Solstício de Verão, 22 de dezembro às 01:19 hs de Brasilia

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O Solstício é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno e do verão nos hemisférios norte e sul da Terra. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho (Solstício de inverno no sul e verão no norte) e 22 de Dezembro (Solstício de inverno no norte e de VERÃO no sul). O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

SOLSTÍCIO DE VERÃO de 2019 NO HEMISFÉRIO SUL EM 22 DE DEZEMBRO, ÀS 01:19 HORAS DE BRASILIA

Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho.

O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.

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Acima: Stonehenge, um monumento de pedra, um calendário que marcava o início dos solstícios e equinócios no hemisfério norte.

No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano nestes hemisférios. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro, em 2019 no dia 22, às 01:19 horas (Brasilia) e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia. 

Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio), em conformidade com a segunda lei de Kepler.

Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio. No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer.

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Os dois Trópicos que marcam a inclinação máxima do sol nos solstícios.

Em várias culturas ancestrais em toda a história da humanidade na Terra, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno (hemisfério norte), é o menor dia do ano no norte, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da Luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do “Sol Invictus”, marcada pelo solstício de inverno no hemisfério norte (verão no sul).

A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o enfraquecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do “Sol Invictus” passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao catolicismo romano criado pelo imperador Constantino em 325 d.C.

Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano com 12 horas de luz e 12 horas de noite (ver cálculo da duração do dia para latitude de 0°).

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Deus Sol Invictus. Disco de prata romano do século III d.C., encontrado em Pessino, atual Turquia (exposto no museu britânico). O imperador Aureliano introduziu um culto oficial do Sol Invictus em 270 d.C., fazendo do Deus Sol a primeira divindade do império e era comemorado no dia 25 de dezembro.. Contudo, não oficialmente identificado com Mitra, o Sol de Aureliano tem muitas características próprias do mitraísmo, incluindo a representação iconográfica do jovem deus imberbe. O culto do Sol Invictus continuou a ser base do paganismo oficial até a adesão do império romano ao catolicismo criado pelo imperador Constantino em 325 d.C.

Desse modo os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observados através do dia em que o Sol atinge a menor elevação no meio-dia local, podendo o azimute dessa elevação do Sol estar orientado para o norte (solstício de verão no hemisfério norte) ou para o sul (solstício de verão no hemisfério sul).

Na linha do equador não há como dizer se um solstício é de verão ou de inverno uma vez que demarcam a separação dos hemisférios norte e sul da Terra.

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Complexo de Baalbek, no Líbano. Os principais templos de todas as culturas antigas estavam alinhados com os movimentos do sol e outros corpos celestes, marcando os equinócios e solstícios.

Nas linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio, os solstícios de verão respectivos a cada hemisfério da Terra coincidem com o único dia do ano em que os raios solares incidem perpendicularmente (ver primeira ilustração). 

Nas linhas dos círculos polares Ártico e Antártico, os solstícios marcam o único dia do ano em que o dia ou a noite duram 12 horas ininterruptas considerando a estação do ano: verão ou inverno, respectivamente.  Fonte: Wikipédia


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