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Dinastia Rothschild: a descida para a escravidão (1)

Posted by on 30/10/2017

Há muitos anos, as palavras banqueiro internacional, Rothschild, dinheiro e ouro, exercem certo tipo místico de fascínio sobre muitas pessoas em todo o mundo.

Mas Andrew Jackson, o único dos presidentes americanos cuja administração aboliu totalmente o déficit público, condenava os banqueiros internacionais como um ‘ninho de víboras’ que ele estava decidido a’desenraizar’ do centro da vida americana. 

Edição e imagens: Thoth3126@protonmail.ch

Condensado de ‘Descent Into Slavery’, de Des Griffin, Capítulo 5, paperback de 309 paginas, Publisher: Emissary Publications (em 1º de Maio de 2008) – A Dinastia Rothschild 

Fonte: http://www.biblebelievers.org.au/

Ao longo dos anos nos Estados Unidos, os banqueiros internacionais tornaram-se alvos de muitas críticas de uma ampla variedade de indivíduos que ocuparam cargos de alto escalão de fé pública — homens cujas opiniões são dignas de nota e cujas responsabilidades os colocaram em posições em que eles sabiam o que estava acontecendo por trás dos bastidores da política e das altas finanças.

Em Wall Street, em New York, um monumento ao “bezerro de ouro” erigido pelos financistas da capital mundial da “usura”.

Andrew Jackson, o único dos presidentes norte americanos cuja administração aboliu totalmente o déficit público, condenava os banqueiros internacionais como um ‘ninho de víboras’ que ele estava decidido a‘desenraizar’ do fulcro da vida americana. Jackson afirmava que se a população compreendesse como essas víboras operavam na cena americana (e mundial), “haveria uma revolução antes do amanhecer”.

O congressista Louis T. McFadden, que por mais de dez anos foi presidente do Comitê dos Bancos e da Moeda, afirmou que os banqueiros internacionais são um “um tenebroso bando de piratas financeiros que cortariam a garganta de um homem para conseguir arrancar um dólar de seu bolso… Eles são predadores do povo destes Estados Unidos.”

John F. Hylan, então prefeito de Nova York, disse em 1911 que “a verdadeira ameaça à nossa república é o governo invisível que, como um polvo gigante, lança seus tentáculos por toda nossa cidade, estado e país. E a cabeça é um pequeno grupo de casas bancárias, geralmente referenciadas como ‘os banqueiros internacionais'”.

Estavam esses personagens importantes corretos em sua avaliação da situação, ou eram vítimas de alguma forma exótica de paranóia?

Vamos examinar a história de forma analítica e não emocional e descobrir os fatos. A verdade, à medida que aparecer, será instrutiva e abrirá os olhos daqueles que estão procurando compreender mais claramente os eventos atordoadores que estão ocorrendo no cenário nacional e internacional.

Um Início Modesto

A Europa, no fim do século XVIII, durante a época da Revolução Americana, era muito diferente daquilo que conhecemos hoje. Ela era composta de diversos reinos grandes e pequenos, ducados e estados que estavam constantemente envolvidos em disputas uns com os outros. A maioria das pessoas estava reduzida ao nível de vilões — sem quaisquer direitos políticos. Os parcos ‘privilégios’ que eram concedidos a eles por seus ‘senhores’ podiam ser retirados a qualquer momento.

Mayer-Amschel-Bauer(Rothschild)

Mayer Amschel Bauer(Rothschild), o homem que deu início a um império financeiro que perdura até os nossos dias e que criou a ordem dos Illuminati, junto com mais doze amigos, em 1773, em Frankfurt na Alemanha.

Foi durante esse período de tempo que um homem jovem apareceu na cena européia e que teria um tremendo impacto no curso futuro da história mundial; seu nome era Mayer Amschel Bauer. Em anos posteriores, seu nome, que ele alterou, tornou-se sinônimo de riqueza, poder e influência. Ele foi o primeiro dos Rothschilds — o primeiro banqueiro verdadeiramente internacional!

Mayer Amschel Bauer nasceu em Frankfurt, na Alemanha, em 1743. Ela era filho de Moisés Amschel Bauer, um ourives itinerante que também emprestava dinheiro a juros que, cansado de suas peregrinações na Europa oriental, decidiu fixar-se na cidade em que seu filho primogênito nasceu. Ele abriu uma loja, ou escritório de contabilidade, na Judenstrasse (a Rua dos Judeus). Do lado de fora da porta da loja ele colocou um Escudo Vermelho bem grande (o símbolo da cidade de Frankfurt).

Em uma idade precoce, Mayer Amschel Bauer mostrou que possuía imensa capacidade intelectual, e seu pai passava muito tempo ensinando-lhe tudo o que sabia sobre a atividade de emprestar dinheiro, e as lições que ele tinha aprendido de muitas fontes. O velho Bauer originalmente queria que seu filho estudasse para ser um rabino, mas a morte prematura do pai colocou um fim nesses planos.

Alguns anos após a morte de seu pai, Mayer Amschel Bauer foi trabalhar como escriturário em um banco dos Oppenheimers, em Hannover. Sua capacidade superior foi rapidamente reconhecida e seus progressos na firma foram rápidos. Ele recebeu uma participação minoritária.

Escudo adotado por Mayer Amschel Bauer.

Pouco tempo depois ele retornou a Frankfurt, onde conseguiu comprar o negócio que seu pai tinha aberto em 1750. O grande Escudo Vermelho ainda estava sendo exibido na porta. Reconhecendo o verdadeiro significado do Escudo Vermelho (seu pai tinha adotado esse emblema da Bandeira Vermelha, que era o emblema dos judeus de mente revolucionária na Europa Oriental), Mayer Amschel Bauer alterou seu nome para Rothschild; desse modo a Casa de Rothschild passou a existir.

A base para uma vasta acumulação de riqueza foi lançada durante os anos 1760 quando Amschel Rothschild renovou sua amizade com o general Von Estorff, para quem ele realizava alguns serviços enquanto trabalhava no banco Oppenheimer.

Quando Rothschild descobriu que o general, que era agora um adido na corte do príncipe Guilherme de Hanau, estava interessado em moedas raras, decidiu tirar proveito da situação. Oferecendo moedas valiosas e jóias por um bom desconto, ele logo caiu nas graças do general e de outros membros influentes da corte.

Um dia ele foi levado à presença do próprio príncipe Guilherme. Sua alteza comprou algumas de suas moedas e medalhas raras. Essa foi a primeira transação entre um Rothschild e um chefe de estado. Em breve, Rothschild começou a fazer negócios com outros príncipes.

Não muito tempo depois, Rothschild tentou outro plano para garantir sua entrada diante de vários príncipes locais — e para levar adiante seus próprios objetivos ele escreveu cartas bajulando as vaidades dos príncipes, ao mesmo tempo em que pedia o patrocínio deles. Uma típica carta dizia mais ou menos assim:

“Tem sido uma alta distinção para mim poder servir Sua Serena Alteza em várias ocasiões e para sua graciosíssima satisfação. Coloco-me à sua disposição para oferecer todas as minhas energias e toda minha fortuna para servir ao Sereno Príncipe sempre que desejar no futuro. Um incentivo especialmente importante para esse fim seria se sua Serena Alteza me distinguisse com uma indicação como um dos fornecedores da corte de Sua Alteza. É com ousadia que faço esse pedido, tendo porém certeza que com isso não estou causando nenhum problema; ao mesmo tempo, para mim tal distinção elevaria minha posição comercial e seria útil de muitas outras formas, que certamente abrirão meus caminhos e garantirão meu sucesso aqui na cidade de Frankfurt.”

Príncipe Guilherme de Hanau

Suas táticas funcionaram. Em 21 de setembro de 1769, Rothschild pôde afixar uma placa com o brasão de Hess-Hanau na frente de sua loja. Em letras douradas, a placa dizia: M. A. Rothschild, por designação, fornecedor da corte de sua Serena Alteza, o Príncipe Guilherme de Hanau.

Em 1770, Rothschild casou-se com Gutle Schnaper, que tinha dezessete anos. Eles tiveram uma grande família, consistindo de cinco filhos e cinco filhas. Os filhos eram Amschel, Salomão, Nathan, Kalmann (Carlos) e Jacó (ou Jaime).

A história registra que Guilherme de Hanau, “cujo brasão tinha sido famoso na Alemanha desde a Idade Média”, era um negociante de carne humana. Por um preço, o príncipe, que tinha ótimas relações com várias famílias reais da Europa, alugava tropas de mercenários para qualquer país. Seu melhor cliente era o governo britânico, que queria tropas para projetos como tentar manter os colonos americanos na linha.

Ele se saia excepcionalmente bem em seu negócio de aluguel de tropas. Quando morreu, deixou a maior fortuna já acumulada na Europa naquele tempo, $ 200.000.000. O biógrafo de Rothschild, Frederick Morton, descreve Guilherme como “o tubarão de empréstimo de sangue azul mais frio da Europa”.(The Rothschilds, Fawcett Crest, 1961, pg 40).

Gutle Schnaper Rothschild

Rothschild tornou-se um agente para esse negociante de ‘gado humano’. Ele deve ter trabalhado diligentemente em seu novo cargo de responsabilidade porque, quando Guilherme foi forçado a fugir para a Dinamarca, deixou 600.000 libras (avaliadas então em $ 3.000.000) sob a custódia de Rothschild.

De acordo com o falecido comandante William Guy Carr, que foi um oficial da Inteligência da Marinha Real Canadense, e que teve excelentes contatos nos círculos de inteligência em todo o mundo, o fundador da Casa de Rothschild traçou os planos para a criação dos Illuminati e depois confiou a Adam Weishaupt a organização e o desenvolvimento da organização.

Sir Walter Scott, no segundo volume de A Vida de Napoleão, diz que a Revolução Francesa foi planejada pelos Illuminati e foi financiada por banqueiros europeus. É muitíssimo interessante que esse livro (que este autor já leu) é o único de Walter Scott que não aparece sob seu nome em qualquer das obras de referência ‘autorizativas’. Ele é agora um livro ‘não existente’!

Mais Fatos “Típicos do Mundo dos Negócios”

Para um relato do que aconteceu em seguida, voltemos-nos para a Jewish Encyclopedia, edição de 1905, vol. 10, pg 494:

“De acordo com a lenda, esse dinheiro foi escondido em tonéis de vinho e, escapando da busca dos soldados de Napoleão quando eles entraram em Frankfurt, foi restaurado intacto nos mesmos tonéis em 1814, quando o príncipe eleitor retornou para seu território. Os fatos são um pouco menos românticos e mais típicos do mundo dos negócios.”

Preste atenção particularmente às últimas palavras, pois elas estão repletas de significado. Aqui, uma importante autoridade judaica diz o que Rothschild realmente fez com os $ 3.000.000 foi “mais típico do mundo dos negócios”, a partir de um ponto de vista judaico, do que foi dito na lenda.

A verdade da matéria é que Rothschild embolsou o dinheiro do príncipe Guilherme. Mas mesmo antes de o dinheiro chegar a Rothschild, ele não era limpo (não era ‘kosher‘). A vasta soma tinha sido paga a Guilherme de Hess pelo governo britânico pelos serviços de seus soldados. O dinheiro foi originalmente embolsado por Guilherme de suas tropas, que tinham legalmente o direito de receberem aquele pagamento.

Com o dinheiro duas vezes embolsado como um sólido alicerce, Mayer Amschel Rothschild decidiu expandir vastamente suas operações — e tornar-se o primeiro banqueiro internacional.

Alguns anos antes, Rothschild tinha enviado seu filho Nathan à Inglaterra para cuidar dos negócios da família naquele país. Após uma breve estadia em Manchester, onde operou como negociante, Nathan, seguindo as instruções de seu pai, mudou-se para Londres e estabeleceu-se como um banqueiro mercantil. Para iniciar as operações, Rothschild deu a seu filho os três milhões de dólares que embolsara de Guilherme de Hess.

Jewish Encyclopedia de 1905 nos diz que Nathan investiu o saque em “ouro da Companhia Britânica das Índias Orientais, sabendo que ele seria necessário para a campanha de Wellington na península.” Com o dinheiro roubado, Nathan fez “não menos do que quatro lucros: (1) Na venda do papel de Wellington (que ele comprou pela metade do preço e recebeu pelo valor integral; (2) na venda de ouro a Wellington; (3) na recompra; e (4) ao encaminhá-lo a Portugal. Este foi o início das grandes fortunas da casa Rothschild.” (pg 494).

Sim, a Jewish Encyclopedia afirma que a grande fortuna acumulada pelos Rothschilds ao longo dos anos foi baseada no método da fraude “típico dos negócios”.

Com sua imensa acumulação de ganhos mal-adquiridos, a família estabeleceu filiais da Casa de Rothschild em Berlin, Viena, Paris e Nápoles. Rothschild colocou um filho a cargo de cada filial. Amschel foi colocado sob a responsabilidade da filial de Berlin; Salomão ficou responsável pela filial de Viena; Jacó (Jaime) foi para Paris, e Kalmann (Carlos) abriu o banco Rothschild em Nápoles. A sede da Casa de Rothschild então já estava, e ainda está, em Londres, na Inglaterra.

Nathan Rothschild

Um contemporâneo anônimo descreveu Nathan Rothschild quando ele se apoiava no ‘Pilar do Rothschild’ na Bolsa de Valores de Londres, com suas mãos pesadas nos bolsos e começava a liberar uma silenciosa, impassível e implacável esperteza.

“Os olhos são geralmente chamados de janelas da alma. Mas no caso de Rothschild, você concluiria que as janelas são falsas, ou que não há uma alma para ver dentro daqueles olhos. Não sai nem um filete de luz do interior, nem há um brilho que venha sem ser refletido em qualquer direção. O conjunto todo faz você pensar em uma pele vazia, sem conteúdo por dentro, e você fica se perguntando como ele se mantém ereto sem ter algo em seu interior. Após certo tempo outra figura se aproxima. Ele então dá dois passos para o lado e o olhar mais inquisitivo que você já viu, e um olhar mais inquisitivo que você poderia imaginar, sai dos olhos fixos e sem vida, como se ele estivesse tirando uma espada da bainha. O visitante, que parece ter vindo acidentalmente, e não de propósito, pára por apenas um ou dois segundos, no curso dos quais há uma troca de olhares que, embora você não possa traduzir, percebe que devem ser de significado muitíssimo importante. Após isso, os olhos retornam ao estado normal e a figura volta à sua postura de pedra.

Durante a manhã diversos visitantes vêm, e todos são recebidos de forma similar e desaparecem também de forma similar. Por último, a própria figura também se vai, deixando você profundamente perplexo. (Frederic Morton, The Rothschilds, pg 65).

O Testamento do patriarca Mayer Amschel (Rothschild)

Quando morreu, em 19 de setembro de 1812, o fundador da Casa de Rothschild deixou um testamento que tinha sido redigido apenas alguns dias antes. Nesse testamento, ele definiu regras específicas pelas quais a Casa que trazia seu nome deveria operar nos anos seguintes.

As regras eram as seguintes:

(1) Todos os cargos-chave na Casa de Rothschild deveriam ser ocupados por membros da família, e não por pessoas contratadas. Somente membros da família do sexo masculino teriam a permissão de participar dos negócios.

O filho mais velho do filho mais velho deveria ser o chefe da família, a não ser que a maioria dos demais concordasse de forma contrária. Foi por essa razão excepcional que Natã, que era particularmente brilhante, foi designado como chefe da Casa de Rothschild em 1812.

(2) Os membros da família deveriam se casar com seus próprios primos de primeiro e segundo graus, preservando assim a vasta fortuna. Essa regra foi rigidamente obedecida no início, porém mais tarde, quando outras casas bancárias judaicas entraram em cena, ela foi afrouxada para permitir que alguns dos Rothschilds se casassem com membros seletos da nova elite.

(3) Amschel proibiu seus herdeiros “de forma bem explícita, de em quaisquer circunstâncias permitir que qualquer inventário de meu patrimônio seja tornado público pelas cortes, ou de qualquer outra forma… Também proibiu qualquer ação jurídica e qualquer publicação do valor da herança… Qualquer um que desrespeitar essas prescrições e tomar qualquer tipo de ação que entre em conflito com elas será imediatamente considerado como tendo disputado o testamento, e sofrerá as conseqüências de seu ato.”

(4) Rothschild ordenou uma perpétua parceria na família e prescreveu que os membros de sexo feminino da família, seus maridos e filhos receberiam seus juros no patrimônio, sujeitos à administração dos membros masculinos (um regime eminentemente PATRIARCAL, relegando aos membros do sexo feminino da família ao papel de reprodutoras). Eles não teriam parte alguma na administração dos negócios. Qualquer um que disputasses esse esquema perderia seus juros no patrimônio. (Esta última estipulação era especificamente destinada a tapar a boca de qualquer um que porventura viesse a romper com a família. Rothschild obviamente achava que havia muitas coisas debaixo do tapete da família que nunca deveriam ver a luz do dia.).

A poderosa força da Casa de Rothschild estava baseada em diversos fatores importantes:

(A) Um completo segredo resultante do total controle da família de todas as negociações comerciais.

(B) Uma estranha capacidade, pode-se até dizer quase sobrenatural, de ver o que estava à frente e tirar proveito daquilo. Toda a família era impulsionada por um desejo insaciável de acumulação de riquezas e de poder.

(C) Uma total frieza e rudeza em todas as transações comerciais.

O biógrafo Frederic Morton, em The Rothschilds, nos diz que Mayer Amschel Rothschild e seus cinco filhos eram “magos” das finanças, e “calculistas cruéis” que eram motivados por um “impulso demoníaco” para serem bem sucedidos em seus empreendimentos secretos.

Os cinco irmãos Rothschild: do topo e da esquerda para à direita:
1. Amschel Mayer (12/07/1773 – 6/12/1855)
2. Salomon Mayer (9/09/1774 – 28/07/1855) – fundador do ramo austríaco da Família Rothschild
3. Nathan Mayer (16/09/1777 – 18/07/1836) – fundador do ramo inglês da Família Rothschild
4. Kalmann (Carl) Mayer (24/04/1788 – 10/03/1855) – fundador do ramo napolitano (Itália)
5. Jacob (James) Mayer de Rothschild (1792-1868) – fundador do ramo francês da Família Rothschild

A Influência do Talmude

A partir da mesma fonte de autoridade, ficamos sabendo que

“nas noites de sábado, quando a oração era feita na sinagoga, Mayer convencia o rabino a vir para sua casa. Eles se inclinavam um em direção ao outro no estofado verde, bebendo lentamente um cálice de vinho e discutindo sobre as primeiras e últimas coisas até a madrugada. Até mesmo em dias da semana… Mayer… pegava o grande livro do Talmude e lia porções dele… enquanto toda a família precisava sentar-se e ouvir calada.” (pg 31).

Poderia ser dito dos Rothschilds que “a família que preda unida permanece unida”. E eles realmente eram predadores! Morton diz que é difícil para a pessoa mediana “compreender Rothschild e a razão por que ele, tendo tanto, quisesse conquistar mais”. Todos os cinco irmãos estavam imbuídos desse mesmo espírito de esperteza, rapinagem e conquista.

Os Rothschilds não formavam nenhuma verdadeira amizade ou aliança com ninguém. Seus associados eram apenas amizades que eram usadas para ampliar os interesses da Casa de Rothschild, e então lançados na lata de lixo da história quando já tinham servido seus propósitos ou perdido sua utilidade.

A verdade dessa afirmação é demonstrada por outra passagem do livro de Frederic Morton. Ele informa como, em 1805, Napoleão declarou que era “seu objetivo remover a casa de Hess-Cassel do governo e apagá-la da lista das potências.”

“Assim, o homem mais poderoso da Europa decretou a destruição da rocha sobre a qual a nova firma dos Rothschilds tinha sido construída. Curiosamente, porém, a excitação não diminuiu na casa do Escudo Vermelho… Os Rothschilds aguardavam sentados, ávidos e impenetráveis, com suas carteiras de investimentos apertadas entre o peito e os braços.

“Eles não viam paz nem guerra, nem slogans ou manifestos, nem ordens do dia, nem morte, nem glória. Eles não viam nada das coisas que cegavam o mundo. Eles viam somente degraus a galgar. O príncipe Guilherme tinha sido um. Napoleão seria o próximo.” (pg 38-39).

Curioso’? Não exatamente! A Casa de Rothschild estava ajudando a financiar o ditador francês e, como resultado, tinha livre acesso aos mercados franceses o tempo todo. Alguns anos mais tarde, quando a França e a Inglaterra estavam bloqueando as linhas costeiras uma da outra, os únicos negociantes que tinham a permissão de furar livremente o bloqueio eram — sim, você adivinhou — os Rothschilds. Eles estavam financiando os dois lados!

“A eficiência que energizava os filhos de Mayer produziu uma enorme limpeza econômica da primavera: a remoção fiscal da madeira morta; uma renovação das antigas estruturas de crédito e a invenção de novas estruturas; uma formação — implícita na pura existência de cinco diferentes bancos Rothschilds em cinco países diferentes — canais de dinheiro fresco via câmaras de compensação; um método para substituir a antiga e incômoda remessa de barras de ouro por um sistema internacional de débitos e créditos.”

“Uma das principais contribuições foi a nova técnica de Nathan para os empréstimos internacionais flutuantes. Ele não estava muito interessado em receber dividendos em todos os tipos de estranhas e inconvenientes moedas.

“Agora Nathan atraiu a ele — a mais poderosa fonte de investimento do século dezenove — tornando os bônus estrangeiros pagáveis em libras esterlinas”. (pg 96).

A Batalha de Waterloo

À medida que a riqueza e o poder dos Rothschilds cresceram em tamanho e influência, assim também cresceu a rede de coleta de informações de inteligência. Eles tinham seus ‘agentes’ posicionados estrategicamente em todas as capitais e centros comerciais da Europa, coletando e desenvolvendo vários tipos de inteligência. Como a maioria dos negócios da família, ela era baseada em uma combinação de trabalho duro com pura esperteza.

O sistema de espionagem singular deles iniciou quando os ‘meninos’  começaram a enviar mensagens entre si por meio de uma rede de mensageiros. Ele logo se transformou em algo muito mais elaborado, eficiente e de maior alcance. Era uma rede de espionagem por excelência. Sua impressionante velocidade e eficiência deu aos Rothschilds uma clara vantagem em todas suas negociações em nível internacional.

“As carruagens dos Rothschilds percorriam velozmente as estradas; os barcos dos Rothschilds velejavam rapidamente pelo Canal da Mancha; os agentes dos Rothschilds eram sombras rápidas nas ruas. Eles transportavam dinheiro, ações, apólices de seguro, cartas e notícias. Acima de tudo, notícias — as mais recentes notícias exclusivas para serem vigorosamente processadas na Bolsa de Valores e na Bolsa de Mercadorias.

“E não havia notícia mais preciosa do que o resultado da batalha de Waterloo…” (The Rothschilds, pg 94).

Da Batalha de Waterloo dependia o futuro do continente europeu. Se o Grande Exército de Napoleão emergisse vitorioso, a França seria a senhora de tudo o que tinha ocupado na frente européia. Se Napoleão fosse esmagado e levado a se submeter, a Inglaterra teria o poder na Europa, e estaria em condições de expandir grandemente sua esfera de influência.

O historiador John Reeves, um partidário de Rothschild, revela em seu livro The Rothschilds: Financial Rulers of the Nations, 1887, pg 167, que “uma causa do sucesso de Natã foi o segredo com que ele ocultava, e a tortuosa política com a qual enganava aqueles que o observavam bem de perto.”

Havia vastas fortunas a serem feitas — e perdidas — dependendo do resultado da Batalha de Waterloo. A Bolsa de Valores em Londres fervilhava, à medida que os operadores aguardavam as notícias do resultado dessa batalha de gigantes. Se a Grã-Bretanha perdesse, os papéis ingleses mergulhariam em uma baixa sem precedentes. Se a Grã-Bretanha fosse vitoriosa, o valor dos papéis rapidamente atingiria as alturas.

À medida que os dois imensos exércitos se aproximavam para a batalha mortal, Natã Rothschild tinha seus agentes trabalhando freneticamente em ambos os lados da linha para coletar as informações mais exatas possíveis durante o transcorrer da batalha. Agentes adicionais dos Rothschilds estavam de plantão para levar os boletins da inteligência para um posto de comando localizado estrategicamente nas imediações.

MANIPULAÇÃO-CONTROLE-PODER-SOCIEDADES-SECRETASNo fim da tarde de 15 de junho de 1815, um representante dos Rothschilds embarcou em um barco especialmente fretado e partiu apressadamente para o canal, em direção à costa inglesa. Em sua posse estava um relatório confidencial dos agentes do serviço secreto dos Rothschilds sobre o progresso da batalha crucial. Esse dado de inteligência seria indispensável para Natã tomar algumas decisões vitais.

O agente especial foi recebido em Folkstone no amanhecer do dia seguinte pelo próprio Natã Rothschild. Após ler rapidamente os pontos principais do relatório, Rothschild novamente pegou a estrada, indo depressa para Londres e dirigindo-se à Bolsa de Valores.  (Continua) …


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