enki’itas do Egito. Nisto se planta a semente – talvez até os dias atuais – das
Guerras Santas proferidas “Em Nome de Deus”, exceto que diferentes povos tinham diferentes deuses nacionais…

Foi Inanna que surgiu com a brilhante ideia que pode ser descrita como “se não pode lutar contra eles, convide-os a vir”. Um dia, vagando pelos céus em sua “Câmara Celeste”[uma espaçonave] – em torno de
2.360 a.C. – ela aterrissou em um jardim próximo a um homem dormindo e que havia caído no seu gosto. Ela gostou do sexo e gostou do homem. Ele era um ocidental que falava um idioma semítico. Como escreveu posteriormente em suas memórias, ele não sabia quem era o seu pai, mas sabia que sua mãe era uma entu, ou sacerdotisa de deus; ela o havia posto em uma cesta de vime que foi levada pelas correntezas do rio até um jardim cuidado por Akki, o Irrigador, que o acolheu e o criou como um filho.

A possibilidade de que esse forte e belo menino fosse um filho abandonado de algum deus foi o suficiente para que Inanna recomendasse aos outros deuses que o próximo deus da terra deveria ser este amurra. Quando concordaram, ela lhe deu o cognome de Sharru-kin, o antigo título celebrado dos reis sumérios. Sem ter a mesma origem de prévias e reconhecidas linhagens reais sumérias, ele não podia ascender ao trono em qualquer uma das antigas capitais; assim, uma nova cidade foi construída para lhe servir como capital. Era chamada de Ácade – “Cidade da União”. Nossos livros históricos chamam este rei de Sargão de Acádia, e seu idioma semítico de acadiano. Seu reino, que somava as províncias norte e noroeste com a Suméria antiga, era chamado de Suméria e Acádia.

Sargão não hesitou em executar a missão para qual fora selecionado: manter as “terras rebeldes” sob controle. Salmos a Inanna – de agora em diante conhecida pelo nome acadiano de Ishtar – apresentam-na contando a Sargão que ele seria lembrado “pela destruição da terra rebelde, massacrando seus povos, fazendo o sangue correr em seus rios”. As expedições militares de Sargão eram registradas e glorificadas em seus próprios anais reais; suas conquistas eram resumidas na Narrativa de Sargão, assim:

Sharru-kin, rei de Ácade,
elevou-se ao poder na era de Ishtar.
Não sobrou rival nem oponente.
Espalhou seu impressionante terror em todas as terras.
Cruzou o mar no Oriente,
conquistou o país do Ocidente
em todo o seu alcance.

A vanglória implica que o lugar espacial sagrado, o Local de Aterrissagem dentro do “país do ocidente” foi tomado e mantido em nome de Inanna/Ishtar – mas não sem oposição. Aliás, os textos escritos para a glorificação de Sargão indicam que “na sua velhice, todas as províncias se revoltaram contra ele”. Os anais contrários, que registram os eventos do ponto de vista do lado de Marduk, revelam que Marduk liderou uma contra-ofensiva punitiva:

Por causa do sacrilégio que Sargão cometeu,
o “grande” deus Marduk se enfureceu…
Do Oriente ao Ocidente alienou os povos de Sargão,
e o puniu com a doença
de não mais ser capaz de dormir.

É necessário registrar que o alcance territorial de Sargão incluía apenas um dos quatro locais espaciais pós-diluvianos – apenas o Local de Aterrissagem na Floresta de Cedro (veja figura 3). Sargão foi brevemente substituído no trono da Suméria e Acádia por dois filhos, mas seu verdadeiro sucessor em espírito e de herança foi um neto chamado Naram-Sin. O nome significa “o favorito de Sin”, mas os anais e as inscrições relacionados ao seu reinado e campanhas militares mostram que ele era, de fato, o favorito de Ishtar. Os textos e as descrições registram que Ishtar encorajou o rei a buscar esplendor e grandeza mediante incessante conquista e destruição dos inimigos dela, e auxiliou-o ativamente nos
campos de batalha. Descrições dela, que costumavam mostrá-la como uma sedutora deusa do amor, agora a apresentavam como a deusa da guerra, armada até o último fio de cabelo.

Era guerra, mas não sem um plano – um plano para combater as ambições de Marduk ao capturar todos os lugares espaciais em nome de Inanna/Ishtar. As listas de cidades capturadas e dominadas por Naram-Sin indicam que ele não alcançou apenas o Mar Mediterrâneo – assumindo o controle do Local de
Aterrissagem – mas foi também em direção ao sul para invadir o Egito. Tal incursão nos domínios dos enki’itas foi algo sem precedentes, e poderia ter ocorrido, como uma leitura cuidadosa dos registros revela, porque Inanna/Ishtar havia formado uma aliança profana com Nergal, o irmão de Marduk que se casara com a irmã de Inanna. A investida no Egito exigia também entrar e cruzar a Região Sagrada neutra da península do Sinai, onde o porto espacial estava localizado – outra violação do antigo Tratado de Paz.

Prepotente, Naram-Sin deu a si mesmo o título de “Rei das Quatro Regiões”…Podemos ouvir os protestos de Enki. Podemos ler os textos que registram as advertências de Marduk. Estava tudo bem além do que a própria liderança enlilita poderia perdoar. Um longo texto conhecido como A Maldição de Ácade, que conta a história da dinastia acadiana, afirma claramente que o seu final veio “assim que a testa de Enlil franziu”. E, portanto, a “palavra de Ekur” (a decisão de Enlil no seu templo em Nippur) foi por um ponto final em tudo aquilo:

“A palavra de Ekur foi posta sobre Agade” para que fosse destruída e varrida da face da Terra. O final de Naram-Sin veio em torno de 2.260 a.C.; textos daquela época relatam que as tropas no território oriental
chamado Gutium eram leais a Ninurta, e serviram como instrumento da ira divina; Ácade jamais foi reconstruída, e nunca recolonizada; aquela cidade real, de fato, nunca mais foi encontrada.

A saga de Gilgamesh no início do terceiro milênio aC. e as investidas militares dos reis acadianos, próximo ao final daquele milênio, proporcionam uma visão histórica clara de como foram os eventos daquele milênio: os alvos eram os locais de acesso espacial – para que Gilgamesh obtivesse a
longevidade dos deuses, e para que os reis envolvidos com Ishtar alcançassem a supremacia. Sem dúvida, foi o empreendimento da “Torre de Babel” de Marduk que colocou o controle dos locais espaciais no centro dos assuntos dos deuses e dos homens; e, como ainda veremos, a centralidade dominou muito (senão a maioria) do que viria a ocorrer posteriormente.

A fase acadiana da Guerra e da Paz na Terra não ocorreu sem que houvesse aspectos celestiais ou “messiânicos” envolvidos. Em suas narrativas, os títulos conferidos a Sargão seguem o usual título honorífico de “Administrador de Ishtar, rei de Kish, grande Ensi de Enlil”; mas ele também chamou a si mesmo de o “ungido sacerdote de Anu”. Foi a primeira vez que a ação de ser divinamente ungido – que é, literalmente, o sentido de “messias” – aparece em inscrições na Antiguidade. Marduk, em seus pronunciamentos, advertiu quanto ao surgimento de revoltas e fenômenos cósmicos:

O dia se tornará trevas, a correnteza dos rios perderá seu curso, as terras serão devastadas, os povos perecerão.

Olhando para trás, lembrando profecias bíblicas similares, está claro que, na véspera do século XXI a.C., deuses e homens aguardavam a vinda do “Tempo Apocalíptico“.


“A sabedoria (Sophia) clama lá fora; pelas ruas levanta a sua voz. Nas esquinas movimentadas ela brada; nas entradas das portas e nas cidades profere as suas palavras:  “Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos [ignorantes], até quando desprezarão o conhecimento?  Atentai para a minha repreensão; pois eis que vos derramarei abundantemente do meu espírito e vos farei saber as minhas palavras [o conhecimento]”. – Provérbios 1:20-23


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